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A região dos grandes Syrah portugueses…

Aldeias de Juromenha, Herdade das Aldeias, 100% Syrah, Alentejo, 2013

Muito provavelmente o Syrah sobre o qual mais temos escrito deverá ter sido este, o Syrah das Aldeias de Juromenha. Então pergunta-se: porquê tão cedo voltar a dar destaque a este Syrah, o único dessa terra cativante que é Elvas?
Simplesmente porque é o melhor de todos eles!
E acreditem, os outros eram muito bons!

Como já se sabe é um Syrah feito por mestre António Saramago. Aliás é o único Syrah que Saramago faz presentemente!
É um Syrah de “cor retinto, aroma frutos vermelhos e compota, bons taninos, volumoso, equilibrado com boa acidez que lhe permite ter longevidade.”

O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha é, já o dissemos, “for our pleasure”, todo comercializado em Portugal. O facto de ser reserva significa neste caso que tem dez meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, e tem uma graduação alcoólica de 15,5%. Mais uma novidade. É o mais graduado de todos eles! O anterior de 2012 tinha 14,5%.

Cabe aqui contar uma pequena história não a propósito deste Syrah, mas a propósito de Mestre Saramago. Nós aqui no Blogue do Syrah somos, admitimos, um bocado teimosos, é Syrah e mais nada, mas, tendo em conta que António Saramago já fez vários Syrah e de qualidade e ainda por cima tem uma empresa de vinhos que comercializa os seus próprios vinhos que é a António Saramago Vinhos, desde há dois anos que sempre que nos encontrávamos lá insistíamos com o António para se atirar à possibilidade de fazer um Syrah com a marca António Saramago Vinhos! Nos primeiros tempos vacilava na resposta dizendo que para fazer um Syrah com o seu nome, tinha que ser um Syrah muito bom, e isso ainda nos deixava mais empolgados, mas concluía que nunca seria capaz de fazer esse Syrah com a mesma mestria com que faz na sua empresa o Castelão ou o Moscatel! E depois falava da excelência dos Syrah Hermitage do Vale do Rhône e que seria incapaz de fazer coisa semelhante, que o segredo é esse terroir único. No ano passado já respondia taxativamente que nunca faria um Syrah! É claro que a partir de certa altura lá nos convencemos que não fazia sentido insistir, dado que a última vez que o encontrámos assim que nos viu aparecer disse logo de mãos ao alto: não me venham falar de Syrah! Bem, será compreensível que um enólogo de Azeitão se sinta mais ligado à sua terra explorando tão bem, como só ele sabe, as castas nativas da Península de Setúbal como o Castelão e o Moscatel.
Pois bem, Mestre Saramago, o Syrah de excelência feito por si que procurávamos está aqui: é este Syrah 2013 das Aldeias de Juromenha!

A Herdade das Aldeias é uma empresa agrícola situada a cerca de 15km da Cidade de Elvas e junto da Vila de Juromenha com vista para o Rio Guadiana de belíssima paisagem. Está inserida numa zona histórica com grande tradição na arte de fazer vinho. Este projecto em particular está em desenvolvimento desde 1986. A adega está rodeada por 70 hectares de vinha própria. Este sistema promove um aumento na eficiência na vindima, uma vez que reduz o tempo desde a colheita até ao processamento das uvas. O clima é caracterizado por uma Primavera e Verão excessivamente quentes e secos. A exposição solar regista também valores bastante altos, em particular nas semanas anteriores à vindima, condições que contribuem para uma perfeita maturação das uvas. De facto as condições são extremamente favoráveis à síntese e acumulação de açucares e concentração de aromas e cor na película da uva. A bacia hidrográfica é dominada pelo Rio Guadiana e o tipo de solo é predominantemente xistoso.

Um autor desconhecido deixou escrito que “A cerveja, para os higienistas, não vale a água; para os gastrónomos não vale o Vinho!”
Esse problema para nós não se coloca quando temos à disposição o Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha!

 

Classificação: 19/20                                                          Preço: 4,99€


 

Dona Dorinda, Grande Reserva, Quinta Nossa Senhora da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2011

Provámos este Dona Dorinda 2011 em Outubro de 2015 no Encontro de Vinhos Alentejanos no CCB e logo ali declarámos: “Vale 20!”
Só que na altura não havia decisão sobre a garrafa final e os rótulos não estavam ainda feitos.
Após este ano e meio de longa espera, já com tudo no devido lugar, com design renovado e do nosso ponto de vista muito bem conseguido, o Blogue do Syrah pode finalmente apresentar ao mundo o Dona Dorinda 2011!

Só se fizeram 1238 garrafas, numeradas à mão, cabendo à nossa o número 573. A graduação alcoólica tem uns impressionantes 16,5%, mas tão bem integrados nos outros elementos vínicos que só se acredita neste valor lendo o contra rótulo da garrafa.

Já apresentamos aqui o Dona Dorinda 2012, neste momento esgotado, e aqui o Dona Dorinda 2013, este sim ainda no mercado. Ambos topos de gama mas agora com o Dona Dorinda 2011 (pensem nos anos de estágio que este vinho já teve antes de sair para o mercado…), os adjectivos calam-se por insuficientes e só podemos mesmo dizer:
“É preciso bebê-lo!”
Era o Napoleão Bonaparte que dizia: “O vinho inspira e contribui grandemente para a alegria de viver.” Aqui está o melhor exemplo!

As notas de prova dos anteriores diziam-nos que tem um “aroma intenso a amora silvestre, taninos bem integrados e suaves, com notas de especiarias e folha de tabaco, característica da casta Syrah. Corpo elegante, equilibrado com um final prolongado.” Agora ao falar do Dona Dorinda 2011 temos que utilizar constantemente o superlativo.

E agora impõe-se relembrar a geografia e a história desta quinta para todos aqueles que não a conhecem e são muitos. Deixando Évora para trás e guiados pelo aqueduto rumo a Arraiolos, tendo o convento da Cartuxa como um bom presságio, viramos à direita para encontrar uma quinta com nome de Santa, A Quinta de Nossa Sra. da Conceição. Junto ao edifício principal de traça setecentista (remodelado em 2006 pelos actuais donos), encontra-se a antiga capelinha que nos recebe e que é hoje uma acolhedora loja e local de provas de vinho. Pelos restantes 23 hectares da quinta convivem uma vinha, montado, estufa, horta e criação animal. Elementos que fazem o diálogo entre a história, o engenho humano e a natureza, tudo de produção biológica organicamente certificada, segundo as regras norte-americanas e europeias. Num dos pontos mais altos do terreno foi implantada a pequena vinha circular de 3,5 hectares, ponto de partida deste projecto alentejano.
Inspirados pela forte presença romana na região, quis celebrar-se os antigos métodos de produção: através de manejo orgânico do solo, o tratamento das videiras, o aproveitamento de água e a pecuária de carácter regional abraçou-se uma abordagem heurística do projecto biológico. Tentou-se enriquecer de formas naturais os solos e que isso se reflicta no crescimento das videiras, do montado, das horto-frutícolas e dos animais criados.
O calendário solar, a lua e os planetas têm ditado o plantio e a colheita por milénios, onde preferiu-se lembrar e usar métodos e calendários históricos em vez de produtos químicos. A pequena escala da quinta permite controlar milimetricamente todos os produtos, e ao valorizar o empenho das pessoas que estão connosco, sabe-se que em cada cacho colhido vem o calor de alguém que faz do nosso vinho um produto especial.

Apesar de grande variedade de castas nacionais, a escolha recaiu predominantemente sobre a casta tinta Syrah, sendo a vinha composta por 85% de Syrah e 15% de Viognier.
A Syrah é a 10ª casta mais plantada em Portugal e o sucesso no Alentejo deve-se à sua resistência aos calores do Verão e rigores do Inverno a que esta casta responde positivamente. Os solos quentes da região fazem com que o produto resultante seja de um vermelho forte, de maturação tardia e potencial aromático complexo, de aroma intenso a frutos silvestres, com notas de especiarias e folha de tabaco, muito ricos em taninos. A riqueza tanínica, a pujança e a amplitude dos vinhos tornam-nos vinhos de guarda.

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A história começa quando um casal constituído por um holandês, Winkelman, e uma norte-americana, Dorinda, nome de origem indígena, decidem há mais ou menos uma década e meia vir passar férias a Portugal. Conhecem, entre outros lugares, Évora, e ele, já com uma grande paixão pelos vinhos do Vale du Rhône, decidem comprar um terreno, que liga com a cidade, para plantar uma vinha. Conhecem um alentejano de quatro costados, Vítor Conceição de seu nome, “um bom moço” (que se tornou um enólogo que apesar de ter feito poucos vinhos, são todos de alto gabarito) como só os alentejanos costumam dizer, que mete mãos à obra e realiza o sonho do ecléctico par: dar vida a uma vinha com 85% de Syrah e 15% de Viognier, como manda a tradição francesa.

O grande pintor catalão Salvador Dali disse: “Quem sabe degustação, nunca mais bebe um vinho, mas experimenta seus segredos.” Por mais palavras que possamos escrever não seremos capazes de nos substituir aos prazeres sensoriais que este Syrah nos desperta!
Provavelmente o melhor Syrah

 

Classificação: 20/20                                                     Preço: 65,00€


 

Essência do Peso, Herdade do Peso, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Este é o primeiro Syrah lançado pela Sogrape!
A Sogrape para quem não sabe, é a maior e mais bem cotada empresa portuguesa de vinhos!
Tem aliás ocupado nestes últimos anos um significativo primeiro lugar como melhor empresa de vinhos do mundo!
A propósito da Sogrape podíamos aqui falar do Barca Velha, ou do célebre Mateus Rosé, mas aqui para nós é muito mais interessante falarmos deste Syrah!

Da Vidigueira, (já repararam em todos os Syrah desta região que ultimamente têm aparecido?), mais precisamente da Herdade do Peso, este Syrah Essência do Peso é de 2014.

Primeira nota no nariz: muito aromático e a prometer.
Segunda nota na boca: muito fechado, a precisar de espaço e, já agora, de mais um tempinho de estágio na garrafa.
Mas após umas duas horas a respirar começou paulatinamente a mostrar o que vale. Na garrafa podemos ler: “Cor vermelho-granada muito profunda. Grande intensidade e complexidade aromática dominada por componentes de frutos pretos muito maduros (amora, framboesa e ameixa preta), enriquecidos por notas de mentol, chocolate negro, pimenta preta, e tabaco. Denso na boca, com taninos firmes de grande qualidade, acidez equilibrada e final intenso, longo e complexo.Tem 15% de graduação alcoólica. O enólogo é  Luis Cabral de Almeida.

A Herdade do Peso é um lugar único. Nos seus 120 hectares de vinha foram identificados doze diferentes tipos de solos, que possibilitam ao enólogo trabalhar com uma grande diversidade qualitativa de uvas. O Essência do Peso de 2014 provém de dois talhões, assinalados no rótulo, com ligeira exposição a Norte, com solo argiloso calcário de duas subdivisões. O Inverno foi muito pluvioso, garantindo boas reservas de água no solo, com temperaturas normais para a época. O ciclo vegetativo decorreu de forma regular. O Verão foi ameno, com temperaturas nunca acima dos 33ºC e noites frescas que contribuíram para uma equilibrada maturação. Contrariamente ao que aconteceu noutras zonas vitícolas, a vindima foi feita sempre com bom tempo, permitindo condições excelentes para a qualidade do vinho. Na Vidigueira não há memória de uma vindima com tanta qualidade como a de 2014. Vinificado a partir de uvas seleccionadas nos talhões 6 e 7, que tiveram intervenções em verde, para criar a melhor parede foliar possível, e monda de cachos, deixando apenas 1 cacho por pâmpano. As uvas foram colhidas no seu ponto óptimo de maturação – fenólica/aromática. Após desengace total, os bagos tiveram uma seleção manual, com posterior esmagamento suave e maceração a frio (10ºC) durante 3 dias, seguido da fermentação em cubas de aço inox a temperatura controlada a 28ºC durante cerca de 9 dias.
Após fermentação maloláctica os vinhos foram transferidos separadamente para barricas novas (60%) e de 4 anos (40%) de carvalho francês, onde estagiaram durante cerca de 12 meses, até se fazer o lote final. Após engarrafamento seguiu-se um estágio a temperatura controlada de 15ºC durante 6 meses, a fim de se atingir o equilíbrio adequado para o seu consumo.

As uvas utilizadas neste vinho foram produzidas em conformidade com as diretrizes de Produção Integrada de Agricultura Sustentável, tal como definido pela Organização Internacional de Luta Biológica contra Organismos Nocivos (OILB/IOBC).

“Pão para a boca, Syrah para a alma” escrevia Fernando Pessoa.
Este Essência do Peso pode muito bem vir a ser um dos Syrah para a alma!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 22,50€


 

Vidigueira Syrah, Adega Cooperativa da Vidigueira Cuba e Alvito, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Quando dissemos aqui o quanto estávamos contentes por o Baixo Alentejo ir ter um novo Syrah, imaginem a nossa alegria quando tivemos conhecimento  de que a Adega Cooperativa da Vidigueira iria ter um segundo Syrah!
Como se costuma dizer: “Não há fome que não dê em fartura!”
Ao contrário do anterior, este é um Syrah para uso diário!
De qualidade mas sem a pujança que o Syrah Reserva nos tinha apresentado. No entanto, um bom Syrah, e a ter presente!

As notas de prova dizem que tem “Cor violácea de grande concentração.Aroma a frutos do bosque com notas de menta, na boca apresenta uma grande complexidade com nuances de chocolate preto e baunilha, final longo, fresco e muito persistente.” Tem 14% de graduação alcoólica e o enólogo de serviço é Luís Leão.

A Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, C.R.L., constituída por escritura pública em 1960, iniciou a sua actividade em 1963. É o resultado do sonho, esforço e trabalho da maioria dos viticultores das regiões de Vidigueira, Cuba e Alvito, assente na experiência da tradição e no reconhecimento da reinvenção, sustentado por uma qualidade reconhecida e rememorada. Entre os efectivos vitícolas da Adega contam-se as melhores castas autóctones, mantidas por várias gerações, das quais se distingue a casta Antão Vaz, igualmente conhecida como «casta da Vidigueira», produtora de um branco que está na origem do reconhecido Branco do Alentejo.

São várias as castas que contribuem para a especificidade dos  vinhos da adega da Vidigueira: Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Castelão, Moreto, Alicante Bouschet e agora syrah (castas tintas) e Perrum, Roupeiro, Manteúdo, Arinto e Antão Vaz (castas brancas), no entanto, é esta última que tem conferido à sub-região vitivinícola da Vidigueira um maior reconhecimento. Até recentemente, não foram encontradas vinhas velhas da casta Antão Vaz fora da sub-região da Vidigueira, uma casta autóctone mantida pelos produtores da região e produtora de um vinho único. Não se sabe ao certo a origem do nome da casta Antão Vaz, mas curiosamente era este o nome do avô de Luís Vaz de Camões, poeta que celebrou os descobrimentos e a descoberta de Vasco da Gama.

Uma frase latina diz que
“Laudato Syrah non opus est hedera!”
ou seja,
“O bom Syrah escusa pregão!”
É exactamente o que poderíamos dizer sobre este Syrah da Vidigueira, ano 2015!
É um bom Syrah que basta bebê-lo para ficar tudo dito!
Foi o que fizemos.

 

Classificação: 16/20                                           Preço: 8,95€


 

Brett Edition, Herdade do Arrepiado Velho, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Esta é a nova colheita do já famoso Brett Edition, de Sousel, dos dois Antónios:  António Antunes produtor e António Maçanita enólogo!

Este Syrah já atingiu de tal modo o estrelato e sobre ele já tecemos palavras tão exaltadas que a cada nova colheita só temos que continuar a realçar as qualidades únicas e intrínsecas que fazem parte deste Syrah, para que possa ser conhecido e degustado por um número cada vez maior de enófilos e apreciadores de coisas únicas!

O responsável principal subjacente a este néctar é a levedura «Brettanomyces/Dekkera» que  tem a capacidade de produzir determinado tipo de aromas, que se tentam descrever falando em suor de cavalo, cabedal e outros. Defeito ou virtude é parte da composição do aroma dos grandes clássicos de sempre e é, por muitos, apelidado como a “complexidade do velho mundo”. No entanto, é por outro lado, também, considerado por muitos um escandaloso defeito. Esta edição do Brett é um desses casos em que a natureza decidiu tomar liderança na enologia, estagiando parte do vinho nas barricas da edição anterior. E é aqui que reside a explicação: um Syrah ‘infectado’, de modo natural, pela levedura Brettanomyces. O resultado é um néctar multidimensional, produzindo o “Brett” níveis de complexidade aromática, que só seriam possíveis com vários anos de garrafa, mas mantendo ainda toda a fruta.

O Blogue do Syrah com António Maçanita

O mestre deste resultado como já dissemos no início é António Maçanita, enólogo sobejamente conhecido no mundo vitivinícola português. O Brett Syrah apresenta “Cor ruby- violeta, concentrado. Nariz exuberante, caixa de cigarro, couro, especiarias e groselhas pretas. Ataque redondo, suave e rico. Boa frescura e persistência no final de prova.” Tem um teor alcoólico de 14,5%, com 16 meses de estágio em barricas de carvalho francês. Todas as uvas são vindimadas à mão, seleccionadas em mesa de escolha à entrada na adega, e a vinificação decorre a temperatura controlada.

E agora um pouco de história sobre a Herdade do Arrepiado Velho. Sousel, a cerca de 40 km de Portalegre, no Alto Alentejo, viu nascer um espaço havia muito abandonado. O monte alentejano do séc. XIX foi construído de acordo com a arquitectura tradicional da região, magnificamente conservado, pleno de espaços de rara beleza. Com uma área total de cerca de 100 hectares, a barragem destaca-se entre vinhas e olival, num misto de cores e tranquilidade, como só o Alentejo consegue oferecer. O conjunto destas características faz com que a Herdade do Arrepiado Velho se integre na Rota de São Mamede – um dos três caminhos da rota dos vinhos do Alentejo.

O enófilo Nino Ferrara não há muito tempo escreveu que “Beber um bom vinho tinto, provavelmente, é o melhor acto de auto-estima e, seguramente, uma das melhores formas de contribuirmos para a nossa própria felicidade.”
Nós aqui no Blogue do Syrah confidenciamos que estamos de acordo com o Nino se pensarmos, por exemplo, no Syrah Brett Edition!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 19,50€


 

Pontual, Pontual Wines, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Esta é a melhor colheita do Syrah Pontual do Alandroal!
Nada de surpreendente, ou não se tratasse da colheita de 2015, que está aí para fazer história!

As notas de prova dizem que “apresenta uma cor intensa com reflexos violáceos. Os seus aromas estão bem definidos, frutos do bosque e nuances de especiarias, pimenta preta. Na boca revela-se um vinho muito equilibrado e denso, com uma acidez e taninos bem moldados.” A  graduação alcoólica é de 14%. O estágio é feito em barricas de carvalho Francês e Americano. Paolo Fiuza Nigra e Dinis Gonçalves são os enólogos de serviço.

Desde 2005  até esta de que aqui falamos, 2015, várias safras viram a luz do dia.
A PLC – Companhia de Vinhos do Alandroal, Lda, foi constituída em 2000 por Paolo Fiuza Nigra, Luís Bulhão Martins e Carlos Portas. As iniciais de cada um deles deram então nome ao projecto: PLC. Na planície ondulante do Alentejo, entre o Alandroal e Portalegre, a equipa gere com mestria 100 hectares de vinha. Plantada em solos xistosos onde as castas indígenas, e outras, potenciam a produção de vinhos de elevada qualidade, em terrenos e clima vocacionadas para a matéria prima que aqui nos traz, onde as vinhas crescem e as castas plantadas foram cuidadosamente escolhidas, com o objectivo de potenciar a qualidade das uvas e vinhos.

A produção de vinhos de qualidade começa na vinha e seus cuidados, através de uma selecção criteriosa das uvas, tendo em conta o seu estado sanitário e fase de maturação. Durante a vindima e depois na adega, a uva é processada com todos os cuidados necessários para preservar toda a sua qualidade e potencial. A vinificação dos brancos é feita em cubas de inox,  com desengace total, prensagem a baixas pressões e poucas quantidades, decantação entre 7 a 10° C. A fermentação é controlada a baixas temperaturas, entre os 13° C e os  15° C até esta acabar. Nos tintos a vinificação é feita em lagares de inox, o desengace é total e a maceração pré-fermentativa durante 1 a 2 dias. A fermentação alcoólica dá-se em temperatura controlada a  25° C. O estágio do vinho é feito em barricas de carvalho americano ou francês consoante a casta e vinho.

Segundo um adágio português:
“Ovo de uma hora, pão de um dia, vinho de um ano, mulher de vinte, amigo de trinta e deitarás boa conta.”
Quem diria melhor?

O Syrah Pontual é mais um elemento a exaltar a qualidade dos Syrah alentejanos. Vale a pena que se beba ciclicamente, partindo em demanda das edições anteriores,  até para avaliarmos a sua evolução de colheita para colheita. Mas esta de 2015 é verdadeiramente a melhor. E ainda bem. Porque é a que está disponível no mercado.
Que aprazível maneira de ocupar a vida!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 7,85€