Monthly Archives: December 2017

Monte Judeu, Adega Cooperativa Dois Portos , 100% Syrah, Lisboa, 2004

Uma autêntica preciosidade perdida nos confins das “bibliotecas vinícolas” e descoberta para o Blogue do Syrah pelo sempre prestável e amigo Tiago Paulo, da garrafeira Estado de Alma!
Última colheita deste Syrah a 100%, de Lisboa, de nome Monte Judeu, e da Adega Cooperativa Dois Portos!

Este Syrah, cujas notas de prova nos dizem que “tem cor granada carregado com reflexos violetas, apresenta um aroma vinoso intenso à casta, lembrando frutos vermelhos maduros. Uma excelente estrutura de boca, uma ligeira adstringência final, consequência de um curto estágio de três meses a que foi submetido em barricas de carvalho francês!” Tem 13,5% de graduação alcoólica. Foram feitas cinco mil garrafas. O nome deste Syrah é devido ao nome da vinha de um associado. O enólogo responsável é Alexandra Mendes com quem tivemos oportunidade de falar com o objectivo de investigar tudo que está ligado a este Syrah.

A Adega Cooperativa Dois Portos fica situada em pleno centro da região demarcada de Torres Vedras, foi fundada a 24 de Fevereiro de 1960 e iniciou a sua laboração em 1964, ano em que se deram por concluídas as obras do projecto inicial, apenas com 188 associados, é actualmente composta por cerca de 1000 Cooperadores e abrange uma área social da qual cobre cerca de 80%, que se circunscreve às freguesias de Dois Portos, Runa, S. Domingos de Carmões e parte da freguesia de S. Pedro do Concelho de Torres Vedras; parte da freguesia de Enxara do Bispo do concelho de Mafra e parte das freguesias do concelho de Sobral de Monte Agraço. Com uma percentagem de produção que ronda os 70% nas uvas tintas e os 30% nas uvas brancas, fabrica anualmente cerca de 15 000 pipas de vinho, tendo como castas predominantes nas uvas tintas: Castelão (Periquita), Alicante Bouschet, Aragonez e Syrah. Nas uvas brancas: Fernão Pires, Vital, Alicante e Seara Nova.

No aspecto tecnológico tem esta Adega acompanhado as mais modernas técnicas de vinificação com a consequente melhoria da qualidade dos seus vinhos. Desde a colheita de 1986 mantém a Adega em vigor um sistema de bonificação no pagamento das uvas de castas nobres da região desde que as mesmas reúnam determinadas características. Após a criação da região demarcada de Torres Vedras, iniciou o fabrico de D.O.C. e vinhos Regionais, com as castas tradicionais que já se destinavam às nossas reservas. A Adega Cooperativa Dois Portos ao longo da sua existência tem vindo a desenvolver uma preocupação com a protecção do ambiente. Dessa forma, todos os produtores associados são sensibilizados sobre o impacto que a actividade agrícola tem sobre o solo, os lençóis de água e os seres vivos e incentivados a cumprir as normas da Protecção Integrada.
Desde o aspecto geológico com representação de todas as idades, na apreciação climática considerando a transição entre a zona de ventos húmidos e permanentes de Oeste e a dos estios secos. O tipo de vegetação da parte norte aproxima-se de um tipo da Europa Central, enquanto na extremidade meridional já apresenta características mediterrânicas.

A vinha, ainda que com uma grande capacidade de adaptação aos diversos tipos de solos, encontra na diversidade da região manifesta preferência por alguns destes, designadamente os solos calcários pardos ou vermelhos de margas ou parabarros e arenitos finos, os solos mediterrânicos pardos ou vermelhos normais e ainda os solos litólicos não húmicos, estes com representação na parte mais setentrional da região.

Há um provérbio francês que diz :
“Um bom Syrah não necessita de rótulo.”
Aqui está um bom exemplo disso.
Monte Judeu de 2004 !
Só temos mesmo pena é que os responsáveis desta adega cooperativa não tenham percebido as potencialidades deste Syrah em termos de futuro.
É por isso que se diz que o futuro é dos audazes !

 

Classificação: 17/20                                                            Preço: 5,50€

Quinta da Lagoalva de Cima, 100% Syrah, Tejo, 2015

Não foi há muito tempo que aqui falamos da colheita de 2012!
Hoje chegou a altura de falar da mais recente colheita deste extraordinário Syrah!
A colheita de 2015 tem todas as condições para se vir a tornar a melhor ou, pelo menos, uma das melhores tendo em conta o ano considerado!
Apenas feito em anos excepcionais, este vinho de cor granada e aroma intenso tem no nariz segundo os seus produtores “notas de especiarias, fruta preta madura e tabaco. Na boca tem profundidade, taninos elegantes e um final longo.”

Feito pelos enólogos Diogo Campilho e Pedro Pinhão, o Syrah da Quinta da Lagoalva de Cima provém de pequenos talhões cujas uvas seleccionadas são vindimadas à mão para caixas, e chegam à adega ainda durante a manhã. Após 3 dias de maceração pré fermentativa, a fermentação alcoólica ocorre em lagares de inox a 24ºC. As massas são espremidas em prensa hidráulica e a fermentação malo-láctica ocorre em barricas (novas e 1º ano) de carvalho Francês, onde estagia doze a catorze meses. A Quinta estende-se pela margem sul do Tejo, desde perto da vila de Alpiarça até cerca de onze quilómetros da cidade de Santarém.

Façamos um pouco de história. Em 1834, a Quinta da Lagoalva é comprada por Henrique Teixeira de Sampayo, 1º conde da Póvoa. Em 1841-42 todos os bens passam para Dona Maria Luisa Noronha de Sampaio, que se casa em 1846 com Dom Domingos António Maria Pedro de Souza e Holstein, 2º Duque de Palmela, revertendo a partir dessa época os bens para a Casa Palmela. Sucessivamente em poder dos seus descendentes, as terras são desde 1950 até hoje pertença da Sociedade Agrícola Quinta da Lagoalva de Cima SA. A Quinta tem uma longa tradição como produtora de vinhos, que remonta a 1888, ano em que esteve presente na Exibição Portuguesa de Indústria. Com uma área de sete mil hectares aproximadamente, as suas principais produções são o vinho, o azeite, a cortiça, a floresta, cereais, vacas e ovelhas, e o cavalo lusitano. A produção anual ronda as duzentas e setenta mil garrafas e os cinquenta hectares de vinhas da Quinta da Lagoalva estão implantados nos melhores “terroirs” do Tejo, e são constituídos pelas castas nacionais e mundiais com as melhores aptidões, enologicamente comprovadas. A capacidade de evolução é enorme e ninguém se admire se daqui a um ano ou dois voltarmos a falar desta colheita de 2015 para revermos a avaliação agora feita!

“Quando tenho sede, bebo água, quando busco prazer, degusto Syrah!”, alguém disse.
Este é um Syrah que vale mesmo a pena apreciar intensamente, e ao qual ciclicamente voltamos, porque se trata, à falta de melhor adjectivo, de um Syrah fabuloso!

 

Classificação: 18/20                                                          Preço: 28,50€

Labrador, Quinta do Noval, 100% Syrah, Douro, 2014

A nova colheita do Syrah Labrador da Quinta do Noval 2014 já está disponível no mercado!
O enólogo é António Agrellos, que dispensa outras apresentações!
É um Syrah de “aroma muito marcado pela fruta preta, com traços minerais e aromas balsâmicos com alcaçuz. Intenso e poderoso, com notas pungentes a alcatrão, pimenta, casca de laranja. Na boca está fino e texturado, com acidez viva a dar-lhe leveza, taninos elegantes, boa textura e muita intensidade. Longo, equilibrado, com muita precisão e austeridade.”

A Quinta do Noval, com 145 hectares que dominam o Vale do Pinhão, é a alma e a essência desta propriedade. O solo é essencialmente constituído por rocha xistosa, o que faz com que todos os trabalhos na vinha sejam particularmente difíceis. A Quinta do Noval replantou desde 1994 100 hectares da vinha com as castas mais nobres da região do Douro, adaptando os métodos de poda à tipologia das parcelas. As parcelas foram replantadas em lotes de uma casta só, sendo cada uma escolhida de acordo com as características de cada parcela de terra: a altitude, a exposição solar e o tipo de plantação da videira. Hoje em dia, as parcelas plantadas com misturas de castas estão progressivamente a desaparecer do Vale do Douro. A Noval foi uma pioneira nesta tendência, tendo sido a primeira a replantar as vinhas, conservando intactos os magníficos socalcos tradicionais com os seus muros de pedra de xisto. Porque cada parcela é plantada com uma só casta, é possível escolher o momento ideal para as vindimar. É o único exportador histórico de Vinho do Porto que tem o nome da sua vinha. Beneficia de uma localização privilegiada, bem no coração do Vale do Douro.

Christian Seely, proprietário da Quinta desde 2001, afirmou que «Estou sempre pronto para experimentar castas de outras partes do mundo. Considero essencial que se adaptem bem ao seu novo meio e se integrem como se fossem castas do Douro. Neste caso, a casta Syrah adaptou-se perfeitamente, exprimindo mais o “terroir” do Douro do que a tipicidade da casta.” O nome deste Syrah, é uma homenagem ao cão, um Labrador precisamente, de António Agrellos, o enólogo que o concebeu e realizou.

O actor francês Jean Gabin disse com muita ironia:
“Beberei leite no dia que as vacas comerem uvas!”
Esperemos que este Labrador Syrah continue a frutificar por muitos e muitos anos, pelo menos enquanto as vacas não comerem uvas!

 

Classificação: 17/20                                                        Preço: 13,50€

Vale dos Barris, Adega Cooperativa de Palmela, 100% Syrah, Setúbal, 2015

Esta é a segunda vez que falamos deste Syrah da Adega Cooperativa de Palmela de Setúbal e intitulado Vale dos Barris!
A outra colheita tinha sido do ano de 2011 e não nos entusiasmou, apesar do ano!
Esta colheita, ou não fosse do ano de 2015, é bem diferente, para melhor. Deste modo podemos afiançar que é um bom Syrah. E com uma excelente relação qualidade-preço tendo em conta que custa menos de quatro euros!

Vamos ser claros e objectivos: durante muito tempo o Blogue do Syrah considerou este Syrah como o mais fraco Syrah feito em terras lusitanas! No entanto ganhou uma medalha de ouro no concurso internacional Syrah du Monde, onde apenas são avaliados vinhos feitos a partir da casta Syrah. É claro que podíamos avançar com várias teses para justificar esta medalha de ouro. O júri não estava nos seus melhores dias quando atribui esta medalha, ou isto é prova de que os Syrah portugueses são de facto espectaculares, pois basta ir um Syrahfraquinho” a um concurso internacional para ganhar logo uma medalha de ouro. Hoje com esta colheita o discurso tem que ser diferente. Não é dos mais fraquinhos e já se encontra num patamar médio/alto! As notas de prova referem que “Apresenta uma cor granada intenso, um aroma a frutos silvestres maduros, compota, complexado com notas de madeira. O sabor macio, com boa estrutura e taninos aveludados, termina com um final de boca prolongado com sugestões de baunilha, café e algumas notas de chocolate.”

Situado em plena área metropolitana de Lisboa, o concelho de Palmela está integrado na Região de Turismo de Setúbal – Costa Azul, ficando uma parte do território concelhio inserido na Reserva Natural do Estuário do Sado e, uma outra, no Parque Natural da Arrábida. O concelho de Palmela está situado numa zona de clima temperado, embora com influências mediterrânicas e atlânticas. As temperaturas médias oscilam entre os 11º, em Janeiro, e os 30º, em Agosto. Fundada em 1955 com a designação de Adega Cooperativa da Região do Moscatel de Setúbal, iniciou a sua actividade em 1958.
A Adega Cooperativa de Palmela é um dos principais pólos de desenvolvimento do Concelho que é marcadamente agrícola e onde a vinha e o vinho têm por razões históricas um peso bastante grande. A principal zona vitícola situa-se na planície arenosa que constitui grande parte do Concelho de Palmela.

A Adega Cooperativa de Palmela iniciou a sua actividade com 50 associados e com uma produção que não excedia os 1,5 milhões de litros. Nos dias de hoje a produção ultrapassa os 8 milhões de litros, e a Adega dispõe de capacidade para atingir os 10 milhões, sendo 75% Vinho Tinto, 15% Vinho Branco e 10% Moscatel de Setúbal. Tem actualmente 300 associados que possuem uma área combinada de 1000 hectares. Uma parte substancial da sua produção é engarrafada através de 5 linhas automáticas com capacidade para 10.000 garrafas/hora. A Adega Cooperativa de Palmela tem vindo ao longo dos anos a actualizar a sua tecnologia, quer de fabrico quer de engarrafamento e hoje é uma unidade certificada desde 2003.

E tendo como pano de fundo a novidade que constitui este Vale dos Barris Syrah 2015 podemos terminar com esta frase de um anónimo que diz “Abrir uma garrafa de Syrah é como abrir um bom livro: Um universo surpreendente.”

 

Classificação: 16/20                                                       Preço: 3,99€

Syrah da Peceguina, Herdade da Malhadinha Nova, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Provámos aquela que é a terceira colheita deste Syrah da Herdade da Malhadinha Nova, de Albernoa, nas feiras que aconteceram durante o mês de Outubro em Lisboa.
Fizemos a sua degustação pelo menos duas vezes. A primeira é de ano anterior, 2009, e tratou-se de um lote muito pequeno de 2123 garrafas. A segunda é do ano de 2010 e temos agora a terceira de 2015. O enólogo é Nuno Gonzalez, que gere 27 hectares de vinha.

O Syrah foi envelhecido em barrica. As uvas foram colhidas manualmente para caixas de 12 Kg e seleccionadas na mesa de escolha. A fermentação ocorreu em lagar a temperatura controlada com várias pisas durante todo o processo. Estágio de 18 meses, e não de 12 meses como diz na ficha técnica, em barricas novas de carvalho francês. Deste Syrah “espere pois no seu copo um vinho impetuoso, viril e carnudo, que nos deleita com o seu fruto maduro e que impressiona pelo seu corpo.”

A Malhadinha Nova é uma típica herdade familiar alentejana, situada em Albernoa, no coração do Baixo Alentejo. Desde 1998, a paixão e empenho da família levaram à transformação de terras havia muito abandonadas em solos capazes de dar vida a produtos genuinamente alentejanos e de elevada qualidade, dedicando-se à produção de vinhos e à criação de animais de raça autóctones em total harmonia com a Natureza e rigoroso regime de protecção com denominação de origem protegida. As perfeitas condições climáticas do Alentejo para este tipo de actividade, os solos xistosos, as suaves encostas bem drenadas da propriedade e as castas criteriosamente selecionadas (Touriga Nacional, Aragonêz, Trincadeira, Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon, Tinta Miúda para os tintos e Arinto, Roupeiro, Antão Vaz, Chardonnay, Alvarinho, Verdelho e Viognier para os brancos) formam o terroir da Malhadinha Nova, com condições únicas para a produção de vinhos de grande qualidade.

 

A Adega da Malhadinha Nova, tradicional mas sofisticada, reúne um conjunto de características muito favoráveis à obtenção de vinhos distintos. Situada a escassos metros da vinha, a adega aproveita a inclinação do terreno, permitindo que todo o processo de vinificação se faça por gravidade. Como já referido, a uva é recebida em pequenas caixas de 12kg e descarregada directamente para os modernos lagares refrigerados, onde a pisa a pé conjuga na perfeição métodos tradicionais de vinificação e utilização de tecnologia por forma a obter da uva todo o potencial que a Natureza lhe deu na vinha. A cave de barricas, escavada na encosta a vários metros de profundidade, confere ao vinho excelentes condições para o envelhecimento. A vinificação ocorre de forma tradicional em lagares, graças à estrutura da adega em vários níveis, todo o processo é feito por gravidade, evitando a utilização de bombas susceptíveis de retirar muita da qualidade pretendida.

A escritora Colette escreveu:
«Entrai no mundo do Syrah sem outra formação profissional para além de uma certa gula para as boas garrafas!»
Ora aí está. O Syrah da Herdade da Malhadinha Nova persegue na sua totalidade este desiderato!

 

Classificação: 17/20                                                               Preço: 24,00€

Quinta da Boa Esperança, 100% Syrah, Lisboa, 2015

Este é o mais novíssimo Syrah surgido no mercado português!
De Lisboa, mais precisamente de Torres Vedras e do ano de 2015!
Garrafa e rótulos muito bonitos e distintivos. Gostamos!

Mas o principal é o que está dentro da garrafa. As notas de prova dizem-nos que se trata de um “Syrah de cor granada intensa, onde dominam os aromas de fruta preta e especiarias, típicos da casta. Fresco e intenso na boca, com taninos firmes que lhe conferem um final longo.” Tem um teor alcoólico de 14%. A vindima foi 100% manual para caixas de 15 kg. Na vinificação o desengace é total, seguido de maceração pré-fermentativa a 8°C durante 48h. Fermentação com temperatura controlada de 24°C.

Quanto aos enólogos, Paula Fernandes é a enóloga residente, e chegou à quinta com uma vasta experiência na produção de vinho. Especialista em viticultura, dedica o seu tempo a cuidar das vinhas e assegura o rigor na produção dos vinhos. Rodrigo Martins enólogo consultor, com um amplo percurso nacional e internacional, presta os seus conhecimentos ao longo de toda a produção e, posteriormente, na afinação de todos os lotes de vinho.
As terras da Zibreira fazem parte da região Oeste de Portugal, situada entre o Oceano atlântico e a Serra de Monte Junto. Pertencem ao distrito de Lisboa, que é uma das maiores regiões produtoras de vinho ao nível nacional e das mais extensas áreas vinícolas do país.

Aqui, na adega, a dedicação à viticultura e à produção de vinho é feita há mais de cem anos, por gentes da terra que a conhecem e a querem bem. O projecto Quinta da Boa Esperança segundo os seus visionários nasce da vontade de criar um espaço que seja o reflexo de um modo de pensar e de viver. Acredita-se no respeito pela natureza e na sua feliz coexistência com homem. Por entre o embalo soalheiro dos vales e encostas, recortados por vinhas e árvores de frutos, a Quinta da Boa Esperança tem por base um conceito de vinhas sustentáveis, criando o compromisso de garantir o bem estar das vinhas, bem como proteger os solos e as suas águas. A excelência das uvas provém de uma cuidada dedicação às vinhas ao longo de todo o ano, que culmina com o empenho de uma vindima manual. É da horta e do galinheiro que saem muitos dos ingredientes com que se fazem os almoços e jantares regados de boas conversas e bom vinho. A filosofia de sustentabilidade está inerente a toda a quinta.

O poeta inglês Edward Young escreveu o seguinte:
“A amizade é o Syrah da vida!”
E não é que ele tem razão?!
Vamos portanto cimentar a nossas amizades com Syrah da Quinta da Boa Esperança, por exemplo!

 

Classificação: 17/20                                                                     Preço: 15,75€