Bridão, Adega Cooperativa do Cartaxo, 100% Syrah, Tejo, 2012

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No Tejo profundo onde nos encontramos hoje, também podemos dizer Ribatejo, temos um Syrah que esteve esgotado algum tempo mas, com a presente safra de 2012, está de novo entre nós, felizmente! Por coincidência na mesma altura a Adega Cooperativa do Cartaxo foi distinguida com o prémio “cooperativa do ano 2014” pela Revista de Vinhos.

Este Syrah tem 14% de graduação alcoólica e as notas de prova dizem-nos que é “escuro na cor, revela aromas compotados de ameixa e amoras maduras, com leves notas de baunilha. Bem estruturado, muito redondo, maduro e quase doce no final suave nuances de compota e chocolate.”

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Fundada em 1954, a Adega Cooperativa do Cartaxo tem raízes numa região onde existem referências à actividade vitivinícola anteriores ao século X. Desde então a Adega Cooperativa do Cartaxo funcionou até 1974 nas instalações da Junta Nacional do Vinho, hoje convertida no Instituto do Vinho e da Vinha, no Cartaxo. Há mais de duas décadas, a Adega inaugurou as actuais instalações, onde labora desde então, sempre à procura do reforço da capacidade humana e tecnológica ao serviço da melhor produção vinícola. A afamada região vitivinícola do Ribatejo, hoje chamada de Tejo, integra a sub-região do Cartaxo e confere à produção da Adega Cooperativa do Cartaxo a denominação de Vinho Regional e DOC do Ribatejo. Genuínos, típicos e autênticos, os vinhos da Adega Cooperativa do Cartaxo servem com excelência dois desígnios importantes: grau de qualidade e a satisfação e reconhecimento dos apreciadores de vinho.

O actual sucesso dos vinhos deve-se, segundo o Director Executivo, Fausto Silva, à estratégia de crescimento sustentado suportado pela crescente qualidade das uvas que os associados entregam na adega, ao investimento feito na modernização e na importância dada aos mercados e seus consumidores . “Há uns anos desafiámos os nossos sócios a produzirem uvas com maior qualidade e isso tem-se reflectido na qualidade dos vinhos que produzimos. Também o facto de termos um excelente conhecimento enológico, contribuiu para o desenvolvimento e crescimento na qualidade dos vinhos da Adega do Cartaxo, fundamental para que cada vez mais os consumidores reconheçam e procurem as nossas marcas”, afirma.

Fausto Silva, que ocupa o cargo há vinte anos, lembra que a Adega Cooperativa do Cartaxo produz cerca de oito milhões de litros de vinho por ano e que 75 por cento da produção é constituída por vinho tinto proveniente na sua quase totalidade de vinhas aptas à produção de uvas para vinho regional e DOC.

Os vinhos ali produzidos têm tido maior procura nos últimos anos graças ao aumento da sua qualidade média acompanhada de uma atitude de gestão orientada para o mercado. “O sector dos vinhos ganhou maior dinamismo, os hábitos de consumo mudaram. Existe uma maior exigência de qualidade por parte de quem compra e de quem consome. Há mais acções de comunicação e promoção e a distribuição melhorou, tornando-se mais comunicativa e agressiva, o que contribuiu para proporcionar mais e melhores opções aos consumidores e ao maior interesse e conhecimento do mercado em relação aos vinhos”, justifica. “Nós, Adega do Cartaxo, temos de acompanhar as tendências, ameaças e oportunidades do mercado e adequar as nossas estratégias a essa realidade”.

Os responsáveis da adega investiram na modernização do edifício, que apresentava limitações, para corresponder às novas exigências do negócio. O antigo escritório foi demolido para se construir uma nova linha de engarrafamento. As instalações foram reajustadas e os serviços administrativos e recepção, inaugurados o ano passado, foram construídos à entrada da adega. No mesmo edifício, a loja e sala de provas estão praticamente concluídas, faltando apenas algumas “burocracias” para poderem entrar em funcionamento.

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“A modernização da adega foi fundamental para o desenvolvimento e evolução dos nossos vinhos. Tivemos que nos adequar às exigências do mercado de forma a termos um produto e uma imagem de marca que dê garantias e confiança a nós empresa, aos nossos parceiros e aos nossos consumidores”, sublinha o director executivo. “Fazer marca e aumentar notoriedade, é um processo que leva o seu tempo e tem os seus custos. Temos essa consciência e tentamos fazê-lo de forma sustentada e com humildade, ainda para mais sabendo a realidade económica do país, mas temos a ambição de quem sabe o potencial que a empresa e a região têm e que de igual forma sabe que o trabalho e a dedicação são determinantes para o sucesso”.

Desde 2005 que a aposta tem sido mais incisiva na internacionalização. A Adega do Cartaxo exporta para vários mercados destacando-se França, China, Brasil, Estados Unidos da América, Suíça, Luxemburgo e São Tomé e Príncipe. Outros mercados menos representativos mas também importantes são a Holanda, Alemanha, Moçambique, Angola, Giné Bissau e Nigéria.

Nos últimos 5 anos os vinhos que mais têm crescido em vendas são o Xairel e o Plexus. No entanto, a marca Bridão, onde se integra com galhardia o nosso Syrah, continua a ser a marca estrela da adega, com uma gama de oferta de vinhos bastante diversificada e cada vez mais referenciada. Entretanto, como reflexo do crescimento da qualidade dos vinhos produzidos, foram recentemente reconhecidos com prémios em concursos nacionais e internacionais vários vinhos desta marca. A título de exemplo, o vinho Bridão Tinto Reserva 2011 já conquistou três medalhas de ouro em concursos internacionais e o Bridão Clássico uma medalha de ouro e uma medalha de prata, também em concursos internacionais.

E hoje acabamos com uma citação de um homem da música clássica, Johann Strauss:
“Um valsa e um vinho, sempre pedem bis.”
Podemos igualmente asseverar, ao som de uma valsa vienense e em boa companhia, que apenas uma taça de Bridão a maior parte das vezes não é suficiente!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 4,60€


 

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