Monthly Archives: September 2017

Monte da Ravasqueira em destaque no Syrah Masters 2017

Esta foi a manchete que nos chamou a atenção!

Citando o Comunicado de Imprensa da própria empresa: O Monte da Ravasqueira Syrah Viognier 2013 acaba de conquistar uma medalha de ouro no Syrah Masters 2017, um concurso promovido pela prestigiada publicação europeia The Drink Business, que junta em competição dezenas de vinhos desta casta, provenientes das mais diversas regiões do mundo. Tendo sido o único vinho de origem portuguesa premiado, o Monte da Ravasqueira Syrah Viognier 2013 foi apontado como “surpreendente” pelo júri de 2017, composto por Masters of Wine como Emma Symington (Wine Australia), Patricia Stefanowicz (consultora) e Patrick Schmitt (The Drinks Business) e Masters Sommelier como Clément Robert (28-50 Wine Workshop & Kitchen) ou Matthieu Longuère (Escola de Hotelaria e Cozinha “Le Cordon Bleu”).

O Syrah Masters 2017, que decorreu Bumpkin, na Inglaterra, é uma competição que consiste numa prova cega que se divide em apenas duas categorias (estilo e preço), não estando a concurso a região.

Traduzindo a frase de abertura de um dos jurados, “Embora possa ser menos popular do que outras variedades de uvas vermelhas, Syrah ou Shiraz, é feito por produtores que realmente têm uma paixão pela casta, como as expressões dos nossos provadores demonstram e provam.

O nosso bem amado Monte da Ravasqueira aparece na categoria Oaked, Madeira, e na gama de preço £15-£20. O que foi uma surpresa foi a qualidade geral dos vinhos, resultando séries de pontuações muito altas. Houve poucos vinhos a decepcionar, sendo a casta Syrah uma variedade onde os consumidores realmente podem obter uma boa relação qualidade-preço e beber alguns vinhos verdadeiramente deliciosos.

Confessamos que não conhecíamos esta competição mas a partir de agora estaremos atentos ao desenrolar de futuras edições. E sempre com o jubilo de ver o nosso Syrah premiado entre os melhores do mundo. Porque é um dos melhores.

Estamos convencidos disso!


 

Bacalhôa Syrah, Quinta da Bacalhôa, 100% Syrah, Setúbal, 2015

É com redobrada alegria que falamos deste Syrah!
Bacalhoa Syrah de 2015!
Para além de dois rosés exclusivamente feitos de Syrah, a Bacalhoa Vinhos teve um Syrah de 1999 até 2008. Depois foi descontinuado. Foram nove anos de monocasta Syrah de qualidade que acabou abruptamente!
A Bacalhoa, apesar de ser um potentado vinícola em Portugal deu como justificação, que o Blogue do Syrah não aceitou na altura como plausível: “questões de ordem financeira”!
Assim mesmo nos foi dito na Feira dos vinhos 2014, que aconteceu na antiga FIL. No texto que escrevemos sobre o Só Syrah de 2008 dissemos profeticamente “Os amantes do sumo fermentado de uva terão que encontrar alternativas e felizmente elas existem e em quantidade… A Bacalhôa com o passar do tempo irá ver o erro grosseiro que acabou de cometer!”

Pois bem!
Acaba de sair o herdeiro do Syrah de nome Bacalhoa Syrah e do ano de 2015. Como demos conta na reportagem fotográfica que aqui publicámos, o Blogue do Syrah, para comemorar o evento, muniu-se de “armas e bagagens” e foi até a Azeitão experimentar este novo Syrah! As notas de prova dizem que tem “De cor vermelha muito profunda, apresenta aromas intensos dominados por notas de fruta, como a compota de ameixa, ginja e especiarias. Na boca é denso, envolvente, com acidez bem marcada, estruturado e persistente.” Tem 14% de graduação alcoólica, e a enóloga é Filipa Tomaz da Costa. Teve um estágio de 17 meses em barricas novas de carvalho francês Allier. Este Syrah em prova mostrou as suas potencialidades de evolução por um lado e por outro a sua juventude e frescura. Gostámos muito!

A Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., é uma das maiores empresas vinícolas de Portugal, e desenvolveu ao longo dos anos uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Presente em 7 regiões vitícolas portuguesas, com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. A cada uma das entidades que constituem a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A. – Aliança Vinhos de Portugal, Quinta do Carmo e Quinta dos Loridos – corresponde um centro de produção com características próprias e um património com intrínseco valor cultural. É à dinâmica gerada pelo cruzamento destas várias identidades, explorada com recurso à tecnologia mais actual que a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A. deve a sua capacidade única no competitivo mercado português de oferecer um vinho de qualidade.

Em 1998, José Berardo tornou-se o principal accionista e prosseguiu a missão da empresa, investindo no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas e na aquisição de novas propriedades, iniciando ainda uma parceria com o Grupo Lafitte Rothschild na Quinta do Carmo. Em 2007 a Bacalhôa tornou-se a maior accionista na Aliança, um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes de alta qualidade, aguardentes e vinhos de mesa. No ano seguinte, a empresa comprou a Quinta do Carmo, aumentando assim para 1200ha de vinhas a sua exploração agrícola. A Bacalhôa dispõe de adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro. Com uma capacidade total de mais de 20 milhões de litros, 15.000 barricas de carvalho e uma área de vinhas em produção de cerca de 1.200 hectares, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no sector, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência. Para a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., empresa de tradição familiar que remonta aos anos de 1920, a memória das origens é uma questão de honra.

Na Quinta da Bassaqueira, anexa à vinha da propriedade, localiza-se a sede da empresa, Bacalhôa Vinhos de Portugal. Inclui a adega central, a Loja de Vinho e os magníficos jardins onde sobressaiem as suas oliveiras milenares. A Bacalhôa Vinhos de Portugal instalou-se, desde 1997, na zona vitivinícola de Azeitão, no “coração” da Península de Setúbal, num edifício emblemático, símbolo da modernidade ancorada na tradição.A vinha que rodeia o lago é plantada com as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. O centro de vinificação vinifica as uvas da Quinta e as de todas as propriedades localizadas na Península de Setúbal. Aqui está centralizada a operação de engarrafamento e armazenamento de produtos já acabados. Este centro muito extenso distribui-se por diferentes edifícios, com os sectores de recepção das uvas e vinificação clássica, fermentação em barris, armazenamento, preparação para engarrafamento, linhas de engarrafamento, estágio de vinhos generosos, estágio de garrafas.

Em 1997, a Bacalhôa Vinhos de Portugal, então designada JP Vinhos, transfere-se de Pinhal Novo para a zona vitivinícola de Azeitão no “coração” da Península de Setúbal e instala-se num edifício igualmente emblemático, projectado e construído por António d’Avillez, símbolo da modernidade ancorada na tradição. Junto ao Palácio e Quinta da Bacalhôa, a vinha tem 14ha e foi plantada em 1972. A pedido de Thomas Scoville, então dono da Quinta, António Avillez instalou aqui uma vinha a fim de produzir um vinho com um encepamento semelhante ao utilizado em Bordéus, nomeadamente no Médoc. Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot são as castas tintas aqui produzidas. A vinha plantada na Quinta da Bacalhôa encontra o terroir ideal para a produção de excelentes vinhos: solos argilo-calcários bem drenados e clima ameno devido à forte influência atlântica.

O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyam no seu poema Rubaiyat diz o seguinte:
“Bebe e esquece que o punho da tristeza breve te derrubará.
Syrah! Syrah em torrentes! Que ele palpite em minha veias.
Que ele borbulhe em minha cabeça!
Quando bebo, ouço mesmo o que não me pode dizer a minha bem amada!”
Vamos dar tempo ao Bacalhoa Syrah para evoluir convenientemente e veremos que estará em condições de ser o Syrah de que o poeta nos fala!

 

Classificação: 16/20                                                                           Preço: 9,90€


 

Se o Syrah não vem a nós, vamos nós ao Syrah.

Assim que chegou ao nosso conhecimento a notícia de que a Bacalhôa acabara de lançar um novo Syrah, imediatamente nos colocámos em campo para tentar chegar à fala com ele. Sem sucesso. Impossível de encontrar em Lisboa!

Era, portanto, muito o entusiasmo sobre este renascer de um Syrah de boa memória, o Syrah, da mesma casa, que tanto nos tinha entusiasmado no passado. Anos depois, com novo nome, agora simplesmente chamado Bacalhôa, na realidade, para todos os efeitos, é um novo Syrah, por isso o acrescentámos à lista geral.

E a espera continuava. Por telefone confirmámos que o Syrah existia, estava feito, estava engarrafado, estava pronto a beber, mas que de momento apenas estava disponível para prova e venda na casa-mãe, em Azeitão. Talvez para o Natal chegasse aos locais de venda habituais. Que fazer?

Eis pois uma montanha que não se movia do lugar. Havia que ir até ela. E foi o que fizemos, em alegre peregrinação para sul, além do Tejo, rio e ponte, em demanda de uma promessa por terras de Setúbal.

As vilas de Azeitão, a Fresca e a Nogueira, no caso esta última, lá estavam à nossa espera. A Bacalhôa é um império, e a sede é o reflexo dessa realidade. Fomos recebidos muito amavelmente por Ana Filipa Lopes, conhecedora e informada, relações públicas da empresa, na Loja de Vinhos.

E lá estava ele, entre os seus irmãos monocasta, acabadinho de ver a luz do dia. Os obstinados eram finalmente poupados ao suplício da espera. Foi sorver, degustar, apurar paladares, julgar logo ali em torno de primeiras impressões. Em breve falaremos disso com todo o pormenor.

Ainda houve tempo, pela mão da nossa anfitriã, de visitar a adega, em plena vindima, e o espaço central da empresa, em moderno edifício, onde se localizam os escritórios, e vários espaços onde estagia em barris a futura produção vinícola. Visitámos também duas interessantes exposições ali patentes, do património de José Berardo, dono da Bacalhôa, sobre Arte Africana e mobiliário Arte Nova.

Foi uma manhã em cheio!
Ficam as imagens.

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Pulo do Lobo, Sociedade Agrícola de Pias , 100% Syrah, Alentejo, 2015

Uma nova colheita do Syrah de Pias, mais precisamente da Sociedade Agrícola de Pias, melhor que outros anos, ou não fosse de 2015!

O único problema é que é preciso vir ao Baixo Alentejo, concelhos de Pias ou Serpa, para o poder encontrar. Em Lisboa encontramos muitos vinhos de Pias mas este monovarietal nem vê-lo. O que é pena!

As notas de prova dizem da sua “cor granada. O aroma é ligeiramente floral frutos vermelhos e chocolate preto. No paladar tem um sabor pronunciado a frutos silvestres e mirtilos. Potente, com taninos marcantes. Final persistente.” O enólogo responsável é Leonardo Maia. É um Syrah que, não sendo mais que mediano na sua consistência geral, cumpre com galhardia o seu lugar na escala qualitativa. Na respectiva elaboração foram utilizadas técnicas de vinificação tradicionais. O envelhecimento é muito breve. Trata-se de um vinho novo, mesmo bastante novo. A longevidade prevista pelo produtor é de 5 anos. Tem uma graduação alcoólica de 14%. Chamamos ainda a atenção para o rótulo, de design muito bem conseguido e de grande impacto.

A Sociedade Agrícola de Pias teve o seu início em 1973 pelas mãos de José Veiga Margaça, há 40 anos, quando adquiriu um conjunto de propriedades entre Serpa e Moura fundando a sociedade. A sua paixão pela enologia e o conhecimento das terras alentejanas fez o resto. Hoje, com um conjunto de herdades que somam 800 hectares e 30 colaboradores dedicados à produção de vinho e azeite na freguesia de Pias, a Sociedade Agrícola continua nas mãos da família que a criou, e são os filhos e netos de José Veiga Margaça que mantêm vivos a tradição e os valores por ele inaugurados. Localizada no extremo oriental do Alentejo, a vila de Pias é reconhecida pela qualidade dos seus vinhos.  Elaborados com castas da região, exercem um forte apelo entre inúmeros apreciadores que os dão a provar como um segredo bem guardado. Este sucesso originou algumas formas menos próprias de homenagem: nem todos os vinhos que se intitulam “de Pias” são feitos em Pias. Por isso, se deseja conhecer as características únicas do “terroir”de Pias deve saber se o vinho em causa é produzido pela Sociedade Agrícola de Pias, onde se produzem os originais e verdadeiros vinhos de Pias.

Construída sob orientação do arquitecto Filipe Nobre Figueiredo, a adega da Sociedade Agrícola de Pias tem adoptado a melhor tecnologia para assegurar o controlo de qualidade dos vinhos. A sua integração no recinto em que funcionam a loja e os escritórios da empresa, bem como a circunstância de se localizar dentro da própria vila de Pias, garante aos apreciadores e visitantes um contacto muito próximo com os processos de elaboração e os vinhos. Em redor da vila de Pias, na margem esquerda do rio Guadiana, localizam-se os 800 hectares da herdade da Sociedade Agrícola de Pias, distribuída por cinco propriedades: o Monte Branco, o Monte Velho de Cima, o Monte Velho de Baixo, o Monte da Parreira e o Monte da Torre.

“O Vinho é indispensável artigo de permuta para a moeda de ouro que nos falta” já dizia o jornalista Emydio Navarro!
Sendo assim que venha o Syrah de Pias desempenhar esse papel são os desejos do Blogue do Syrah, assim mesmo!

 

Classificação: 16/20                                                                   Preço: 5,50€


 

Um Bistro com Alma e muito Syrah

Fizemos uma visita ao novo espaço integrado no conjunto Estado d’Alma Bar & Bistro: uma garrafeira de excelência, anexada ao já famoso espaço de iguarias requintadas!

E carregamos nos adjectivos, pois o que aqui nos trouxe foi nada mais nada menos que… Syrah, pois claro!

E por ali abunda Syrah, como se pode ver, além de vinhos, evidentemente.
Fomos amavelmente recebidos por Susana Paulo, que fez as honras da casa.

Interessante poder passar primeiro pela garrafeira e escolher o Syrah que melhor acompanhe o petisco, mesmo ao lado…!

Ficam mais algumas imagens da estadia.

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Coisas de Vinho

A tertúlia do vinho e tudo à volta (Coisas de vinho) regressa na próxima 5ª feira, dia 21, 18:30 no restaurante Desafio.

Apresentação e prova dos vinhos de Tiago Cabaço (Estremoz).

Enogastronomia – Francisco Sabino (Confraria dos Gastrónomos do Alentejo).

Sinta-se convidado e convide amigos.