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Homenagem a Hans Christian Andersen, Cortes de Cima, 100% Syrah, Alentejo, 2011

Dois anos e quatro meses após a primeira recensão sobre este fantástico Syrah aqui, voltamos hoje ao seu convívio para darmos conta da sua evolução neste espaço de tempo. E que evolução! Está muito melhor, como pudemos comprovar pela degustação de uma nova garrafa em duas refeições e em dois dias distintos!

Produzido exclusivamente a partir da casta Syrah, como tinha de ser, as uvas foram rigorosamente seleccionadas pelo que estavam num óptimo estado de maturação. Foram fermentadas sem engaço, a temperaturas controladas, com um alargado período de maceração das películas para melhorar o aroma a frutos e conseguir um bom equilíbrio e estrutura de taninos. Envelhecido durante 8 meses em barricas de carvalho francês e americano, maturou assim até ao engarrafamento, em Julho de 2012. A graduação alcoólica é de 14%. As notas de prova que escolhemos falam de “aromas de frutos de bago escuro, groselha, mirtilos e cássis. Elegante no palato, revela fruta distinta e saborosa com madeira de qualidade bem integrada. Equilíbrio notável, boa estrutura de taninos, longo e persistente.” Nós acrescentaríamos a plenitude cultural, união de literatura em forma de subtil néctar com eflúvios de planície alongada sobre o horizonte setentrional. A colheita, produção e engarrafamento é feita na propriedade de Cortes de Cima. A tiragem foi de 12300 garrafas. O Homenagem a Hans Christian Andersen teve até ao momento 7 safras. A de 2003, 2004, 2007, 2008, 2009, 2012 e a presente em análise de 2011. Estas constância de safras são a melhor prova do êxito deste Syrah que foi elaborado para ter uma vida curta, de um só ano comemorativo, mas que está aí para durar, sendo assim uma interminável e merecida homenagem, para nossa grande exultação!

“Dai-me Syrah para apagar as marcas que o tempo faz!” dizia o grande ensaísta, orador e poeta americano Ralph Waldo Emerson, fonte quase inesgotável de sabedoria, ou melhor ainda se o dizer for no idioma original: “Give me Syrah to wash me clean of the weather-stains of cares”.
Mas se o Syrah for esta benfazeja Homenagem a Hans Christian Andersen, as marcas do tempo e da vida irão sendo apagadas muito mais alongadamente!

 

Classificação: 19/20                                                 Preço: 28,50€

Herdade dos Lagos, Soc. Agrícola Herdade dos Lagos, Lda, 100% Syrah, Alentejo, 2005

Apesar de já termos falado deste Syrah a propósito da colheita de 2006 aqui e da colheita de 2012 aqui, hoje vimos falar da colheita de 2005, que não conhecíamos, e pensávamos que estaria de todo esgotada. Mas Tiago Paulo, da garrafeira Estado de Alma, faz de vez em quando milagres e lá conseguiu “ressuscitar” umas quantas caixas que foi desencantar sabe-se lá aonde e que tem disponível para quem quiser beber este néctar com treze anos de idade, que está belíssimo ou não tivesse sido feito por António Saramago que dispensa outras apresentações!

O Syrah da Herdade dos Lagos, que fica no concelho de Mértola, é pois um Syrah regional alentejano, cuja produção foi de 7000 garrafas. “Apresenta cor rubi intensa. Aroma frutado a ameixa madura. Cheio, redondo, complexo, boa acidez, terminando longo.”
Foi vinificado pelo processo tradicional de curtimenta em lagares inox com temperaturas de fermentação a cerca de 28ºC. Teve um estágio em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses. A longevidade prevista era de 8 anos! Já vai em 13 anos e acreditem ainda vai resistir mais uns anos! Irá? Apresenta um teor alcoólico de 14,5 %.
Em cerca de 25 hectares crescem as castas Syrah (a estrela internacional), Aragonez (conhecida na Espanha como Tempranillo), Touriga Nacional (uma uva tradicionalmente usada no vinho do Porto) e Alicante Bouschet (do intenso jogo decor).

A Herdade dos Lagos é propriedade de Horst Zappenfeld, empresário alemão com interesses na área do transporte de carga por via marítima exporta mais de dois terços da sua produção anual de vinho para terras germânicas. Cerca de 70% do vinho é vendido para a Alemanha e também para a Suíça. O restante vai para o mercado nacional, onde não se trabalha com as grandes cadeias de supermercados, à excepção do Intermarché, mas há consumidores que adquirem os vinhos e o compram através das garrafeiras e dos restaurantes. Localizada próximo da localidade de Vale de Açor, na freguesia de Alcaria Ruiva, a Herdade dos Lagos perde-se de vista e por lá é possível encontrar gado e olival (80 hectares), além do maior alfarrobal de Portugal (260 hectares) e 25 hectares de vinha e onde trabalham a tempo inteiro doze pessoas. Em 2011 saíram da herdade perto de 130 mil garrafas, num total de 100 mil litros de vinho, e nos anos seguintes a produção teve valores semelhantes, sendo que cerca de 70% se destina à exportação, sobretudo para a Alemanha e para a Suíça.

Fernando Pessoa, nas Canções de Beber, escreve o seguinte:
‘Sob os ramos que falam com o vento,
inerte, abdico do meu pensamento.
Tenho esta hora e o ócio que está nela.
Levem o mundo: deixem-me o momento!’
Deixem-nos então mais uns momentos em paz e sossego enquanto degustamos o Syrah 2005 da Herdade dos Lagos!

 

Classificação: 17/20                                                      Preço: 7,50€

Quinta do Monte Alegre, Xavier Santana, 100% Syrah, Setúbal, 2015

O Syrah da Quinta do Monte Alegre de Setúbal é um Syrah de qualidade e com uma boa relação qualidade/preço. Demos conhecimento dele nos anos de 2012, 2013 e 2014.
Hoje vamos apresentar o ano de 2015! A colheita continua a ser como a anterior, de qualidade superior. Ficamos todos a ganhar. O produtor mas também, como é óbvio, o consumidor. A grande diferença é que a evolução deste Syrah será mais rápida do que o habitual. O Syrah está mais encorpado e mais aromático apesar do tempo ser ainda curto! Vamos esperar para ver!

A Quinta do Monte Alegre está localizada em Fernando Pó, terra de vinho por excelência. Em termos de notas de prova, podemos falar de “fruta preta densa, notas químicas de alcatrão, cacau tostado, num todo intenso e imponente. Encorpado e texturado, com acidez alta bem integrada, taninos finos bem envolvidos, tudo franco, bem feito, directo.” Tem uma graduação alcoólica de 14%.

A Adega Xavier Santana foi fundada em 1926 por Xavier Santana precisamente, empresa que permaneceu em seu nome próprio até à década de 70, quando foi constituída em Sociedade Familiar com a designação actual de XAVIER SANTANA SUCESSORES, LDA. A actividade comercial da empresa centrou-se inicialmente na produção e comercialização de vinhos em barril e na preparação de azeitonas de mesa, na sua adega localizada na vila de Palmela, até aos dias de hoje. Em 1990, a conjuntura de mercado proporcionou o investimento da empresa no engarrafamento dos vinhos como aposta na sua expansão a vários níveis, sustentada pela relação superior de qualidade/preço dos seus produtos. Com o engarrafamento dos seus vinhos, a Xavier Santana apresentou-se ao consumidor com a marca de vinho de mesa Casta Rica, à qual se seguiu a marca Xavier Santana para vinho generoso, e mais recentemente, as marcas Terras da Vinha e Quinta do Monte Alegre, vinhos de Indicação Geográfica ‘Península de Setúbal’ e ‘Palmela D.O.’ respectivamente – os quais vieram a assinalar um novo patamar evolutivo na história da empresa.

O poeta inglês Joseph Addison escreveu:
“O Syrah põe o homem fora de si e dá ao seu espírito qualidades às quais é alheio, quando sóbrio.”
Então para que se tenha outra qualidades venha de lá mais uma taça do Syrah 2015 da Quinta do Monte Alegre!

 

Classificação: 16/20                                                       Preço: 5,85€

Victor Conceição – O Enólogo Eborense e Orgânico do Syrah!

Continuando a nossa saga, que já se alonga, e ainda bem, sobre os enólogos que fazem Syrah em Portugal, trazemos hoje à ribalta Victor Conceição, que tem no seu currículo o Syrah Dona Dorinda, com várias colheitas, todas elas diferentes e todas topo de gama, com elevadas classificações da nossa parte, por isso o destaque é inteiramente merecido.

Aqui vão elas.


Dona Dorinda, Quinta Nossa Sra. da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2012
Classificação: 20/20

 


Dona Dorinda, Quinta Nossa Sra. da Conceição, 85% Syrah e 15% Viognier, Alentejo, 2013
Classificação: 18/20

 

Dona Dorinda, Grande Reserva, Quinta Nossa Senhora da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2011
Classificação: 20/20
(Considerado o melhor Syrah português de 2016)

 

Dona Dorinda, Quinta Nossa Sra. da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2015
Classificação: 20/20
(Considerado o segundo melhor Syrah português ex-equo de 2017)

Vejamos cada um em pormenor.

Dona Dorinda, Quinta Nossa Sra. da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2012
E agora alguns dados sobre a vinificação. Vindima manual nocturna. Maceração carbónica a frio cerca de 12 meses. O envelhecimento esse foi feito em carvalho francês, pois claro, durante 12 meses. As notas de prova dizem-nos que tem um “aroma intenso a amora silvestre, taninos bem integrados e suaves, com notas de especiarias e folha de tabaco, característica da casta Syrah. Corpo elegante, equilibrado com um final prolongado.”
As práticas de agricultura biológica, integradas sempre que possível com Agricultura biodinâmica, revelaram-se uma verdadeira experiência de novas, ou ancestrais melhor dizendo, técnicas de produção, visando sempre a preservação da natureza como um todo sustentável. Alinhada com as estrelas, a vinha com cerca de dois hectares, (embora entretanto mais hectares tenham sido plantados) encontra-se instalada em forma de “meia-lua”, chamando a si as boas energias que o Universo tem para nos oferecer. Notável!
O produtor indica na ficha técnica que o prazo de evolução do Dona Dorinda é de 10 anos. Neste momento não conseguimos imaginar o que será por essa altura, mas há uma coisa que por experiência sabemos: este Syrah vai ter seguramente uma longevidade muito superior a 10 anos. Não temos dúvidas sobre isso!

Dona Dorinda, Quinta Nossa Sra. da Conceição, 85% Syrah e 15% Viognier, Alentejo, 2013
O distrito de Évora, e mais especificamente o concelho de Évora propriamente dito, é uma terra sagrada, já o dissemos, no que ao Syrah diz respeito. Vamos colocar a questão de outra forma: desta terra, ou como dizem os franceses e com razão, deste terroir, só pode sair Syrah topo de gama! Até agora não houve motivos para pensar o contrário. Se estes vossos escribas algum dia decidissem fazer Syrah, que é só uma hipótese absurda mas divertida, seria esta terra abençoada a escolhida.
O Dona Dorinda 2013 é diferente do seu irmão de 2012 principalmente porque contém 15% de Viognier, à boa maneira do Vale do Rhône e tem 15% de graduação alcoólica. O de 2012 tinha 14% de graduação alcoólica e era Syrah a 100%, como preferimos! Podemos sim é comunicar desde já aos nossos leitores que o Dona Dorinda 2011 será igualmente um Syrah a 100%, para nosso regozijo! Mantém o facto, para nós relevante, de ser biológico e percebe-se com facilidade que tem uma longa evolução pela frente, isto naturalmente se não esgotar tendo em conta que a produção é realmente baixa.
A garrafa da safra de 2013 mantém o mesmo desenho do ano anterior, o que não irá acontecer com a garrafa de 2011, mas que do nosso ponto de vista repete o requinte e a elegância muito dificilmente encontrada noutra garrafa de Syrah. Espectacular!

Dona Dorinda, Grande Reserva, Quinta Nossa Senhora da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2011
Provámos este Dona Dorinda 2011 em Outubro de 2015 no Encontro de Vinhos Alentejanos no CCB e logo ali declarámos: “Vale 20!”
Só que na altura não havia decisão sobre a garrafa final e os rótulos não estavam ainda feitos.
Após este ano e meio de longa espera, já com tudo no devido lugar, com design renovado e do nosso ponto de vista muito bem conseguido, o Blogue do Syrah pode finalmente apresentar ao mundo o Dona Dorinda 2011!
Só se fizeram 1238 garrafas, numeradas à mão, cabendo à nossa o número 573. A graduação alcoólica tem uns impressionantes 16,5%, mas tão bem integrados nos outros elementos vínicos que só se acredita neste valor lendo o contra rótulo da garrafa.
Já apresentamos aqui o Dona Dorinda 2012, neste momento esgotado, e aqui o Dona Dorinda 2013, este sim ainda no mercado. Ambos topos de gama mas agora com o Dona Dorinda 2011 (pensem nos anos de estágio que este vinho já teve antes de sair para o mercado…), os adjectivos calam-se por insuficientes e só podemos mesmo dizer:
“É preciso bebê-lo!”
Era o Napoleão Bonaparte que dizia: “O vinho inspira e contribui grandemente para a alegria de viver.” Aqui está o melhor exemplo!
As notas de prova dos anteriores diziam-nos que tem um “aroma intenso a amora silvestre, taninos bem integrados e suaves, com notas de especiarias e folha de tabaco, característica da casta Syrah. Corpo elegante, equilibrado com um final prolongado.” Agora ao falar do Dona Dorinda 2011 temos que utilizar constantemente o superlativo.

Dona Dorinda, Quinta Nossa Sra. da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2015
É a garrafa número 332 que estamos a degustar, de um total de 3800.
Com 16,5% de graduação alcoólica, como aliás o anterior, Grande Reserva de 2011, mas tão bem integrados nos outros elementos vínicos que só se acredita neste valor lendo o contra rótulo da garrafa.
As notas de prova dizem-nos que tem um “aroma intenso a amora silvestre, taninos bem integrados e suaves, com notas de especiarias e folha de tabaco, característica da casta Syrah. Corpo elegante, equilibrado com um final prolongado.” O enólogo de serviço, como não podia deixar de ser, é o eborense Victor Conceição, que está ao leme dos destinos vínicos da Quinta de Nossa Senhora da Conceição!
Vamos dizer mais uma vez o que já foi dito em relação a outros vinhos deste produtor:
é um vinho superior e de qualidade excepcional!
Nele, tudo é muito bom!
Percorrer os seus caminhos sensoriais é partir em busca de um néctar para lá do imaginável.
O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyan, sempre ele, no seu poema Rubaiyat, diz o seguinte:
“O Syrah inundar-te-á de luz, livrando-te dos grilhões de prisioneiro.”
O Dona Dorinda Syrah 2015 é mesmo uma luz libertadora e infinita de prazeres!
Perante isto, que nota atribuir a um vinho que consideramos perfeito?
A um Syrah perfeito só a nota perfeita!!!

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Victor Conceição, nascido e criado em Évora, viveu toda a sua vida naquela que é a cidade alentejana mais fascinante, mais histórica e mais cosmopolita de todo o Alentejo! É já uma cidade universal! Tem 41 anos e estudou Agronomia na Universidade de Évora e mais tarde Enologia. A mudança e a grande oportunidade na vida do nosso enólogo acontece quando um casal formado por um holandês, Winkelman, e uma norte-americana, Dorinda, nome de origem indígena, decidem há mais ou menos uma década e meia vir passar férias a Portugal. Conhecem, entre outros lugares, Évora, e ele, já com uma grande paixão pelos vinhos do Vale du Rhône, decide comprar um terreno, que liga com a cidade, para plantar uma vinha. Será a Quinta de Nossa Senhora da Conceição. Conhecem um alentejano de quatro costados, o nosso Vítor Conceição de seu nome, “um bom moço” como os alentejanos costumam dizer, que mete mãos à obra e realiza o sonho do ecléctico par: dar vida a uma vinha de Syrah em primeiro lugar e de seguida de Viognier, como manda a tradição francesa. E foi assim que começou esta história que até agora deu origem a quatro Syrah topos de gama! Antes deles tinham sido feitos o Dona Dorinda 2009 e o Dona Dorinda 2010 que não foram mais do que experiências de duzentas e cinquenta garrafas cada um e que nunca foram lançadas no mercado! Como é que estarão esses dois Syrah? O segredo está nos deuses!

É importante fazer aqui um pequeno parênteses para mostrar a total sintonia entre o enólogo e o produtor. A colheita de 2014 não foi feita porque devido a várias vicissitudes, não foi considerada de qualidade e foi totalmente descartada. A qualidade interessa mais que o negócio. Este é o melhor exemplo de que aqui só sai para o mercado o melhor dentro do melhor!

A Quinta de Nossa Senhora da Conceição não tem adega e portanto Victor Conceição contou ao longo destes anos com a adega da Herdade da Calada e o seu enólogo Eduardo Cardeal, onde foram feitas todas as vinificações dos Dona Dorinda até agora. Mas a boa notícia é que a partir de Setembro irá ser construída uma adega no espaço da Quinta de Nossa Senhora da Conceição e pensa-se já aí vinificar a vindima de 2019. É uma óptima notícia porque é a melhor garantia que os Syrah Dona Dorinda, com e sem Viognier, da Quinta de Nossa Senhora da Conceição vão continuar a serem produzidos com saber e mestria! O enólogo Victor Conceição vai continuar a dar que falar dentro e fora de fronteiras!

O Blogue do Syrah só pode ficar feliz quando tem um enólogo desta qualidade a fazer continuamente Syrah topo de gama!

Talego, iVin – Vinhos Com Nome, 100% Syrah, Setúbal, 2015

Já tínhamos falado deste Talego do ano de 2013 aqui e aqui. Hoje temos perante nós a colheita de 2015!
É um Syrah robusto, bem feito, com um grau de complexidade aromática elevada, que por menos do patamar psicológico de dez euros é indiscutivelmente uma boa opção de compra!

O Talego, Syrah de Palmela, é patrocinado pela Ivin, Vinhos com Nome, e é produzido pela Adega Cooperativa de Palmela. As notas de prova dizem que é um Syrah “de côr granada intenso. Aroma: Frutos silvestres maduros, compota, complexado com notas de madeira, Paladar: Sabor macio, com boa estrutura e taninos aveludados Final de Prova: Final de boca prolongado com sugestões de baunilha, café e algumas notas de chocolate.” O enólogo é Luís Silva e a graduação alcoólica é de 15%.

A Adega Cooperativa de Palmela, com 300 associados, é uma área de vinha de excepcional qualidade, com aproximadamente 1000 hectares. Produz anualmente mais de 8 milhões de litros de vinho, 75% tintos, 15% brancos, e 10% Moscatel de Setúbal. A produção é depois engarrafada em linhas automáticas com capacidade para 10 mil garrafas/hora.
É desta cooperativa que saiu o Talego Syrah. A iVin é uma empresa de distribuição de vinhos que gosta de interagir com os diferentes intervenientes do sector de vinhos. Colabora com produtores e enólogos nacionais e internacionais de valor. Desde que surgiu, em 2009, a iVin especializou-se na comercialização de vinhos de qualidade reconhecida com origem em mais de cinco países, para os mais diversos pontos de venda, lojas e entrepostos, supermercados e hipermercados, hotéis e restaurantes. O seu fundador, Miguel Grijó, está ligado há mais de quinze anos ao sector de distribuição de vinhos. Uma experiência acumulada em conceituadas empresas do sector permitiu-lhe formar uma relação privilegiada com clientes e produtores. Distribuição eficiente é a chave em mercados que estão em constante evolução. Para além de tratar de todos os aspectos ligados à comercialização dos seus produtos, a iVin disponibiliza aos seus clientes serviços de apoio à gestão de marcas. É caso para dizer que a iVin tem o melhor de dois mundos, entre a distribuição e a consultoria. A nível nacional, surgem duas abordagens: os Projectos Pessoais e os Vinhos de Quinta. Nos Projectos Pessoais, enólogos com experiência em diferentes terroirs e regiões produzem em vinhas próprias, apoiados pela empresa. Nos Vinhos de Quinta, o terroir é o principal diferenciador do seu produto. A nível internacional, a iVin disponibiliza uma amostra representativa do que melhor é feito no novo mundo. O portefólio inclui ainda vinhos de mesa, icewines, espumantes e champagnes de casas europeias.

O escritor Oscar Wilde escreveu que:
“Para conhecer a colheita e a qualidade de um Syrah não é necessário beber toda a pipa.”
No caso do Talego 2015 para conhecer a sua qualidade intrínseca nem foi preciso beber toda a garrafa!

 

Classificação: 17/20                                                   Preço: 9,80€

Coisas de Vinho [tertúlia, o vinho e tudo à volta]

Desta vez vai-se conversar sobre Enoturismo, com  José Mateus Ginó (Presidente Executivo da FEA) e António Ceia da Silva (Presidente da Entidade Regional de Turismo).

E o vinho à prova FEA – Pedro Baptista

O anfitrião é a Fundação Eugénio de Almeida – Adega da Cartuxa – Quinta de Valbom – Évora.