Category Archives: Alentejo

A região dos grandes Syrah portugueses…

Planura, Unicer Vinhos S.A., 100% Syrah, Alentejo, 2014


aqui tínhamos falado deste Planura Syrah. O ano foi de 2010. Hoje vamos apresentar a colheita de 2014. Este é um Syrah da responsabilidade da Unicer Vinhos, empresa bem conhecida de vinhos, cervejas, refrigerantes e águas engarrafadas.

Planura é um vinho Regional Alentejano que resulta de um rigoroso controlo de qualidade vitícola e enológico, dando origem a vinhos harmoniosos e equilibrados. O enólogo de serviço é Filipe Sevinate Pinto. A graduação alcoólica é de 14,5%. As notas de prova do enólogo dizem que o “Planura Syrah apresenta uma cor intensa e uma distinção aromática surpreendente, onde predominam os aromas a chocolate, compota e algumas notas fumadas. A sua estrutura de taninos confere uma prova cheia, frutada e elegante.”

A Unicer está presente de Norte a Sul do país, conta com 1350 colaboradores, possui 13 estabelecimentos que incluem centros de produção de cerveja, de sumos e refrigerantes, e de vinhos, assim como centros de captação e engarrafamento de água, além de vendas e operações. A Unicer exporta 150 milhões de litros, tem 90.000 camiões de transporte para 50 países.

O Syrah veio encontrar no clima quente e seco da região alentejana, condições óptimas para o desenvolvimento de vinhos de perfil ímpar, simultaneamente maduros e frescos, muito diferentes nas suas características dos obtidos desta mesma casta noutros locais como na região francesa do Ródano, onde inicialmente teve maior expansão. Apresenta cor intensa, grande distinção aromática, com predominância de aromas a chocolate, compotas e algumas notas fumadas. A sua estrutura de taninos confere uma prova cheia, frutada e elegante. Região de ondulantes planícies, o Alentejo apresenta uma paisagem relativamente suave e plana que se estende por quase um terço de Portugal continental.
Só a Serra de São Mamede, a norte da denominação, se diferencia do padrão. Os solos alternam entre o xisto, argila, mármore, granito e calcário, numa diversidade pouco comum. O clima é claramente mediterrânico, quente e seco, com forte influência continental.

O Alentejo encontra-se dividido em oito sub-regiões, Borba, Évora, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira, agrupadas em três grupos distintos. Portalegre é a sub-região mais original, com solos predominantemente graníticos, influenciada pela frescura da Serra de São Mamede. A paisagem oferece inúmeras parcelas de vinhas velhas, plantadas nas encostas íngremes da serra, beneficiando de um microclima único que confere frescura e complexidade. Borba, Évora, Redondo e Reguengos personificam a identidade alentejana, terra de equilíbrio e harmonia, na proporção certa entre frescura e fruta, energia e suavidade. As sub-regiões de Granja-Amareleja, Moura e Vidigueira, no Sul da denominação, oferecem vinhos mais quentes e suaves, com terras pobres e secas, onde a vinha sofre com a dureza do clima e a pobreza dos solos.

Tem-se falado muito, pelos piores motivos, do presidente dos Estados Unidos. Vem a propósito relembrar o que dizia um dos primeiros presidentes dos estados Unidos Thomas Jefferson:
“Não há País embriagado onde o Syrah seja barato!”
Até nisto os americanos falham a propósito de Portugal. O Syrah Planura pela qualidade apresentada é relativamente barato!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 4,99€


 

Tapada de Coelheiros, Herdade dos Coelheiros, 100% Syrah, Alentejo, 2007

Em Fevereiro de 2015 escrevemos o seguinte sobre este Syrah:
“Estamos novamente no Alentejo, região de Arraiolos, para conhecer o Syrah da Herdade dos Coelheiros. Trata-se de um syrah de safra única, mas de qualidade superior.”

Mais de dois anos depois estamos contentes porque de novo a premonição bateu certo. O Syrah Tapada dos Coelheiros de 2007 é mesmo um topo de gama! E está melhor do que na altura em que escrevemos esse texto. O único senão é que agora está teoricamente esgotado.

A Herdade dos Coelheiros é uma empresa familiar, constituída em 1981. Uma década depois, em 1991, surge o seu primeiro vinho sob a chancela de Tapada de Coelheiros e daí para cá tem pautado a sua história vínica pela qualidade dos seus produtos, colheita após colheita. Situado na freguesia da Igrejinha, no concelho de Arraiolos, o Monte dos Coelheiros estende-se por 800 hectares, onde a par da vinha mantém um pomar de nogueiras, montado de sobro, com caça maior e menor, além do olival. Esta variedade de culturas permite à empresa o desenvolvimento de diferentes turismos (eco, agro, cinegético e, claro, o enoturismo).

O ano de 2007 foi excepcional nesta região para a casta Syrah, e isso motivou o enólogo residente da Herdade dos Coelheiros, Luís Maia, com quem tivemos a oportunidade de conversar, assim como o enólogo consultor António Saramago, a fazerem uma experiência: produzir um monovarietal Syrah de unicamente 1800 litros, que deu para encher 2167 garrafas. Esteve 12 meses em pipas de carvalho francês, passou para pipas de carvalho novo durante mais 12 meses, e depois esteve em estágio em garrafa durante mais 24 meses. Este Syrah só foi lançado no mercado em 2012. Este Syrah revela-se “untuoso, cor rubi acentuada, elegante nos seus 14,5 de graduação álcoólica.”

Em resumo estamos perante um Syrah de uma safra única, com uma muito pequena produção e que demorou vários anos a ser produzido. Logo a conclusão óbvia é que se trata de um Syrah do qual não nos podemos esquecer… e que urge procurar pelo que ainda resta dele!

A ficha técnica dá uma sugestão de guarda: De cinco a dez anos. Tendo em conta que faz praticamente dez anos que foi lançado, podemos afiançar que pelo menos mais cinco anos conseguirá com esplendor passar a prova do tempo!

Diz o provérbio português:
“Pão com olhos, queijo sem olhos, e Syrah que salta aos olhos.”
Aí está! O Syrah Tapada dos Coelheiros de 2007 salta aos olhos e ao palato pela qualidade. Vale a pena para quem ainda o conseguir encontrar… e beber!

 

Classificação: 18/20                                           Preço: 22,50€


 

Casa de Sarmento, Herdade da Defesa de Barros, 100% Syrah, Alentejo, 2011

Mais um novo Syrah, daqueles esquecidos, que o Blogue do Syrah consegue trazer para a luz do dia, sempre com a ajuda preciosa do leitor e amigo Carlos Campos, que nos avisou da existência deste Syrah. Alentejano de 2011, mas vendido na Mealhada.

Mas vamos contar toda a história, que começa em 1980, no coração da Região Demarcada da Bairrada, com a abertura de um restaurante especializado em leitão assado. Ao longo de 36 anos de dedicação, o restaurante chamado Meta dos Leitões deu origem a uma cadeia de restauração com vários espaços em diversos pontos do país. A aquisição de duas propriedades no Alentejo – Avis e Castelo de Vide – e uma na região da Bairrada – Mealhada – permite tornar a Casa de Sarmento auto suficiente na produção de vinhos e espumantes, de azeite e na produção agrícola e pecuária. Actualmente, mais de 80% do que se consome em cada um dos restaurantes passa pela produção própria, garantindo qualidade e segurança desde a origem até à mesa – dos leitões criados nas melhores terras alentejanas aos produtos hortícolas produzidos nas abundantes terras da região da Bairrada.

Para a produção de vinhos e espumantes a Casa de Sarmento apostou em duas frentes, tão distintas como complementares. Vinhas no coração da Região Demarcada da Bairrada e vinhas no Alentejo, na sub região de Portalegre. Na Bairrada, as vinhas com solos argilo-calcários e o clima influenciado pelo Atlântico são o local perfeito para que as castas Touriga Nacional, Baga, Jean, Merlot e Cabernet Souvignon proporcionem tintos com características especiais e diferenciadas. Para vinhos brancos frescos e espumantes de eleição aposta-se nas castas Bical, Maria Gomes e Chardonnay. No Alentejo, na sub-região Portalegre, em vinhas cuidadosamente tratadas, as castas Aragonês, Trincadeira Preta, Periquita, Alicante Bouschet e Touriga Nacional, permitem criar vinhos com alma e carácter, encorpados e ao mesmo tempo suaves, que tão bem evidenciam as características de um bom vinho Alentejano.

O Syrah da Casa de Sarmento, que tem 14% de graduação alcoólica, é um “vinho de cor rubi muito intenso, tem aromas de fruta preta, alfarroba e ainda especiarias tipo pimenta preta. No paladoar é rico e complexo, com os taninos bem presentes acompanhados de notas de baunilha e chocolate.” Se até 2005 os vinhos Casa de Sarmento eram escoados exclusivamente através da sua rede de estabelecimentos, a partir dessa data a produção ultrapassou as 600 mil garrafas por ano, numa evolução constante que tem levado a que grande parte da produção se destine aos mercados internacionais.

A Herdade da Defesa de Barros, localizada no concelho norte alentejano de Avis, pertenceu à histórica Ordem de Avis, organização de natureza religiosa e militar inicialmente dependente da Ordem espanhola de Calatrava e que em 1211 se autonomizou quando D. Afonso II doou aos freires o lugar de Avis para que aí erguessem um castelo e o povoassem. O seu primeiro mestre foi Fernão de Anes (1196-1219), a quem se deve a edificação da vila e do castelo e o último, Fernão Rodrigues de Sequeira, que morreu em 1433 e repousa no interior da igreja conventual. A grande personalidade da Ordem seria D. João, Mestre de Avis, filho bastardo de D. Pedro I, elevado ao trono de Portugal por vontade do seu povo após o interregno de 1383-1385. O nome da Ordem ficou para sempre ligado à Dinastia de Avis, a mais notável das dinastias portuguesas, a quem se deve toda a estratégia que levou Portugal a optar por uma vocação de expansão atlântica que culminaria nos Grandes Descobrimentos. Os membros da Ordem usavam um manto branco com cordões até aos pés e uma cruz verde rematada com flores de lis, insígnia da Ordem.

Nada melhor que lembrar o provérbio português:
“Casa em que caibas, Syrah quanto bebas, terra quanta vejas.”
É isso mesmo: No Alentejo, na Bairrada ou em toda a parte o que é preciso é um bom Syrah!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 10,15€


 

Pedra Basta, Sonho Lusitano Vinhos Lda, 95% Syrah e 5% Viognier, Alentejo, 2014

Há vinhos bem difíceis de conseguir encontrar.
Já andávamos atrás deste Syrah faz mais de um ano.
Inclusivamente já tínhamos falado com o produtor e enólogo, Rui Reguinga, a esse propósito, mas só agora é que foi possível “deitar-lhe a mão”.
Foi difícil mas valeu a espera!

Inicialmente estávamos imbuídos de um escondido preconceito em relação a este Syrah, é preciso dizê-lo! Pensávamos, e sem motivo para isso (não é dessa massa que nascem os preconceitos?) que poderia ser inferior ao outro Syrah do Rui Reguinga, Tributo, que apresentámos aqui.  A verdade é que não é. Mas só agora é que naturalmente estamos em condições de o dizer na sua plenitude!

O Pedra Basta Syrah que hoje temos aqui, na sua primeira colheita, tem 95 % Syrah e 5% de Viogner, à boa maneira do Vale do Rhone! O Tributo, Syrah do Tejo, também não era um Syrah a 100% e isso não o impediu de ser um topo de gama. O estágio foi de 14 meses em barricas de carvalho francês. As notas de prova do enólogo falam de um vinho com sabor a “fruto preto, notas balsâmicas e de especiarias. Final equilibrado e persistente.” A graduação alcoólica é de 13,5%.

Sonho Lusitano é um projecto conjunto do especialista em vinhos Richard Mayson e do Enólogo Rui Reguinga. As vinhas estão localizadas na região do Alentejo, nas encostas da Serra de São Mamede, entre 500 e 560 metros acima do nível do mar ao pé de Portalegre.
O escritor inglês Richard Mayson especializou-se em vinhos portugueses há mais de vinte anos e é autor de cinco livros sobre o assunto. Já em 1989, identificou a sub-região de Portalegre do Alentejo como sendo potencialmente uma das principais regiões vitivinícolas de Portugal devido à sua altitude, solos e clima. Rui Reguinga, oriundo do Ribatejo, iniciou a sua carreira vinícola em 1991. Trabalhando na cooperativa local de Portalegre. Posteriormente, trabalhou com o conhecido vinicultor João Portugal Ramos antes de estabelecer o seu próprio negócio de consultoria em vinhos. Depois de dez anos em busca da propriedade certa, em 2005 Richard Mayson comprou a Quinta do Centro e formou a Sonho Lusitano com Rui Reguinga.

A propriedade situa-se na orla do Parque Natural de São Mamede. A sub-região de Portalegre (um DOC em si mesmo) é bastante diferente do resto do Alentejo com um terroir próprio. Os solos são de xisto e granito, predominando o granito na Quinta do Centro. A propriedade abrange um vale raso e os solos são pobres, cheio de rocha e geralmente bem drenado. A precipitação média anual, que é inferior a 400 mm em grande parte do Alentejo, é superior a 600 mm em Portalegre.
Ao contrário da maior parte do sul de Portugal, as explorações de terras da região de Portalegre são extremamente fragmentadas, especialmente na serra que tem mais em comum com o norte do que com o sul. A Quinta do Centro é bastante incomum na medida em que se estende a pouco mais de 20 hectares dos quais 12,5 ha são plantadas com vinhas.

Toda a vinha está actualmente em produção, com a vinha mais antiga plantada há aproximadamente 25 anos. O restante da propriedade é semi-selvagem e dado a oliveiras e sobreiros. Há também uma pequena barragem para irrigação. As principais castas (em ordem decrescente de importância) são Trincadeira, Aragonez Alicante Bouschet e Grand Noir com uma pequena quantidade de Cabernet Sauvignon. Em 2006, plantou-se 2,4 ha de Touriga Nacional, Syrah e uma pequena quantidade de Viognier. Uma nova adega foi construída sobre a propriedade e usado pela primeira vez em 2007. Há também cinco casas na propriedade, quatro dos quais serão eventualmente restaurados para o turismo de vinho. A partir de 2011 com a vinha está em plena produção a propriedade começou a produzir o equivalente a 40.000 litros por ano.

Alguém disse que:
“Se a vida com Syrah, mulheres e música se tornar demasiado pesada, pare de cantar!”
Podemos parar de cantar, mas não devemos parar de beber um Syrah de qualidade chamado Pedra Basta!

 

Classificação: 18/20                            Preço: 13,56€


 

Telhas, Terras D’ Alter Companhia de Vinhos Lda, 95% Syrah, 5% Viognier, Alentejo,2013

Eis o Telhas Syrah 2013, sobre o qual vamos falar, e apreciar!
A sua composição é de 95% Syrah e 5% Viognier.
A Vinha situa-se na Herdade das Antas.
O Telhas provém do sector mais elevado da vinha, o qual se caracteriza pelo austero solo granítico e o seu terroir  muito característico. Daí ser um Syrah que se destaca, por exemplo, em prova cega explicando o bom resultado que aí consegue. E esta colheita parece ter grande futuro em termos de evolução. As notas de prova dizem-nos que na “cor é vermelho intenso com centro púrpura.O aroma tem nariz perfumado com notas de violetas, pimenta moída, carne assada e alcatrão.O paladar mostra sabores exóticos de madeiras e especiarias orientais com uma envolvente de frutos vermelhos maduros. Final muito saboroso com notas de cedro e baunilha.”

Peter Bright é o Enólogo dos vinhos Terra de Alter. De origem Australiana, a viver em Portugal desde 1982, é dinâmico, empreendedor e o seu lema é “experimentar mas não misturar estilos”. As duas castas presentes neste Syrah co-fermentaram com leveduras autóctones em pequenos reservatórios abertos e com manta submersa. A fermentação foi concluída em barricas novas de carvalho americano acompanhada de battonage. Seguiu-se a fermentação maloláctica e estágio em barrica durante 24 meses.

A vinha Terras de Alter é estruturada segundo o conceito novo mundo e desenhada com o contributo da Universidade de Fresno na Califórnia. As vinhas são plantadas utilizando modernos sistemas de condução e irrigação, facilitando o seu tratamento e garantindo a sua qualidade.

A adega está localizada muito perto dos produtores de uva, o que permite um tempo mínimo entre a vindima e o inicio da laboração. A escolha de todo o equipamento foi feita segundo os princípios mais modernos, com o objectivo de se conseguir produzir de acordo com os conceitos do novo mundo já mencionados. A adega tem a possibilidade e versatilidade para poder laborar segundo processos de alta qualidade, com vindima manual, selecção de uvas à entrada, controlo altamente rigoroso de temperatura e outros aspectos que possibilitam a produção de excepção. Tanto pode trabalhar em cubas de quantidades consideráveis para os nossos vinhos mais correntes, como pode trabalhar em cubas de fermentação muito pequenas, que permitem o tratamento de lotes reduzidos mas de elevadíssima qualidade. É esta versatilidade que permite conseguir lotes de tempero que afinam ou complementam os vinhos de topo. Terras de Alter, Companhia de Vinhos, Lda., utiliza as uvas produzidas pelos seus sócios, na região de Alter do Chão e Fronteira, embora também se abasteça nas produções do Alto Alentejo, conforme as suas necessidades específicas.

O escritor Paul Bocuse escreveu: “estamos sempre lisonjeados por ser convidado a visitar belas adegas cheias, mas as garrafas mais prestigiosas começam a existir no momento que nós as esvaziamos com os amigos”. Como o Blogue do Syrah concorda totalmente com o que ficou dito, vamos a isso. Venha de lá um Syrah Telhas 2013 e vamos beber com os amigos, sempre!

 

Classificação: 17/20                                                                                            Preço: 14,50€


 

Solar dos Lobos, Silveira e Outro, Lda, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Estamos aqui para falar de uma nova colheita do Syrah Solar dos Lobos de 2014, esse Syrah que também pelo design da garrafa nos tem pelo beicinho.
É um Syrah que nunca nos desanima, habituados que estamos à sua qualidade. A colheita de 2014 não foge à regra!
E é um Syrah que tem a particularidade de ter sido feito sempre por mulheres. Foi a Susana Esteban, depois foi a Gabriela Canossa, e agora a enóloga de serviço é Mariana Pinto.

É um Syrah com 14,5% de graduação alcoólica e as notas de prova da enóloga dizem que tem “Cor rubi, intensidade aromática de frutos silvestres em harmonia com notas florais e especiarias. Na boca apresenta boa estrutura, bem equilibrado com taninos redondos. Elegante e com boa persistência.”

O vinho Solar dos Lobos é resultado de uma tripla selecção de cachos e apenas provêm dos 75 hectares de vinha. A primeira selecção inicia-se perto do pintor em que se faz uma monda de cachos, seleccionando apenas os cachos que irão permitir o máximo de qualidade.

A segunda selecção acontece na vindima, em que as pessoas que vindimam estão sensibilizadas a apenas apanhar os cachos que se apresentem com um estado sanitário perfeito.
A terceira selecção é feita na entrada da uva na adega, pois esta é descarregada das caixas de 20Kg para o tapete de escolha onde se encontram 2 a 4 pessoas a retirar todas as folhas, ramos, e cachos que não possuam qualidade, por estarem verdes ou em passa.
A Herdade Vale D’Anta (25ha) fundada pelos Avós Julieta Pereira Gancho e João Rafael Coelho Gancho, situa-se junto à harmoniosa e inspiradora Serra D’Ossa (Redondo), onde o seu microclima mais fresco é tão característico. Produz essencialmente castas tintas entre as quais a Syrah, obviamente a que nos interessa!

A vinha de Arraiolos (50ha), zona quente e reconhecida pelo seu potencial em fazer grandes vinhos, produz além das castas tintas, algumas castas brancas como o Arinto, Sauvignon Blanc, Antão Vaz e Chardonnay.

Eis pois a história de uma família alentejana, com os seus antepassados ligados às terras de Alvito (Beja), tem os seus segredos e tradições encerrados no seu Brasão de Armas dos Lobo da Silveira, com origem no 1º Barão e Marquês de Alvito no séc. XV, primeiro título de barão concedido em Portugal por D. Afonso V. Cinco lobos tem este Brasão de Armas, e cinco são hoje curiosamente os seus descendentes. Cinco jovens primos que se comprometeram a levar a mensagem das suas raízes aos quatro cantos do mundo, hoje guiada pelas mãos dos irmãos Filipa e Miguel Lobo da Silveira.

E mais uma vez a referência à garrafa, de design muito original, como aliás são todas as que a casa produz, com um cartoon exibindo o dilema da escolha entre duas paixões… a mulher ou o Syrah… Mas porquê escolher? Porque não ficar com os dois!

O filósofo Séneca escrevia:
O Syrah lava as nossas inquietações, enxuga a alma até o fundo, e, entre outras coisas, garante a cura da tristeza.”
Este país dá-nos muitos motivos de tristeza.
Provavelmente é por isso que tem Syrah tão bom.
Vai então mais uma taça de Syrah do Solar dos Lobos!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 11,00€