Vinhas antigas produzem melhores vinhos?

Houve-se falar muita vezes, quando se visita um produtor, de vinhas velhas, muitas vezes com mais de 100 anos. E isso percebe-se pelas raízes e pela estrutura do tronco e cordões, cada vez mais complexos e volumosos.

Produzem estas videiras melhores frutos? As vinhas de Shiraz, plantadas durante a década de 1860 em algumas partes da Austrália, continuam a produzir frutos intensos, saborosos e equilibrados. Com um sistema de raízes expansivo e madeira substancial, estas vinhas, que se adaptaram ao ambiente por um longo tempo, são em certa medida mais resistentes à seca e condições climáticas extremas. Vinhas envelhecidas ficam mais propensas a doenças e danos, e a sobrevivência de vinhas velhas releva-se frágil, apesar dos esforços para prolongar a sua vida.

Manter velhas vinhas na produção comercial nem sempre é viável economicamente. Há um ponto em que a manutenção da videira se torna excessivamente caro. A taxa de declínio depende de muitos factores, incluindo variedade de uva, porta-enxerto, susceptibilidade à doença, práticas do vinhedo e factores ambientais. Em Bordeaux, as videiras maduras são frequentemente substituídas após 35 anos, período que é considerado por muitos como a vida comercial de uma videira e equivalente a uma geração humana.

As vinhas velhas não produzem necessariamente melhor fruta. Uma videira comparativamente jovem, porém, madura (entre 10 e 30 anos) plantada em local adequado e bem gerido, pode produzir uvas muito requintadas como testemunhado em alguns dos mais famosos terroirs por todo o mundo.

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