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A região dos grandes Syrah portugueses…

Aldeias de Juromenha, Herdade das Aldeias, 100% Syrah, Alentejo, 2012

Ainda não tínhamos tido a oportunidade de falar do Syrah das Aldeias de Juromenha, ano 2012!

Mas vamos fazê-lo hoje porque é um Syrah merecedor de a ele sempre voltarmos.

Apresentámos aqui o de 2010, aqui o de 2011 e brevemente falaremos do de 2013 que acabou de sair. Como já se sabe é um Syrah feito por mestre António Saramago! Aliás é o único Syrah que Saramago faz presentemente! É um Syrah de “cor retinto, aroma frutos vermelhos e compota, bons taninos, volumoso, equilibrado com boa acidez que lhe permite ter longevidade.”

Nesta safra, como nas últimas, foram produzidas 13000 garrafas, todas elas dedicadas ao mercado interno. O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha é todo comercializado em Portugal. O facto de ser reserva significa neste caso que tem dez meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, e tem uma graduação alcoólica de 14,5%.

A Herdade das Aldeias é uma empresa agrícola situada a cerca de 15km da Cidade de Elvas e junto da Vila de Juromenha com vista para o Rio Guadiana de belíssima paisagem. Está inserida numa zona histórica com grande tradição na arte de fazer vinho. Este projecto em particular está em desenvolvimento desde 1986. A adega está rodeada por 70 hectares de vinha própria. Este sistema promove um aumento na eficiência na vindima, uma vez que reduz o tempo desde a colheita até ao processamento das uvas. O clima é caracterizado por uma Primavera e Verão excessivamente quentes e secos. A exposição solar regista também valores bastante altos, em particular nas semanas anteriores à vindima, condições que contribuem para uma perfeita maturação das uvas. De facto as condições são extremamente favoráveis à síntese e acumulação de açucares e concentração de aromas e cor na película da uva. A bacia hidrográfica é dominada pelo Rio Guadiana e o tipo de solo é predominantemente xistoso.

A produção actual é de cerca de meio milhão de litros por ano, tendo uma capacidade de armazenamento de 600.000 litros.Todos os processos desde a vinificação até ao engarrafamento são realizados nas instalações da adega.

O escritor escocês Robert Louis Stevenson escreveu:
“O vinho é a única obra de arte que se pode beber!”
O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha, é ano após ano, colheita após colheita, uma verdadeira e genuína obra de arte, bebível em modo contemplativo como quem aprecia aquela arte que nos emociona e não esquecemos!

 

Classificação: 18/20                                                          Preço: 4,99€


 

Humanitas, Vinha das Virtudes, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Trata-se da segunda edição deste Syrah topo de gama de Évora, e que nos encantou da mesma maneira que o seu irmão de 2013.

Mas há uma diferença que queremos realçar. Este Humanitas de 2014 tem uma maior capacidade de evolução! Isto, claro, não é científico, mas daqui a um ou dois anos vamos voltar a falar deste Syrah e depois vamos ver do nosso vaticínio! De qualquer maneira estamos perante um Syrah que quando o bebemos aquele “ahhh” especial, típico de um Syrah acima da média, aquele toque final que se prolonga, significando qualquer coisa como: mas que Syraaaahhhh!!!
Em Dia de Reis, que melhor presente pode haver?

O nome, na sua etimologia latina, é uma das sete virtudes do poema épico Psychomachia, que significa batalha da alma, e foi escrito por Prudêncio – Poeta Romano que viveu de 348 a 410 e fala sobre a batalha das boas virtudes contra os vícios malignos.

O enólogo é o egrégio Pedro Baptista, que está também ligado à Fundação Engenheiro Eugénio de Almeida e é responsável pelo Syrah Scala Coeli já por nós destacado aqui. A designer é Rita Rivotti, que trata da imagem dos vinhos que agora chegam ao mercado.
Ao contrário do Humanitas 2013, de que só foram feitas 2100 garrafas, deste de 2014 foram feitas mais do dobro. O grau alcoólico é de 14% e apresenta-se com rótulos novos para mais facilmente se distinguir do outro vinho tinto da casa. As notas de prova que escolhemos dizem que tem “cor densa e concentrada, aromas maduros de frutos vermelhos e pretos à mistura com a frescura de bosque e sensações mentoladas. Tanino assertivo e boa acidez que escondem por completo o álcool elevado.”

A vinha está implantada em solos de origem granítica, beneficiando também da exposição a norte, que proporciona maiores amplitudes térmicas e noites mais frias que a generalidade do Alentejo. As produções serão sempre baixas e orientadas unicamente para a qualidade até porque a vinha só tem 2,5 hectares.

O proprietário, o muito simpático José Rodrigues, um empresário de Setúbal, amante de Syrah tal como nós, tinha o desejo de plantar uma vinha onde pudesse fazer vinhos de qualidade. Podia ter escolhido Setúbal, o que seria natural, mas inteligentemente optou pelo melhor sítio onde, com alguma garantia de sucesso, poderia fazer um Syrah, assim como outros vinhos, naturalmente, com qualidade elevada. Escolheu o Alto Alentejo, mais precisamente o distrito de Évora. Foi em 2011 que descobriu o refúgio ideal. Uma propriedade no Alentejo, a cerca de 10 kms de Évora, situada numa zona de paisagem protegida pela Rede Natura 2000, que o encantou de imediato. A casa do Monte da Ribeira era a única edificação a pontuar a propriedade. Começou por adquirir um tractor e algumas alfaias para apoio do assento agrícola e o seu espírito inquieto não sossegou enquanto não concretizou o desejo de plantar uma vinha. Não é fácil fazer uma vinha e produzir vinhos e ter um lugar no mercado, mas apesar de José Rodrigues ter sido avisado, não quis desistir e foi à luta.

Plantou então, entre Abril e Maio de 2012, 2,5 hectares de vinha com castas que sempre apreciou: Aragonês, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e naturalmente a nossa Syrah. Depois, chamou o arquitecto Jorge Fragoso Pires para lhe desenhar uma adega funcional e contextualizada.
A adega está situada em território abrangido pela Rede Natura 2000, que visa proteger as espécies e os habitats mais ameaçados da Europa. Foi concebida segundo exigentes critérios de racionalidade técnica e funcional e está preparada para resistir às inevitáveis evoluções do processo produtivo. A uva é seleccionada manualmente no amplo alpendre exterior, para ser admitida na nave industrial, e a transferência das massas é feita por gravidade, de um modo natural.

A cave de envelhecimento é semi-enterrada, para assegurar a correcta evolução dos vinhos em ambiente termo-higrométrico adequado. O “layout” complementa-se com o laboratório, outras instalações técnicas e uma cuidada zona social onde se realizam as provas de vinho, e outras reuniões, com ampla vista sobre a quinta. De tal cuidado e rigor só poderia sair algo de qualidade superior, como fica comprovado!

A nossa citação de fecho é do político francês Talleyrand que diz:
“Antes de levar tal néctar aos seus lábios, você olha segurando alto a sua taça, cheira longamente, e então, a taça colocada na mesa … falamos!”
O Humanitas Syrah 2014 é pois de longas falas, que se vão prolongar em profundidade ainda por muito tempo, sendo levado aos lábios e palato com sumo deleite!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 16,00€


 

Monte da Colónia, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Apresentámos aqui este Syrah  de Fronteira, distrito de Portalegre, na sua edição de 2012!

Hoje vamos falar da colheita de 2015!
É um Syrah de qualidade, com 14,5% de graduação alcoólica, e que será certamente candidato ao prémio de melhor Syrah de 2015 na relação qualidade/preço, visto que custa em Lisboa menos de seis euros.

A empresa foi fundada em 1980 pela geração anterior, na altura uns jovens com fortes expectativas de futuro, muita ambição e espírito de equipa que decidiram arriscar, erguendo uma empresa que ainda hoje está no mercado, essencialmente de cariz familiar, onde as grandes decisões são tomadas por dois irmãos.

O objectivo fundamental da empresa é o da produção e transformação de produtos cultivados no próprio local, azeite, azeitonas de conserva e vinhos, bem como a criação de gado bovino e ovino.
Actualmente com um lagar de azeite de extracção a frio altamente modernizado, que veio substituir o tradicional lagar de prensas, onde não só se labora a azeitona própria, oriunda dos olivais do Monte, como também de alguns olivicultores da região.
Com uma área de 600 hectares, e diversificadas características, são assim exploradas diversas espécies vegetais e animais, destacando-se a espécie bovina e ovina, das espécies vegetais podemos destacar os 100 hectares de olival composto por diversas qualidades de azeitona.

Planícies a perder de vista, um céu que adormece glorioso, casas brancas debruadas a azul, com janelas para a tranquilidade, e os melhores sabores! Falamos, claro está, do Alentejo, seduzidos pelo Monte da Colónia. A herdade, situada em Vale de Seda, concelho de Fronteira, produz vinho, azeite e azeitonas com a chancela da região. E, para bem da nossa boca, a tradição por aqui permanece!

Relativamente à Vitivinicultura, praticada apenas nos últimos 14 anos, mas por sinal muito bem concebida, uma vez que lentamente tem conseguido adquirir todo o equipamento necessário para que se possa fazer todo o processo desde a vindima, fermentação, engarrafamento, rotulagem, sistema de frio, enfim, o Monte da Colónia tem todo o equipamento necessário de modo a facilitar não só o processo, como o trabalho. Em média a empresa produz 100 mil litros de vinhos tintos divididos em várias referências (tinto normal, colheita seleccionada, monocasta Syrah, alicante bouschet e reserva e bag in box), 10 mil litros de branco uma monocasta arinto, 6 mil litros de vinho rosé Syrah, ocupando assim uma área de 20 hectares de vinha com as castas, aragonez, cabernet sauvignon, arinto, alicante bouschet , castelão, Syrah, trincadeira, verdelho, etc., tudo conjugado sob batuta e o saber do enólogo Rui Vieira.

Eurípides escreveu:
“O vinho foi dado ao homem para acalmar as suas fadigas.”
Temos aqui um bom exemplo disso mesmo, com o Syrah Monte da Colónia, e toda a sua envolvente!

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 5,85€


 

Monte da Ravasqueira, 97% Syrah, 3% Viognier, Alentejo, 2013

Em Arraiolos, Alentejo, acabou de sair a segunda colheita deste Syrah Monte da Ravasqueira. A primeira tinha o ano imediatamente anterior e já mostrava potencialidades. Esta de 2013 reforça essa mesmo qualidade. Na recente prova cega de Outubro de Syrah portugueses contra Syrah estrangeiros ficou num honroso sexto lugar entre vinte Syrah participantes!

97% Syrah, 3% Viognier, é o rácio, logo é um monocasta Syrah, que acontece sempre que há na sua composição pelo menos 85% da casta maioritária. As uvas de Viognier foram vindimadas tardiamente e congeladas à espera da vindima de Syrah. Foram deixados apenas dois cachos por cepa de forma que as uvas de Viognier ganhassem concentração aromática. O Syrah é originário da parcela Vinha das Romãs, mas de zonas distintas, e seleccionadas para o perfil deste vinho. As notas de prova dizem-nos que possui ”Cor negra e densa. Nariz com mescla de pimentas, frutos vermelhos maduros, alcatrão e leve pêssego e damasco. Mineral, cheio de volume, taninos em constante equilíbrio com a acidez viva e vibrante. Complexo com notas de moca, café e bolacha. Taninos finos constantes com prolongamento mineral e mentolado.” O teor alcoólico é de 13,5%.

A herdade dispõe de uma área total de vinha de 45 hectares, a maioria dos quais plantados em solos argilo-calcários com afloramentos graníticos. Este tipo de solos tem médio poder de retenção de água em profundidade, sendo extremamente necessário, mesmo nos meses de maturação, efectuar rega gota-a-gota de forma a garantir um adequado fornecimento de água e sais minerais, o que constitui um factor essencial e crítico para a qualidade das uvas do Monte da Ravasqueira. Faz parte da Rota dos Vinhos do Alentejo.Com uma produção anual de cerca de um milhão de garrafas, o Monte da Ravasqueira realizou a sua primeira vindima em 2001, comercializando actualmente no mercado nacional e de exportação as marcas Prova, Calantica, Fonte da Serrana e Monte da Ravasqueira. As vinhas, com uma média de idade de dez anos, são conduzidas em cordão bilateral com o objectivo de optimizar a exposição solar, a maturação e a qualidade das uvas. Toda a vinha está plantada em encostas com declive variável, o que proporciona uma variabilidade de equilíbrios e que permite, todos os anos, seleccionar as melhores zonas para cada vinho que se pretende produzir.

Ovídio escreveu:“O vinho dá coragem ao amor, se não se bebe em excesso.”
O Syrah do Monte da Ravasqueira pode ser perfeitamente uma boa opção quer para o sexo masculino como feminino. E assim nos vamos por hoje, acompanhados de uma reconfortante taça de Ravasqueira formato Syrah, ainda que não integral… mesmo assim sumo prazer!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 15,50€


 

Herdade do Esporão, 100% Syrah, Alentejo, 2012

Este que hoje aqui nos trás, o Syrah 2012 da Herdade do Esporão, ficou em terceiro lugar na prova cega realizada em parceria entre o Blogue do Syrah e os Cegos por Provas no passado mês de Outubro em Lisboa. Nessa prova cega estavam presentes Syrah Franceses, Austríacos, Australianos, Sul Africanos, Chilenos e Argentinos para além dos Portugueses, naturalmente. Entre 20 Syrah presentes na prova o Syrah da Herdade do Esporão 2012 ficou em terceiro lugar. Isto atesta bem da qualidade intrínseca deste Syrah que já tinha sido atestado por nós aqui em relação ao seu irmão do ano anterior.

O Syrah da Herdade do Esporão é feito com vinhas entre 10 e 20 anos. Estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho americano, seguidos de mais 18 meses em garrafa antes de ir para o mercado. Tem uma graduação alcoólica de 14,5%. Fez-se uma pequena produção de cinco mil litros, o que deu qualquer coisa como 6600 garrafas. As notas de prova dizem-nos: “Nariz compacto, com notas evidentes de tosta, e ligeiras notas de café torrado. Revela fruta negra madura com taninos musculados e acidez que conduz a um final bastante persistente.”

A Herdade do Esporão beneficia de um clima mediterrânico-continental, com exposição solar intensa, com uma média anual de 300 dias de sol. O clima é também caracterizado por grandes amplitudes térmicas anuais, com Verões muito quentes e secos e Invernos curtos e chuvosos, com consideráveis amplitudes térmicas diárias. Estas características definem profundamente, a fauna, a flora, a paisagem, a arquitectura e as gentes do Alentejo. A Herdade do Esporão apresenta todas as características de uma paisagem tipicamente mediterrânica.

Se as vinhas são o pulmão da Herdade do Esporão, a adega é o coração que palpita ao ritmo da vindima e da sequência dos trabalhos definidos pelo calendário e pela equipa de enologia. A equipa de enologia do Esporão é liderada pelo Luso-Australiano David Baverstock, uma referência na enologia portuguesa, que tem dado um contributo decisivo para a afirmação nacional e internacional dos vinhos do Alentejo. A equipa de enologia completa-se com os enólogos Luís Patrão, a quem estão atribuídas responsabilidades na elaboração dos vinhos tintos, e a Sandra Alves, a quem estão atribuídas responsabilidades na elaboração dos vinhos brancos e rosés.

João Fillipe Clemente pensador brasileiro escreveu:
“Você não pediu para nascer e, salvo raríssimas excepções, morrerá contra a sua vontade. Então, trate de aproveitar o intervalo entre esses dois momentos da melhor maneira possível, beba bons vinhos com bons amigos.”
O Syrah 2012 da Herdade do Esporão pode muito bem, entre outros Syrah, desempenhar com excelência esse papel!

 

Classificação: 18/20                                           Preço: 27,50€


 

Syrah da Peceguina, Herdade da Malhadinha Nova, 100% Syrah, Alentejo, 2010

peceguina_garrafa_2010

Mais uma revisitação deste Syrah alentejano, após termos descoberto uma garrafa perdida que estava mesmo à nossa espera!

A análise inicial tinha sido feita há 22 meses, em Janeiro de 2015. Hoje voltamos à carga para perceber como é que está este Syrah de 2010. E não é que continua muito bom e até melhorou desde então. E mais uma vez o problema é que já não há mais e não se sabe quando é que haverá!

O Syrah da Herdade da Malhadinha Nova é produzido em 27 hectares de vinha, resultando daí um Syrah poderoso! O teor alcoólico é de 15,5%. Foram feitas 6195 garrafas de 0,75l e 100 garrafas de 1,5l.

Em conversa com o enólogo da casa, Nuno Gonzalez, ficamos a saber que esta safra é somente a segunda que a Herdade da Malhadinha Nova fez de monocasta Syrah. O Syrah foi envelhecido em barrica. As uvas foram colhidas manualmente para caixas de 12 Kg e seleccionadas na mesa de escolha. A fermentação ocorreu em lagar a temperatura controlada com várias pisas durante todo o processo. Estágio de 18 meses, e não de 12 meses como diz na ficha técnica, em barricas novas de carvalho francês. Na ficha é dito, e nós confirmamos, que “espere pois no seu copo um vinho impetuoso, viril e carnudo, que nos deleita com o seu fruto maduro e que impressiona pelo seu corpo.” Também é dito que poderá ser guardado nas condições adequadas durante os próximos 10 anos. Temos pena que isso não possa acontecer!

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A Malhadinha Nova é uma típica herdade familiar alentejana, situada em Albernoa, no coração do Baixo Alentejo. Desde 1998, a paixão e empenho da família levaram à transformação de terras havia muito abandonadas em solos capazes de dar vida a produtos genuinamente alentejanos e de elevada qualidade, dedicando-se à produção de vinhos e à criação de animais de raça autóctones em total harmonia com a Natureza e rigoroso regime de protecção com denominação de origem protegida.

A Adega da Malhadinha Nova, tradicional mas sofisticada, reúne um conjunto de características muito favoráveis à obtenção de vinhos distintos. Situada a escassos metros da vinha, a adega aproveita a inclinação do terreno, permitindo que todo o processo de vinificação se faça por gravidade. Como já referido, a uva é recebida em pequenas caixas de 12kg e descarregada directamente para os modernos lagares refrigerados, onde a pisa a pé conjuga na perfeição métodos tradicionais de vinificação e utilização de tecnologia por forma a obter da uva todo o potencial que a Natureza lhe deu na vinha. A cave de barricas, escavada na encosta a vários metros de profundidade, confere ao vinho excelentes condições para o envelhecimento. A vinificação ocorre de forma tradicional em lagares, graças à estrutura da adega em vários níveis, todo o processo é feito por gravidade, evitando a utilização de bombas susceptíveis de retirar muita da qualidade pretendida.

Do poeta francês Charles Beaudelaire lembramos o poema A Alma do Vinho, e o excerto que diz: “A Alma do vinho assim cantava na garrafa: Homem, ó deserdado amigo, eu te compus, Nesta prisão de vidro e lacre em que te abafas, Um cântico em que só há fraternidade e luz!”
Um topo de gama do qual vamos ter muitas saudades!

 

Classificação: 19/20                                              Preço: 20,00€

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