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Cortes de Cima Syrah, Cortes de Cima, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Quando há mais de um ano falámos da colheita de 2013 deste Syrah dissemos:
”É um Syrah exuberante! De uma complexidade aromática altiva e sublime. Um Syrah denso!”
Confirmamos de novo estas palavras com a colheita de 2014.
Este Syrah é a gama de entrada dos Syrah míticos de Cortes de Cima!
Depois de o provar, e se não conhecer os outros dois Syrah de Cortes de Cima, ou seja, o Homenagem a Hans Christian Andersen e o célebre Incógnito, não irá acreditar que se trata de um Syrah neste lugar da tabela.
Os nossos parabéns a Hamilton Reis, à sua equipa e, naturalmente, à dupla Hans e Carrie pela excelência deste produto!
O que será deste Syrah daqui a dois ou três anos? Como irá evoluir? Só pode ser para coisa ainda melhor!

Há sim um aspecto que queremos enfatizar: o preço elevado para a gama que representa. Respondem os representantes da propriedade com a história, com a procura e com as vendas que esgotam os stocks. Outros Syrah de qualidade têm preços bem mais simpáticos porque não se chamam “Cortes de Cima” e não carregam o fardo de terem sido o motor da implementação da casta Syrah no Alentejo e daí a projecção que ganhou no resto do país. Temos de aceitar a argumentação.

Este Syrah de 2014 tem uma graduação alcoólica de 13,5%. As uvas foram rigorosamente seleccionadas, e estavam num óptimo estado de maturação. Foram fermentadas sem engaço, a temperaturas controladas, com um alargado período de maceração das películas para melhorar o aroma a frutos e conseguir um bom equilíbrio e estrutura de taninos. Envelhecido durante 8 meses em barricas de carvalho francês (90%) e americano (10%) até altura do engarrafamento em Julho de 2014. As notas de prova falam de um modo geral de “aromas a frutos de bago escuro, cereja e ameixa, com complexas notas de terra e especiarias. Palato rico e firme, cheio de fruta madura.” Colheita, produção e engarrafamento na propriedade familiar.

Ao beber este Syrah sempre nos lembramos do poeta Luís de Camões que escreveu:
“Vinho, ardente licor que dá alegria.”
E não é que estas palavras se aplicam como uma luva a este Syrah?
No caminho certo para se tornar um topo de gama.
Impressionante!

 

Classificação: 17/20                                                                             Preço: 13,35€


 

Diga-me se bebe Syrah e saberemos quem é

Não é bem desta forma que se conhece a expressão generalista, que seria mais ‘Diz-me que vinho bebes dir-te-ei quem és!’, mas depois de conhecermos um artigo que fala sobre a forma como o estilo de vinho favorito revela um pouco da personalidade de cada um, decidimos que usar a palavra Syrah no título seria interessante.

Branco, Tinto, Rosé, etc: a preferência de cada um revela bastante sobre a personalidade do bebedor, de acordo com a pesquisa citada, que fala ser possível compreender uma pessoa a partir de uma bebida alcoólica.
Vejamos então.

AMANTE DE TINTOS
Sendo assim, os que preferem vinho tinto são mais confiantes, inteligentes e bem-sucedidos. Segundo o estudo, 81% dos bebedores desta variedade estão satisfeitos com o trabalho, 52% estão casados e 86% felizes em seus relacionamentos.

AMANTE DE BRANCOS
Já os que preferem vinho branco são tímidos, práticos e reservados. Destes, 81% acreditam que ainda não desenvolveram todo o seu potencial na carreira profissional. Quanto aos relacionamentos, 85% dos solteiros estão em busca de um parceiro, valorizando mais os amigos “cara a cara” que os virtuais.

AMANTE DE ROSÉS
Os apaixonados por vinho rosé adoram divertir-se usando o computador e a internet, e trocar comentários com os amigos em redes sociais. Ao contrário dos que preferem vinhos brancos, gostam de socializar e seu carácter é geralmente festivo. Com relação à carreira, preferem mudar de emprego com frequência.

Portanto, Syrah é tinto, logo somos confiantes, inteligentes, razoavelmente bem sucedidos, e felizes, assim como fiéis, nos nossos relacionamentos… Sobretudo com a casta Syrah!


 

Bombeira do Guadiana, Herdade da Bombeira, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Uma nova colheita do Syrah alentejano produzido mais a sul que conhecemos.
De Mértola, Bombeira do Guadiana de seu nome.
Já tínhamos anteriormente apresentado a colheita de 2011 e a colheita de 2013!
Hoje apresentamos a colheita de 2014 que, apesar de ter um aspecto renovado por rótulos mais apelativos, é claramente a melhor colheita e isso reflecte-se na classificação final.

O enólogo é Bernardo Cabral como é habitual, a quem já demos o devido destaque, e foram produzidas 3500 garrafas por hectare, havendo 3,5 hectares de Syrah na Herdade da Bombeira. Tem uma graduação alcoólica de 15%. As notas de prova que escolhemos falam de um Syrahespeciado e bem maduro, algum chocolate, fruto intenso, boca com volume algum calor num final longo e picante. Um tinto com franqueza e generosidade de formas. Taninos sedosos e redondos, termina prolongado e medianamente persistente.

Um grupo de amigos, amantes da natureza, os proprietários da Herdade da Bombeira, entenderam em 1999 plantar 18 hectares de castas tintas, numa zona com solos privilegiados, onde logo se adivinhou um terroir de altíssimo potencial.
Em 2000 conclui-se a plantação, em 2003 produziu-se os primeiros vinhos, em 2005 o primeiro rosé, entre 2009 a 2011 é concluída a plantação de 3,5 hectares de uva branca e em 2012 é produzido o primeiro vinho branco. Numa procura constante de conhecer e compreender o potencial produtivo do terroir, pretende-se fazer evoluir os vinhos . O projecto tem tido o seu sucesso devido ao interesse constante dos clientes pelos vinhos da Herdade da Bombeira, que se situa no Concelho de Mértola, na margem direita do Rio Guadiana, a 3 quilómetros a sul dessa linda vila alentejana, estendendo-se ao longo de 2 quilómetros da sua margem.

A Herdade da Bombeira com os seus 700 hectares, possui uma várzea ao longo do rio com cerca de 20 hectares onde os solos de características xistosas se misturam com os aluviões do Rio Guadiana proporcionando as condições ideais para a implantação da Vinha. O Clima desta zona não sendo continental também não é de características marítimas. O mar fica a 50 quilómetros a Sul e a 100 quilómetros a Oeste mas a proximidade da Serra do Caldeirão e do Rio Guadiana tornam o clima mais ameno do que na generalidade das terras vinícolas do Alentejo. A influência do rio Guadiana é fundamental provocando um microclima que influencia a humidade relativa. Evita as geadas, faculta uma água com qualidade ímpar devido à corrente ecológica com origem na barragem do Alqueva.
As castas inicialmente escolhidas foram as alentejanas: Trincadeira e Aragonês, com cerca de 6 hectares cada e as internacionais: Cabernet Sauvignon e Syrah com cerca de 3,5 hectares cada. A plantação da vinha ocorreu nos anos 98 e 99 tendo sido vendidas no mercado as primeiras produções de uva. Após análise do comportamento das castas na zona e a conselho do enólogo residente Bernardo Cabral, decidiu-se em 2002 substituir, e muito bem na opinião do Blogue do Syrah, cerca de 2,5 hectares de casta Aragonês por Syrah, e em 2006 o restante por Alicante Bouchet cerca de 3,5 hectares.

O escritor Mário Quintana escreveu:
Por mais raro que seja, ou mais antigo,
Só um Syrah é deveras excelente
Aquele que tu bebes, docemente,
Com teu mais velho e silencioso amigo.
O Syrah da Herdade da Bombeira é um desses compostos mágicos, de fragrância meridional!

 

Classificação: 18/20                                                             Preço: 14,00€


 

Monte da Ravasqueira em destaque no Syrah Masters 2017

Esta foi a manchete que nos chamou a atenção!

Citando o Comunicado de Imprensa da própria empresa: O Monte da Ravasqueira Syrah Viognier 2013 acaba de conquistar uma medalha de ouro no Syrah Masters 2017, um concurso promovido pela prestigiada publicação europeia The Drink Business, que junta em competição dezenas de vinhos desta casta, provenientes das mais diversas regiões do mundo. Tendo sido o único vinho de origem portuguesa premiado, o Monte da Ravasqueira Syrah Viognier 2013 foi apontado como “surpreendente” pelo júri de 2017, composto por Masters of Wine como Emma Symington (Wine Australia), Patricia Stefanowicz (consultora) e Patrick Schmitt (The Drinks Business) e Masters Sommelier como Clément Robert (28-50 Wine Workshop & Kitchen) ou Matthieu Longuère (Escola de Hotelaria e Cozinha “Le Cordon Bleu”).

O Syrah Masters 2017, que decorreu Bumpkin, na Inglaterra, é uma competição que consiste numa prova cega que se divide em apenas duas categorias (estilo e preço), não estando a concurso a região.

Traduzindo a frase de abertura de um dos jurados, “Embora possa ser menos popular do que outras variedades de uvas vermelhas, Syrah ou Shiraz, é feito por produtores que realmente têm uma paixão pela casta, como as expressões dos nossos provadores demonstram e provam.

O nosso bem amado Monte da Ravasqueira aparece na categoria Oaked, Madeira, e na gama de preço £15-£20. O que foi uma surpresa foi a qualidade geral dos vinhos, resultando séries de pontuações muito altas. Houve poucos vinhos a decepcionar, sendo a casta Syrah uma variedade onde os consumidores realmente podem obter uma boa relação qualidade-preço e beber alguns vinhos verdadeiramente deliciosos.

Confessamos que não conhecíamos esta competição mas a partir de agora estaremos atentos ao desenrolar de futuras edições. E sempre com o jubilo de ver o nosso Syrah premiado entre os melhores do mundo. Porque é um dos melhores.

Estamos convencidos disso!


 

Bacalhôa Syrah, Quinta da Bacalhôa, 100% Syrah, Setúbal, 2015

É com redobrada alegria que falamos deste Syrah!
Bacalhoa Syrah de 2015!
Para além de dois rosés exclusivamente feitos de Syrah, a Bacalhoa Vinhos teve um Syrah de 1999 até 2008. Depois foi descontinuado. Foram nove anos de monocasta Syrah de qualidade que acabou abruptamente!
A Bacalhoa, apesar de ser um potentado vinícola em Portugal deu como justificação, que o Blogue do Syrah não aceitou na altura como plausível: “questões de ordem financeira”!
Assim mesmo nos foi dito na Feira dos vinhos 2014, que aconteceu na antiga FIL. No texto que escrevemos sobre o Só Syrah de 2008 dissemos profeticamente “Os amantes do sumo fermentado de uva terão que encontrar alternativas e felizmente elas existem e em quantidade… A Bacalhôa com o passar do tempo irá ver o erro grosseiro que acabou de cometer!”

Pois bem!
Acaba de sair o herdeiro do Syrah de nome Bacalhoa Syrah e do ano de 2015. Como demos conta na reportagem fotográfica que aqui publicámos, o Blogue do Syrah, para comemorar o evento, muniu-se de “armas e bagagens” e foi até a Azeitão experimentar este novo Syrah! As notas de prova dizem que tem “De cor vermelha muito profunda, apresenta aromas intensos dominados por notas de fruta, como a compota de ameixa, ginja e especiarias. Na boca é denso, envolvente, com acidez bem marcada, estruturado e persistente.” Tem 14% de graduação alcoólica, e a enóloga é Filipa Tomaz da Costa. Teve um estágio de 17 meses em barricas novas de carvalho francês Allier. Este Syrah em prova mostrou as suas potencialidades de evolução por um lado e por outro a sua juventude e frescura. Gostámos muito!

A Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., é uma das maiores empresas vinícolas de Portugal, e desenvolveu ao longo dos anos uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Presente em 7 regiões vitícolas portuguesas, com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. A cada uma das entidades que constituem a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A. – Aliança Vinhos de Portugal, Quinta do Carmo e Quinta dos Loridos – corresponde um centro de produção com características próprias e um património com intrínseco valor cultural. É à dinâmica gerada pelo cruzamento destas várias identidades, explorada com recurso à tecnologia mais actual que a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A. deve a sua capacidade única no competitivo mercado português de oferecer um vinho de qualidade.

Em 1998, José Berardo tornou-se o principal accionista e prosseguiu a missão da empresa, investindo no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas e na aquisição de novas propriedades, iniciando ainda uma parceria com o Grupo Lafitte Rothschild na Quinta do Carmo. Em 2007 a Bacalhôa tornou-se a maior accionista na Aliança, um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes de alta qualidade, aguardentes e vinhos de mesa. No ano seguinte, a empresa comprou a Quinta do Carmo, aumentando assim para 1200ha de vinhas a sua exploração agrícola. A Bacalhôa dispõe de adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro. Com uma capacidade total de mais de 20 milhões de litros, 15.000 barricas de carvalho e uma área de vinhas em produção de cerca de 1.200 hectares, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no sector, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência. Para a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., empresa de tradição familiar que remonta aos anos de 1920, a memória das origens é uma questão de honra.

Na Quinta da Bassaqueira, anexa à vinha da propriedade, localiza-se a sede da empresa, Bacalhôa Vinhos de Portugal. Inclui a adega central, a Loja de Vinho e os magníficos jardins onde sobressaiem as suas oliveiras milenares. A Bacalhôa Vinhos de Portugal instalou-se, desde 1997, na zona vitivinícola de Azeitão, no “coração” da Península de Setúbal, num edifício emblemático, símbolo da modernidade ancorada na tradição.A vinha que rodeia o lago é plantada com as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. O centro de vinificação vinifica as uvas da Quinta e as de todas as propriedades localizadas na Península de Setúbal. Aqui está centralizada a operação de engarrafamento e armazenamento de produtos já acabados. Este centro muito extenso distribui-se por diferentes edifícios, com os sectores de recepção das uvas e vinificação clássica, fermentação em barris, armazenamento, preparação para engarrafamento, linhas de engarrafamento, estágio de vinhos generosos, estágio de garrafas.

Em 1997, a Bacalhôa Vinhos de Portugal, então designada JP Vinhos, transfere-se de Pinhal Novo para a zona vitivinícola de Azeitão no “coração” da Península de Setúbal e instala-se num edifício igualmente emblemático, projectado e construído por António d’Avillez, símbolo da modernidade ancorada na tradição. Junto ao Palácio e Quinta da Bacalhôa, a vinha tem 14ha e foi plantada em 1972. A pedido de Thomas Scoville, então dono da Quinta, António Avillez instalou aqui uma vinha a fim de produzir um vinho com um encepamento semelhante ao utilizado em Bordéus, nomeadamente no Médoc. Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot são as castas tintas aqui produzidas. A vinha plantada na Quinta da Bacalhôa encontra o terroir ideal para a produção de excelentes vinhos: solos argilo-calcários bem drenados e clima ameno devido à forte influência atlântica.

O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyam no seu poema Rubaiyat diz o seguinte:
“Bebe e esquece que o punho da tristeza breve te derrubará.
Syrah! Syrah em torrentes! Que ele palpite em minha veias.
Que ele borbulhe em minha cabeça!
Quando bebo, ouço mesmo o que não me pode dizer a minha bem amada!”
Vamos dar tempo ao Bacalhoa Syrah para evoluir convenientemente e veremos que estará em condições de ser o Syrah de que o poeta nos fala!

 

Classificação: 16/20                                                                           Preço: 9,90€


 

Se o Syrah não vem a nós, vamos nós ao Syrah.

Assim que chegou ao nosso conhecimento a notícia de que a Bacalhôa acabara de lançar um novo Syrah, imediatamente nos colocámos em campo para tentar chegar à fala com ele. Sem sucesso. Impossível de encontrar em Lisboa!

Era, portanto, muito o entusiasmo sobre este renascer de um Syrah de boa memória, o Syrah, da mesma casa, que tanto nos tinha entusiasmado no passado. Anos depois, com novo nome, agora simplesmente chamado Bacalhôa, na realidade, para todos os efeitos, é um novo Syrah, por isso o acrescentámos à lista geral.

E a espera continuava. Por telefone confirmámos que o Syrah existia, estava feito, estava engarrafado, estava pronto a beber, mas que de momento apenas estava disponível para prova e venda na casa-mãe, em Azeitão. Talvez para o Natal chegasse aos locais de venda habituais. Que fazer?

Eis pois uma montanha que não se movia do lugar. Havia que ir até ela. E foi o que fizemos, em alegre peregrinação para sul, além do Tejo, rio e ponte, em demanda de uma promessa por terras de Setúbal.

As vilas de Azeitão, a Fresca e a Nogueira, no caso esta última, lá estavam à nossa espera. A Bacalhôa é um império, e a sede é o reflexo dessa realidade. Fomos recebidos muito amavelmente por Ana Filipa Lopes, conhecedora e informada, relações públicas da empresa, na Loja de Vinhos.

E lá estava ele, entre os seus irmãos monocasta, acabadinho de ver a luz do dia. Os obstinados eram finalmente poupados ao suplício da espera. Foi sorver, degustar, apurar paladares, julgar logo ali em torno de primeiras impressões. Em breve falaremos disso com todo o pormenor.

Ainda houve tempo, pela mão da nossa anfitriã, de visitar a adega, em plena vindima, e o espaço central da empresa, em moderno edifício, onde se localizam os escritórios, e vários espaços onde estagia em barris a futura produção vinícola. Visitámos também duas interessantes exposições ali patentes, do património de José Berardo, dono da Bacalhôa, sobre Arte Africana e mobiliário Arte Nova.

Foi uma manhã em cheio!
Ficam as imagens.

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