Os Melhores de 2017 segundo o Blogue do Syrah!

Eis-nos chegados ao momento mais aguardado do ano!

Esta é a terceira vez que o Blogue do Syrah se lança na épica aventura de escolher os melhores Syrah lançados em Portugal no ano anterior, neste caso 2017. E que foi o ano em que começaram a aparecer em força os Syrah com a uvas vindimadas nesse ano mítico em qualidade que foi 2015. A coisa promete.

Atribuímos, assim, medalhas de Ouro, Prata e Bronze, e como habitualmente ainda uma medalha especial ao que considerámos ser o melhor Syrah quanto à relação qualidade preço, ou seja um Syrah muito bom com um preço muito acessível. É sempre uma oportunidade a  não perder.

Este painel de premiados nasceu da nossa escolha subjectiva, como teria de ser, e teve lugar num ano ainda mais rico de novidades que o ano transacto, o que tornou a escolha ainda mais aliciante. O universo Syrahniano vai aumentando regular e exponencialmente, para nosso, e vosso, regozijo, sempre com enorme qualidade, tornando esta nossa viagem um deleite quase permanente. Este ano, aliás como o ano anterior, só tivemos praticamente Alentejo, esse Alentejo quimérico onde o Syrah se dá tão bem! A excepção surge com o Algarve, como se verá.

Vamos então aos nossos ‘Óscares‘, já devidamente alinhados no respectivo lugar do pódio.

Falando sobre cada um em particular, o nosso discurso não poupa palavras de admiração, apreço e regozijo perante tanta excelência e savoir-faire.

 

Medalha de Ouro: CEM RÉIS

Não nos lembramos de que alguma vez a saída de um Syrah tenha dado tamanho alarido nas redes sociais.
É verdade que as diversas hostes de enófilos já tinham manifestado algum nervosismo quando publicámos este texto. Mas o que tem sido dito desde a última segunda feira dia 17 de Maio, que foi o dia do lançamento, é algo de realmente inesperado.
O Blogue do Syrah manifesta o seu contentamento devido às manifestações de regozijo e entusiasmo pela saída de um tão emblemático Syrah como é o Cem Réis!
Sabíamos que iria ser um Syrah especial, visto que englobaria o lote que inicialmente estava destinado a um possível Mil Réis. Ora como isso não aconteceu, o Cem Réis ficaria logo à partida mais “rico” devido a essa adição. A juntar a isso o facto de se tratar da colheita de 2015, que só por si, vai sendo cada vez mais confirmado, constitui uma mais valia, dado que se trata de um ano de soberba produção nacional!

 

Medalha de Prata ex-aequo: DONA DORINDA/ALDEIAS DE JUROMENHA

Dona Dorinda: É a garrafa número 332 que estamos a degustar, de um total de 3800.
Com 16,5% de graduação alcoólica, como aliás o anterior, Grande Reserva de 2011, mas tão bem integrados nos outros elementos vínicos que só se acredita neste valor lendo o contra rótulo da garrafa.
As notas de prova dizem-nos que tem um “aroma intenso a amora silvestre, taninos bem integrados e suaves, com notas de especiarias e folha de tabaco, característica da casta Syrah. Corpo elegante, equilibrado com um final prolongado.” O enólogo de serviço, como não podia deixar de ser, é o eborense Victor Conceição, que está ao leme dos destinos vínicos da Quinta de Nossa Senhora da Conceição!
Vamos dizer mais uma vez o que já foi dito em relação a outros vinhos deste produtor:
é um vinho superior e de qualidade excepcional!
Nele, tudo é muito bom!
Percorrer os seus caminhos sensoriais é partir em busca de um néctar para lá do imaginável.
Aldeias de Juromenha: É sempre com um especial carinho que falamos de uma nova colheita do Syrah da Herdade Aldeias de Juromenha!
Mas desta vez temos uma edição especial!
Um lote do ano de 2013 cujo Syrah apresentamos aqui, mas que sai agora com garrafa e rótulos renovados com o objectivo de comemorar os dez anos de Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha!
E que Syrah fantástico temos pela frente!
Feito mais uma vez pelo grande mestre da enologia portuguesa António Saramago. Mas este terá sido o último Syrah feito por ele nesta casa vinícola, com muita pena nossa. Fazemos votos que o próximo enólogo esteja ao nível de continuar este Syrah com a qualidade a que nos habituou.
As notas de prova dizem-nos que se trata de um Syrah de “cor retinto, aroma frutos vermelhos e compota, bons taninos, volumoso, equilibrado com boa acidez que lhe permite ter longevidade.” O facto de ser reserva significa neste caso que tem dez meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, e tem uma graduação alcoólica de 15,5%.

 

Medalha de Bronze: QUINTA DO BARRADAS

O Quinta do Barradas, Reserva, Syrah, de 2014, é a primeira colheita… e que colheita!
Fizeram-se cerca de duas mil garrafas. As uvas de que se faz este Syrah eram anteriormente utilizadas para o blend Touriga Nacional e Syrah, que ainda se faz. Esta aposta está ganha porque quem bebe este monocasta Syrah a 100% não se esquece facilmente dele!
O Quinta do Barradas Syrah é uma bebida fermentada a temperaturas controladas por vinte dias, estagiando depois por dezoito meses em barricas de carvalho francês. Na sua cor e aroma predominam as violetas, que se mostram bem integradas com as notas e gomas pretas das especiarias da barrica. Na prova é muito rico, com taninos redondos e de uma enorme elegância. A graduação alcoólica é de 15%. A enóloga é Joana Maçanita, que nós bem conhecemos.

 

Melhor relação Qualidade-Preço: CASAL DAS FREIRAS

Com a classificação de 17 valores e o preço de 4 euros e 75 cêntimos, a escolha aqui não foi difícil.
Não foi há muito tempo que apresentámos o Casal das Freiras de 2015 e eis que a nova colheita de 2016 já está disponível no mercado!
Seria provável torcer o nariz a um Syrah tão novo, ou seja, da vindima anterior. No entanto outra coisa aconteceu em termos de palato. Este Syrah tem uma fruta muito vincada, viva, expressiva, para tão curto tempo de estágio. Parece mais um Syrah de 2015, ou mesmo 2014, e não tanto de 2016. E esta reflexão é o elemento mais impressionante que este Syrah do distrito de Santarém, concelho de Tomar, freguesia da Madalena, tem para mostrar!
Privilegiando a singularidade, este Syrah foi elaborado com uma selecção das melhores uvas da casta Syrah, onde sobressaem as notas dominantes que a caracterizam: “os aromas de fruta preta, como os mirtilos, ameixas e amoras, conjugados com o distintivo paladar do chocolate e leves notas de especiarias associadas à pimenta preta. Resulta um vinho encorpado, de cor granada, com bom equilíbrio de acidez e taninos suaves, realçados num final expressivo e prolongado”. Tem 13,5% de graduação alcoólica, como aliás a colheita anterior.

E assim nos vamos, na companhia de algum do melhor Syrah que se faz em Portugal. Julguem de vossa justiça, provem, degustem, apreciem, opinem, e venham aqui dizer se estão de acordo ou não com esta escolha.

 

E os nossos sinceros e agradecidos parabéns aos vencedores!

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