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A região dos grandes Syrah portugueses…

Telhas, Terras D’ Alter Companhia de Vinhos Lda, 95% Syrah, 5% Viognier, Alentejo, 2014

Temos aqui a melhor colheita do Telhas!
De 2014, trata-se de um topo de gama!
A sua composição é de 95% Syrah e 5% Viognier.
A Vinha situa-se na Herdade das Antas.

O Telhas provém do sector mais elevado da vinha, o qual se caracteriza pelo austero solo granítico e o seu terroir muito característico. Daí ser um Syrah que se destaca, por exemplo, em prova cega explicando o bom resultado que aí consegue. E esta colheita parece ter grande futuro em termos de evolução. As notas de prova dizem-nos que na “cor é vermelho intenso com centro púrpura.O aroma tem nariz perfumado com notas de violetas, pimenta moída, carne assada e alcatrão.O paladar mostra sabores exóticos de madeiras e especiarias orientais com uma envolvente de frutos vermelhos maduros. Final muito saboroso com notas de cedro e baunilha.” Tem uma graduação alcoólica de 15,5%!

Peter Bright é o Enólogo dos vinhos Terra de Alter. De origem Australiana, a viver em Portugal desde 1982, é dinâmico, empreendedor e o seu lema é “experimentar mas não misturar estilos”. As duas castas presentes neste Syrah co-fermentaram com leveduras autóctones em pequenos reservatórios abertos e com manta submersa. A fermentação foi concluída em barricas novas de carvalho americano acompanhada de battonage. Seguiu-se a fermentação maloláctica e estágio em barrica durante 24 meses.

A vinha Terras de Alter é estruturada segundo o conceito novo mundo e desenhada com o contributo da Universidade de Fresno na Califórnia. As vinhas são plantadas utilizando modernos sistemas de condução e irrigação, facilitando o seu tratamento e garantindo a sua qualidade.

A adega está localizada muito perto dos produtores de uva, o que permite um tempo mínimo entre a vindima e o inicio da laboração. A escolha de todo o equipamento foi feita segundo os princípios mais modernos, com o objectivo de se conseguir produzir de acordo com os conceitos do novo mundo já mencionados. A adega tem a possibilidade e versatilidade para poder laborar segundo processos de alta qualidade, com vindima manual, selecção de uvas à entrada, controlo altamente rigoroso de temperatura e outros aspectos que possibilitam a produção de excepção. Tanto pode trabalhar em cubas de quantidades consideráveis para os nossos vinhos mais correntes, como pode trabalhar em cubas de fermentação muito pequenas, que permitem o tratamento de lotes reduzidos mas de elevadíssima qualidade. É esta versatilidade que permite conseguir lotes de tempero que afinam ou complementam os vinhos de topo. Terras de Alter, Companhia de Vinhos, Lda., utiliza as uvas produzidas pelos seus sócios, na região de Alter do Chão e Fronteira, embora também se abasteça nas produções do Alto Alentejo, conforme as suas necessidades específicas.

O escritor britânico Hector Hugues Munro escreveu :
Quem não ama nem as ostras, nem os espargos, nem o bom Syrah, não tem alma nem estômago. »
Este é um Syrah melhor que bom.
É daqueles a não perder… mesmo!

 

Classificação: 19/20                                                Preço: 23,00€

Cortes de Cima Syrah, Cortes de Cima, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Quando há mais de um ano falámos da colheita de 2013 deste Syrah dissemos:
”É um Syrah exuberante! De uma complexidade aromática altiva e sublime. Um Syrah denso!”
Confirmamos de novo estas palavras com a colheita de 2014.
Este Syrah é a gama de entrada dos Syrah míticos de Cortes de Cima!
Depois de o provar, e se não conhecer os outros dois Syrah de Cortes de Cima, ou seja, o Homenagem a Hans Christian Andersen e o célebre Incógnito, não irá acreditar que se trata de um Syrah neste lugar da tabela.
Os nossos parabéns a Hamilton Reis, à sua equipa e, naturalmente, à dupla Hans e Carrie pela excelência deste produto!
O que será deste Syrah daqui a dois ou três anos? Como irá evoluir? Só pode ser para coisa ainda melhor!

Há sim um aspecto que queremos enfatizar: o preço elevado para a gama que representa. Respondem os representantes da propriedade com a história, com a procura e com as vendas que esgotam os stocks. Outros Syrah de qualidade têm preços bem mais simpáticos porque não se chamam “Cortes de Cima” e não carregam o fardo de terem sido o motor da implementação da casta Syrah no Alentejo e daí a projecção que ganhou no resto do país. Temos de aceitar a argumentação.

Este Syrah de 2014 tem uma graduação alcoólica de 13,5%. As uvas foram rigorosamente seleccionadas, e estavam num óptimo estado de maturação. Foram fermentadas sem engaço, a temperaturas controladas, com um alargado período de maceração das películas para melhorar o aroma a frutos e conseguir um bom equilíbrio e estrutura de taninos. Envelhecido durante 8 meses em barricas de carvalho francês (90%) e americano (10%) até altura do engarrafamento em Julho de 2014. As notas de prova falam de um modo geral de “aromas a frutos de bago escuro, cereja e ameixa, com complexas notas de terra e especiarias. Palato rico e firme, cheio de fruta madura.” Colheita, produção e engarrafamento na propriedade familiar.

Ao beber este Syrah sempre nos lembramos do poeta Luís de Camões que escreveu:
“Vinho, ardente licor que dá alegria.”
E não é que estas palavras se aplicam como uma luva a este Syrah?
No caminho certo para se tornar um topo de gama.
Impressionante!

 

Classificação: 17/20                                                                             Preço: 13,35€


 

Bombeira do Guadiana, Herdade da Bombeira, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Uma nova colheita do Syrah alentejano produzido mais a sul que conhecemos.
De Mértola, Bombeira do Guadiana de seu nome.
Já tínhamos anteriormente apresentado a colheita de 2011 e a colheita de 2013!
Hoje apresentamos a colheita de 2014 que, apesar de ter um aspecto renovado por rótulos mais apelativos, é claramente a melhor colheita e isso reflecte-se na classificação final.

O enólogo é Bernardo Cabral como é habitual, a quem já demos o devido destaque, e foram produzidas 3500 garrafas por hectare, havendo 3,5 hectares de Syrah na Herdade da Bombeira. Tem uma graduação alcoólica de 15%. As notas de prova que escolhemos falam de um Syrahespeciado e bem maduro, algum chocolate, fruto intenso, boca com volume algum calor num final longo e picante. Um tinto com franqueza e generosidade de formas. Taninos sedosos e redondos, termina prolongado e medianamente persistente.

Um grupo de amigos, amantes da natureza, os proprietários da Herdade da Bombeira, entenderam em 1999 plantar 18 hectares de castas tintas, numa zona com solos privilegiados, onde logo se adivinhou um terroir de altíssimo potencial.
Em 2000 conclui-se a plantação, em 2003 produziu-se os primeiros vinhos, em 2005 o primeiro rosé, entre 2009 a 2011 é concluída a plantação de 3,5 hectares de uva branca e em 2012 é produzido o primeiro vinho branco. Numa procura constante de conhecer e compreender o potencial produtivo do terroir, pretende-se fazer evoluir os vinhos . O projecto tem tido o seu sucesso devido ao interesse constante dos clientes pelos vinhos da Herdade da Bombeira, que se situa no Concelho de Mértola, na margem direita do Rio Guadiana, a 3 quilómetros a sul dessa linda vila alentejana, estendendo-se ao longo de 2 quilómetros da sua margem.

A Herdade da Bombeira com os seus 700 hectares, possui uma várzea ao longo do rio com cerca de 20 hectares onde os solos de características xistosas se misturam com os aluviões do Rio Guadiana proporcionando as condições ideais para a implantação da Vinha. O Clima desta zona não sendo continental também não é de características marítimas. O mar fica a 50 quilómetros a Sul e a 100 quilómetros a Oeste mas a proximidade da Serra do Caldeirão e do Rio Guadiana tornam o clima mais ameno do que na generalidade das terras vinícolas do Alentejo. A influência do rio Guadiana é fundamental provocando um microclima que influencia a humidade relativa. Evita as geadas, faculta uma água com qualidade ímpar devido à corrente ecológica com origem na barragem do Alqueva.
As castas inicialmente escolhidas foram as alentejanas: Trincadeira e Aragonês, com cerca de 6 hectares cada e as internacionais: Cabernet Sauvignon e Syrah com cerca de 3,5 hectares cada. A plantação da vinha ocorreu nos anos 98 e 99 tendo sido vendidas no mercado as primeiras produções de uva. Após análise do comportamento das castas na zona e a conselho do enólogo residente Bernardo Cabral, decidiu-se em 2002 substituir, e muito bem na opinião do Blogue do Syrah, cerca de 2,5 hectares de casta Aragonês por Syrah, e em 2006 o restante por Alicante Bouchet cerca de 3,5 hectares.

O escritor Mário Quintana escreveu:
Por mais raro que seja, ou mais antigo,
Só um Syrah é deveras excelente
Aquele que tu bebes, docemente,
Com teu mais velho e silencioso amigo.
O Syrah da Herdade da Bombeira é um desses compostos mágicos, de fragrância meridional!

 

Classificação: 18/20                                                             Preço: 14,00€


 

Pulo do Lobo, Sociedade Agrícola de Pias , 100% Syrah, Alentejo, 2015

Uma nova colheita do Syrah de Pias, mais precisamente da Sociedade Agrícola de Pias, melhor que outros anos, ou não fosse de 2015!

O único problema é que é preciso vir ao Baixo Alentejo, concelhos de Pias ou Serpa, para o poder encontrar. Em Lisboa encontramos muitos vinhos de Pias mas este monovarietal nem vê-lo. O que é pena!

As notas de prova dizem da sua “cor granada. O aroma é ligeiramente floral frutos vermelhos e chocolate preto. No paladar tem um sabor pronunciado a frutos silvestres e mirtilos. Potente, com taninos marcantes. Final persistente.” O enólogo responsável é Leonardo Maia. É um Syrah que, não sendo mais que mediano na sua consistência geral, cumpre com galhardia o seu lugar na escala qualitativa. Na respectiva elaboração foram utilizadas técnicas de vinificação tradicionais. O envelhecimento é muito breve. Trata-se de um vinho novo, mesmo bastante novo. A longevidade prevista pelo produtor é de 5 anos. Tem uma graduação alcoólica de 14%. Chamamos ainda a atenção para o rótulo, de design muito bem conseguido e de grande impacto.

A Sociedade Agrícola de Pias teve o seu início em 1973 pelas mãos de José Veiga Margaça, há 40 anos, quando adquiriu um conjunto de propriedades entre Serpa e Moura fundando a sociedade. A sua paixão pela enologia e o conhecimento das terras alentejanas fez o resto. Hoje, com um conjunto de herdades que somam 800 hectares e 30 colaboradores dedicados à produção de vinho e azeite na freguesia de Pias, a Sociedade Agrícola continua nas mãos da família que a criou, e são os filhos e netos de José Veiga Margaça que mantêm vivos a tradição e os valores por ele inaugurados. Localizada no extremo oriental do Alentejo, a vila de Pias é reconhecida pela qualidade dos seus vinhos.  Elaborados com castas da região, exercem um forte apelo entre inúmeros apreciadores que os dão a provar como um segredo bem guardado. Este sucesso originou algumas formas menos próprias de homenagem: nem todos os vinhos que se intitulam “de Pias” são feitos em Pias. Por isso, se deseja conhecer as características únicas do “terroir”de Pias deve saber se o vinho em causa é produzido pela Sociedade Agrícola de Pias, onde se produzem os originais e verdadeiros vinhos de Pias.

Construída sob orientação do arquitecto Filipe Nobre Figueiredo, a adega da Sociedade Agrícola de Pias tem adoptado a melhor tecnologia para assegurar o controlo de qualidade dos vinhos. A sua integração no recinto em que funcionam a loja e os escritórios da empresa, bem como a circunstância de se localizar dentro da própria vila de Pias, garante aos apreciadores e visitantes um contacto muito próximo com os processos de elaboração e os vinhos. Em redor da vila de Pias, na margem esquerda do rio Guadiana, localizam-se os 800 hectares da herdade da Sociedade Agrícola de Pias, distribuída por cinco propriedades: o Monte Branco, o Monte Velho de Cima, o Monte Velho de Baixo, o Monte da Parreira e o Monte da Torre.

“O Vinho é indispensável artigo de permuta para a moeda de ouro que nos falta” já dizia o jornalista Emydio Navarro!
Sendo assim que venha o Syrah de Pias desempenhar esse papel são os desejos do Blogue do Syrah, assim mesmo!

 

Classificação: 16/20                                                                   Preço: 5,50€


 

QP., Marcolino Sebo, 100% Syrah, Alentejo, 2013

Tal foi a nossa surpresa quando descobrimos que a Quinta da Pinheira tinha uma nova colheita de Syrah do ano de 2013!
Estávamos convencidos que o Syrah de 2011 teria sido o último desta casa de Estremoz e de Borba!
Felizmente isso não aconteceu, porque este Syrah vale a pena ser preservado e lançado para o mercado com continuidade!

A casa Marcolino Sebo é uma empresa familiar que está ligada à área da viticultura há mais de 30 anos, sendo a sua constituição oficial datada de 1975. Ao longo deste tempo e espaço houve uma dedicação em pleno à viticultura, sendo as uvas entregues na Adega Cooperativa de Borba, mas com o crescente aumento da área de vinha e o sonho do proprietário da empresa – Marcolino Sebo – de produzir o seu próprio vinho surgiu o projecto de criar uma adega própria. Foi no virar do século XX, no ano 2000, que Marcolino Sebo, contando com 130 hectares divididos por sete parcelas de vinha situadas entre Borba e Estremoz, caracterizadas pelos solos argilo-calcários e argilo-xistosos, começou a vinificação das suas uvas, tendo o engarrafamento e comercialização do seu vinho ocorrido no ano de 2001. A área encontra-se dividida por cinco parcelas, entre as quais: a Quinta da Pinheira, Monte da Vaqueira, Monte do Estevalinho, Herdade da Cerca e Herdade do Olival. E é precisamente na Quinta da Pinheira, como já se percebeu, que encontramos este nosso bem amado Syrah, sendo a partir daí que todas as acções são coordenadas. A freguesia é Arcos e o concelho é Estremoz.

As notas de prova dizem-nos que se trata dum vinho “de cor vermelha púrpura e aroma complexo de frutos pretos madutos, especiarias, cacau e baunilha. Após um estágio de 6 meses em barricas novas de carvalho francês, sobressai um vinho denso com forte estrutura e taninos suaves, com final de prova prolongado.” Tem uma graduação alcoólica de 15%, tal como a colheita de 2011! De referir ainda que o Syrah da Quinta da Pinheira é exportado para a China com o nome de Infinitae Syrah, nome eloquente de que gostamos, mas ao contrário do que inicialmente chegamos a pensar, trata-se do mesmo Syrah numa outra garrafa e com outro rótulo.

A adega Marcolino Sebo conta com um edifício moderno com traça Alentejana bem marcada, onde se utiliza a tecnologia moderna baseada em métodos tradicionais antigos, onde se produz o vinho. Em termos materiais tem cerca de 60 cubas das mais diversas capacidades, perfazendo uma capacidade total de 1.400.000 litros. Em termos humanos conta com uma vasta equipa de trabalho, desde o trabalho de campo até à comercialização do produto final, passando pela enologia com o apoio do enólogo Jorge Santos. A cave da adega encontra-se semi-soterrada, o que lhe confere uma temperatura ambiente e humidade constantes durante todo o ano e proporcionando um ambiente ideal para o envelhecimento de vinhos.

Já dizia Napoléon Bonaparte que “O vinho inspira e contribui grandemente para a alegria de viver!” Estamos pois conversados sobre o Syrah Quinta da Pinheira, que é pouco conhecido mas com uma grande garra e uma qualidade de se lhe tirar o chapéu, para nosso comunicativo prazer… é para isso que cá estamos!

 

Classificação: 17/20                                                                         Preço: 7,49€


 

Gamito, Herdade do Gamito, 100% Syrah, Alentejo, 2014

É e não é um Syrah novo!
É novo porque só tivemos conhecimento dele há poucos dias!
Não é novo porque foi lançado há cerca de um ano!
Mas alguém ouviu falar dele?

Este Gamito, com 3.333 garrafas lançadas no mercado, e não tendo no horizonte a garantia de continuidade, tem como enólogo residente Marcos Vieira e teve inicialmente Rui Reguinga como enólogo consultor. Actualmente o enólogo consultor é o bem conhecido António Ventura. As notas de prova dizem-nos que tem “cor Ruby, aroma intenso de fruta preta, com notas de café e chocolate. Paladar harmonioso, encorpado, taninos suaves e um final longo e elegante.” Tem uma graduação alcoólica de 13,5% embora no palato pareça ter os habituais 14% ou 14,5% dos Syrah alentejanos, tendo estagiado 12 meses em barrica.

A Herdade do Gamito é o único produtor de vinho engarrafado regional do Concelho do Crato, Alto Alentejo. Ao todo são 27 hectares de vinha assentes em solo essencialmente granítico com floramentos arenosos, num clima seco, mas com frescura matinal. Está localizada no Nordeste Alentejano, Concelho do Crato, vila histórica que foi sede da ordem de Malta em Portugal, integrada no sistema defensivo das grandes fortalezas de fronteira. Já no tempo dos Romanos havia referência à cultura da vinha na região do Crato, o que é confirmado por vestígios encontrados, tais como talhas de barro.

A vinha foi instalada em 2 fases, a primeira em 2001 (10 hectares) e a segunda em 2003 (14 hectares), perfazendo assim na sua totalidade 24 hectares. As castas foram instaladas de acordo com as características do solo: Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet, Syrah, naturalmente, Merlot e Cabernet Sauvignon, apresentando um encepamento de 3.367 plantas/hectare. O sistema de condução em todas as castas é o coração bilateral, sendo a poda realizada de modo a respeitar os hábitos de frutificação de cada videira, visando a obtenção de produções de 5.000/6.000 Kgs/hectares. Toda a área de vinha é servida por um sistema de rega gota a gota, sendo a gestão da água realizada de acordo com os parâmetros que são predefinidos em cada ano. Os solos são de predominância granítica, bem drenados, com declives suaves, estando as diferentes castas orientadas de modo a maximizar o seu potencial de acordo com a topografia. O clima apresenta condições acentuadamente mediterrâneas, mas com um microclima de influência continental, marcado por precipitações anuais na ordem dos 900 mm e marcadas amplitudes térmicas.

A adega da Herdade do Gamito foi construída com base numa configuração destinada a permitir explorar o melhor potencial qualitativo das uvas das propriedade. Para isso, procurou-se uma localização junto à vinha, mas que permitisse a menor intervenção mecânica possível, utilizando o desnível de 6 metros para processar a uva por gravidade.
Um destaque muito especial para a cave de barricas, totalmente subterrânea e protegida por rochas graníticas, que permite as melhores condições de estágio do vinho tanto em temperatura como em humidade.

O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyan no seu poema Rubaiyat diz o seguinte:
“Vinho! Eis o remédio que carece o meu coração doente.
Vinho com perfume almiscarado! Vinho cor-de-rosa!
Dá-me vinho para apagar o incêndio da minha tristeza.”
O Syrah Gamito 2014 sorve-se com prazer imenso, tristes ou felizes, sempre com muita alegria no coração!

 

Classificação: 17/20                                                                           Preço: 6,95€