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Pinhal da Torre, 100% Syrah, Tejo, 2013

Parece ser um Syrah novo, mas não é! Este Syrah que agora se chama Pinhal da Torre, já se chamou Quinta de S. João e antes disso chamava-se Quinta do Alqueve. É a terceira vez que muda de formato e garrafa, assim como de rótulos. Será esta a melhor estratégia para dar a conhecer um Syrah e fidelizar consumidores? Temos muitas dúvidas! Só alguém do ramo e com atenção percebe que Quinta do Alqueve Syrah ou Quinta de S. João Syrah ou ainda Pinhal da Torre Syrah são na realidade Syrah provenientes da mesma casa que se chama Pinhal da Torre. Mas convenhamos: a grande maioria dos consumidores não sabe isto!

Mas vamos falar do mais importante que é o que está dentro da garrafa. Este Syrah da Pinhal da Torre 2013 tem uma graduação alcoólica de 14% e tem uma “cor vermelho rubi, intenso, concentrado, aspecto limpo. No nariz aparece elegante, fruta preta madura, notas de cacau, balsâmico e fresco, com notas tostadas leves e bem integradas. Na boca grande estrutura, cheio, com equilíbrio notável, cheio de fruta fresca, com elegância.”

A Pinhal da Torre fica situada em Alpiarça, em plena região do Tejo, e dedica-se à produção de vinhos a partir de várias castas portuguesas e não só. A Quinta de São João tem uma área de 22 hectares dos quais 19 são de vinha. Nela ficam localizados os escritórios, a Adega, onde são produzidos todos os vinhos, e a sala de barricas, inaugurada em 1947.

Desde a selecção das uvas, na vinha e na adega, e do método de vindima, que é totalmente manual, à poda em verde ou a hora da colheita das uvas, que ocorre somente nas horas mais amenas, para evitar que o calor afecte a qualidade das fermentações, todo o processo de produção é meticulosamente respeitado para poder proporcionar vinhos com sabor diferenciado e qualidade elevada. A adega dispõe de 4 lagares para pisa a pé, 7 cubas, tipo argelinas, únicas em Portugal pela sua arquitectura, cubas de fermentação para tintos e para brancos, todas com controlo de temperatura, duas salas para estágio em barricas e duas para estágio de garrafas, assim como uma linha de engarrafamento, rotulagem e embalagem.

O poeta, matemático e astrónomo iraniano do século XII, Omar Khayan, escreveu:
“Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno. Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno, o paraíso deve estar vazio.”
Apesar dos nomes sempre diferentes assim como garrafas e rótulos, o Syrah da Pinhal da Torre pode muito bem ser um dos responsáveis do paraíso estar vazio. Viva o inferno!

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 28,50€


 

Coisas de Vinho, Dezembro, 15

De novo aqui estamos a divulgar Coisas de Vinho, a tertúlia sobre Vinho e tudo à volta, desta vez sob o tema Beber vinho em família! Não faltem…


 

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Só uma nota breve, sobretudo de agradecimento a todos os que nos acompanham nesta aventura pelos caminhos do Syrah que se faz em Portugal, pois, segundo o contador oficial do Blogue, atingimos e ultrapassámos o Milhão de visitas! Não é o Milhão do Euromilhões mas estamos muito orgulhosos do percurso trilhado até este momento.

Muito obrigado a todos, leitores e produtores, e até ao próximo Milhão!


 

Herdade do Esporão, 100% Syrah, Alentejo, 2012

Este que hoje aqui nos trás, o Syrah 2012 da Herdade do Esporão, ficou em terceiro lugar na prova cega realizada em parceria entre o Blogue do Syrah e os Cegos por Provas no passado mês de Outubro em Lisboa. Nessa prova cega estavam presentes Syrah Franceses, Austríacos, Australianos, Sul Africanos, Chilenos e Argentinos para além dos Portugueses, naturalmente. Entre 20 Syrah presentes na prova o Syrah da Herdade do Esporão 2012 ficou em terceiro lugar. Isto atesta bem da qualidade intrínseca deste Syrah que já tinha sido atestado por nós aqui em relação ao seu irmão do ano anterior.

O Syrah da Herdade do Esporão é feito com vinhas entre 10 e 20 anos. Estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho americano, seguidos de mais 18 meses em garrafa antes de ir para o mercado. Tem uma graduação alcoólica de 14,5%. Fez-se uma pequena produção de cinco mil litros, o que deu qualquer coisa como 6600 garrafas. As notas de prova dizem-nos: “Nariz compacto, com notas evidentes de tosta, e ligeiras notas de café torrado. Revela fruta negra madura com taninos musculados e acidez que conduz a um final bastante persistente.”

A Herdade do Esporão beneficia de um clima mediterrânico-continental, com exposição solar intensa, com uma média anual de 300 dias de sol. O clima é também caracterizado por grandes amplitudes térmicas anuais, com Verões muito quentes e secos e Invernos curtos e chuvosos, com consideráveis amplitudes térmicas diárias. Estas características definem profundamente, a fauna, a flora, a paisagem, a arquitectura e as gentes do Alentejo. A Herdade do Esporão apresenta todas as características de uma paisagem tipicamente mediterrânica.

Se as vinhas são o pulmão da Herdade do Esporão, a adega é o coração que palpita ao ritmo da vindima e da sequência dos trabalhos definidos pelo calendário e pela equipa de enologia. A equipa de enologia do Esporão é liderada pelo Luso-Australiano David Baverstock, uma referência na enologia portuguesa, que tem dado um contributo decisivo para a afirmação nacional e internacional dos vinhos do Alentejo. A equipa de enologia completa-se com os enólogos Luís Patrão, a quem estão atribuídas responsabilidades na elaboração dos vinhos tintos, e a Sandra Alves, a quem estão atribuídas responsabilidades na elaboração dos vinhos brancos e rosés.

João Fillipe Clemente pensador brasileiro escreveu:
“Você não pediu para nascer e, salvo raríssimas excepções, morrerá contra a sua vontade. Então, trate de aproveitar o intervalo entre esses dois momentos da melhor maneira possível, beba bons vinhos com bons amigos.”
O Syrah 2012 da Herdade do Esporão pode muito bem, entre outros Syrah, desempenhar com excelência esse papel!

 

Classificação: 18/20                                           Preço: 27,50€


 

Que tal um vinho das uvas da tapada lá de casa?

Hoje a ideia em modo desvairado é fazer vinho de forma artesanal com as uvas cá de casa, por exemplo a latada na varanda que produz uvas de mesa mesmo docinhas, ou aquelas da tapada lá de trás, que também não são de se deitar fora. Como será pois este vinho?

latada

Portanto estamos a falar de plantar, colher, esmagar, fermentar… será assim tão fácil?
Fácil até pode ser, mas e os solos, e o clima, e os cuidados a ter, como obter mosto de qualidade para fazer vinho a sério? Cada tipo de solo, mesmo com uvas iguais, e até mesmo na mesma região, produzirá vinhos completamente diferentes. E as uvas precisam de sofrer, mesmo, solo pouco fértil, clima inclemente, pouca água na altura certa, etc. E se não houver frio a noite e calor durante o dia, a uva não terá boa acidez, e a concentração de taninos, no caso dos tintos, também fica ameaçada.

Bem, mas dá ou não para fazer vinho em casa!?
Claro que dá, mas para garantir uma qualidade mínima, apesar de todo prazer que isso possa dar, talvez seja mais fácil e barato ir até uma garrafeira, falar com quem sabe, e comprar uma garrafa de Syrah à séria, e degustar uns quantos mais que houver por lá, e que enorme enlevo que isso é. Acredite!


 

Lybra, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa, 2013

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Apresentamos aqui o ano passado o Lybra de 2011. Hoje vamos falar do Lybra 2013. O Lybra tem uma graduação alcoólica de 13,5%, e do qual são produzidas em média 15 a 20 mil garrafas por colheita. O estágio é de 10 a 12 meses em barricas de carvalho francês. As notas de prova escolhidas dizem que se trata de um Syrah “Cor rubi intensa e nariz marcado pelos aromas de frutos pretos e do bosque, bem como delicadas notas de especiarias e alguma madeira, na boca é um vinho equilibrado, de taninos polidos e um volume e estrutura de expressão média, conta com um paladar frutado e especiado, além de ligeiramente vegetal, terminando com um final de boca de comprimento e persistência medianos.” O Lybra surgiu pela primeira vez em 2006 em substituição do Vinha da Nora.

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A Quinta do Monte d’Oiro é uma quinta de 20 hectares mas que faz uma gestão parcelar num conjunto total de 10 parcelas que possuem características muito particulares e diferenciadas em termos de solo. A própria vindima é feita parcela a parcela. Ora, se temos 10 parcelas e se os vários Syrah que existiram e existem da Quinta do Monte d`Oiro são de uma ou mais parcelas da quinta, lançamos uma questão: qual será, em termos teóricos, o número possível de combinações de modo a termos Syrah sempre diferentes? O Blogue do Syrah pediu ajuda a um professor de matemática que rapidamente deu a resposta: 1023 possibilidades de combinações entre as 10 parcelas de Syrah que a  Quinta do Monte d`Oiro possui. A família Bento dos Santos pode continuar a fazer Syrah sempre diferentes e sempre de qualidade.

Platão colocou na boca de Sócrates o seguinte texto sobre o vinho: “O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente…ele reaviva nossas alegrias e é o óleo para a chama da vida que se apaga. Se você bebe moderadamente em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará em seus pulmões como o mais doce orvalho da manhã… Assim,  então, o vinho não viola a razão, mas sim nos convida gentilmente à uma agradável alegria.”
O Lybra Syrah 2013 pode muito bem aspirar a esse desejo!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 8,95€