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Que bem que o nosso Syrah se dá por aqui…

Checkmate, Sociedade Agrícola Quinta do Garrido, 97% Syrah, Lisboa, 2016

A nossa tese geral quando ligamos a casta Syrah em Portugal e o ano de 2015 é dizer que se trata do melhor ano do século, pelo menos até ver! Todos os Syrah analisados aqui no Blogue do Syrah e do ano de 2015 foram todos eles considerados superiores às colheitas anteriores! Com uma única excepção… esta aqui!

As colheitas anteriores foram superiores à de 2015! A explicação está no próprio texto! Ora, o que nós temos hoje é uma colheita posterior à de 2015, que tinha sido apresentada aqui, mais precisamente de 2016, e que é superior à anterior! E isto é novidade absoluta! A nossa tese deve-se fundamentalmente ao trabalho do enólogo, até porque como se sabe o ano de 2015 foi superior ao de 2016! Se o resultado final diz-nos o contrário da afirmação anterior então temos que atribuir a quota de responsabilidade fundamental ao enólogo e ao trabalho que ele desenvolve na vinha e depois na adega! O grande responsável é pois o Francisco Macieira! Só por esse facto vale a pena apostar neste Syrah!

O Checkmate é de uma terra bendita para o Syrah, de Alenquer que nos deu até agora tantos e tão bons Syrah! Este Syrah tem uma particularidade única, ou seja, é por lei um monocasta, por ter 97% de Syrah… mas os outros 3% permanecem anónimos!

O blogue do Syrah bem tentou saber da casta misteriosa em causa, mas sem sucesso! Apesar de tudo foi possível saber o seguinte: os 3% de casta incógnita que compõem este Syrah não são de uma casta branca (como por exemplo o viognier) mas sim de uma casta tinta. Não é uma casta estrangeira mas foi confirmado que é uma casta autóctone. Não é tinta barroca, como acontece com o HúmusSyrah também de Lisboa. Não é Touriga Franca ou, se preferirem dizer, como o Domingos Soares Franco, Touriga Francesa, como o Syrah da sua colecção privada já esgotado. Isto significa que o Checkmate é o primeiro Syrah português com uma composição diferente porque original! Quando o beberem podem tentar perceber que se esconde no meio dos 97% de syrah, aqueles 3% desconhecidos. Nós aqui, no Blogue do Syrah apostamos em Touriga Nacional! E vós, leitores? O que têm a dizer sobre esta questão?

O enólogo que gere os destinos da Sociedade Agrícola Quinta do Garrido, é Francisco Macieira, como já dissemos e caracteriza o seu néctar da seguinte maneira: “…apresenta aromas a fruta negra e uma extrema suavidade influenciada pelo estágio em barrica.” A graduação alcoólica é de 13,5%. Não se sabe se esta colheita de Syrah Checkmate veio para ficar! Tudo depende do comportamento da casta em anos posteriores. Há desde já um aspecto que agrada ao Blogue do Syrah: o nome! É forte, tem impacto e é original! O rótulo da garrafa avisa: “Checkmate é a posição do jogo em que um dos Reis está ameaçado e não consegue sobreviver a essa ameaça. Também na vida real…”

No que diz respeito à Sociedade Agrícola Quinta do Garrido, são 40 hectares de vinhas dispostas por 4 propriedades. Três estão no Concelho de Alenquer entre solos arenosos, calcários, especialmente argilo-calcários litóicos e margas, resultando numa grande diversidade de castas plantadas, exposições solares diferentes em vertentes viradas em todas as direcções, em planície, como nas Quintas da Gaia e Sansuzi, que foram visitadas. Uma está no único solo basáltico, no concelho do Sobral de Monte Agraço, com vinhas assentes na encosta de um vulcão extinto há milhões de anos. Tudo aqui é labor, onde se tenta que a intervenção química seja a mínima possível.

Numa pequena nota histórica podemos dizer que a Quinta do Garrido já existia em 1873, data em que era o seu proprietário António Ferreira Leal. A produção de vinhos remontará à data da sua fundação. No entanto, a propriedade dedicava-se principalmente à produção de uvas de mesa e de frutas. A quinta ficou na posse de Francisco Caetano da Rocha Macieira e da sua mulher, Maria Adelaide Gomes da Rocha Macieira após Mário da Costa Arrenegado, pai da actual proprietária a ter cedido. A família Macieira começou desde logo a reestruturar a propriedade com novas plantações e com a modernização da adega já existente. Após o falecimento de Mário da Costa Arrenegado, Maria Adelaide Macieira herda mais duas Quintas no concelho de Alenquer – a Quinta da Gaia e a Quinta de Sans-Souci. A Quinta da Gaia já existia em 1303, quando D. Dinis deu licença a Domingos de Gaia para fazer uma Azenha na Ribeira de Alenquer, embora actualmente não existem vestígios dessa azenha. A Quinta de Sans-Souci é um nome composto por duas palavras de origem francesa e tem como significado “livre de cuidado”. A Quinta foi fundada pela década de 1830 e mais tarde adquirida por Bento Pereira do Carmo para sua residência.
As três Quintas, juntamente com mais algumas parcelas em Alenquer e uma no Sobral de Monte Agraço, originaram a Sociedade Agrícola Quinta do Garrido, em Abril de 2003.
Francisco Caetano Rocha Macieira é natural de Sobral de Monte Agraço e todos na família estiveram relacionados com a agricultura. O actual proprietário acabou por gerir as Quintas com o seu sogro, Mário Arrenegado. Maria Adelaide Macieira, nascida em Santana da Carnota, está igualmente desde cedo inserida no meio agrícola.

O filho único do casal, também de seu nome Francisco Macieira, seguiu o caminho vitivinícola da família. Licenciou-se em engenharia agronómica e mais tarde realizou um mestrado em enologia. Começou a trabalhar em enologia em Portugal e mais tarde na Austrália, acabou por voltar em 2013 para gerir em conjunto com a família a SA Quinta do Garrido.

No que respeita aos vinhos existem actualmente três marcas. O Diário da Quinta, Lisbon’s Mustache e Checkmate. Cada marca com a sua história. O Lisbon’s Mustache o primeiro vinho criado, apresenta uma imagem de um bigode aristocrático, um mustache. A marca teve inspiração na pessoa de António Caetano Macieira, antepassado da família que derivado ao seu carácter empreendedor ajudou a tornar a cidade de Lisboa na referência mundial que é hoje. Como o Lisbon’s Mustache foi o primeiro vinho, o raciocínio foi beber um pouco do espirito empreendedor do António e personifica-lo no vinho.
Após o sucesso desta primeira marca, surge a marca Diário da Quinta. Esta marca surgiu da necessidade da empresa ter um vinho de entrada de gama por forma a que pudesse ser consumido diariamente e sem grande preocupação pelos consumidores dos vinhos da Quinta do Garrido. O mote é mesmo esse, Diário da Quinta (do Garrido) é o vinho da Quinta diariamente à sua mesa.

Checkmate, pretende revelar o terroir de uma forma séria. Trata-se da ultima marca a surgir, o vinho original da marca ainda não está completamente definido, apenas fica a certeza que será mais que um aperfeiçoamento dos restantes. Será a criação de algo novo e exclusivo, apenas encontrado no resultado das nossas uvas. Neste momento a marca Checkmate existe na forma de varietal Syrah e varietal Arinto.

Pierre Poupon, o escritor dos vinhos da Bourgonha disse: “Quando provares, não olhes para a garrafa, nem para o rotulo, nem observes aquilo que te rodeia, mas mergulha em ti mesmo para ai poderes ver nascer as tuas sensações e formarem-se as tuas impressões. Fecha os olhos e olha com o teu nariz, com a tua língua e com o teu palato.”

Melhor conselho não poderíamos dar ao apreciar este Syrah de Alenquer! Já o estamos a fazer!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 7,00€

Grand´Arte, 100% Shiraz, DFJ Vinhos, Lisboa, 2012

Esta é uma revisitação do Syrah Grand´Arte de 2012, a segunda colheita, que por acaso se escreve Shiraz, já iremos falar disso, da DFJ Vinhos, liderada por José Neiva Correia, é dela que vamos falar hoje! E porquê? Bom, porque este Shiraz evoluiu muito bem e quem arranjar algumas garrafas agora ou tiver guardado vai ficar bem contente, porque está bem melhor, do que há anos atrás!

Mas vamos falar deste Shiraz “Grand D’Arte”, da Quinta Fonte Bela em Vila Chã de Ourique, no concelho de Santarém, ou seja, um regional de Lisboa, que possui uma graduação alcoólica de 13,5% e teve um estágio de três meses em barricas de carvalho francês.
Diz-nos o produtor que se trata de um Shiraz “…equilibrado, com taninos macios e um toque de baunilha e especiarias. Muito suave, fácil de beber e ao mesmo tempo, intenso, persistente e saboroso.” As várias garrafas que bebemos, ao longo deste último ano, vêm confirmar estas palavras!

Já Ernest Hemingway dizia que:
“Uma pessoa com o aumento do conhecimento e da educação sensorial pode obter prazer infinito no vinho.”

Em conversa com o Director Comercial e de Marketing da DFJ Vinhos, Luís Gouveia, homem simpático e muito disponível para prestar todos os esclarecimentos, ficámos a saber que com esta colheita foi feito um número maior de garrafas da colheita de 2011 que tinha sido vinte e quatro mil garrafas, embora a grande maioria tenha sido destinada ao mercado externo. E uma palavra de apreço quanto à informação prestada no site oficial da empresa, que está devidamente actualizado, permitindo assim a quem escreve e divulga prestar um bom serviço. Um exemplo a seguir.

O médico do Canadá William Oster disse: “O vinho não faz as pessoas fazerem as coisas melhor. Ele faz com que elas fiquem menos envergonhadas de fazê-las mal.” Então sem dizermos mais nada vamos lá beber uma taça de Shiraz  Grand`Arte e sem receio de fazer as coisas mal!

 

Classificação: 17/20                            Preço: 7,95€

Vinha da Nora, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa, 2002

Hoje é a altura de apresentar um Syrah que está esgotado há muito mas que tivemos oportunidade de degustar uma garrafa mais ou menos esquecida! É de 2002 da Quinta do Monte d’Oiro, Vinha da Nora de seu nome que foi substituído pelo Lybra cuja última colheita de 2015 demos aqui nota.

A Quinta do Monte d`Oiro produziu o Syrah Vinha da Nora, que é o antepassado do Lybra. A primeira replantação de Syrah na Quinta teve lugar numa parcela com 2,75 hectares de meia encosta virada a sul e de conhecidas potencialidades, denominada “Vinha da Nora”, vinha esta que foi plantada no início de 1992 e, durante 5 anos, tomou-se a decisão de não produzir quaisquer quantidades por forma a favorecer apenas o desenvolvimento vegetativo da planta. Tal prática permitiu um estabelecimento perfeito da vinha e originou uma primeira colheita em 1997. As notas de prova dizem que este Syrah tem “aromas balsâmicos, com notas de fruta madura e em calda mas que não perturbam a grande frescura de conjunto. Cremoso na boca, macio e com um toque mineral. Conjunto focado em especiarias finas, suave e de final longo.” Este Syrah foi descontinuado em 2005 e como já foi dito deu origem ao Lybra que surgiu pela primeira vez em 2006.

Ou seja, o que vemos aqui de uma maneira única e exemplar é uma quinta de 20 hectares mas que faz uma gestão parcelar num conjunto total de 10 parcelas que possuem características muito particulares e diferenciadas em termos de solo. A própria vindima é feita parcela a parcela. Ora, se temos 10 parcelas e se os vários Syrah que existiram e existem da Quinta do Monte d`Oiro são de uma ou mais parcelas da quinta, lançamos uma questão: qual será, em termos teóricos, o número possível de combinações de modo a termos Syrah sempre diferentes? O Blogue do Syrah pediu a ajuda a um colega de matemática que rapidamente deu a resposta: 1023 possibilidades de combinações entre as 10 parcelas de Syrah que a Quinta do Monte d`Oiro possui. A família Bento dos Santos pode continuar a fazer Syrah sempre diferentes e sempre de qualidade.

Francis Bacon filósofo que também escreveu sobre vinho disse:
“A idade é boa em quatro situações; na madeira velha para queimar, nos velhos amigos para confiar, nos velhos autores para ler e no vinho velho para beber!”

 

Classificação: 17/20                                                                Preço: 12,00€

Lybra, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa, 2015

Hoje apresentamos a colheita do Lybra da Quinta do Monte d’Oiro do ano de 2015. E a primeira coisa que queremos marcar é de que se trata do melhor Lybra de sempre! O ano, claro, ajuda e muito! A capacidade de evolução está assim assegurada e neste momento não podemos garantir o que será este Syrah daqui, por exemplo, dois anos! O conselho que damos desde já, que é o que iremos fazer, é guardar umas garrafinhas e ir bebendo ao longo do tempo para ajuizar melhor da evolução deste Syrah de Alenquer!

O Lybra tem uma graduação alcoólica de 13,5%, e são produzidas em média 15 a 20 mil garrafas por colheita. O estágio é de 10 a 12 meses em barricas de carvalho francês. As notas de prova escolhidas dizem que se trata de um Syrah “Cor rubi intensa e nariz marcado pelos aromas de frutos pretos e do bosque, bem como delicadas notas de especiarias e alguma madeira, na boca é um vinho equilibrado, de taninos polidos e um volume e estrutura de expressão média, conta com um paladar frutado e especiado, além de ligeiramente vegetal, terminando com um final de boca de comprimento e persistência medianos.” O Lybra surgiu pela primeira vez em 2006 em substituição do Vinha da Nora.

A Quinta do Monte d’Oiro é uma quinta de 20 hectares mas que faz uma gestão parcelar num conjunto total de 10 parcelas que possuem características muito particulares e diferenciadas em termos de solo. A própria vindima é feita parcela a parcela. Ora, se temos 10 parcelas e se os vários Syrah que existiram e existem da Quinta do Monte d`Oiro são de uma ou mais parcelas da quinta, lançamos uma questão: qual será, em termos teóricos, o número possível de combinações de modo a termos Syrah sempre diferentes? O Blogue do Syrah pediu ajuda a um professor de matemática que rapidamente deu a resposta: 1023 possibilidades de combinações entre as 10 parcelas de Syrah que a Quinta do Monte d`Oiro possui. A família Bento dos Santos pode continuar a fazer Syrah sempre diferentes e sempre de qualidade.

O jornalista português Edgardo Pacheco escreveu:
Não há nada mais chato do que levar um vinho sem história para a casa de um amigo!”
Ora, isso é impossível de acontecer com o Lybra Syrah que pertence a uma quinta de oiro com uma história fantástica de implantação da Syrah em Portugal!

 

Classificação: 17/20                                                                       Preço: 8,99€

Humus, Quinta do Paço, 10% Tinta Barroca, 90% Syrah, Lisboa, 2011

Não é a primeira vez que falamos deste Humus, Herdade do Paço, produtor Rodrigo Filipe. Este é o único Syrah feito com uma percentagem de 10% de Tinta Barroca e 90% de Syrah. Degustamo-lo de novo há pouco tempo e estamos aqui para rever a classificação que demos na altura. Hoje está melhor, mais completo, mais aromático e mais complexo! Vale bem a pena voltar a falar deste Syrah. Foram feitas 2000 garrafas. Metade fica no mercado interno e a outra metade vai para exportação. Este Syrah tem um estágio de 12 meses em barricas de carvalho. O Humus Reserva é um tinto de nome pouco vulgar que exterioriza uma personalidade forte, exposta num estilo francamente original que entrelaça dois mundos que se encontram profundamente divididos entre nariz e boca. O estilo é “discretamente atordoante, entrecruzando um nariz floral e perfumado altamente apelativo, com uma boca muito mais masculina e dura, férrea nos taninos e tensa no final de boca”. Um tinto de qualidade que merece ser conhecido em toda a sua extensão.

A Quinta do Paço é uma propriedade familiar, com um total de vinte hectares, dez dos quais dedicados à vinha. Situada na região demarcada de Óbidos, entre o Oceano Atlântico e a Serra dos Candeeiros, a Quinta do Paço desfruta de condições de solo e clima especiais que dão aos seus vinhos carácter e personalidade.
Trata-se de uma pequena propriedade. Por isso as vinhas não se estendem a perder de vista. São pequenas, delicadas e recebem toda a atenção devida. Cada garrafa resulta do esforço conjunto de pessoas que, de uma forma ou de outra, se encontram ligadas a estas terras. São os laços afectivos e familiares que as unem no desejo de produzir um Syrah cada vez melhor!

Os vinhos da Quinta do Paço são de agricultura biológica. Sem adubos, sem químicos, o que obriga a trabalho redobrado na lide diária, com enormes compensações a todos os níveis. Por isso há a vontade sempre presente de produzir vinhos autênticos, da forma o mais natural possível, respeitando sempre a Natureza e o Meio Ambiente.
A principal preocupação do produtor é a vinha e a qualidade das suas uvas. Para tal escolheram-se as castas que melhor se adaptam às condições de solo e clima, apostando-se em rendimentos inferiores aos normalmente praticados. Deu-se especial atenção ao solo, pois acredita-se que só um solo vivo é capaz de potenciar ao máximo a expressão do ‘terroir’. Na adega a intervenção é reduzida ao mínimo, de forma a preservar e respeitar a identidade de cada vinho. A Quinta do Paço está inserida na Rota do Vinho do Oeste e recebe, sob marcação, quem quiser conhecer as vinhas, a adega ou provar o Syrah.

Num artigo intitulado “A diferença como uma virtude”, o jornalista Rui Falcão referia o Humus Reserva como um dos exemplos de “vinhos diferentes, de castas raras, regiões esquecidas ou produtores menos mediáticos”. Nós estamos de acordo. É um Syrah com grandes capacidades de evolução e a prova disso é o facto de voltarmos a ele ao fim deste tempo!

Vale a pena voltar ao seu convívio!

 

Classificação: 17/20                                              Preço: 15,50€

Monte do Roseiral, Reserva, 100% Syrah, Lisboa, 2015

Estamos perante a segunda colheita deste Syrah de Lisboa, Monte do Roseiral de seu nome, reserva de 2015 e, como nós preferimos, a 100% da nossa casta de eleição.
Estamos em Bucelas, região vitivinícola bem mais conhecida por outro tipo de vinhos. Mas a estrela aqui e agora é este Syrah, cuja primeira colheita foi do ano de 2012 como demos conta aqui. O processo deu-se a partir da fermentação em cubas de inox com temperatura controlada a 28ºC e breve estágio em madeira. O enólogo foi Carlos Canário.

As notas de prova deste Syrah apontam “uma cor granada concentrada com um aroma intenso a cereja e especiarias com os taninos bem integrados. O paladar mostra um corpo cheio, aveludado com final longo e persistente.” Tem uma graduação alcoólica de 14%. Em termos de conservação as garrafas devem estar deitadas em local arejado e escuro, entre 12 e 13ºC e 60% de humidade relativa. O consumo pode ser imediato ou nos próximos oito anos. Diz-nos o produtor que este Syrah deve ser servido a uma temperatura de 15ºC, e é ideal com pratos de carne vermelha, caça, assados no forno, queijos fortes e Foie gras.

As informações que conseguimos reunir são escassas mas dizem-nos que este Reserva só será produzido apenas nos melhores anos, a partir de uvas da casta seleccionadas, de vinhas plantadas em encostas suaves e soalheiras, em solo argilo-calcário e beneficiando da influência atlântica. Com surge de um curto estágio em madeira, é um vinho de charme bastante equilibrado. E a propósito da módica informação disponível nos canais habituais sobre esta herdade e respectiva produção, já referimos, lembramo-nos daquele escritor que dizia “Os homens são como o vinho: todos começam como uvas. Cabe às mulheres amassá-los, pisá-los e repisá-los e deixar que descansem até que amadureçam. As mulheres também são como o vinho: com o passar dos anos umas refinam o sabor, outras azedam. As que azedam é por falta de boa rolha.”
Bebamos pois este nosso Syrah do Monte do Roseiral, que certamente muito esclarecimento haveremos de encontrar por entre os seus eflúvios subtis!

 

Classificação: 15/20                                                                Preço: 7,50€