Daily Archives: 17/02/2015

Tapada de Coelheiros, Herdade dos Coelheiros, 100% Syrah, Alentejo, 2007

garrafa

Estamos novamente no Alentejo, região de Arraiolos, para conhecer o syrah da Herdade dos Coelheiros. Trata-se de um syrah de safra única, mas de qualidade superior.

A Herdade dos Coelheiros é uma empresa familiar, constituída em 1981. Uma década depois, em 1991, surge o seu primeiro vinho sob a chancela de Tapada de Coelheiros e daí para cá tem pautado a sua história vínica pela qualidade dos seus produtos, colheita após colheita.

Situado na freguesia da Igrejinha, no concelho de Arraiolos, o Monte dos Coelheiros estende-se por 800 hectares, onde a par da vinha mantém um pomar de nogueiras, montado de sobro, com caça maior e menor, além do olival. Esta variedade de culturas permite à empresa o desenvolvimento de diferentes turismos (eco, agro, cinegético e, claro, o enoturismo).

Desde então, o portfólio de vinhos e de outros produtos foi crescendo gradualmente, resultante não só de uma gestão cuidada dos recursos naturais da propriedade, mas também fruto de grande dedicação e desenvolvimento das diferentes actividades de produção da terra que permitem a produção de produtos de excelência.

O ano de 2007 foi excepcional nesta região para a casta syrah, e isso motivou o enólogo residente da Herdade dos Coelheiros, Luís Maia, com quem tivemos a oportunidade de conversar, assim como o enólogo consultor António Saramago, a fazerem uma experiência: produzir um monovarietal syrah de unicamente 1800 litros, que deu para encher 2167 garrafas.

Esteve 12 meses em pipas de carvalho francês, passou para pipas de carvalho novo durante mais 12 meses, e depois esteve em estágio em garrafa durante mais 24 meses. Este syrah só foi lançado no mercado em 2012. O enólogo Luís Maia confidenciou-nos que já não há muitas garrafas disponíveis.

Este Syrah “revela-se “untuoso”, cor rubi acentuada, elegante nos seus 14,5 de graduação álcoólica.”

Em resumo estamos perante um syrah de uma safra única, com uma muito pequena produção, que já está a acabar, e que demorou vários anos a ser produzido. Logo a conclusão óbvia é que se trata de um syrah do qual não nos podemos esquecer… e que urge procurar pelo que ainda resta dele!

Como escreveu Mário Quintana a propósito do melhor vinho:

“Por mais raro que seja, ou mais antigo,

Só um vinho é deveras excelente

Aquele que tu bebes, docemente,

Com teu mais velho e silencioso amigo.”

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 19,50€

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