Pontual, Pontual Wines, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Esta é a melhor colheita do Syrah Pontual do Alandroal!
Nada de surpreendente, ou não se tratasse da colheita de 2015, que está aí para fazer história!

As notas de prova dizem que “apresenta uma cor intensa com reflexos violáceos. Os seus aromas estão bem definidos, frutos do bosque e nuances de especiarias, pimenta preta. Na boca revela-se um vinho muito equilibrado e denso, com uma acidez e taninos bem moldados.” A  graduação alcoólica é de 14%. O estágio é feito em barricas de carvalho Francês e Americano. Paolo Fiuza Nigra e Dinis Gonçalves são os enólogos de serviço.

Desde 2005  até esta de que aqui falamos, 2015, várias safras viram a luz do dia.
A PLC – Companhia de Vinhos do Alandroal, Lda, foi constituída em 2000 por Paolo Fiuza Nigra, Luís Bulhão Martins e Carlos Portas. As iniciais de cada um deles deram então nome ao projecto: PLC. Na planície ondulante do Alentejo, entre o Alandroal e Portalegre, a equipa gere com mestria 100 hectares de vinha. Plantada em solos xistosos onde as castas indígenas, e outras, potenciam a produção de vinhos de elevada qualidade, em terrenos e clima vocacionadas para a matéria prima que aqui nos traz, onde as vinhas crescem e as castas plantadas foram cuidadosamente escolhidas, com o objectivo de potenciar a qualidade das uvas e vinhos.

A produção de vinhos de qualidade começa na vinha e seus cuidados, através de uma selecção criteriosa das uvas, tendo em conta o seu estado sanitário e fase de maturação. Durante a vindima e depois na adega, a uva é processada com todos os cuidados necessários para preservar toda a sua qualidade e potencial. A vinificação dos brancos é feita em cubas de inox,  com desengace total, prensagem a baixas pressões e poucas quantidades, decantação entre 7 a 10° C. A fermentação é controlada a baixas temperaturas, entre os 13° C e os  15° C até esta acabar. Nos tintos a vinificação é feita em lagares de inox, o desengace é total e a maceração pré-fermentativa durante 1 a 2 dias. A fermentação alcoólica dá-se em temperatura controlada a  25° C. O estágio do vinho é feito em barricas de carvalho americano ou francês consoante a casta e vinho.

Segundo um adágio português:
“Ovo de uma hora, pão de um dia, vinho de um ano, mulher de vinte, amigo de trinta e deitarás boa conta.”
Quem diria melhor?

O Syrah Pontual é mais um elemento a exaltar a qualidade dos Syrah alentejanos. Vale a pena que se beba ciclicamente, partindo em demanda das edições anteriores,  até para avaliarmos a sua evolução de colheita para colheita. Mas esta de 2015 é verdadeiramente a melhor. E ainda bem. Porque é a que está disponível no mercado.
Que aprazível maneira de ocupar a vida!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 7,85€


 

Bridão, Adega do Cartaxo, 100% Syrah, Tejo, 2015

A Adega Cooperativa do Cartaxo volta à carga e apresenta-nos a sua nova colheita de Syrah 2015. A anterior tinha acontecido em 2012 e mais atrás em 2009. A Adega Cooperativa do Cartaxo não aposta anualmente nos varietais Syrah, mas de vez em quando lembra-se de nós, como fazem alguns produtores desta casta com tantas virtudes e qualidades!

Este Syrah tem 14,5% de graduação alcoólica e as notas de prova dizem-nos que é “de aspecto límpido, cor granada carregado, aroma com frutos silvestres do tipo amora e framboesa, compota e baunilha.O sabor é frutado, de boa intensidade, com boa estrutura, fresco, final longo e persistente com notas de baunilha.”

Fundada em 1954, a Adega Cooperativa do Cartaxo tem raízes numa região onde existem referências à actividade vitivinícola anteriores ao século X. Desde então a Adega Cooperativa do Cartaxo funcionou até 1974 nas instalações da Junta Nacional do Vinho, hoje convertida no Instituto do Vinho e da Vinha, no Cartaxo. Há mais de duas décadas, a Adega inaugurou as actuais instalações, onde labora desde então, sempre à procura do reforço da capacidade humana e tecnológica ao serviço da melhor produção vinícola. A afamada região vitivinícola do Ribatejo, hoje chamada de Tejo, integra a sub-região do Cartaxo e confere à produção da Adega Cooperativa do Cartaxo a denominação de Vinho Regional e DOC do Ribatejo.

Os responsáveis da adega investiram na modernização do edifício, que apresentava limitações, para corresponder às novas exigências do negócio. O antigo escritório foi demolido para se construir uma nova linha de engarrafamento. As instalações foram reajustadas e os serviços administrativos e recepção, inaugurados o ano passado, foram construídos à entrada da adega. No mesmo edifício, a loja e sala de provas estão praticamente concluídas, faltando apenas algumas “burocracias” para poderem entrar em funcionamento.

Nos últimos 5 anos os vinhos que mais têm crescido em vendas são o Xairel e o Plexus. No entanto, a marca Bridão, onde se integra com galhardia o nosso Syrah, continua a ser a marca estrela da adega, com uma gama de oferta de vinhos bastante diversificada e cada vez mais bem referenciada.

E acabamos com um provérbio português que diz:
“O pão pela cor e o vinho pelo sabor.”
No caso do Syrah é o dois em um, é pelo sabor sem dúvida, mas também pela cor. Vamos a ele!

 

Classificação: 16/20                                                                       Preço: 4,69€


 

Aldeias de Juromenha, Herdade das Aldeias, 100% Syrah, Alentejo, 2012

Ainda não tínhamos tido a oportunidade de falar do Syrah das Aldeias de Juromenha, ano 2012!

Mas vamos fazê-lo hoje porque é um Syrah merecedor de a ele sempre voltarmos.

Apresentámos aqui o de 2010, aqui o de 2011 e brevemente falaremos do de 2013 que acabou de sair. Como já se sabe é um Syrah feito por mestre António Saramago! Aliás é o único Syrah que Saramago faz presentemente! É um Syrah de “cor retinto, aroma frutos vermelhos e compota, bons taninos, volumoso, equilibrado com boa acidez que lhe permite ter longevidade.”

Nesta safra, como nas últimas, foram produzidas 13000 garrafas, todas elas dedicadas ao mercado interno. O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha é todo comercializado em Portugal. O facto de ser reserva significa neste caso que tem dez meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, e tem uma graduação alcoólica de 14,5%.

A Herdade das Aldeias é uma empresa agrícola situada a cerca de 15km da Cidade de Elvas e junto da Vila de Juromenha com vista para o Rio Guadiana de belíssima paisagem. Está inserida numa zona histórica com grande tradição na arte de fazer vinho. Este projecto em particular está em desenvolvimento desde 1986. A adega está rodeada por 70 hectares de vinha própria. Este sistema promove um aumento na eficiência na vindima, uma vez que reduz o tempo desde a colheita até ao processamento das uvas. O clima é caracterizado por uma Primavera e Verão excessivamente quentes e secos. A exposição solar regista também valores bastante altos, em particular nas semanas anteriores à vindima, condições que contribuem para uma perfeita maturação das uvas. De facto as condições são extremamente favoráveis à síntese e acumulação de açucares e concentração de aromas e cor na película da uva. A bacia hidrográfica é dominada pelo Rio Guadiana e o tipo de solo é predominantemente xistoso.

A produção actual é de cerca de meio milhão de litros por ano, tendo uma capacidade de armazenamento de 600.000 litros.Todos os processos desde a vinificação até ao engarrafamento são realizados nas instalações da adega.

O escritor escocês Robert Louis Stevenson escreveu:
“O vinho é a única obra de arte que se pode beber!”
O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha, é ano após ano, colheita após colheita, uma verdadeira e genuína obra de arte, bebível em modo contemplativo como quem aprecia aquela arte que nos emociona e não esquecemos!

 

Classificação: 18/20                                                          Preço: 4,99€


 

Syrah by Julia Kemper, Julia Kemper Wines S A, 100% Syrah, Terras do Dão, 2012

E damos a conhecer mais um Syrah, novidade absoluta, orgânico desta vez, das Terras do Dão. Eis portanto o Syrah de Julia Kemper, Quinta do Cruzeiro, em Mangualde!

O Dão, terra de Touriga Nacional e Alfrocheiro, não tem o terroir mais propício para Syrah, no entanto recebemos sempre de braços abertos uma nova experiência com a nossa casta de eleição! Com 13% de graduação alcoólica é um Syrah de beber fácil e sem grande complexidade aromática. Percebe-se logo no primeiro trago que é um vinho orgânico e isso é a sua mais valia. Mostra também capacidade de evolução. Veremos como se comporta com o passar do tempo!

Os Vinhos Kemper existem há mais de 400 anos e os valores de uma agricultura biológica têm passado de geração em geração. A família Melo Kemper acredita no equilíbrio da Natureza e nele não tem intenções de  interferir. Boas notícias sem dúvida!

A Família Melo olhou para as Terras de Azurara com interesse vinícola e assim foi achado o terroir do DÃO – o planalto onde se localizam as vinhas do vinho Julia Kemper. Ao longo do tempo houve parcelas de terra – algumas vinhas – que saíram da esfera da Família mas tal como um boomerang, elas retornaram e hoje, uma parte, estão nas mãos da equipa actual. Em 2000, Julia de Melo Kemper, advogada de profissão, em Lisboa, foi chamada por seu Pai, também um Melo, António Melo, para continuar o legado da família Melo no DÃO. E foi assim que Julia Kemper se tornou também numa agricultora.

Apesar desta história enorme estamos perante o primeiro monocasta Syrah da família Kemper! As vinhas na Quinta do Cruzeiro são tratadas com toda a delicadeza e segundo uma agricultura sustentada, seguindo os preceitos da agricultura biológica, consentânea com os valores e a herança recebida das gerações passadas, pois uma análise preambular à terra confirmou que esta se encontrava livre de qualquer contaminação, o que significa que sempre houve a preocupação de preservar o que a natureza tinha dado. A riqueza da Quinta do Cruzeiro com os seus vários terroirs passa por seis parcelas de vinha rodeadas de mato e pinhal. No final de cada sebe, as videiras e nas bordaduras das vinhas as oliveiras. E tudo isto num planalto a 700m de altitude protegido dos ventos por quatro imponentes serras – Serra da Estrela, Serra do Caramulo, Serra do Buçaco e Serra da Nave. É um verdadeiro ecossistema de biodiversidade ligeiramente domesticado conseguindo temperar o indomável Dão com um brilho de elegância!

A Adega da Quinta do Cruzeiro, original de 1950, foi construída toda em granito ao longo das diferentes gerações Melo e concluída pelo Avô de Júlia de Melo Kemper que, aproveitando o declive do terreno, já trabalhava com recurso à força da gravidade.
Esta adega era composta por dois pisos, o de cima com os lagares de granito onde era feito a pisa do vinho e o de baixo com cubas e as barricas onde o vinho ficava a estagiar. Uma das chaves de sucesso deste projecto era controlar todo o processo desde a vinha até ao engarrafamento, neste sentido sendo prioritário investir numa boa adega, por isso decidiu-se que a recuperação da adega seria dos primeiros investimentos. Foi então que em 2007 a adega sofreu obras de recuperação e modernização, tentando ao máximo preservar a estrutura inicial. As cubas foram limpas, alinhadas, revestidas a aço inox reduzidas de tamanho para receberem uma colheita menor mas de maior qualidade, e adquiriu-se todo o equipamento de escolha, desengace, esmagamento e também o controlo de temperatura, em todos os recipientes.

As vinhas estão instaladas em terrenos de baixa fertilidade, predominantemente graníticos com diversos afloramentos xistosos que surgem a sul e a poente da Região. Ainda que se encontre implantada em altitudes que rodam os 800 metros, é entre os 400 – 500 que vegeta em maior quantidade. O clima, não obstante ser temperado, é frio e chuvoso no Inverno e muito quente e seco no Verão, havendo contudo variações microclimáticas de grande importância para a qualidade dos vinhos. Encontram-se, assim, reunidas as condições únicas para a produção de vinhos com características próprias e bem definidas.

Gusmão Rodrigues disse que:
“No mundo do vinho, somos um País importante que não pode deitar-se à sombra das velhas ramadas.”
Julia Kemper acaba de mostrar com este Syrah que é possível fazer novo utilizando o tradicional!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 22,50€


 

Grand´Arte, 100% Shiraz, DFJ Vinhos, Lisboa, 2012

O Syrah Grand´Arte, que por acaso se escreve Shiraz, já iremos falar disso, da DFJ Vinhos, liderada por José Neiva Correia, vai na segunda colheita, e é dela que vamos falar hoje! A primeira tinha sido de 2011. Em termos de qualidade podemos afirmar que estão muito equiparadas.

Sobre o dito Shiraz na designação, é o único Syrah português que se apresenta com a outra grafia mais usada nos Syrah do novo mundo!

Mas vamos falar deste Shiraz “Grand D’Arte”, da Quinta Fonte Bela em Vila Chã de Ourique, no concelho de Santarém, ou seja, um regional de Lisboa, que possui uma graduação alcoólica de 13,5% e teve um estágio de três meses em barricas de carvalho francês.
Diz-nos o produtor que se trata de um Shiraz “…equilibrado, com taninos macios e um toque de baunilha e especiarias. Muito suave, fácil de beber e ao mesmo tempo, intenso, persistente e saboroso.” As várias garrafas que bebemos, ao longo deste último ano, vêm confirmar estas palavras!

Já Ernest Hemingway dizia que:
“Uma pessoa com o aumento do conhecimento e da educação sensorial pode obter prazer infinito no vinho.”

Em conversa com o Director Comercial e de Marketing da DFJ Vinhos, Luís Gouveia, homem simpático e muito disponível para prestar todos os esclarecimentos, ficámos a saber que com esta colheita foi feito um número maior de garrafas da colheita de 2011 que tinha sido vinte e quatro mil garrafas, embora a grande maioria tenha sido destinada ao mercado externo. E uma palavra de apreço quanto à informação prestada no site oficial da empresa, que está devidamente actualizado, permitindo assim a quem escreve e divulga prestar um bom serviço. Um exemplo a seguir.

Segundo a crítica de vinhos inglesa Jancis Robinson “a melhor maneira de introduzir amigos no mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.”
Então sem dizermos mais nada vamos lá beber uma taça de Shiraz do Grand`Arte e cá estaremos para falar se nos for perguntado!

 

Classificação: 16/20                            Preço: 7,95€


 

Humanitas, Vinha das Virtudes, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Trata-se da segunda edição deste Syrah topo de gama de Évora, e que nos encantou da mesma maneira que o seu irmão de 2013.

Mas há uma diferença que queremos realçar. Este Humanitas de 2014 tem uma maior capacidade de evolução! Isto, claro, não é científico, mas daqui a um ou dois anos vamos voltar a falar deste Syrah e depois vamos ver do nosso vaticínio! De qualquer maneira estamos perante um Syrah que quando o bebemos aquele “ahhh” especial, típico de um Syrah acima da média, aquele toque final que se prolonga, significando qualquer coisa como: mas que Syraaaahhhh!!!
Em Dia de Reis, que melhor presente pode haver?

O nome, na sua etimologia latina, é uma das sete virtudes do poema épico Psychomachia, que significa batalha da alma, e foi escrito por Prudêncio – Poeta Romano que viveu de 348 a 410 e fala sobre a batalha das boas virtudes contra os vícios malignos.

O enólogo é o egrégio Pedro Baptista, que está também ligado à Fundação Engenheiro Eugénio de Almeida e é responsável pelo Syrah Scala Coeli já por nós destacado aqui. A designer é Rita Rivotti, que trata da imagem dos vinhos que agora chegam ao mercado.
Ao contrário do Humanitas 2013, de que só foram feitas 2100 garrafas, deste de 2014 foram feitas mais do dobro. O grau alcoólico é de 14% e apresenta-se com rótulos novos para mais facilmente se distinguir do outro vinho tinto da casa. As notas de prova que escolhemos dizem que tem “cor densa e concentrada, aromas maduros de frutos vermelhos e pretos à mistura com a frescura de bosque e sensações mentoladas. Tanino assertivo e boa acidez que escondem por completo o álcool elevado.”

A vinha está implantada em solos de origem granítica, beneficiando também da exposição a norte, que proporciona maiores amplitudes térmicas e noites mais frias que a generalidade do Alentejo. As produções serão sempre baixas e orientadas unicamente para a qualidade até porque a vinha só tem 2,5 hectares.

O proprietário, o muito simpático José Rodrigues, um empresário de Setúbal, amante de Syrah tal como nós, tinha o desejo de plantar uma vinha onde pudesse fazer vinhos de qualidade. Podia ter escolhido Setúbal, o que seria natural, mas inteligentemente optou pelo melhor sítio onde, com alguma garantia de sucesso, poderia fazer um Syrah, assim como outros vinhos, naturalmente, com qualidade elevada. Escolheu o Alto Alentejo, mais precisamente o distrito de Évora. Foi em 2011 que descobriu o refúgio ideal. Uma propriedade no Alentejo, a cerca de 10 kms de Évora, situada numa zona de paisagem protegida pela Rede Natura 2000, que o encantou de imediato. A casa do Monte da Ribeira era a única edificação a pontuar a propriedade. Começou por adquirir um tractor e algumas alfaias para apoio do assento agrícola e o seu espírito inquieto não sossegou enquanto não concretizou o desejo de plantar uma vinha. Não é fácil fazer uma vinha e produzir vinhos e ter um lugar no mercado, mas apesar de José Rodrigues ter sido avisado, não quis desistir e foi à luta.

Plantou então, entre Abril e Maio de 2012, 2,5 hectares de vinha com castas que sempre apreciou: Aragonês, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e naturalmente a nossa Syrah. Depois, chamou o arquitecto Jorge Fragoso Pires para lhe desenhar uma adega funcional e contextualizada.
A adega está situada em território abrangido pela Rede Natura 2000, que visa proteger as espécies e os habitats mais ameaçados da Europa. Foi concebida segundo exigentes critérios de racionalidade técnica e funcional e está preparada para resistir às inevitáveis evoluções do processo produtivo. A uva é seleccionada manualmente no amplo alpendre exterior, para ser admitida na nave industrial, e a transferência das massas é feita por gravidade, de um modo natural.

A cave de envelhecimento é semi-enterrada, para assegurar a correcta evolução dos vinhos em ambiente termo-higrométrico adequado. O “layout” complementa-se com o laboratório, outras instalações técnicas e uma cuidada zona social onde se realizam as provas de vinho, e outras reuniões, com ampla vista sobre a quinta. De tal cuidado e rigor só poderia sair algo de qualidade superior, como fica comprovado!

A nossa citação de fecho é do político francês Talleyrand que diz:
“Antes de levar tal néctar aos seus lábios, você olha segurando alto a sua taça, cheira longamente, e então, a taça colocada na mesa … falamos!”
O Humanitas Syrah 2014 é pois de longas falas, que se vão prolongar em profundidade ainda por muito tempo, sendo levado aos lábios e palato com sumo deleite!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 16,00€