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No lugar do grande vinho… grande Syrah!

Quinta da Romaneira, 100% Syrah, Douro, 2014

Eis uma nova colheita do grande Syrah do Douro da Quinta da Romaneira. O ano é 2014 e o resultado, na sequência das anteriores colheitas, é fantástico!
Perante um Syrah deste calibre como é que é possível que ainda haja pessoas que reajam tão negativamente à presença da Syrah no Douro?
Ninguém está a dizer ou a defender que se pretende transformar o Douro com castas internacionais, mas se o terroir é favorável porque não fazer pequenas experiências, que não alteram o panorama geral e permitem ter a par dos vinhos durienses clássicos obras primas da enologia como é o caso deste Syrah Quinta da Romaneira 2014? A resposta para nós é inequívoca e é por isso que apoiamos argumentativamente estas experiências vinícolas! A uma casa que está a comemorar 260 anos de vida nada melhor do mostrar que não está parada no tempo e que o Douro pode dar outros grandes vinhos para além daqueles que são feitos com as castas clássicas!

As notas de prova na ficha técnica dizem que possui “notas exuberantes de especiarias como cominhos e canela no nariz. Maduro e cheio, mas também fresco e delicado, revelando deliciosas notas de alcaçuz no palato, com um final aveludado e persistente.” O teor alcoólico é de 14%. A vindima foi realizada em Setembro de 2014 e o engarrafamento foi feito em Junho de 2016. O vinho foi vinificado em cubas tronco-cónicas, equipadas com controlo de temperatura, a uma temperatura de cerca de 25º/28º. Esteve 14 meses em barricas de carvalho francês de 225 litros. O enólogo consultor deste projecto é o premiado António Agrellos.

A forte precipitação que aconteceu em 2013/2014, bem distribuída ao longo do ano, as temperaturas amenas no inverno e um mês de Agosto fresco, ajudaram a vinha a manter uma boa roupagem, cheia de folhas ao longo de todo o ciclo vegetativo, o que protegeu as uvas dos picos de calor excessivo do sol do verão, permitindo uma boa conservação dos cachos. No final de Agosto, toda a colheita se apresentava em óptimo estado, com uvas perfeitas, sãs e com um equilíbrio acidez/açúcar excelente, ideal para produção de vinho do Porto. A produção foi média em relação aos últimos anos. Uma palavra de agradecimento deve ser aqui dirigida ao comercial da casa Nuno Santos, pelo seu profissionalismo, pela sua simpatia e pela sua disponibilidade sempre positiva ao longo destes últimos anos.

A Quinta da Romaneira é uma quinta várias vezes centenária, com uma linhagem ancestral que remonta ao século XVII. Uma das cinco maiores Quintas do Douro (um total de 400 hectares, sendo que 86 hectares são de vinha e 12 de olival), possui cerca de 50 km de estradas no interior da propriedade e quase 3 km de frente de rio. Produtor de topo da região do Douro, é possuidor de algumas das maiores pontuações atribuídas a vinhos portugueses pelas mais prestigiadas revistas de vinho dos Estados Unidos, além de competições nacionais e internacionais. O vinho tinto donde se incluiu naturalmente o Syrah representa 75% da produção total da Romaneira.

O compositor francês Antoine Désaugiers escreveu :
“Deus fez a água para o triste e fez o Syrah para o alegre.”
Quando temos conhecimento de um novo Syrah da Quinta da Romaneira acaba-se a eventual tristeza e surge automaticamente a alegria!
Um grande Syrah!

 

Classificação: 19/20                                         Preço: 23,50€

Quinta de Ventozelo, 100% Syrah, Douro, 2016

Segunda colheita deste Syrah da Quinta de Ventozelo, do Douro, com data de 2016.
Chegámos a anunciar que a data seria a de 2015. Eram as indicações que tínhamos. Acabou por sair em 2016!

Muito fresco, muita fruta, bastante jovem, e mesmo assim tem 14,5% de graduação alcoólica, uma pequena diferença em relação à colheita anterior, que tinha 15%.
Trata-se de um Syrah sem madeira. Falta saber se irá também aparecer no próximo ano o Syrah feito com madeira, como aconteceu o ano passado!

A Quinta de Ventozelo possui uma equipa de enologia de que é Diretor José Manuel Sousa Soares, e é uma das duas maiores da região. São 400 hectares, 200 dos quais ocupados por vinha (estão a ser replantados 40 hectares, nos quais as castas estrangeiras como o Merlot e o Cabernet Sauvignon vão ser substituídas por castas portuguesas), aos quais se junta o olival e uma área grande de caça. Segundo Jorge Dias, director-geral do Grupo Gran Cruz, a quinta existe desde o século XVI, mas que escavações arqueológicas revelaram vestígios de uma aldeia conhecida como Ventozelo desde o século XII. A plantação da vinha, essa, terá começado mais tarde, pelo século XVIII. O desenvolvimento e exportação dos vinhos do Douro, e em particular os da Quinta do Ventozelo, é uma das grandes prioridades do grupo Gran Cruz para o próximo ano. Embora se trate ainda de um nicho o objectivo é fazer 200 mil garrafas de vinho do Douro contra 25 milhões de vinho do Porto. Foi assim criada uma marca premium, permitindo igualmente aprovisionar uvas para as outras marcas do grupo, a Porto Cruz e a Dalva. Com a marca Ventozelo acabam de chegar ao mercado o Ventozelo Douro Viosinho 2014, o Branco de Ventozelo Douro 2014 e o nosso Ventozelo Syrah Regional Duriense Unoaked 2014.

Para perceber qual a estratégia do grupo, é preciso recuar no tempo e contar um pouco da sua história. A Cruz é a maior marca internacional de Porto e exporta anualmente 10 milhões de garrafas para todo o mundo. É uma marca que foi quase construída fora do país, sobretudo com a histórica campanha em França em que uma mulher de negro é fotografada em várias paisagens de Portugal, acompanhada pela frase “O país onde o negro é cor”. A Gran Cruz é uma empresa familiar que se desenvolveu sobretudo no pós-guerra, que ocupa este cargo desde 2009. Inicialmente a Gran Cruz comprava vinho a granel em Gaia para o engarrafar em Paris. Mas em 1975 a família decide investir em Portugal para começar a fazer o aprovisionamento na origem, antecipando-se em 15 anos à decisão do Estado português de proibir a exportação a granel. A partir de 1982, começam a engarrafar exclusivamente em Gaia. Em 2007, o grupo comprou a empresa C. da Silva, proprietária da marca Dalva, tornando-se dona de um valioso stock de barricas de vinho do Porto, entre as quais vários Colheitas. Surgiu depois o enorme investimento, de 16 milhões de euros, numa moderníssima adega em Alijó, inaugurada no ano passado, e a abertura do Espaço Porto Cruz, na marginal de Vila Nova de Gaia.

Segundo a LASVIN – Liga dos Amigos da Saúde, Vinho e Nutrição – o vinho é
“elemento indissociável da Cultura, Saúde e Economia Portuguesa.”
Em conclusão, este Syrah, com uma capacidade clara de evolução, faz justiça ao número reduzido a que pertence: o grupo dos grandes Syrah do Douro!

 

Classificação: 16/20                                                            Preço: 6,95€


 

Crasto Superior Syrah, Quinta do Crasto, 97% Syrah, 3% Viognier, Douro, 2013

Em Outubro de 2015 fizemos a análise deste Syrah de 2013, que muito nos entusiasmou!
A seguir veio o Crasto Superior Syrah de 2014, e em Janeiro de 2017 também fizemos a sua análise!

Só que entretanto surgiu a prova cega entre os Syrah portugueses e os Syrah franceses, em que o Crasto Superior Syrah 2013 ficou brilhantemente em quinto lugar. Na altura foi para o Blogue do Syrah o melhor Syrah de todos os que estiveram em prova! No conjunto dos vinte Syrah ter ficado em quinto mostra bem do valor que os jurados reconheceram neste Syrah apesar de não ter sido suficiente para ganhar o primeiro lugar como nós pensávamos que merecia. Foi aliás a melhor nota que atribuímos em prova dando-lhe a nota máxima de 20 valores, por isso aqui estamos de novo a dar-lhe o devido e merecido destaque!

Como o próprio nome sugere, o Crasto Superior Syrah é feito com uvas provenientes da região do Douro Superior, mais precisamente da Quinta da Cabreira, localizada junto a Castelo Melhor e onde se encontram plantadas 114 hectares de vinha. Trata-se de um Syrah com 3% de Viognier, opção do enólogo, que respeitamos mas como sempre preferimos os 100%, em que as uvas provenientes das plantações experimentais da casta Syrah estabelecidas em 2004 na Quinta da Cabreira, foram transportadas em caixas de plástico alimentar e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada na adega. Após um desengace total e um ligeiro esmagamento, as uvas foram transferidas para cubas de aço inox, onde decorreu uma maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas durante 5 dias. De seguida desenrolou-se a fermentação alcoólica por um período de 7 dias, que foi seguida de uma prensagem muito suave e fermentação malolática em barrica de carvalho francês.

O solo é de xisto e a idade das vinhas é de 10 anos. O Syrah tem uma graduação alcoólica de 14%. A data de engarrafamento é de Maio do presente ano e o envelhecimento fez-se em barricas de carvalho francês durante 16 meses.
As notas de prova que escolhemos dizem-nos que tem uma “cor violeta escuro. No nariz mostra uma excelente projecção aromática, onde se destacam complexas notas de frutos silvestres, em perfeita harmonia com notas de cacau fresco. Na boca tem um início cativante, evoluindo para um vinho compacto, de grande volume e estrutura, composto por taninos frescos de textura aveludada e correcta acidez. Tudo muito bem integrado com agradáveis notas de frutos silvestres e suaves sensações florais. Termina equilibrado, fresco e com excelente persistência.” O enólogo, que merece desde já os nossos parabéns, é Manuel Lobo.

E estamos tão encantados com a prestação deste Syrah na prova cega que até nos apetece cantar com Neil Diamond a música “Red Red Wine”, com a devida adaptação:
Red, red Syrah
Stay close to me
Don’t let me be alone
It’s tearin’ apart
My blue, blue heart
Se conseguirem encontrar alguma garrafa não hesitem e esperamos que o Crasto Superior Syrah de 2014 siga os mesmos passos que o seu irmão do ano anterior!

 

Classificação: 20/20                                       Preço: 22,00€


 

Quinta da Romaneira, 100% Syrah, Douro, 2013

Desde o final do ano passado temos no mercado uma nova colheita do Syrah duriense Quinta da Romaneira de 2013.

O Blogue do Syrah provou-o em primeiro mão na Feira do Vinho de Lisboa em Novembro e apesar da sua frescura, muita fruta e taninos muito vivos, mostrou que tem potencialidades para prosperar, ou seja, para evoluir em garrafa. Hoje estamos a dar conta dos resultados sensoriais neste momento.

As notas de prova na ficha técnica dizem que  possui “notas exuberantes de especiarias como cominhos e canela no nariz. Maduro e cheio, mas também fresco e delicado, revelando deliciosas notas de alcaçuz no palato, com um final aveludado e persistente.” O vinho foi vinificado em cubas tronco-cónicas, equipadas com controlo de temperatura, a uma temperatura de cerca de 25º/28º. Esteve 14 meses em barricas de carvalho francês de 225 litros. O enólogo consultor deste projecto é o premiado António Agrellos.

Em 2013 o inverno foi extremamente chuvoso, chuva esta que se prolongou pela primavera com temperaturas inferiores à média. Esta situação foi benéfica pois veio repor os níveis de água no solo, que estavam muito baixos depois de dois anos secos. Seguiu-se um verão seco, praticamente sem chuva. Esta evolução das condições climáticas, condicionou fortemente a evolução do ciclo vegetativo, vindo a traduzir-se num anos de baixa produção, na atraso da maturação de cerca de dez dias. As uvas melhoraram significativamente e iniciamos a vindima a dez de Setembro, estando já em perfeito estado de saúde e maturação, que produziram mostos de qualidade extremamente elevada. Este syrah foi feito a partir de uvas colhidas neste tempo inicial.

A Quinta da Romaneira é uma quinta várias vezes centenária, com uma linhagem ancestral que remonta ao século XVII. Uma das cinco maiores Quintas do Douro (um total de 400 hectares, sendo que 86 hectares são de vinha e 12 de olival), possui cerca de 50 km de estradas no interior da propriedade e quase 3 km de frente de rio. Produtor de topo da região do Douro, é possuidor de algumas das maiores pontuações atribuídas a vinhos portugueses pelas mais prestigiadas revistas de vinho dos Estados Unidos, além de competições nacionais e internacionais. O vinho tinto donde se incluiu naturalmente o Syrah representa 75% da produção total da Romaneira.

A crítica de vinhos Jancis Robinson escreveu que “A melhor maneira de introduzir amigos ao mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.”
Aqui está com o Syrah 2013 da Quinta da Romaneira um bom exemplo que podemos levar a cabo com êxito!
Uma colheita a seguir com atenção!

 

Classificação: 18/20                           Preço: 19,00€


 

Crasto Superior, Quinta do Crasto, 97% Syrah, 3% Viognier, Douro, 2014

Estamos perante a segunda colheita deste assombroso Syrah da Quinta do Crasto!

A primeira colheita do ano de 2013 foi aqui apresentada e superou na altura todas as melhores expectativas.
Esta agora de 2014 estamos quase… quase a acreditar que poderá mesmo superar a anterior!

Não importa que o Syrah seja do Douro só porque haja quem defenda a tese que no Douro só deve figurar as castas portuguesas típicas da região! E se o Syrah pode ser fabuloso em certas circunstâncias, que sentido tem virar as costas a essa possibilidade? Repetimos com a mesma veemência o que já tínhamos gritado anteriormente: o Syrah Crasto Superior é de excelência!

As uvas, provenientes das plantações experimentais de 2004 da casta Syrah no Douro Superior da Quinta da Cabreira, foram transportadas em caixas de plástico alimentar e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Após um desengace total e um ligeiro esmagamento o mosto foi transferido para cubas de inox, onde foram sujeitas a um pré – maceração fermentativa durante 5 dias em baixas temperaturas. De seguida desenrolou-se a fermentação alcoólica por um período de 7 dias, seguida de uma prensagem muito suave, e fermentação maláctica em barrica de carvalho francês.
O envelhecimento foi feito em barricas de carvalho francês durante 16 meses. O solo é de xisto e a idade das vinhas é de 11 anos. O Syrah tem uma graduação alcoólica de 14,5%. O enólogo de serviço é o mestre Manuel Lobo. No que diz respeito a notas de prova podemos falar “da cor, que é violeta escuro. O nariz encontra uma excelente sintonia de aromas, onde se destacam frescos frutos silvestres, em perfeita harmonia com elegantes notas de chocolate Muito preciso fresco e persistente. Na boca o início envolvente, evoluído para um vinho de excelente volume e estrutura composto por taninos frescos e de textura fina. Tudo muito bem integrado com agradáveis notas de frutos silvestres e suaves sensações mentoladas que lhe conferem uma agradável frescura. Termina em perfeito equilíbrio e com excelente persistência.” Em suma,  muito aveludado, taninos dominados e aromas diversificados.
E mais dizemos que está a crescer… a caminho da perfeição!

Situada na margem direita do rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto, é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais 70 são ocupados por vinhas. Fazem também parte do património da empresa a Quinta do Querindelo, com 10 hectares de Vinha Velha, e a Quinta da Cabreira, no Douro Superior, com 114 hectares de vinha.
Com localização privilegiada na Região Demarcada do Douro, a Quinta do Crasto é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. Como costuma ser com as grandes Quintas do Douro, a origem da Quinta do Crasto remonta a tempos longínquos – o nome Crasto deriva do latim “castrum”, que significa forte romano.
Os importantes investimentos realizados nos últimos anos permitiram modernizar as vinhas e as instalações de vinificação. Toda a área de vinha está coberta por um sistema de rega gota a gota, que complementado por uma estação meteorológica própria, permite fazer frente ao clima mais seco e agreste que é característico do Douro Superior.

O escritor e jornalista Ambrose Bierce escreveu:
“Um velho especialista em vinhos, ao ser atropelado por um comboio, teve os lábios humedecidos com vinho para que recobrasse os sentidos. ‘Bordeaux, 1882’ murmurou ele antes de morrer”.
Hoje se fosse vivo poderia ter escrito em vez de Bordeaux “Crasto Syrah 2014”!

 

Classificação: 19/20                                                     Preço: 22,00€


 

Labrador, Quinta do Noval, 100% Syrah, Douro, 2013

labrador_garrafa

Este é para nós o melhor Labrador que conhecemos, desde que ele existe!
O ano de 2013 para os Syrah tem sido verdadeiramente fantástico, quer para os novos Syrah que surgem pela primeira vez este dito ano, quer para aqueles que tiveram safras anteriores!

“Este Syrah da Quinta do Noval, nascido e criado pelo talento do enólogo António Agrellos, famoso pelo vinho do Porto, da mesma quinta, decidiu fazer esta experiência da qual se saiu bastante bem.” Isto foi escrito no Blogue do Syrah quando apresentámos o Labrador 2011.

Hoje já não se trata de uma experiência mas sim de uma certeza com ganhos significativos. É um Syrah de “aroma muito marcado pela fruta preta, com traços minerais e aromas balsâmicos com alcaçuz. Intenso e poderoso, com notas pungentes a alcatrão, pimenta, casca de laranja. Na boca está fino e texturado, com acidez viva a dar-lhe leveza, taninos elegantes, boa textura e muita intensidade. Longo, equilibrado, com muita precisão e austeridade.”

A Quinta do Noval, com 145 hectares, que dominam o Vale do Pinhão, é a alma e a essência desta propriedade. O solo é essencialmente constituído por rocha xistosa, o que faz com que todos os trabalhos na vinha sejam particularmente difíceis. A Quinta do Noval replantou desde 1994 100 hectares da vinha com as castas mais nobres da região do Douro, adaptando os métodos de poda à tipologia das parcelas. As parcelas foram replantadas em lotes de uma casta só, sendo cada uma escolhida de acordo com as características de cada parcela de terra: a altitude, a exposição solar e o tipo de plantação da videira.

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Hoje em dia, as parcelas plantadas com misturas de castas estão progressivamente a desaparecer do Vale do Douro. A Noval foi uma pioneira nesta tendência, tendo sido a primeira a replantar as vinhas, conservando intactos os magníficos socalcos tradicionais com os seus muros de pedra de xisto. Porque cada parcela é plantada com uma só casta, é possível escolher o momento ideal para as vindimar.

A Quinta do Noval é o único exportador histórico de Vinho do Porto que tem o nome da sua vinha. Beneficia de uma localização privilegiada, bem no coração do Vale do Douro.
Para concluir esta nossa digressão falta-nos explicar o nome deste syrah, que é uma homenagem ao cão, um Labrador precisamente, do António Agrellos, o enólogo que o concebeu e realizou.

Esperemos que este Labrador Syrah continue a frutificar por muitos e muitos anos!

 

Classificação: 17/20                           Preço: 12,50€