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A região dos grandes Syrah portugueses…

Homenagem a Hans Christian Andersen, Cortes de Cima, 100% Syrah, Alentejo, 2012

Esta Homenagem, e ainda por cima a um dos grandes marcos da literatura mundial, é um dos Syrah mais emblemáticos do Baixo Alentejo!
Não vamos entrar aqui em comparações com o seu irmão Incógnito, até porque eles dão-se muito bem e não será o Blogue do Syrah a trazer desarmonia a esta família!

Falar de Syrah no Baixo Alentejo é falar obrigatoriamente de Cortes de Cima. Ainda por cima quando lá existem três Syrah. E que igualmente apresenta maior continuidade durante mais safras de todo o país. Este Homenagem é uma comemoração especial de 100% Syrah lançado no bicentenário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen que teve tanto êxito que Cortes de Cima considerou, e muito bem, do nosso ponto de vista, continuar a perpetuar esta Homenagem ao dinamarquês que adorou Portugal quando cá esteve. Em aparte mas a propósito, convidamos os nossos leitores a visitarem esta página, que vale a pena ler!

Este vinho foi produzido exclusivamente a partir da casta Syrah. As uvas foram rigorosamente seleccionadas pelo que estavam num óptimo estado de maturação. Foram fermentadas sem engaço, a temperaturas controladas, e regulares delestage, com um alargado período de maceração das películas para melhorar o aroma a frutos e conseguir um bom equilíbrio e estrutura de taninos. Envelhecido durante 8 meses em barricas de carvalho francês (85%) e americano (15%) até altura do engarrafamento em Agosto de 2013. As notas de prova dizem-nos que tem “aromas frutados complexos com ameixa, ameixa seca, especiarias e notas de tabaco. Fruta madura no palato, cativante, profundo, rico e concentrado. Muito gastronómico.” Teve um estágio em barricas de carvalho francês (85%) e americano (15%). Tem uma graduação alcoólica de 14%. Foram produzidas catorze mil garrafas. A colheita, produção e engarrafamento foram feitos na propriedade familiar, como aliás é hábito.

A história conta-se desta forma singela: quando começou a nossa aventura de descobrir e divulgar os Syrah portugueses, este Homenagem foi dos primeiros a surgir na nossa investigação, mesmo também por se encontra largamente disponível em cadeias de hipermercados, e desde logo o nome suscitou enorme surpresa e curiosidade. Conhecíamos o escritor de contos para crianças Hans Christian Andersen mas não compreendíamos o porquê de um vinho alentejano ter o nome de um escritor dinamarquês. Como se diz em bom vernáculo: “Não batia a bota com a perdigota”. E isso levou-nos a investigar a história por detrás deste nome. Aí ficámos a saber que o produtor de Cortes de Cima, Hans Kristian Jorgensen, reparem na similitude dos nomes, é originário da Dinamarca e que se estabeleceu em Portugal com a mulher Carrie Jorgensen nesse ano já longínquo de 1988, e mudou o mapa dos vinhos alentejanos para sempre. Este Syrah foi na altura um desafio lançado pela embaixada da Dinamarca em Portugal para comemorar o 2º centenário do nascimento do supracitado escritor de contos infantis, Hans Christian Andersen (1805-1875). Três Dinamarqueses, Hans Kristian Jorgensen, o viticultor de Cortes de Cima, juntamente com a sua prima, a artista gráfica Karen Blincoe, e a sua filha, a artista Anna, uniram-se para criar um vinho muito especial, e logo 100% Syrah, como nós gostamos que seja!

No ano de 1866, Hans Christian Andersen viveu três meses em Portugal, como já dissemos acima, país ao qual chamou o “paraíso terrestre”, quem sabe se tinha razão. O texto contido na parte da frente da etiqueta que costuma acompanhar o Homenagem foi retirado do conto “O Sapo”, escrito durante a sua estadia em Portugal.

O poeta Henry Wadsworth Longfellow escreveu:
“Quando convidar um amigo para jantar sirva-lhe seu melhor vinho. Se convidar dois, seu segundo melhor vinho já está bom”.
Nesta lógica, e considerando a primeira hipótese, o Hans Christian Andersen Syrah 2012, pode ser a escolha certa!

 

Classificação: 18/20                                                               Preço: 26,90€


 

Senses, Adega Cooperativa de Borba, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Já há algum tempo que não falávamos deste Syrah de Borba!
É do ano de 2014 e saiu há muito pouco tempo. Senses Syrah de seu nome e feito pela respectiva Adega Cooperativa.

As notas de prova deste Syrah dizem-nos o seguinte: “Aspecto límpido, cor granada com profundidade. Boa intensidade aromática, evidenciando frutos pretos, bolo inglês e chocolate. Sabor macio, com acídulo a bombom de ginja, taninos encorpados com ligeira tosta e grande untuosidade no longo final de boca.“ A graduação alcoólica é de 14%.

A área vitícola da Adega de Borba são 2.200 ha, dos quais, 70% são castas tintas e 30% castas brancas, com um aumento nos últimos anos da introdução de novas castas de qualidade: Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional, Tinta Caiada / Arinto, Antão Vaz, Roupeiro e a nossa Syrah. Fundada em 1955, a Adega de Borba foi a primeira de uma série de Adegas constituídas no Alentejo, com o incentivo da então Junta Nacional do Vinho, numa altura em que o sector não tinha o protagonismo que hoje tem na economia regional. De facto, não fosse esse empurrão decisivo dado pelo referido organismo estatal, que assim permitiu uma organização comercial e de transformação para os vinhos do Alentejo, a cultura da vinha teria desaparecido completamente da região, pois todos os incentivos da época estavam virados para a cultura dos cereais, e fazer do Alentejo o celeiro do País era uma política mais que consolidada para a época.

Hoje a Adega de Borba reúne 300 viticultores associados que cultivam cerca de 2.000 hectares de vinha, distribuindo por 70% castas tintas e 30% de castas brancas.
E tem vindo a crescer e a modernizar-se constantemente ao longo de mais de 5 décadas, ocupando 2 áreas distintas, a original de 12.000 m2 e a mais recente com 140.000 m2 onde está localizada a nova Adega.

Em 2011 foi feito um investimento de 12 milhões de Euros na construção de um novo centro de vinificação para vinhos tintos e armazenagem de granel, e armazenagem e expedição de produto acabado, depois de em 2004 já se ter investido num processo de modernização que ascendeu a 8 milhões de Euros. A capacidade de vinificação ascende assim a 1.200 Toneladas/ dia de uva, com uma capacidade total de fermentação de 6.000 Toneladas. Em termos de armazenagem de vinhos a granel, a capacidade da Adega de Borba é neste momento de 350.000 hl. Com o novo armazém de produto acabado e expedição a capacidade de armazenagem ascende a 7.000 paletes.

A Adega de Borba possui 3 linhas de engarrafamento, instaladas em ambiente de sala limpa com controlo ambiental, completamente automatizadas e com capacidades e características muito amplas que permitem dar resposta às solicitações dos diferentes mercados em termos de qualidade e diversidade de produtos.

Segundo o provérbio romano “Laudato vino non opus est hedera” ou seja, o bom vinho escusa pregão. Partimos deixando o convite à descoberta de mais este syrah de qualidade, assim como da sua região de origem, sempre um deleite!

 

Classificação: 16/20                                                           Preço: 7,49€


 

Castelo de Arraiolos, Herdade das Mouras de Arraiolos, 100% Syrah, Alentejo, 2016

Mais uma colheita deste Syrah da Herdade das Mouras, de Arraiolos, do Alto Alentejo!
Jaime Quendera é o enólogo de serviço!
O consumo pode ser imediato ou durante os próximos 6 anos. A graduação alcoólica é de 13,5%. Seleccionámos as notas de prova que falam de um Syrah de cor vermelho rubi. O paladar é encorpado e com final de boca elegante”.

Estamos perante um Syrah novo, não muito complexo, fresco, para um tinto, e com uma relação qualidade/preço muito generosa. Gostámos muito como, aliás, já é costume com os Syrah de Quendera!

O projecto Adega das Mouras começou no ano de 2000, com a compra das terras por parte de um empresário de Lisboa, Henrique Neves dos Santos. A herdade tem na totalidade mais de 300 ha, estando uma grande parte ocupada com vinha. A herdade tem um verdadeiro mar de vinhas com mais de 226ha, sendo uma das três maiores vinhas contínuas da Europa, que ficou completa entre 2004/2005. As cepas mais velhas são de 2002, ano em que se começou a plantar a vinha que hoje lá existe. Entre 2000 e 2002 arrancou-se vinha para produção de uva de mesa que já lá existia e estudou-se o terroir específico da Adega das Mouras, de forma a preparar-se o solo para plantação de vinho e decidir-se as castas indicadas.

A Adega das Mouras de Arraiolos é um projecto empresarial privado. Localizada no município de Arraiolos, histórica Vila do Alentejo, conhecida pela sua tradição secular de fabrico de tapetes bordados à mão, com o mesmo nome da terra, a Herdade das Mouras de Arraiolos é um testemunho vivo de uma nova geração de produtores que enriquece as mais genuínas tradições. Apesar de ser uma empresa ainda pouco conhecida no mercado, inclui as referências Castelo de Arraiolos, Conde de Arraiolos, Mouras de Arraiolos, Moira’s, Monte das Parreiras, Maria da Penha, Talha Real, Vinha da Mouras, Adegas das Mouras, entre outras. A aposta vai para a venda em quantidade nas grandes superfícies, não sendo por isso de surpreender que a adega tenha sido projectada, precisamente antes da vindima deste ano, para ter uma capacidade de produção de perto de 3 milhões de litros e de armazenamento cerca de 5 milhões.

O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyan no seu poema Rubaiyat diz o seguinte:
“O vinho destrói os cuidados que nos atormentam e nos dá a quietude perfeita.”
Estamos nessa e este Syrah está aprovado!

 

Classificação: 16/20                                                                         Preço: 1,99€


 

Artefacto, Luís Duarte Vinhos, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Finalmente uma nova colheita de Artefacto, do enólogo Luís Duarte, cuja possibilidade de podermos tecer algumas considerações sobre ele se devem à Garrafeira Estado d`Alma, único lugar em Lisboa onde este Syrah celestial pode ser adquirido, e muito especialmente ao Tiago Paulo e Carlos Jorge que batalharam, e muito, para que este Syrah pudesse brilhar e voar em Lisboa. Não foi fácil, mas apesar de tudo foi uma epopeia bem mais acessível que a do seu irmão de 2010 cuja história foi aqui contada por nós!

Este é o único Syrah e a segunda colheita feita por Luís Duarte. Mas que Syrah! Percebe-se logo ao primeiro embate a enorme capacidade de evolução. É claro que é muito novo ainda, muito frutado, muito aromático, pergaminho inolvidável desta casta, mas que não engana: é um Syrah superior!

Luís Duarte é um enólogo premiado em Portugal. Galardoado sucessivamente com o título de Enólogo do Ano em 1997, 2007 e 2014 pela WINE – Revista de Vinhos. Com mais de 25 anos de carreira, sempre no Alentejo, fundou em 2007 a Luís Duarte Vinhos, em Reguengos de Monsaraz, e hoje trabalha na produção, comércio e exportação de vinhos.

As notas de prova dizem que possui “cor ruby intensa. Aroma a fruta preta madura, especiarias, algum cacau e um toque balsâmico / mentolado. Boca redonda e fresca, focado na fruta, com taninos domados. A madeira confere-lhe uma boa estrutura estando perfeitamente integrada no conjunto. Apresenta um final sumarento e de boa persistência.” Estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho francês . A graduação alcoólica é de 14,5%.

D. Cooper disse uma vez que “O Syrah estimula o apetite e dá sabor aos alimentos. Promove as discussões, a euforia e pode transformar uma simples refeição em um evento memorável!”
Este Syrah tem a ver com tudo isto e muito mais, como anteriormente já tínhamos dito. Épico!

 

Classificação: 18/20                                                       Preço: 9,90€


 

CEM REIS, Herdade da Maroteira, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Não nos lembramos de que alguma vez a saída de um Syrah tenha dado tamanho alarido nas redes sociais, nomeadamente no Facebook.
É verdade que as diversas hostes de enófilos já tinham manifestado algum nervosismo quando publicámos este texto. Mas o que tem sido dito desde a última segunda feira dia 17 de Maio, que foi o dia do lançamento, é algo de realmente inesperado.
O Blogue do Syrah manifesta o seu contentamento devido às manifestações de regozijo e entusiasmo pela saída de um tão emblemático Syrah como é o Cem Réis!

Sabíamos que iria ser um Syrah especial, visto que englobaria o lote que inicialmente estava destinado a um possível Mil Réis. Ora como isso não aconteceu, o Cem Réis ficaria logo à partida mais “rico” devido a essa adição. A juntar a isso o facto de se tratar da colheita de 2015, que só por si, vai sendo cada vez mais confirmado, constitui uma mais valia, dado que se trata de um ano de soberba produção nacional!

Produzido na região alentejana, na terra mítica do distrito de Évora, e vinificado a partir das melhores uvas de casta Syrah, este vinho estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês (70%) e em carvalho americano (30%). Tem uma graduação alcoólica declarada de 16%. Mas o Blogue do Syrah conseguiu apurar que a graduação real é de 16,8%. Não há que ter receio de dizer as coisas quando são ditas por amor e com admiração!

Quinze minutos após a abertura da garrafa (bem se sabe que habitualmente se deve esperar mais tempo) ao colocar o primeiro golo na boca dá-se uma explosão de notas quentes e intensas a frutos pretos maduros e especiarias, foi indescritível a partir daí. Mais uma vez de cor violeta concentrada, muito encorpado, acidez dum equilíbrio que até dá vontade de chorar e com taninos bem presentes e redondos no final que nunca mais acaba e que bom que é. Não estávamos à espera deste choque de tal forma intenso. E que boa seria a vida se tivéssemos destes choques com mais frequência!

Robert Parker, o mais conhecido e, provavelmente, o mais influente crítico de vinhos, disse, há uns anos atrás, numa entrevista à publicação “The Drinks Business“, que os críticos de vinho que não conseguem dar pontuações perfeitas (os famosos 100 pontos) para vinhos que as merecem, é  “porque se estão a esquivar dessa responsabilidade“. Mais à frente, na mesma entrevista, afirmou: “Quando, na sua análise mental, um vinho é o melhor exemplar que você já provou daquele tipo em particular, você tem a obrigação de dar-lhe uma pontuação perfeita“. E concluiu, acrescentando que aqueles que são incapazes de atribuir uma pontuação perfeita a um vinho que lhe faça jus, são “irresponsáveis“. Não concordamos com tudo o que disse Robert Parker. Mas neste particular pensámos que acertou na mouche!

Por aquilo que já é este Syrah e por aquilo que já mostra em termos de capacidade de evolução não podemos deixar de dar a este Syrahuma pontuação perfeita“.

O enólogo responsável é, como não podia deixar de ser, uma vez mais e sempre António Maçanita. O clima que dá origem a este Syrah é típico do mediterrâneo continental ou seja, dias quentes e secos, com noites muito frias. Os solos como já é habitual para a nossa casta são muito pobres de origem xistosa ou granítica.
Parabéns António por mais este Syrah! Parabéns também como não podia deixar de ser ao Philip Mollet e ao Anthony Doody!

Os marotos da Maroteira acabam de enriquecer a estratosfera Syrahniana uma vez mais e de uma forma que vai ficar para a história do Syrah em Portugal!

E onde é que o podemos encontrar?
Obviamente na garrafeira Estado d`Alma, e por vários outros lugares. Cada um que faça o seu percurso!

Para terminar, que apetece ir abrir outra garrafa e continuar a aventura, que dizer do ligeiro aumento de preço? Para um Syrah perfeito o que são mais um par de euros?

 

Classificação: 20/20                                           Preço: 19,95€


 

Planura, Unicer Vinhos S.A., 100% Syrah, Alentejo, 2014


aqui tínhamos falado deste Planura Syrah. O ano foi de 2010. Hoje vamos apresentar a colheita de 2014. Este é um Syrah da responsabilidade da Unicer Vinhos, empresa bem conhecida de vinhos, cervejas, refrigerantes e águas engarrafadas.

Planura é um vinho Regional Alentejano que resulta de um rigoroso controlo de qualidade vitícola e enológico, dando origem a vinhos harmoniosos e equilibrados. O enólogo de serviço é Filipe Sevinate Pinto. A graduação alcoólica é de 14,5%. As notas de prova do enólogo dizem que o “Planura Syrah apresenta uma cor intensa e uma distinção aromática surpreendente, onde predominam os aromas a chocolate, compota e algumas notas fumadas. A sua estrutura de taninos confere uma prova cheia, frutada e elegante.”

A Unicer está presente de Norte a Sul do país, conta com 1350 colaboradores, possui 13 estabelecimentos que incluem centros de produção de cerveja, de sumos e refrigerantes, e de vinhos, assim como centros de captação e engarrafamento de água, além de vendas e operações. A Unicer exporta 150 milhões de litros, tem 90.000 camiões de transporte para 50 países.

O Syrah veio encontrar no clima quente e seco da região alentejana, condições óptimas para o desenvolvimento de vinhos de perfil ímpar, simultaneamente maduros e frescos, muito diferentes nas suas características dos obtidos desta mesma casta noutros locais como na região francesa do Ródano, onde inicialmente teve maior expansão. Apresenta cor intensa, grande distinção aromática, com predominância de aromas a chocolate, compotas e algumas notas fumadas. A sua estrutura de taninos confere uma prova cheia, frutada e elegante. Região de ondulantes planícies, o Alentejo apresenta uma paisagem relativamente suave e plana que se estende por quase um terço de Portugal continental.
Só a Serra de São Mamede, a norte da denominação, se diferencia do padrão. Os solos alternam entre o xisto, argila, mármore, granito e calcário, numa diversidade pouco comum. O clima é claramente mediterrânico, quente e seco, com forte influência continental.

O Alentejo encontra-se dividido em oito sub-regiões, Borba, Évora, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira, agrupadas em três grupos distintos. Portalegre é a sub-região mais original, com solos predominantemente graníticos, influenciada pela frescura da Serra de São Mamede. A paisagem oferece inúmeras parcelas de vinhas velhas, plantadas nas encostas íngremes da serra, beneficiando de um microclima único que confere frescura e complexidade. Borba, Évora, Redondo e Reguengos personificam a identidade alentejana, terra de equilíbrio e harmonia, na proporção certa entre frescura e fruta, energia e suavidade. As sub-regiões de Granja-Amareleja, Moura e Vidigueira, no Sul da denominação, oferecem vinhos mais quentes e suaves, com terras pobres e secas, onde a vinha sofre com a dureza do clima e a pobreza dos solos.

Tem-se falado muito, pelos piores motivos, do presidente dos Estados Unidos. Vem a propósito relembrar o que dizia um dos primeiros presidentes dos estados Unidos Thomas Jefferson:
“Não há País embriagado onde o Syrah seja barato!”
Até nisto os americanos falham a propósito de Portugal. O Syrah Planura pela qualidade apresentada é relativamente barato!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 4,99€