All posts by Raul PC

Syrah e Cultura, uma apresentação

Sabido que é ser o Blogue do Syrah conduzido por dois Professores, decidimos levar o Syrah até uma das nossas Escolas, neste caso a Secundária D. João V, na Damaia, e fazer uma apresentação da nossa casta favorita aos colegas que manifestassem interesse em saber mais sobre esta nossa paixão, e tudo o que a rodeia.

Abertas as inscrições no local, 10 foram os magníficos que se perfilaram para comparecer, atraídos pela curiosidade em saber o que escondia tão inusitado convite.

E foi assim que aconteceu um final de tarde muito bem passado em amena cavaqueira e convívio, pela batuta do eloquente orador, como se poderá ver mais abaixo. O notável público, profundamente sabedor e profissional nas suas áreas de sapiência, apresentou-se devidamente interessado em aprender mais sobre um assunto de que pouco tinha conhecimento.
Como dizia o grande Guimarães Rosa, ‘Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.’

Tudo a postos, podia começar a refrega. Magníficos não eram só os que estavam para chegar. Havia já outros magníficos, em número de 6 para começar (haveria um sétimo de surpresa para o final), representativos de regiões significativas do País e todos com uma história interessante para contar, prontos para entrar em jogo.
Aqui estão eles.

E podia começar a sessão.
Fez-se uma introdução ao mundo maravilhoso do Syrah em Portugal. Em seguida os Syrah presentes foram sendo servidos criteriosamente um a um, taça a taça, sempre acompanhado de toda a explicação histórica, técnica e cultural que rodeou a sua produção.

Os aprendizes foram comentando a degustação, acompanhando com os acepipes escolhidos para dar o equilíbrio necessário ao paladar.

No final, a grande surpresa foi o imenso Cem Reis de 2015. Grupo mais feliz seria difícil de encontrar naquele momento.

Deixamos aqui a lista completa dos 7 magníficos pela ordem em que foram apresentados, com a ligação aos artigos em que falámos de cada um.

Ermelinda Freitas, Casa Ermelinda Freitas, 100% Syrah, Península de Setúbal, 2015

Labrador, Quinta do Noval, 100% Syrah, Douro, 2013

Lybra, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa, 2013

QC, Quinta da Caldeirinha, 100% Syrah, Beira Interior, 2013

Homenagem a Hans Christian Andersen, Cortes de Cima, 100% Syrah, Alentejo, 2012

Aldeias de Juromenha, Herdade das Aldeias, 100% Syrah, Alentejo, 2013

CEM REIS, Herdade da Maroteira, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Mas se uma imagem vale por mil palavras, um vídeo vale por muitas imagens. Fomos filmando alguns extractos significativos da sessão,  aqui montados ao som da outra paixão do Blogue do Syrah: Frank Zappa!

Para terminar ficam ainda algumas imagens do que foi acontecendo.
E até uma próxima oportunidade.

This slideshow requires JavaScript.

 

Couteiro-Mor, Herdade do Menir, 90% Syrah, Alentejo, 2015

Hoje apresentamos um Syrah novo em absoluto, do Alto Alentejo, de Montemor-o-Novo.
Couteiro-Mor de seu nome, tem 90% de Syrah e 10% de Viognier.

A descoberta deste Syrah deve-se ao leitor do Blogue do Syrah, Rui Marques, que em tempo devido nos enviou uma mensagem a dar conta desta descoberta.
Eis o que nos dizia:
“Bom dia.
Sendo um seguidor assíduo do Blog do Syrah, levo ao vosso conhecimento um avistamento que fiz no Pingo Doce de Tomar.
Trata-se do Couteiro-Mor Syrah 2015, sobre o qual junto fotos do mesmo.
Confesso que não o trouxe comigo, porque previamente faço consulta do vosso “parecer” no Blog, mas não o encontrei.
Assim, se tiverem oportunidade de o avaliar, gostaria de ver a vossa resenha.
Boa continuação do vosso projeto.
Abraço.
Rui Marques”
Isto aconteceu nos princípios de Outubro e depois de quinze dias o Rui Marques presenteou-nos com uma garrafa de Syrah Couteiro-Mor. Mas que maravilha ter leitores assim.
Rui Marques, grande amigo, muito obrigado!

As notas de prova dizem que se trata de um “vinho perfumado, de cor aberta e com bastante elegância, fazendo jus à origem das suas castas.” Na boca é sem dúvida um vinho adocicado, mesmo fumado, um cheiro presente a enxofre. Tem 14,5% de graduação alcoólica.

Mas eis que vem a grande surpresa deste Syrah: a enologia é partilhada e temos como cabeça de cartaz o “Senhor Alvarinho” o mais destacado enólogo dos vinhos verdes, Anselmo Mendes coadjuvado pelo seu discípulo Diogo Lopes, aqui a esquecer por momentos Monção e Melgaço e a embrenhar-se no mundo do Syrah. Foi uma surpresa total!
Depois disto, é esperar para ver o “Senhor Baga”, Luís Pato, fazer também um Syrah! Ah!Ah!Ah!Ah!

E agora um pouco de história sobre a herdade. Em 2012, a Herdade do Menir foi adquirida por uma família algarvia que assume a liderança da herdade e de todas as suas marcas. Neste contexto, surge uma nova gama de vinhos, que se destacam pela sua qualidade – Barão Rodrigues Reserva Tinto e Branco. A família Barão Rodrigues compromete-se em dedicar toda a sua paixão na produção de um vinho de qualidade, tendo como base toda a sabedoria e tradição do Alentejo. A área total da herdade é de cerca de cinquenta hectares e a área de vinha é de quase quarenta hectares.

E o nome deste Syrah e de outros vinhos desta herdade tem a seguinte explicação: Couteiro-mor era o guarda das coutadas – zona de caça – onde o rei caçava. Em 1988 e pela mão do Sr. Gabriel Francisco Dias, foi efectuada a primeira venda de uvas produzidas na Herdade do Menir a outras adegas. Em 1990 aventurou-se na construção de uma adega com o objectivo de vinificação das suas próprias uvas, sendo em 1991 produzido o primeiro vinho da marca comercial Couteiro-Mor. A adega foi construída em 1990 e desde então tem sido sujeita a sucessivas alterações no sentido da sua ampliação e modernização, por forma a dar resposta ao aumento de produção e à crescente procura dos vinhos da casa bem como à ambição da empresa de melhorar a qualidade dos seus vinhos. A capacidade total de fermentação é de cerca de meio milhão de litros e a capacidade total de armazenagem ultrapassa o milhão de litros.

E acabamos com uma citação do grande escritor francês François Rabelais, que com uma simples fórmula resume tudo o que está aqui em causa:
«O Syrah é o que mais civilizou o mundo.»
Assim é que se fala!

 

Classificação: 16/20                                                            Preço: 6,99€

Um Encontro com Syrah, em grande!

Lá estivemos mais um vez, com direito a ‘selfie‘ e tudo, e valeu mesmo a pena, porque várias foram as novidades que nos encheram a boca e a alma, como iremos mostrar adiante.

O ambiente como sempre animado e alegre, coadjuvado com a respectiva secção de comes e bebes a decorrer em paralelo.

Segue em primeiro lugar a sequência das quatro grandes novidades que foram o ponto alta da visita, e logo a seguir os restantes Syrah presentes.

This slideshow requires JavaScript.

E mais alguns momentos memoráveis em honra dos magníficos Syrah que se sucediam para nossa alegria e deleite, em boa companhia e com muita simpatia.

This slideshow requires JavaScript.

E ainda houve tempo de passear a objectiva pelas belezas sempre presentes quando há bom Syrah na costa…

This slideshow requires JavaScript.

E assim nos fomos até ao próximo ano!

 

“Encontro com Syrah” e “Encontro com Sabores”

Mais uma peregrinação peregrina ao encontro do nosso eterno Syrah, desta vez na Antiga Fil, Junqueira.

400 produtores, portugueses e estrangeiros, convidados internacionais, em firme harmonia entre o vinho e a gastronomia.

DIAS E HORÁRIO DO EVENTO

10 de novembro de 2017, sexta-feira | 18:00 – 22:00
11 e 12 de novembro de 2017, sábado e domingo | 14:00 – 20:00
13 de novembro 2017, segunda-feira (dia exclusivo para profissionais) | 11:00 – 18:00

Lá estaremos para contar depois como foi!

Graça Gonçalves, a Enóloga D’Oiro

Desde a segunda metade dos anos 90 que se produz Syrah em Portugal. O Blogue do Syrah tem feito o seu papel na divulgação desse percurso por terras lusas. Já dissemos várias vezes que em Portugal se produz algum do melhor Syrah do mundo! Como o Syrah é feito por pessoas, é natural que o Blogue do Syrah fale de quem colocou o Syrah português nas bocas do mundo, já que são eles os principais responsáveis pelo aparecimento deste espaço de apresentação, apreciação, devoção e divulgação.

Na sequência de artigos anteriores sobre os enólogos que fazem Syrah em Portugal, trazemos hoje à ribalta Graça Gonçalves que tem no seu currículo, na Quinta do Monte d`Oiro, não dois, não três, mas quatro Syrah, cada um com várias colheitas. A Quinta do Monte d`Oiro, é preciso dizê-lo, é a propriedade vinícola portuguesa que tem no activo um maior número de Syrah! E a qualidade? A qualidade é elevada e está presente deste o início!

Aqui vão eles, todos de peso, como se pode ver pelas classificações por nós atribuídas:


Syrah 24, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa
Classificação: 18/20


Reserva, Quinta do Monte d’Oiro, 96% Syrah, 4% Viognier, Lisboa
Classificação: 18/20

Lybra, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa
Classificação: 17/20

Lybra Rosé, Quinta do Monte D’Oiro, 100% Syrah, Lisboa
Classificação: 18/20

Vejamos cada um em pormenor.

Syrah 24, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa
Apenas se produzem 900 garrafas por safra, e com 14% de graduação alcoólica, mais um vez referida à safra actual. A designação 24 provém do facto das uvas terem origem numa parcela de vinha com esse número. Complexo, com notas de frutos pretos e sugestões de compota, chocolate, especiarias e uma sugestiva e discreta presença de barrica de alta qualidade. Um vinho muito atraente, moderno, com belíssimos taninos, acetinado na boca. Este vinho foi elaborado a partir de uma seleção massal de Syrah, plantada na parcela 24 de somente 2 hectares e proveniente de vinhas velhas (com mais de 60 anos) da região francesa de Hermitage. A grande variabilidade genética nesta parcela, origina, assim, um vinho de extrema complexidade. “Estamos perante uma vinha perfeita de Syrah”,afirma Grégory Viennois, o experiente enólogo francês que acompanha a vitivinicultura da Quinta do Monte d’Oiro. Tem sido desde o seu lançamento alvo de integralmente merecidas pontuações bastante elevadas pelos maiores especialistas.
O nosso SYRAH 24, produzido por José Bento dos Santos na Quinta do Monte d’Oiro, já recebeu por três vezes (2007, 2009 e 2011) a classificação de 93 pontos pela prestigiada Wine Advocate, de Robert Parker (o mais famoso crítico de vinhos do mundo), o que o coloca entre o grupo de vinhos portugueses a que Parker atribuiu uma pontuação igual ou superior a 95.
É um feito notável!

Reserva, Quinta do Monte d’Oiro, 96% Syrah, 4% Viognier, Lisboa
Temos em primeiro lugar o Reserva, que existe desde 1997, (o Blogue do Syrah teve um exemplar desse ano nas mãos, durante a já referida e memorável visita) que é para a Quinta o Syrah que não pode deixar de ser produzido. Tem 4% de Viognier (em co-fermentação) e é o Syrah mais parecido com os Syrah franceses do Vale do Rhône, considerada a referência a nível mundial.
Olhar para esta garrafa é sentir o tempo apurado em eflúvios ancestrais!
A tiragem corrente tem 14% de graduação alcoólica e produzem-se em média 24 mil garrafas. É o seu Syrah de marca! As notas de prova que escolhemos dizem que é um vinho de “Rubi concentrado, negro. Aroma frutado com predominância para as ameixas pretas bem maduras e frutos do bosque, ligeiras notas tostadas e de especiarias finas. Elegante na boca, revela um conjunto equilibrado entre a fruta e a madeira bem integrada, taninos aveludados, acidez correcta, final muito prolongado e distinto.” Teve um estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, das quais 40% eram novas.

Lybra, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa
Continuando hoje a falar de uma quinta abençoada, vamos seguir com o respectivo Syrah gama de entrada, o Lybra, com uma graduação alcoólica de 13,5%, e do qual são produzidas em média 15 a 20 mil garrafas por safra. O estágio é de 10 a 12 meses em barricas de carvalho francês. As notas de prova escolhidas dizem que se trata de um Syrah “Cor rubi intensa e nariz marcado pelos aromas de frutos pretos e do bosque, bem como delicadas notas de especiarias e alguma madeira, na boca é um vinho equilibrado, de taninos polidos e um volume e estrutura de expressão média, conta com um paladar frutado e especiado, além de ligeiramente vegetal, terminando com um final de boca de comprimento e persistência medianos.”

Lybra Rosé, Quinta do Monte D’Oiro, 100% Syrah, Lisboa
Este Lybra especial nasceu de uma parcela especifica, tratada e conduzida para o produzir em forma Rosé, como já explicado, através de vindima manual e escolha cuidadosa, seguida de esmagamento com prensagem directa. Tem 12,5% de graduação alcoólica. Foi com enorme prazer que o degustamos, lentamente, apreciando a frescura natural vinda de uma cor pálida e aroma delicado, ligeiro e floral, com algo de especiarias ténues. O delicadeza da fruta estava presente estendendo-se para final mais longo que o normal. É Syrah em forma ligeira e refrescante, gostámos muito, sobretudo da sua pureza, além de que é produzido segundo a filosofia biológica com gestão parcelar. Chega-se mesmo a falar de um tema, conceito muito original, citando directamente a Balança como signo de harmonia e de vindimas, equilíbrio harmoniosa entre casta, fruta e terroir, um Syrah que se interpenetra com a alegria da sua juventude na culinária do dia-a-dia… não devia ser assim sempre?
………………………………………………………..

Os Syrah da Quinta do Monte d’Oiro, em Alenquer, são a cara e a alma do seu proprietário, José Bento dos Santos. Mas desde 2005 que têm por trás o dedo de Graça Gonçalves, de 42 anos, a directora técnica da casa.

É uma mulher, transmontana de nascença (Bragança), mas devia ser um homem. A meio da década passada, Bento dos Santos andava à procura de uma pessoa que assumisse a enologia e a viticultura da quinta e tinha na cabeça a imagem de um homem, vá-se lá saber porquê. Em conversa, um professor do Instituto Superior de Agronomia (ISA), deu-lhe conta do profissional que precisava e o professor respondeu-lhe. “Conheço essa pessoa, só que é uma mulher”. O engenheiro Bento dos Santos “convidou-me a visitar a quinta, gostei imenso dele e acho que ele também gostou de mim e comecei a trabalhar”, recorda Graça Gonçalves. Formada no ISA em Engenharia Agro-Industrial, Graça frequentou o primeiro mestrado em viticultura e enologia daquele instituto. Antes, já participara numa investigação em polifenóis na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Da fileira agro-industrial, “o vinho era o que pedia mais” dela, explica.
Durante o mestrado, trabalhou em microbiologia de contaminação de vinhos com o professor e enólogo Virgílio Loureiro e participou no desenvolvimento de um meio de cultura diferencial para a detecção de leveduras do género Dekkera/ Brettanomyces, o qual tem sido comercializado um pouco por todo o mundo.

A primeira experiência como enóloga deu-se em 1994, com a casta Arinto, em Bucelas. Trabalhou depois durante alguns meses na Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos, antes de entrar como professora assistente na Escola Superior Agrária de Santarém, onde leccionou tecnologia de vinho e enologia durante oito anos. Nesse período, foi responsável pela adega da escola e manteve-se sempre ligada à produção. “Nós fazíamos vinhos para alguns produtores e dávamos consultoria a outros”, lembra.
Quando estava a iniciar o doutoramento, surgiu o convite da Quinta do Monte d’Oiro e Graça Gonçalves não quis perder a oportunidade de trabalhar para uma pessoa de quem era admiradora e cujos vinhos já apreciava. “Era quase um sonho”, confessa.
Nos primeiros tempos, Graça ainda contou com o apoio de Luís Carvalho e do filho, Tiago Carvalho, mas, a partir de 2006, passou a assumir sozinha a enologia da quinta, embora com o apoio pontual de Grégory Viennois, director técnico da Maison M. Chapoutier. Um dos grandes vinhos da quinta, o tinto exaequo, é, de resto, uma parceria entre Bento dos Santos e Michel Chapoutier, uma das estrelas da enologia francesa.

Os Syrah da Quinta do Monte d`Oiro especificamente o Reserva e o 24 estão estão presentes na escolha para as provas cegas que o Blogue do Syrah leva a cabo.
Isto mostra bem da qualidade destes Syrah e da competência técnica demonstrada pela enóloga responsável, Graça Gonçalves!

Casal das Freiras, Agrovalente, 100% Syrah, Tejo, 2016

Não foi há muito tempo que apresentámos o Casal das Freiras de 2015 e eis que a nova colheita de 2016 já está disponível no mercado!
Seria provável torcer o nariz a um Syrah tão novo, ou seja, da vindima anterior. No entanto outra coisa aconteceu em termos de palato. Este Syrah tem uma fruta muito vincada, viva, expressiva, para tão curto tempo de estágio. Parece mais um Syrah de 2015, ou mesmo 2014, e não tanto de 2016. E esta reflexão é o elemento mais impressionante que este Syrah do distrito de Santarém, concelho de Tomar, freguesia da Madalena, tem para mostrar!

Priveligiando a singularidade, este Syrah monovarietal foi elaborado com uma selecção das melhores uvas da casta Syrah, onde sobressaem as notas dominantes que a caracterizam: “os aromas de fruta preta, como os mirtilos, ameixas e amoras, conjugados com o distintivo paladar do chocolate e leves notas de especiarias associadas à pimenta preta. Resulta um vinho encorpado, de cor granada, com bom equilíbrio de acidez e taninos suaves, realçados num final expressivo e prolongado”. Tem 13,5% de graduação alcoólica, como aliás a colheita anterior. O proprietário e produtor é o simpático José Vidal, e a enologia está a cargo da Teresa Nicolau. Mais uma senhora a dar-nos Syrah, sempre aquele sentimento de estar em presença de uma outra sensibilidade que não a masculina!

Com uma secular tradição vitivinícola e em terras que outrora foram da Ordem de Cristo, encontra-se a Quinta do Casal das Freiras. As suas vinhas estão implantadas em solos argilo-calcários de declive suave e ondulado com exposição a sul, predominando as castas nacionais. Vinificadas por métodos tradicionais, estas uvas dão origem a um vinho taninoso, encorpado e aromático. Com origem em antigo foro da Ordem de Cristo (século XV) é propriedade da família desde o século XIX. Com 180 Hectares esta Quinta inclui ainda searas, olival e floresta além dos 16 hectares dedicados à vinha.

Tal como aconteceu com o Casal das Freiras 2015, “é um Syrah que se bebe com prazer e que tem uma relação qualidade/preço muito considerável!” Esta nova colheita, superior à anterior, só poderá reafirmar o que aí se disse!
Citando o escritor Francisco Trindade: “Aquele que recebe os seus amigos e não tem um cuidado especial com o Syrah, não merece ter amigos ! »
Podendo fazer um pequeno brilharete perante os convidados e não gastando muito dinheiro, esta é uma óptima proposta !

 

Classificação: 17/20                                                                          Preço: 4,75€