Cabeça de Toiro, Quinta de S. João Baptista, 100% Syrah, Tejo, 2014

Este novíssimo Syrah Cabeça de Toiro de 2014 é no fundo a nova roupagem do Syrah Quinta de S. João Baptista 2011 de Rio Maior que já antes apresentámos.
O Syrah é o mesmo, mudou o nome, mudou a garrafa, mudou os rótulos, mas a colheita é nova. Assim de repente o que se nota é muito marketing à volta, mas o mais importante é o que está dentro da garrafa. Quanto ao nome não nos parece que acrescente o que quer se seja de importante ao Syrah que já conhecíamos. A Quinta de S. João Baptista já mudou o nome do seu Syrah por três vezes. Chamou-se inicialmente Casaleiro, até 2006. A partir de 2007 passou a chamar-se Quinta de S. João Baptista e agora com a colheita de 2014 passa a chamar-se Cabeça de Toiro! Já dissemos noutra ocasião, que estar constantemente a mudar o nome do Syrah não parece uma boa política de divulgação do produto!
Adiante.

As notas de prova dizem-nos que tem “Aspeto límpido e cor granada intensa com nuances violeta. Aroma intenso e complexo a frutos silvestres como mirtilo e groselha. Na boca, apresenta uma boa estrutura, é frutado e macio.” Tem 14% de graduação alcoólica.

A origem da Quinta de S. João Baptista é muito antiga, e encontra-se entre histórias de sucessões nobres, doações para ordens religiosas e mais uma mão cheia de acontecimentos. Foi adquirida em 1987 pelo grupo Enoport United Wines, que na altura se chamava “Caves Dom Teodósio”, e foi desde aí que se começou a investir na reestruturação da vinha substituindo vinhas velhas por castas novas, algumas das quais internacionais, como a nossa Syrah.

A Quinta de S. João Baptista localiza-se no concelho de Torres Novas, na freguesia de Brogueira, região vitivinícola do Tejo e tem um total de cerca de 115 hectares dos quais 97 com vinha. Das castas plantadas, a maioria são para vinhos tintos – cerca de 74 hectares – e além das castas tradicionais portuguesas, como a Castelão, Trincadeira Preta, Touriga Nacional e Touriga Franca (50%), há também várias castas internacionais aqui plantadas como a mencionada Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon (50%). Os cerca de 21 hectares de castas brancas plantadas em 1991 são as tradicionais na região do Tejo: Arinto, Fernão Pires e Malvasia (65%) e ainda castas internacionais como o Chardonnay e o Sauvignon Blanc (35%). Possui um dos maiores centros de vinificação do grupo com capacidade para vinificar um milhão e meio de quilos de uvas. Está igualmente dotada de uma adega tradicional, que combina tradição e inovação, usando novas tecnologias como controle de temperatura em todas as cubas de fermentação.

O escritor francês Marcel Pagnol disse:
“Quando o Syrah é engarrafado, ele deve ser bebido … especialmente se é bom!”
O Syrah Cabeça de Toiro é indiscutivelmente um bom Syrah como era igualmente o anterior Syrah Quinta de S. João Baptista!
E tem uma ainda melhor relação qualidade-preço.
Por isso… à nossa… e vossa!

 

Classificação: 16/20                                                         Preço: 6,00€

Campo Pequeno, Grande Syrah

É mais do mesmo, mas queremos lá saber, festa é festa, mesmo que brava, e enquanto a saúde não faltar, lá estaremos.

Gostamos muito deste encontro anual, pois o espírito dos pequenos produtores de Syrah é completamente diferente dos grandes produtores, mais genuíno, mais aberto, mais próximo do cliente e apreciador, com a vantagem de que aqui, por ser um mercado, se pode comprar o nosso Syrah favorito. E não só: são muitas as iguarias regionais presentes, como doçaria, produtos agrícolas, charcutaria regional, e por aí adiante.

O Bloque do Syrah, preparado para a Pega de Caras, já na refrega do redondel!

Eis pois um apanhado dos Syrah presentes, entre eles algumas novidades, de que falaremos nas próximas semanas.

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Mais alguns instantâneos do que foi o nosso percurso por entre aqueles joviais produtores, sempre com muita alegria e boa disposição.

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E um encontro que muito nos encantou, pois pudemos conhecer em pessoa um dos nossos produtores e enólogos mais bem amados, o francês Patrick Agostini, que faz um Syrah de eleição: o Quinta do Francês! Fica o registo para memória futura. Merci bien.

A tarde terminou em beleza, com mais um encontro recorrente: António Saramago! A quem demos os parabéns por nos ter dado mais um Syrah memorável, Aldeias de Juromenha, Reserva, 2013. Bem-haja, Mestre!

Mais uma vez, e para terminar, fica o registo das belezas presentes, em modo flaneur pelo redondel, em tarde bem passada!

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Mercado de Vinhos do Campo Pequeno – Pequenos Produtores, Grandes Descobertas

Mais uma grande festa que anuncia, sobretudo porque como é costume o Syrah abunda e recomenda-se.

De 20 a 22 de Outubro o Campo Pequeno acolhe, uma vez mais, o Mercado de Vinhos, um evento de referência no panorama vitivinícola nacional e que reúne mais de 120 produtores portugueses com o objectivo de divulgar produtos nacionais exclusivos e de alta qualidade a preços competitivos.

Este evento pretende dar visibilidade aos pequenos produtores num encontro de novas descobertas e de autêntica cultura do vinho.

Dias / Horários

20 de Outubro: das 15h00 às 22h00

21 de Outubro: das 12h00 às 22h00

22 de Outubro: das 12h00 às 20h00

Lá estaremos em peso e em força, para tudo sorver e saborear, que motivos não costumam faltar!

Telhas, Terras D’ Alter Companhia de Vinhos Lda, 95% Syrah, 5% Viognier, Alentejo, 2014

Temos aqui a melhor colheita do Telhas!
De 2014, trata-se de um topo de gama!
A sua composição é de 95% Syrah e 5% Viognier.
A Vinha situa-se na Herdade das Antas.

O Telhas provém do sector mais elevado da vinha, o qual se caracteriza pelo austero solo granítico e o seu terroir muito característico. Daí ser um Syrah que se destaca, por exemplo, em prova cega explicando o bom resultado que aí consegue. E esta colheita parece ter grande futuro em termos de evolução. As notas de prova dizem-nos que na “cor é vermelho intenso com centro púrpura.O aroma tem nariz perfumado com notas de violetas, pimenta moída, carne assada e alcatrão.O paladar mostra sabores exóticos de madeiras e especiarias orientais com uma envolvente de frutos vermelhos maduros. Final muito saboroso com notas de cedro e baunilha.” Tem uma graduação alcoólica de 15,5%!

Peter Bright é o Enólogo dos vinhos Terra de Alter. De origem Australiana, a viver em Portugal desde 1982, é dinâmico, empreendedor e o seu lema é “experimentar mas não misturar estilos”. As duas castas presentes neste Syrah co-fermentaram com leveduras autóctones em pequenos reservatórios abertos e com manta submersa. A fermentação foi concluída em barricas novas de carvalho americano acompanhada de battonage. Seguiu-se a fermentação maloláctica e estágio em barrica durante 24 meses.

A vinha Terras de Alter é estruturada segundo o conceito novo mundo e desenhada com o contributo da Universidade de Fresno na Califórnia. As vinhas são plantadas utilizando modernos sistemas de condução e irrigação, facilitando o seu tratamento e garantindo a sua qualidade.

A adega está localizada muito perto dos produtores de uva, o que permite um tempo mínimo entre a vindima e o inicio da laboração. A escolha de todo o equipamento foi feita segundo os princípios mais modernos, com o objectivo de se conseguir produzir de acordo com os conceitos do novo mundo já mencionados. A adega tem a possibilidade e versatilidade para poder laborar segundo processos de alta qualidade, com vindima manual, selecção de uvas à entrada, controlo altamente rigoroso de temperatura e outros aspectos que possibilitam a produção de excepção. Tanto pode trabalhar em cubas de quantidades consideráveis para os nossos vinhos mais correntes, como pode trabalhar em cubas de fermentação muito pequenas, que permitem o tratamento de lotes reduzidos mas de elevadíssima qualidade. É esta versatilidade que permite conseguir lotes de tempero que afinam ou complementam os vinhos de topo. Terras de Alter, Companhia de Vinhos, Lda., utiliza as uvas produzidas pelos seus sócios, na região de Alter do Chão e Fronteira, embora também se abasteça nas produções do Alto Alentejo, conforme as suas necessidades específicas.

O escritor britânico Hector Hugues Munro escreveu :
Quem não ama nem as ostras, nem os espargos, nem o bom Syrah, não tem alma nem estômago. »
Este é um Syrah melhor que bom.
É daqueles a não perder… mesmo!

 

Classificação: 19/20                                                Preço: 23,00€

Pela terceira vez na grande festa do Syrah de além Tejo

Sempre de facto um enorme prazer estar presente neste grande encontro que são os Vinhos do Alentejo em Lisboa, e no nosso caso ir ao encontro de algum do melhor Syrah que se produz em Portugal. E com a grande vantagem  de ter no mesmo local todo o entusiasmo e alegria de partilhar característica deste tipo de acontecimentos.

Para nós o mais importante é o contacto directo com que faz e sabe, assim como de repente dar de caras com uma novidade, ou mesmo algo inesperado, como se pode ver.

O novíssimo Syrah da Peceguina 2015, a ser provado com enorme júbilo pela primeira vez!

Vamos pressionando amigavelmente aqui e ali por novas colheitas, mendigando por entre quem ainda não produz Syrah, para produzir, etc. E de repente mais uma surpresa, que nos deixou exultantes, o muito aguardado Aldeias de Juromenha, Reserva, 2013, absolutamente maravilhoso, como em breve contaremos. E as tão gentis meninas ainda nos ofereceram duas garrafas! Que mais se pode pedir?

Eis uma sequência de imagens de alguns dos Syrah apreciados, sempre com muito enlevo e determinação.

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E estas foram as fotografias da tarde, dois anónimos amigos que nos ouviram a falar de Syrah com tanto entusiasmo que quiseram saber a razão de tal predilecção. Claro que imediatamente compreenderam porquê.

Outro momento interessante aconteceu, novamente em anónimo encontro, quando ao nosso lado alguém, ouvindo falar de um Blogue sobre Syrah, comentou “Syrah??, monovarietais??, Portugal é dos Blend, qual Syrah, qual carapuça! Um Blogue sobre Syrah?? Nunca me passaria pela cabeça tal coisa!!!” E assim por diante. Foi divertido.

Cá está ele, olhando de lado, nada convencido!

 

Ficam mais algumas imagens do muito que vimos, degustámos, conversámos, em pleno ambiente de são convívio.

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Em modo de quem anda por ali piscando o olho a tudo quanto é Syrah, ainda houve tempo para registar algumas das belezas que enchiam o espaço com o seu encanto e simpatia.

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E assim nos vamos, até ao próximo ano!

Syrah do Alentejo em Lisboa 2017

Esta Sexta-Feira, e no Sábado também, querem acompanhar-nos até ao Alentejo…. mesmo aqui ao lado em Lisboa?

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana organiza mais uma edição do evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa” no CCB – Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 13 e 14 de Outubro.

A iniciativa visa divulgar e promover os vinhos da região do Alentejo, não só junto dos consumidores habituais, mas também de forma a cativar potenciais novos consumidores num espaço privilegiado e de grande prestígio.

Para além das provas de vinhos, o evento terá um programa paralelo de acções relacionadas com vinho e gastronomia alentejana e muito entretenimento. No programa estão incluídas as já nossas conhecidas Conversas sobre temas relacionados com os Vinhos do Alentejo, Provas Técnicas dinamizadas por jornalistas, Conversas informais sobre o vinho dinamizadas por um Sommelier e uma montra de empresas com produtos DOP Alentejanos.
Os produtores de Syrah presentes, em número de 28, são:

– Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito – Adega de Borba
– Adega Herdade das Aldeias de Juromenha, Lda
– Aromas do Sul
– Bacalhôa
– CARMIM
– Casa Santos Lima
– Comenda Grande
– Cortes de Cima
– Ervideira
– Esporão
– Fundação Eugénio de Almeida
– Herdade da Calada / Dona Dorinda
– Herdade da Malhadinha Nova
– Herdade da Maroteira
– Herdade da Mingorra
– Herdade do Arrepiado Velho
– Herdade do Peso
– Herdade dos Lagos
– Herdade São Miguel
– João Portugal Ramos Vinhos
– Luís Duarte Vinhos
– Marcolino Sêbo
– Monte da Ravasqueira
– Monte Novo e Figueirinha
– Solar dos Lobos
– Terras de Alter
– Tiago Cabaço Winery
– Vinha das Virtudes

Do nosso ponto de vista o mais entusiasmante é o facto de, como se pode ver, quase todos os grandes produtores de Syrah estarem presentes.
Vai ser em grande!

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VINHOS DO ALENTEJO EM LISBOA 2017
13 e 14 OUTUBRO 2017
CENTRO CULTURALDE BELÉM

HORÁRIOS
13 Outubro | 16:00H às 21:00H
14 Outubro | 15:00H às 21:00H

INSCRIÇÕES – Acesso geral é gratuito. É necessário comprar copo para provar os vinhos. Custo de €3