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Quinta de S. João Baptista, 100% Syrah, Tejo, 2009

Quando já não estava no nosso radar eis que surge no horizonte uma garrafa de 2009 da Quinta de S. João Baptista do Tejo mais precisamente de Rio Maior! Três safras foram realizadas até ao momento. A de 2007, ( acerca de três semanas bebemos uma num convívio em casa do amigo Carlos Campos a par de várias outras garrafas de Syrah num jantar de altíssima qualidade!)a de 2009 ( que vamos aqui analisar!)e a de 2011 ( que apresentamos aqui!). Cada colheita com cerca de vinte mil a trinta mil há algum tempo que se encontram esgotadas, sobrando aqui e acolá uma uma outra garrafa esquecida na estante dum supermercado ou garrafeira! Foi o caso! Grande foi o espanto pelo ano e também pelo preço!

A Quinta de S. João Baptista continua a fazer um Syrah mas agora com outro nome, Cabeça de Toiro, como demos conta aqui! A Syrah foi plantada nesta quinta pela primeira vez em 2000 com 5,55 hectares, em 2004 mais 3,2 hectares, em 2007 mais 4,54 hectares. E finalmente em 2009 4,95 hectares, o que faz um total de 18,24 hectares de syrah plantados.

As notas de prova dizem-nos que: ”tem cor granada intensa com abundantes tons violáceos e inebriante complexidade aromática. No sabor é elegante, vivo e termina volumoso.” Tem 14% de graduação alcoólica.

A origem da Quinta de S. João Baptista é muito antiga, e encontra-se entre histórias de sucessões nobres, doações para ordens religiosas e mais uma mão cheia de acontecimentos.

Foi adquirida em 1987 pelo grupo Enoport United Wines, que na altura se chamava “Caves Dom Teodósio”, e foi desde aí que se começou a investir na reestruturação da vinha substituindo vinhas velhas por castas novas, algumas das quais internacionais, como a nossa syrah.

A Quinta de S. João Baptista tem um total de cerca de 115 hectares dos quais 97 com vinha.

Das castas plantadas, a maioria são para vinhos tintos – cerca de 74 hectares – e além das castas tradicionais portuguesas, como a Castelão, Trincadeira Preta, Touriga Nacional e Touriga Franca (50%), há também várias castas internacionais aqui plantadas como a mencionada Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon (50%). Os cerca de 21 hectares de castas brancas plantadas em 1991 são as tradicionais na região do Tejo: Arinto, Fernão Pires e Malvasia (65%) e ainda castas internacionais como o Chardonnay e o Sauvignon Blanc (35%).

A Quinta de S. João Baptista localiza-se no concelho de Torres Novas, na freguesia de Brogueira, região vitivinícola do Tejo.

A quinta possui um dos maiores centros de vinificação do grupo com capacidade para vinificar um milhão e meio de quilos de uvas. Está igualmente dotada de uma adega tradicional, que combina tradição e inovação, usando novas tecnologias como controle de temperatura em todas as cubas de fermentação.

Homero deixou escrito que: “Nenhum poema foi escrito até agora bebendo água”! Nós não escrevemos poemas, mas este texto não teria sido possível ser escrito, se tivéssemos bebido água em vez do Syrah da Quinta de S. João Baptista! E só temos pena de não termos mais nenhuma garrafa! Domage!

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 7,00€

Investir em Syrah!

Um em cada cinco investidores gasta a sua fortuna em hobbies, estando, entre eles, coleccionar vinhos, segundo um relatório do Lloyds Bank britânico, que da nossa parte seria Syrah, obviamente. Estima-se que gastem, em média, 13,5 milhares de libras por item de colecção (carro, cavalo, garrafa de vinho, etc), sendo que um de cada 10 entrevistados mostrou-se disposto a pagar mais de 50 mil libras.

A categoria de “investimento” mais popular é a joalheria e a mais dispendiosa é a de carros clássicos, com 34,5 mil libras gastas em média por veículo. Logo depois dos carros vêm as antiguidades e a terceira com maior gasto são os uísques.

Os vinhos aparecem em sétimo lugar, atrás ainda de moedas, itens de arte e selos, com média de 20,3 mil libras empenhadas por caixa de vinho.

Quinta Vale de Fornos, 100% Syrah, Tejo, 2015

Hoje temos a alegria e o prazer gustativo de apresentar o Syrah da Quinta Vale de Fornos e do ano de 2015! Syrah que já sabíamos que andava por aí mas que tardava a chegar a Lisboa! Entretanto conhecemos o Filipe Baltasar que é o director do supermercado Leclerc em S. Domingos de Rana e simultaneamente o responsável pela secção de vinhos! Em conversa franca viemos a saber que já conhecia o Blogue do Syrah e que fazia questão em arranjar o Syrah Quinta Vale de Fornos! Dito e feito! Numa semana a questão resolveu-se e valeu a pena porque se trata da melhor colheita deste Syrah ou não fosse do ano de 2015!

Syrah da Quinta Vale de Fornos, um vinho de cor granada, que segundo as notas de prova é “Muito complexo aromaticamente, destaca-se a harmonia entre a fruta madura, as compotas e as especiarias. Com uma profundidade e frescura inigualáveis, é na boca que se expressa todo o potencial de evolução deste Syrah Reserva 2015.”

Tem uma graduação alcoólica de 15%. Quatro colheitas viram até agora a luz do dia: as de 2005, 2007, 2012 e esta, em análise, de 2015.

Quinta Vale de Fornos situa-se no concelho da Azambuja, em pleno coração do Ribatejo, beneficiando de uma excelente localização e de uma deslumbrante envolvência paisagística.

A Quinta Vale de Fornos é hoje o resultado da história que ao longo dos séculos por ali passou, consolidando a sua responsabilidade cultural. Comprada por Dª Antónia Ferreira (a Ferreirinha) para oferecer à sua filha, por altura do casamento desta com o 3º Conde da Azambuja, esta propriedade foi palco de vários episódios históricos, onde figuraram tão ilustres nomes como Napoleão Cristovão Colombo.

Diz-se que nesta propriedade estiveram alojadas as tropas de Napoleão durante as invasões Francesas e pelos seus vinhedos terá também passado Cristovão Colombo a caminho da casa de D. João II em Vale do Paraíso, para comunicar ao Rei a descoberta do Continente Americano.

Sendo uma propriedade de 200 hectares que alia a herança histórica e a tradição cultural ao lazer, aos eventos e, principalmente, à produção de vinhos, a Quinta Vale de Fornos torna-se um espaço único para quem a visita, onde impera a sintonia entre as suas diversas valências, entre elas o Enoturismo e Eventos.

Com uma tradição que remonta ao século XVIII, o objectivo da Quinta Vale de Fornos é internacionalizar a sua esfera comercial, preservando os seus valores culturais e as características próprias dos seus produtos. Dispondo de uma imponente casa senhorial, cuja traça e cor, características das paredes, sempre foram mantidas, a propriedade goza de uma forte tradição, tanto pela antiguidade e pelo património, como pela ligação a ilustres famílias da Nobreza.

A Quinta de Vale de Fornos foi adquirida pelos presentes proprietários em 1972 a D. Pedro de Bragança.

Syrah da Quinta Vale de Fornos é um daqueles vinhos com peso histórico a que ciclicamente apetece regressar! Alguém disse que a “Realidade é a ilusão que se apodera da pessoa quando lhe falta vinho.”

Que o Syrah da Quinta Vale de Fornos não nos falte!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 12,45€

 

Diferença entre degustação Vertical e Horizontal

Qual o objectivo destas duas maneiras de ver a questão?
Na vertical procuramos identificar as influências do clima e da evolução no mesmo Syrah de safras diferentes, na horizontal as comparações podem ser um pouco mais abrangentes.

Na degustação horizontal, a mais interessante, tenta-se seleccionar  Syrah de uma mesma safra, de uma mesma região vitivinícola e de um mesmo estilo. Por exemplo, podemos seleccionar rótulos de de 2016 de diferentes produtores do Alentejo. Desta forma, podemos comparar diferenças de vinificação e subtilezas de terroir entre Syrah produzido no mesmo ano. Provas horizontais geralmente ajudam a identificar diferenças específicas nos estilos de vinificação ou ainda aprender a reconhecer características de uma região ou de um estilo. Elas costumam ser as preferidas das confrarias de vinho, que escolhem alguns temas de degustação horizontal. Uma brincadeira interessante de fazer para variar é uma prova em que a comparação dos vinhos deve ser feita de acordo com a harmonização, ou seja, quais vinhos combinam melhor com um determinado prato sugerido.

Syrah não falta, felizmente, para fazer experiências!

QP., Marcolino Sebo, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Andamos com ansiedade atrás de novas colheitas de Syrah do ano de 2015 por dois motivos principais: Primeiro porque há várias colheitas que não viram a luz do dia e isso irá acontecer ainda ao longo deste ano de 2018! Segundo, porque como temos dito e redito o ano de 2015 é o melhor do século, até ver, para os Syrah portugueses e naturalmente quando temos conhecimento da saída para o mercado de uma nova colheita deste ano já mítico, não descansamos até conseguirmos a primeira garrafa! Isto vem a propósito de já sabermos que está no mercado uma nova colheita do Syrah Marcolino Sebo da Quinta da Pinheira e do ano de 2015! Lá está o ano mítico a fazer das suas e a explicar a classificação dada a este Syrah que torna esta colheita como a melhor das três! Se calhar, por isso mesmo, temos novos rótulos a embelezar a garrafa deste Syrah de Estremoz!

As notas de prova dizem-nos que se trata dum vinho “de cor vermelha púrpura e aroma complexo de frutos pretos madutos, especiarias, cacau e baunilha. Após um estágio de 6 meses em barricas novas de carvalho francês, sobressai um vinho denso com forte estrutura e taninos suaves, com final de prova prolongado.” Tem uma graduação alcoólica de 15%, tal como as duas colheitas anteriores! O enólogo de serviço é Jorge Santos!

A casa Marcolino Sebo é uma empresa familiar que está ligada à área da viticultura há mais de 30 anos, sendo a sua constituição oficial datada de 1975. Ao longo deste tempo e espaço houve uma dedicação em pleno à viticultura, sendo as uvas entregues na Adega Cooperativa de Borba, mas com o crescente aumento da área de vinha e o sonho do proprietário da empresa – Marcolino Sebo – de produzir o seu próprio vinho surgiu o projecto de criar uma adega própria. Foi no virar do século XX, no ano 2000, que Marcolino Sebo, contando com 130 hectares divididos por sete parcelas de vinha situadas entre Borba e Estremoz, caracterizadas pelos solos argilo-calcários e argilo-xistosos, começou a vinificação das suas uvas, tendo o engarrafamento e comercialização do seu vinho ocorrido no ano de 2001. A área encontra-se dividida por cinco parcelas, entre as quais: a Quinta da Pinheira, Monte da Vaqueira, Monte do Estevalinho, Herdade da Cerca e Herdade do Olival. E é precisamente na Quinta da Pinheira, como já se percebeu, que encontramos este nosso bem amado Syrah, sendo a partir daí que todas as acções são coordenadas. A freguesia é Arcos e o concelho é Estremoz.

De referir ainda que o Syrah da Quinta da Pinheira é exportado para a China com o nome de Infinitae Syrah, nome eloquente de que gostamos, mas ao contrário do que inicialmente chegamos a pensar, trata-se do mesmo Syrah numa outra garrafa e com outro rótulo.

A adega Marcolino Sebo conta com um edifício moderno com traça Alentejana bem marcada, onde se utiliza a tecnologia moderna baseada em métodos tradicionais antigos, onde se produz o vinho. Em termos materiais tem cerca de 60 cubas das mais diversas capacidades, perfazendo uma capacidade total de 1.400.000 litros. Em termos humanos conta com uma vasta equipa de trabalho, desde o trabalho de campo até à comercialização do produto final, passando pela enologia com o apoio do enólogo Jorge Santos. A cave da adega encontra-se semi-soterrada, o que lhe confere uma temperatura ambiente e humidade constantes durante todo o ano e proporcionando um ambiente ideal para o envelhecimento de vinhos.

O poeta grego Alceu de Mitilene do século VI antes de Cristo escrevia: “Não plante outra árvore sem primeiro ter plantado uma videira.” Estamos de acordo e acrescentaríamos: Uma videira da casta Syrah, pois claro! Vamos agora beber mais uma taça deste Syrah que nos vai ficar na memória sem margem para dúvida!

 

Classificação: 18/20                                                                         Preço: 7,49€

Um copo de vinho a mais custa-lhe meia hora de vida?

Um novo estudo vem contrariar os efeitos benéficos do consumo moderado de álcool. Em Portugal, bebe-se quase o dobro do recomendado. Beber mais do que um copo de álcool por dia é tão nocivo quanto fumar. Esta é a conclusão de um novo estudo, publicado na revista científica The Lancet, que diz ainda que um copo extra de vinho (ou de outra bebida alcoólica) pode retirar-lhe meia hora de vida.

O artigo defende que não se deve ingerir mais do que os cinco copos de vinho padrão de 175 ml (ou 2,5 litros de cerveja), uma vez que este é mesmo o limite máximo de segurança. Beber mais do que a dose recomendada aumenta o risco de acidente vascular cerebral, aneurisma, insuficiência cardíaca e morte. Os riscos são maiores em função da idade: para uma pessoa de 40 anos beber acima do limite diário recomendado é o mesmo que ser viciado em nicotina, defende um dos cientistas que participou no estudo.
“Acima de duas unidades por dia, as taxas de mortalidade aumentam”, disse David Spiegelhalter, da Universidade de Cambridge, citado pelo The Guardian.
Ou seja, se uma pessoa de 40 anos beber mais do que quatro unidades por dia – o equivalente a beber três copos de vinho – tem aproximadamente menos dois anos de expectativa de vida, o que representa cerca de 20% da sua vida restante. “É como se cada unidade acima das directrizes tirasse, em média, cerca de 15 minutos de vida, quase o mesmo [tempo de vida que é retirado por] um cigarro”, explicou o cientista.
A recomendação é para que os países com consumos de álcool mais altos (quase o dobro) – como Portugal, Espanha e Itália – reduzam o consumo diário para três copos de vinho diários, no máximo.

O estudo baseou-se em dados de cerca de 600 mil consumidores actuais incluídos em 83 estudos realizados em 19 países. Cerca de metade dos participantes revelaram que bebem mais de 175 ml de álcool por semana e 8,4% admitiram consumir mais do que o triplo dessa quantidade – que é de cinco a seis copos de vinho. “Este estudo deixa claro que, no geral, não há benefícios para a saúde com o consumo de álcool, o que geralmente acontece quando as coisas parecem boas demais para serem verdadeiras”, sublinha David Spiegelhalter.

O professor Jeremy Pearson, diretor médico associado da Fundação Britânica do Coração, que financiou parcialmente o estudo, chamou-o de “um grave alerta para muitos países”.
Tony Rao, professor convidadono King’s College, em Londres, afirmou que o estudo “destaca a necessidade de reduzir os danos relacionados ao álcool em baby boomers, uma faixa etária atualmente em maior risco de aumento do uso indevido de álcool”. Num comentário na revista The Lancet, os professores Jason Connor e Wayne Hall, do Centro de Pesquisas sobre Abuso de Substâncias Juvenis da Universidade de Queensland, na Austrália, preveem que a sugestão de reduzir os limites de consumo recomendado irá enfrentar a oposição da indústria.
Indústria do álcool vai dizer que consumo recomendado é “impraticável”, vaticinam cientistas
“Os níveis de bebida recomendados neste estudo serão, sem dúvida, descritos como implausíveis e impraticáveis pela indústria do álcool e outros opositores das advertências de saúde pública sobre o álcool. No entanto, os resultados devem ser amplamente divulgados e devem provocar um debate público e profissional informado”, disseram.
A BBC, cita o mesmo estudo, e faz as contas em termos de meses de vida, revelando que a ingestão de cinco a dez bebidas alcoólicas por semana pode reduzir o tempo de vida em até seis meses.
Por cada 12,5 unidades de álcool semanais, aumenta o risco de:
Acidente vascular cerebral em 14%
Doença hipertensiva fatal em 24%
Insuficiência cardíaca em 9%
Aneurisma da aorta fatal em 15%
O consumo de álcool tem sido associado a um risco menor de doença cardíaca, mas os cientistas alegam que esse benefício foi “inundado” pelo aumento do risco de outras formas da doença cardíaca.

Portanto já sabemos que é difícil beber Syrah com moderação, mas esse é de facto o caminho certo!