Monthly Archives: January 2018

Passo dos Terceiros, Sovibor, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Eis o nosso mais recente Syrah a ser degustado, do Alto Alentejo, mais precisamente de Borba e do ano de 2015!
Ao primeiro contacto na boca há logo uma explosão de aromas a frutos vermelhos. Muito abrangente, taninos bem dominados, acidez q.b., este é um Syrah que a ter continuidade poderá vir a fazer história!
Uma grande capacidade de evolução é outra marca saliente deste Syrah! Trata-se da primeira colheita da Sovibor, Sociedade de Vinhos de Borba, que este ano faz cinquenta anos de vida e está completamente renovada. Ficámos com essa ideia logo após a conversa tida com o seu director de exportação, José Carneiro Pinto. Foram feitas cerca de três mil e quinhentas garrafas que tendo em conta a qualidade e o preço apresentado não vaticinamos uma estadia longa no mercado. Este Syrah está vocacionado apenas para garrafeiras! O nome deste Syrah, Passo dos Terceiros, deve-se à construção de 1755 contígua à adega da Sovibor que é a maior de um conjunto de quatro estações esculpidas em mármore branco, representando os Passos do Senhor a caminho do calvário.

As notas de prova dizem que é um “Syrah com cor rubi, aroma elegante e toques balsâmicos, com notas de frutos vermelhos maduros. Boca elegante e fresca, com belo volume, taninos sedosos, bem casados com a acidez que o vinho ostenta. Termina longo e com bom equilíbrio final.” Tem 15% de graduação alcoólica. O enólogo é o mestre António Ventura, artífice de muitos Syrah e que aqui atinge um dos seus pontos mais altos!

Falemos agora da empresa que está por detrás deste Syrah. A Sovibor, Sociedade de Vinhos de Borba, Lda. é uma Sociedade Comercial por Quotas constituída por escritura pública, a 16 de Dezembro de 1968. Resulta da fusão de dois pequenos produtores que muitos anos antes de 1968 iniciaram as respectivas actividades e mais tarde criaram as firmas Manuel Joaquim Mira e Domingos Luiz Pinto & Filho, Lda., ambas com largas tradições no campo vinícola. Por isso, e em consequência de tal fusão a SOVIBOR é gerida por pessoas tradicionalmente ligadas à actividade vitivinícola. Embora esteja equipada com a mais moderna tecnologia com vista à produção de vinhos de qualidade, esta empresa dispõe ainda de uma antiga e bonita adega de envelhecimento, com cerca de três mil hectolitros em tonéis de madeira. A Sovibor empresa histórica do Alentejo que comemora, já em 2018, o seu 50º aniversário, quer terminar o ano com as exportações a valeram já 20 a 25% das suas vendas. A empresa, propriedade do grupo Sousa Tavares, SGPS, que detém, entre outras, a distribuidora Sotavinhos e a produtora vinícola Quinta do Progresso, fechou 2016 com uma faturação inferior a 1,5 milhões de euros, valor que pretende duplicar até 2021. Adquirida em Dezembro de 2014, a Sovibor passou a contar com uma nova administração, liderada por Fernando Tavares, e com uma nova equipa de enologia, a cargo de António Ventura, em coordenação com Rafael Neuparth e Rita Tavares. A aposta passa por reposicionar todos os vinhos num patamar superior de qualidade e de preço.

A beneficiação das infraestruturas, com o restauro dos edifícios, e a renovação da linha de engarrafamento, totalmente automatizada, foi recentemente concluída, um processo em que a Sovibor investiu mais de meio milhão de euros. Estão, ainda, previstos novos investimentos com vista à ampliação do armazém de produto acabado e de matérias-primas. A par da recuperação da adega, cave de tonéis e sala de talhas, a Sovibor aposta num novo patamar de qualidade superior e no relançamento dos vinhos com a velha identidade local.

Fernando Pessoa, simultaneamente grande poeta e bebedor de Syrah, bastas vezes apanhado em flagrante de litro, escreveu o célebre “Canções de Beber” onde é dito:
“Sabei, meus amigos, que desde que em meu lar
Um novo casamento contraí com alegria:
Apartei a razão árida e velha de meu leito,
Para a filha da vinha desposar.”
O Passo dos Terceiros 2015 é bem um daqueles Syrah que vale a pena desposar, sem pensar em mais razões!

 

Classificação: 18/20                                                                        Preço: 9,95€

Quinta de S. João, Pinhal da Torre, 100% Syrah, Tejo, 2008

Hoje apresentamos uma revisitação a este Syrah, pois está cada vez melhor.
A empresa de vinhos Pinhal da Torre, situada em Alpiarça, em plena região do Tejo, produz Syrah desde o início do século!
O Syrah que produziu ao longo de todo este tempo já teve três designações. Inicialmente chamava-se Quinta do Alqueve, para de seguida passar para o designativo de Quinta de São João e finalmente chamar-se Pinhal da Torre!
Hoje vamos falar do Syrah de 2008 da Quinta de São João. Aqui foi apresentado o Syrah do ano de 2007!

O Syrah da Quinta de S. João “apresenta uma cor granada, fruta ligeiramente mentolada, baunilha, cacau tostado, especiarias, tenso e complexo, muito afinado com taninos redondos, boa acidez e macio, encorpado e final longo.” O vinho é vinificado pelo processo tradicional de curtimenta, com ligeira maceração, tendo estagiado em barricas de carvalho francês, não tendo sido filtrado.O teor de álcool é de 14,5% . Este Syrah, com dez anos de idade, apresenta ainda uma capacidade enorme de evolução. O produtor fala num total de quinze anos. Acreditamos que pode ser bem mais!

A Quinta de São João tem uma área de 22 hectares dos quais 19 são de vinha. Nela ficam localizados os escritórios, a Adega, onde são produzidos todos os vinhos, e a sala de barricas, inaugurada em 1947. A Quinta do Alqueve tem uma área de 36 hectares de vinha e um Chalet do início do século passado, que actualmente se encontra em reconstrução.
Nestas quintas estão plantadas as seguintes castas: Castas Brancas – Fernão Pires, Chardonnay, Arinto e Viognier, Castas Tintas – Touriga Nacional, Tinta Roriz, Trincadeira, Castelão, Cabernet Sauvignon, Merlot, Touriga Franca, Alicante Bouschet, Tinta Francisca, Souzão e naturalmente o nosso Syrah.

Desde a selecção das uvas, na vinha e na adega, e do método de vindima, que é totalmente manual, à poda em verde ou a hora da colheita das uvas, que ocorre somente nas horas mais amenas, para evitar que o calor afecte a qualidade das fermentações, todo o processo de produção é meticulosamente respeitado para poder proporcionar vinhos com sabor diferenciado e qualidade elevada. A adega dispõe de 4 lagares para pisa a pé, 7 cubas, tipo argelinas, únicas em Portugal pela sua arquitectura, cubas de fermentação para tintos e para brancos, todas com controlo de temperatura, duas salas para estágio em barricas e duas para estágio de garrafas, assim como uma linha de engarrafamento, rotulagem e embalagem. Possui, ainda, um pequeno Museu Rural, alusivo ao vinho e à vinha, e uma sala de provas. Toda esta infra-estrutura assenta numa área de 4000m2.

A escritora francesa Sidonie Colette escreveu:
“Convém tratar a amizade como os vinhos, desconfiando das misturas.”
Este Syrah a 100% não tem misturas e está cada vez mais espectacular!

 

Classificação: 19/20                                                      Preço: 9,90€

Scala Coeli, Adega da Cartuxa, 100% Syrah, Alentejo, 2006

Há mais de três anos apresentamos o Scala Coeli de 2010. Hoje apresentamos a outra colheita deste Syrah fantástico, que é de 2006, apesar de o termos degustado há já bastante tempo.
Hoje chegou a possibilidade de o apresentar.
Vamos então a ele!

Scala Coeli é o nome deste Syrah que em latim significa “escada para o céu”. Syrah que deve o seu nome ao Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, mais conhecido por Mosteiro da Cartuxa, local onde os monges Cartuxos permanecem em silêncio e oração. Produzido a partir das melhores vinificações do ano, foi produzido pela primeira vez em 2005.
Chegando ao que mais nos interessa, o Syrah Scala Coeli de 2006 tem 14,5% de graduação alcoólica e por detrás deste néctar está Pedro Baptista, o enólogo premiado da Fundação, reconhecido pela qualidade e solidez dos vinhos que assina. Diz a ficha técnica que “As uvas passaram por um processo de maceração pré-fermentativa a frio, seguida de fermentação alcoólica à temperatura de 28ºC e de maceração prolongada. Período de encuba total de quarenta dias e estágio de quinze meses em barricas novas de carvalho francês. De cor granada, apresenta um aroma intenso e elegante. Na boca apresenta uma excelente estrutura com taninos suaves, boa acidez, terminando com ampla sensação de volume.”

Mas vamos então contar um pouco de história, e de cultura, que se impõe para percebermos como nasce este grande Syrah. E como está carregado de história!
Começamos pela Fundação Eugénio de Almeida, que é herdeira de uma longa tradição no sector vitivinícola, com a vinha a fazer parte da tradição produtiva da Casa Agrícola Eugénio de Almeida desde o final do Séc. XIX. As uvas, que atualmente resultam da produção obtida em 600 hectares de vinha, são vinificadas na moderna e sofisticada Adega Cartuxa – Monte Pinheiros, herdade que outrora foi centro de lavoura da Fundação Eugénio de Almeida. A Adega Cartuxa – Quinta Valbom, antigo posto Jesuíta, onde já em 1776 funcionava um importante lagar de vinho, é desde 2007 o centro de estágio de vinhos e sede do Enoturismo Cartuxa.

A Fundação Eugénio de Almeida é uma instituição de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora. Os seus estatutos foram redigidos pelo próprio fundador, o Eng. Vasco Maria Eugénio de Almeida, Conde de Villalva, quando da sua criação em 1963. A missão institucional da Fundação concretiza-se nos domínios cultural, educativo, assistencial, social e religioso. A produção obtida nas vinhas é vinificada num local histórico e sagrado, a Adega da Cartuxa, situada na Quinta de Valbom, em Évora. A adega está instalada num edifício que pertenceu à Companhia de Jesus em 1580 e que na época era a sua casa de repouso. Com a expulsão dos jesuítas de Portugal pelo Marquês de Pombal, este edifício foi integrado aos Bens Nacionais em 1755. No ano seguinte, já funcionava no local um importante lagar de vinho que absorvia a produção vinícola da região. Em 1869 o edifício foi vendido em hasta pública e adquirido por José Maria Eugénio de Almeida, avô do Eng. Vasco Maria Eugénio de Almeida. Próximo à Adega da Cartuxa, fica o bonito Mosteiro da Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli, fundado em 1587 e que retomou em 1960 a actividade religiosa contemplativa, depois de vultosas obras de restauro empreendidas pelo Conde de Villalva. No silêncio das caves deste Mosteiro, vários vinhos da Fundação fazem o seu estágio em garrafa.

Sempre com a preocupação do enquadramento arquitectónico num edifício muito rico em história, a Adega da Cartuxa passou por várias reformas e ampliações nos últimos anos. Hoje é uma das mais modernas e bem equipadas do Alentejo, toda ela cercada por vinhas e com uma loja de vinhos cujos preços são 30% a 40% mais baratos que nas garrafeiras.
A Adega da Cartuxa, na Quinta de Valbom, está intimamente ligada à Companhia de Jesus. Fundada por Santo Inácio de Loiola em 1540, a Ordem tinha uma vocação missionária ligada ao ensino, tendo sido justamente nessa vertente que mais se destacou a sua presença em Évora, primeiro com a criação do Colégio Espírito Santo por volta de 1551 e, posteriormente, com a criação da Universidade, em 1559. No ano de 1580 o padre jesuíta Pedro Silva, reitor da Universidade, quis adquirir a Quinta de Valbom para aí alojar o corpo docente da Universidade. A construção do que viria assim a ser a Casa de Repouso dos Jesuítas demorou cerca de 10 anos e resultou num edifício com múltiplos alojamentos, refeitório e capela. Em 1759, com a expulsão da Companhia de Jesus do país pelo Marquês de Pombal, a Quinta, com a sua edificação, passou a integrar os bens do Estado tendo, alguns anos mais tarde (1776), e pela primeira vez, foi equipada com um lagar de vinho que rapidamente ganhou importância na região. A proximidade do Convento da Cartuxa, erigido em meados do séc. XVI, determinou a designação por que ficou conhecida até aos dias de hoje: Adega Cartuxa. Em 1869 o bisavô do instituidor, José Maria Eugénio de Almeida, adquiriu a Quinta, colocada à venda no contexto do longo processo de aplicação das políticas liberais de Mouzinho da Silveira com a nacionalização dos bens da Igreja e da Coroa e a sua posterior venda a particulares. Depois da sua morte viria a ser o seu filho, Carlos Maria Eugénio de Almeida, avô do fundador, a empenhar-se na continuidade e expansão da produção da Casa Agrícola Eugénio de Almeida. Foi da sua iniciativa a plantação dos vinhedos que constituíram a origem mais remota dos vinhos da Fundação. Com a expansão e sucesso progressivos da produção vitivinícola da Instituição, a Adega da Cartuxa, instalada no antigo refeitório da Casa de Repouso dos jesuítas foi sendo alvo de melhoramentos. Desses, destaca-se a grande reestruturação que ocorreu entre 1993 e 1995, e que permitiu o reequipamento e ampliação de todos os sectores da adega aumentando-se de forma considerável o seu potencial de vinificação e a sua capacidade de armazenagem.

A nova Adega Cartuxa, situada na Herdade de Pinheiros, permite receber a totalidade da uva produzida nas vinhas da Fundação, e tem na sua génese três premissas tecnológicas que a distingue das demais: efectiva capacidade de refrigeração, possibilidade de triagem na totalidade da uva à entrada na adega e movimentação e transferência de massas unicamente por gravidade. Da linha de engarrafamento totalmente automatizada instalada na Adega Cartuxa saem anualmente cerca de quatro milhões de garrafas, distribuídas por vinho branco, rosé e tinto das marcas Vínea, EA, Foral de Évora, Cartuxa, Scala Coeli e o mítico Pêra-Manca. É na excelência da matéria prima que assenta toda a produção vinícola da Fundação.

Fernando Pessoa escreveu:
“Dá-me mais Syrah, porque a vida é nada!”
Dá-nos mais Scala Coeli, Pedro Baptista, pode ser de 2015, dizemos nós!

 

Classificação: 18/20                                                      Preço: 55,00€

Vinhas de Pegões, Adega Cooperativa de Pegões, 100% Syrah, Setúbal, 2017

Apresentamos a terceira colheita deste Syrah de Pegões, Adega Cooperativa de Santo Isidro, do ano de 2017!
Tão enigmático como o primeiro, apresentado aqui, e como o segundo, apresentado aqui e aqui.
E qual é o elemento de espanto que este Syrah apresenta?
Vejamos pois. Trata-se de um Syrah da colheita de 2017, ou seja, uvas vindimadas em Setembro, vamos antes dizer Agosto, porque como sabemos a vindima do ano passado foi precoce. Temos portanto que as uvas de onde provém este Syrah foram vindimadas em Agosto de 2017, logo este Syrah tem cinco/seis meses. Normalmente não estaria em condições de ser colocado no mercado, dada a sua juventude. E no entanto, este Syrah de 2017 está espectacularmente bebível!
Irá evoluir, naturalmente, mas desde já está com grande potencial.
Fantástico!
Tem prevista em termos de longevidade uma evolução positiva pelo menos nos primeiros 7 anos. As notas de prova falam “de frutos vermelhos e pretos bem maduros típicos da casta, bem integrado com a madeira, compota, cheio de taninos macios, final longo.” A graduação alcoólica é de 14%. O enólogo deste Syrah é Jaime Quendera. A cor é granada, a fermentação foi realizada em cubas de lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada.

A Adega Cooperativa de Santo Isidro de Pegões, de seu nome completo, é um verdadeiro colosso no panorama vitivinícola português. Produz 12 milhões de garrafas de vinho por ano, distribuídas por 48 referências, que é assimilado em 75% pelo mercado nacional. Os outros 25% são para exportar, praticamente para todo o lado. Apresentar aqui a lista de países nos diversos continentes em que os vinhos da Cooperativa de Pegões estão representados seria fastidioso, mas interessante, porque são algumas dezenas! A Península de Setúbal, região onde estão situadas as vinhas da Cooperativa de Pegões, assim como outras grandes herdades de que já aqui falámos e continuaremos a falar, é caracterizada por um microclima com óptimas condições climáticas, únicas onde se destaca os solos arenosos ricos em água e o clima Mediterrâneo com influência marítima devido à proximidade do mar. A perfeita harmonia destes elementos favorecem o desenvolvimento de castas nobres perfeitamente adaptadas originando vinhos de qualidade.

Petrônio, que foi um escritor romano, mestre na prosa da literatura latina, escreveu:
“Vence as preocupações com um Syrah.”
Aqui está um bom exemplar para usar como arma de paz nestes tempos de aflição, este recém-nascido Vinhas de Pegões!

 

Classificação: 17/20                                                                   Preço: 4,99€

ACL, Adega Cooperativa da Labrugeira CRL, 100% Syrah, Lisboa, 2012

Esta é a segunda colheita deste Syrah da Adega Cooperativa da Labrugeira, do ano de 2012.
A anterior colheita do ano de 2009 tinha sido aqui apresentada.
Comparativamente, esta colheita é superior à anterior.
E ainda bem!

Sobre este Syrah citamos as seguintes notas de prova: “Vinho tinto cor granada escura. Possui um aroma varietal muito intenso, macio, com um sabor ligeiro a baunilha. O vinho tem um longo final a frutos silvestres.” As uvas provenientes das encostas calcárias da Serra de Montejunto, são vinificadas no processo clássico com curtimenta. A fermentação alcoólica decorre em cubas de inox, com remontagem automática, com controlo de temperatura entre os 26º C e os 28ºC e são usadas leveduras seleccionadas. Após a fermentação malolática, decorre estágio em madeira. Depois de engarrafado tem um período de estágio de cerca de 3 meses. O enólogo responsável é Vasco Miguel e o enólogo residente Nuno Pimentel.

A Adega Cooperativa da Labrugeira, situada no concelho de Alenquer, é actualmente a única adega cooperativa deste Concelho, representando assim todos os viticultores cooperantes desta área, congregando desde 1973 as produções de mais de 400 sócios-cooperantes, produtores da zona norte do concelho. Com uma forte tradição na produção de vinhos de qualidade, a adega tem vindo a melhorar gradualmente as suas estruturas, sendo neste momento uma das adegas com melhor resposta às exigências enológicas. Em 2010 e 2011 as exportações estão próximas de 50% no total de facturação, salientando-se como relevantes neste contexto, os mercados emergentes da China, Rússia e Brasil e os mercados tradicionais como os EUA, Angola, Alemanha, França, Dinamarca e Suécia.
Trata-se de uma região com forte tradição na produção vitivinícola e boas características de solo e de clima para a produção de vinhos de qualidade. A Adega tem vindo, desde 1992, a melhorar as suas estruturas de produção nomeadamente na vertente da qualidade e infraestruturas, dando resposta às actuais exigências enológicas e dos mercados consumidores. A sua produção média anual de mais de 4 milhões de litros permite-lhe engarrafamentos de escala, com bons binómios preço-qualidade, e tem vindo a alargar a sua oferta, que se estende actualmente a diversos vinhos certificados “DOC Alenquer” e “Regional Lisboa”, tendo como objectivo oferecer ao consumidor o que de melhor se produz na região de Alenquer e levando esses néctares aos quatro cantos do Mundo.

Dizia Shakespeare, o William, que “O bom Syrah é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria.”
Este Syrah da Adega Cooperativa da Labrugeira pode muito bem ser este camarada de confiança… e bondoso!

 

Classificação: 16/20                                                        Preço: 4,60€