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Que bem que o nosso Syrah se dá por aqui…

Grand´Arte, 100% Shiraz, DFJ Vinhos, Lisboa, 2012

O Syrah Grand´Arte, que por acaso se escreve Shiraz, já iremos falar disso, da DFJ Vinhos, liderada por José Neiva Correia, vai na segunda colheita, e é dela que vamos falar hoje! A primeira tinha sido de 2011. Em termos de qualidade podemos afirmar que estão muito equiparadas.

Sobre o dito Shiraz na designação, é o único Syrah português que se apresenta com a outra grafia mais usada nos Syrah do novo mundo!

Mas vamos falar deste Shiraz “Grand D’Arte”, da Quinta Fonte Bela em Vila Chã de Ourique, no concelho de Santarém, ou seja, um regional de Lisboa, que possui uma graduação alcoólica de 13,5% e teve um estágio de três meses em barricas de carvalho francês.
Diz-nos o produtor que se trata de um Shiraz “…equilibrado, com taninos macios e um toque de baunilha e especiarias. Muito suave, fácil de beber e ao mesmo tempo, intenso, persistente e saboroso.” As várias garrafas que bebemos, ao longo deste último ano, vêm confirmar estas palavras!

Já Ernest Hemingway dizia que:
“Uma pessoa com o aumento do conhecimento e da educação sensorial pode obter prazer infinito no vinho.”

Em conversa com o Director Comercial e de Marketing da DFJ Vinhos, Luís Gouveia, homem simpático e muito disponível para prestar todos os esclarecimentos, ficámos a saber que com esta colheita foi feito um número maior de garrafas da colheita de 2011 que tinha sido vinte e quatro mil garrafas, embora a grande maioria tenha sido destinada ao mercado externo. E uma palavra de apreço quanto à informação prestada no site oficial da empresa, que está devidamente actualizado, permitindo assim a quem escreve e divulga prestar um bom serviço. Um exemplo a seguir.

Segundo a crítica de vinhos inglesa Jancis Robinson “a melhor maneira de introduzir amigos no mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.”
Então sem dizermos mais nada vamos lá beber uma taça de Shiraz do Grand`Arte e cá estaremos para falar se nos for perguntado!

 

Classificação: 16/20                            Preço: 7,95€


 

Pynga, Vale da Capucha, 100% Syrah, Lisboa, 2014

A anterior colheita e primeira deste Pynga Syrah, de 2012, tinha 3% de viognier. Este de 2014 é já Syrah 100%!
Do produtor e enólogo Pedro Marques, este Syrah do concelho de Torres Vedras é um Syrah biológico, sempre um adicional de qualidade para o que já é superlativo!

As notas de prova que escolhemos falam de um “vinho com carácter e personalidade vincada. As vinhas gozam de influência marítima o que confere às uvas uma frescura e equilíbrio singulares.” A graduação alcoólica é de 14 %. Para criar este e os outros vinhos no Vale da Capucha, as videiras foram plantadas em solos calcários de origem oceânica. A expressão da influência marítima é assegurada por uma intervenção humana máxima na vinha e mínima na adega.

A Vale da Capucha, Agricultura e Turismo Rural, Lda, iniciou a sua actividade vitivinícola em 2006 na Quinta de S. José em Carvalhal, Torres Vedras.
A empresa, herdeira de gerações de produtores/armazenistas de vinho desde 1858 alterou profundamente a sua vitivinicultura em 2006, com o arranque de todas as vinhas existentes e a instalação maioritária de castas brancas portuguesas. Apenas a 10 km da faixa costeira e da influência marítima, os solos fossilíferos argilo-calcários de origem oceânica, juntamente com as pequenas amplitudes térmicas que permitem o lento amadurecimento dos brancos sem os escaldões do verão, são duas das variáveis que dão corpo a um terroir único para a produção de vinhos brancos do segmento premium. Uvas como o Alvarinho, o Gouveio, o Viosinho, o Arinto, o Fernão Pires e o Antão Vaz (primeira produção na Região) são a matéria-prima que tem produzido vinhos reconhecidos nos mercados mais exigentes do Reino-Unido, Alemanha, Suíça, Bélgica, Brasil, Polónia e brevemente o Japão, Estados Unidos, Noruega e Canadá. Nos tintos seleccionou-se a Touriga Nacional e a Tinta Roriz para produzir vinhos tintos encorpados e com boa capacidade de envelhecimento. Duas castas francesas completam as variedades de uva com que se criam os vinhos, a Viognier e naturalmente a nossa bem amada Syrah. Iniciado em 2012 o caminho da Certificação em Modo de Produção Biológico, foi a partir de 2015 que os primeiros vinhos com essa chancela no rótulo.

A vertente do enoturismo conta com a utilização da Adega original, rara representante, ainda de pé, da construção agrícola em madeira do séc. XIX. Aí, para além de provas temáticas, a gastronomia regional tem expressão nas variadas ementas produzidas para eventos, refeições a pequenos grupos e provas de vinhos. A Quinta Pedagógica e as actividades de formação básica nas áreas de Enologia e da Ecologia, criam um interessante ambiente de proximidade entre os visitantes e a agricultura sustentável.

Para finalizar teremos que concluir como dizia Goethe que  “O vinho alegra o coração do homem; e a alegria é a mãe de todas as virtudes.”
E este Pynga, como bom que é, está fácil de alegrar… vamos a isso!

Classificação: 17/20                                                   Preço: 7,65€


 

Lybra, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa, 2013

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Apresentamos aqui o ano passado o Lybra de 2011. Hoje vamos falar do Lybra 2013. O Lybra tem uma graduação alcoólica de 13,5%, e do qual são produzidas em média 15 a 20 mil garrafas por colheita. O estágio é de 10 a 12 meses em barricas de carvalho francês. As notas de prova escolhidas dizem que se trata de um Syrah “Cor rubi intensa e nariz marcado pelos aromas de frutos pretos e do bosque, bem como delicadas notas de especiarias e alguma madeira, na boca é um vinho equilibrado, de taninos polidos e um volume e estrutura de expressão média, conta com um paladar frutado e especiado, além de ligeiramente vegetal, terminando com um final de boca de comprimento e persistência medianos.” O Lybra surgiu pela primeira vez em 2006 em substituição do Vinha da Nora.

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A Quinta do Monte d’Oiro é uma quinta de 20 hectares mas que faz uma gestão parcelar num conjunto total de 10 parcelas que possuem características muito particulares e diferenciadas em termos de solo. A própria vindima é feita parcela a parcela. Ora, se temos 10 parcelas e se os vários Syrah que existiram e existem da Quinta do Monte d`Oiro são de uma ou mais parcelas da quinta, lançamos uma questão: qual será, em termos teóricos, o número possível de combinações de modo a termos Syrah sempre diferentes? O Blogue do Syrah pediu ajuda a um professor de matemática que rapidamente deu a resposta: 1023 possibilidades de combinações entre as 10 parcelas de Syrah que a  Quinta do Monte d`Oiro possui. A família Bento dos Santos pode continuar a fazer Syrah sempre diferentes e sempre de qualidade.

Platão colocou na boca de Sócrates o seguinte texto sobre o vinho: “O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente…ele reaviva nossas alegrias e é o óleo para a chama da vida que se apaga. Se você bebe moderadamente em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará em seus pulmões como o mais doce orvalho da manhã… Assim,  então, o vinho não viola a razão, mas sim nos convida gentilmente à uma agradável alegria.”
O Lybra Syrah 2013 pode muito bem aspirar a esse desejo!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 8,95€


 

Syrah, Casa Santos Lima, 100% Syrah, Lisboa, 2013

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A Casa Santos Lima tem presentemente dois Syrah: este que aqui apresentamos, na nova colheita de 2013, e que é o mais antigo, e o Monte da Caçada Syrah mais recente e de qualidade bem superior.

As notas de prova dizem-nos que em termos de cor temos um rubi definido. Este é “um vinho seco e delicado com aromas agradáveis de frutos vermelhos. No palato é fresco e frutado, novamente com notas de frutos vermelhos, framboesas, cerejas e ervas. Bom corpo e estrutura, com uma longa persistência a fruta no final de boca.” Tem uma graduação alcoólica de 14%.

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As vinhas  distribuem-se por várias Quintas contíguas, com destaque para a Quinta da Boavista, Quinta das Setencostas, Quinta de Bons-Ventos, Quinta da Espiga, Quinta das Amoras, Quinta do Vale Perdido, Quinta do Figo e Quinta do Espírito Santo, que cobrem uma área total de aproximadamente 290 hectares.

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As propriedades da Casa Santos Lima estão situadas no concelho de Alenquer, 45 km a norte de Lisboa, numa região onde a tradição vitivinícola é secular e as típicas paisagens rurais aparecem com enorme beleza. As vinhas estendem-se por encostas suaves em altitudes compreendidas entre 100 e 220 m, com excelente exposição solar e um clima temperado pela suave brisa marítima do oceano Atlântico, que se encontra a cerca de 26 km para oeste.

Termina-se, citando o grande escritor Oscar Wilde que afirmou com toda a propriedade:
“Para conhecer a colheita e a qualidade de um Syrah não é necessário beber toda a pipa.”
Bastou pois uma taça de Santos Lima Syrah para dizermos de nossa justiça. Mas logo a seguir foi toda a garrafa!

 

Classificação: 15/20                                           Preço: 4,99€

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Quinta do Gradil, Sociedade Vitivinícola, SA, 100% Syrah, Lisboa, 2015

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Aqui no Blogue do Syrah temos seguido com particular atenção este Syrah da Quinta do Gradil, que começou por ser uma “brincadeira” com o Syrah de 2012, do qual foram feitas unicamente 1000 garrafas (ver aqui o que queremos dizer com isto), continuou com o Syrah de 2013 que noticiamos aqui, e desde então passou a ser um caso sério feito já profissionalmente e com uma produção de 4200 garrafas e que foi considerado pelo Blogue do Syrah como o melhor Syrah do ano de 2015 na relação qualidade-preço. Na altura em Janeiro do presente ano dissemos o seguinte: “…decidimos atribuir uma medalha segundo o critério de relação qualidade-preço, ou seja, excelente classificação a preço convidativo, é ter muito por pouco. Eis pois este Quinta do Gradil, da região de Lisboa, expressivo, elegante e harmonioso, presente sempre que quisermos um Syrah de qualidade acima da média para uso diário!”

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E agora no presente ano temos a terceira colheita deste espectacular Syrah sempre em crescendo, tanto em qualidade como a nível de produção, nada mais nada menos do que…espantem-se, 37 000 garrafas!!
Podemos dizer desde já que nunca em Portugal numa única colheita se fez 37 000 garrafas dum monocasta Syrah! E isto deve ser realçado!

E quanto à qualidade o que é possível dizer desde já? Das três colheitas esta é inequivocamente a melhor! Mas como é um Syrah muito novo vai ter uma capacidade de evolução tremenda! Não é de ânimo leve que dizemos isto! Daqui a um ano voltaremos a falar deste Syrah da Quinta do Gradil 2015 e será muito provavelmente para alterar a classificação para cima.
Vamos ver se a razão está do nosso lado!

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Os enólogos falam-nos de “Um syrah muito expressivo, de cor retinta e aromas intensos de bagas do bosque, pontuados com notas químicas e um toque de mineralidade. Elegante na boca, revela harmonia entre a fruta e os taninos evidentes mas bem integrados, num conjunto enriquecido por 14 meses de estágio em barricas de carvalho francês. O seu final é prolongado e distinto.” Nada a dizer! E os citados são mais uma vez António Ventura e Vera Moreira. A graduação alcoólica é de 14% como aliás o anterior de 2013.

Dizia o escritor francês renascentista François Rabelais:
“Quando bebo, penso e quando penso, bebo!”
Ora aqui uma boa ideia para aplicar enquanto se degusta o Syrah da Quinta do Gradil, deste ano que vai ser mítico: 2015!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 8,50€

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Feitores, Vinhos Feitores, 100% Syrah, Lisboa, 2015

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Ter o Syrah Feitores chegado ao nosso conhecimento é da inteira responsabilidade do nosso amigo Jorge Cipriano do Clube dos Vinhos Portugueses. Foi ele que nos alertou para a existência deste Syrah da região de Lisboa, mais precisamente do Bombarral, região que conhecíamos bem, mas pelos vistos não tão bem quanto seria devido!

A marca de vinhos Feitores foi lançada em 2012 pelos empresários João Pedro Duarte e Carlos Duarte em embalagem “bag in box”, situando-se a sua adega na aldeia de Famões.

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A quinta é constituída por oito hectares, mais um hectare que foi plantado este ano. Dos oito hectares, quatro são Syrah e o novo que foi plantado este ano também é Syrah. Temos portanto uma quinta que tem maioria de produção Syrah o que para nós é sempre de regozijo. As outras castas presentes são, nas tintas o Castelão e Touriga Nacional. Nas castas brancas temos arinto, fernão pires, moscatel e algum chardonnay do qual sai um lote monovarietal.

Trata-se de uma empresa familiar gerida pelos dois já citados irmãos, que foram muito simpáticos no contacto que estabelecemos. A empresa é recente mas a vontade de vencer é grande. Tivemos conhecimento do Syrah de 2013 embora o que estamos a analisar é o Syrah de 2015, por sinal de qualidade superior! Em 2014 não houve monovarietal. Segundo os seus produtores trata-se de um vinho “de cor granada, com aroma a frutos silvestres e especiarias, notas de baunilha e madeira que lhe confere um sabor aveludado e persistente”. Tem uma graduação alcoólica de 13,5%.

Segundo João Filipe Clemente “você não pediu para nascer e, salvo raríssimas excepções, morrerá contra a sua vontade. Então, trate de aproveitar o intervalo entre esses dois momentos da melhor maneira possível; beba bons vinhos e coma bons pratos compartilhando-os com bons amigos”.
O caminho que o Syrah Feitores tem pela frente é enorme e como tal é aproveitar esse desígnio da melhor maneira porque com experiência e vontade o caminho a partir de agora é sempre a subir!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 3,80€