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Que bem que o nosso Syrah se dá por aqui…

Velharia Reserva, Adega Cooperativa da Labrugeira CRL, 100% Syrah, Lisboa, 2014

Esta é a quarta colheita deste Syrah da Adega Cooperativa da Labrugeira, do ano de 2014.
A anterior colheita do ano de 2009 tinha sido aqui apresentada.
Comparativamente esta colheita é superior à anterior.
E ainda bem!

A primeira foi a de 2006 e a segunda a de 2008. Tem uma óptima relação qualidade preço e apresenta uma graduação alcoólica de 14%. As notas de prova na ficha técnica falam de um “Syrah tinto cor granada clara, ligeiramente complexo entre fruta e especiarias e com alguma persistência. Acompanha pratos bem confeccionados de carne e peixe, fumados e queijos.” O enólogo responsável é Vasco Miguel, coadjuvado pelo enólogo residente Nuno Pimentel.

A Adega Cooperativa da Labrugeira, situada no concelho de Alenquer, é actualmente a única adega cooperativa deste Concelho, representando assim todos os viticultores cooperantes desta área, congregando desde 1973 as produções de mais de 400 sócios-cooperantes, produtores da zona norte do concelho. Com uma forte tradição na produção de vinhos de qualidade, a adega tem vindo a melhorar gradualmente as suas estruturas, sendo neste momento uma das adegas com melhor resposta às exigências enológicas. A Adega tem vindo, desde 1992, a melhorar as suas estruturas de produção nomeadamente na vertente da qualidade e infraestruturas, dando resposta às actuais exigências enológicas e dos mercados consumidores. A sua produção média anual de mais de 4 milhões de litros permite-lhe engarrafamentos de escala, com bons binómios preço-qualidade, e tem vindo a alargar a sua oferta, que se estende actualmente a diversos vinhos certificados “DOC Alenquer” e “Regional Lisboa”, tendo como objectivo oferecer ao consumidor o que de melhor se produz na região de Alenquer e levando esses néctares aos quatro cantos do Mundo.

O poeta françês Paul Claudel, o grande Claudel, escreveu:
“Existem mais de mil anos de história em uma velha garrafa.”
Apesar do seu nome, não se trata de uma velha garrafa, no entanto a relação qualidade/preço é de realçar, como se fosse uma preciosidade antiga que podemos preservar!

 

Classificação: 16/20                                                          Preço: 3,00€

Reserva, Quinta do Monte d’Oiro, 96% Syrah, 4% Viognier, Lisboa, 2013

Já o dissemos e repetimos:
O Reserva, Quinta do Monte d’Oiro, é a alma do seu mentor!
E o mesmo podemos dizer degustando a colheita de 2013.
Este Reserva existe desde 1997 e que é, para a Quinta, o Syrah que não pode deixar de ser produzido. Tem 4% de Viognier (em co-fermentação) e é o Syrah mais parecido com os Syrah franceses do Vale do Rhône, considerada a referência a nível mundial.
A tiragem corrente tem 14% de graduação alcoólica e produzem-se em média 24 mil garrafas. É o seu Syrah de referência! As notas de prova que escolhemos dizem que possui um “Rubi concentrado, negro. Aroma frutado com predominância para as ameixas pretas bem maduras e frutos do bosque, ligeiras notas tostadas e de especiarias finas. Elegante na boca, revela um conjunto equilibrado entre a fruta e a madeira bem integrada, taninos aveludados, acidez correcta, final muito prolongado e distinto.” Teve um estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, das quais 40% eram novas.

O Blogue do Syrah tem uma afeição especial por um conjunto de quintas e herdades.
A Quinta do Monte d’Oiro é uma delas!
É a quinta que nestes últimos 20 anos mais Syrah fez.
E todos de qualidade!

Como já dissemos, este especificamente de que estamos a falar é o que se parece mais com os Syrah franceses do Vale do Rhône. De Alenquer para o sudeste da França, quase que o podíamos afirmar! “Estes vinhos reflectem completamente a nossa filosofia de produção. Tentamos sempre que exprimam ao máximo o terroir da Quinta do Monte d’Oiro e penso que atingimos, mais uma vez, esse objectivo”, salienta Francisco Bento dos Santos, director geral da empresa.

Na região vitivinícola de Lisboa, não há dúvidas de que José Bento dos Santos foi o introdutor do Syrah. Hoje em dia, apesar da sua presença ainda ser fundamental nas decisões mais importantes, é o seu filho Francisco Bento dos Santos que tem a responsabilidade de liderar a equipa que resolve os problemas do dia a dia que a quinta apresenta, estando presente em muitas das feiras em diversos momentos de divulgação dos vinhos da quinta. É ele que actualmente dá a cara pela quinta.

Localizada na região de Lisboa, a Quinta do Monte d’Oiro é uma referência, desde o séc. XVII, na produção de vinhos notáveis. Foi adquirida em 1986 pelo mestre gastronómico José Bento dos Santos, que replantou as melhores parcelas – após vários anos de estudos sobre as condições edafo-climáticas – com as castas que melhor se adaptaram aos seus desígnios de elaborar vinhos de qualidade superior, ao estilo europeu (“Velho Mundo”), que ao mesmo tempo fossem vinhos de requintado sentido gastronómico, com um perfil eminentemente talhado para acompanhar em perfeita harmonia pratos de uma genuína cozinha regional, clássica ou alta cozinha. Após os primeiros anos de consolidação, a Quinta do Monte d’Oiro entrou numa nova fase da sua história a partir da colheita de 2006, lançando para o mercado uma nova imagem e vinhos provenientes de uma conversão para a agricultura biológica sem recurso a herbicidas. O rigor é o lema da Quinta do Monte d’Oiro, desde o trabalho na vinha, passando pelos processos de vinificação e terminando na escolha das barricas de carvalho francês das melhores tanoarias, a cargo da enóloga Graça Gonçalves com o apoio técnico de Grégory Viennois, antigo enólogo-chefe da Casa M. Chapoutier e actualmente à frente da direcção técnica dos vinhos Laroche. Os prémios nacionais e internacionais sucedem-se.

Dos 42 hectares da propriedade, apenas 20 hectares foram replantados com as castas Syrah, Viognier e Petit Verdot, importadas directamente das suas regiões originais em França, e com as castas portuguesas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Arinto. Existe a preocupação de produzir uvas com rendimentos muito baixos, incrementando a qualidade enológica que se pretende dos vinhos. A partir da colheita de 2006 passaram a existir duas famílias de vinhos: os vinhos de “terroir” e os vinhos de “cépage“, com a assinatura José Bento dos Santos.

Assim, para além de ter sido privilegiado o desenvolvimento vegetativo das videiras, o tratamento da vinha é muito exigente e praticam-se rendimentos de produção por hectare muito baixos através de podas severas e mondas de cachos significativas, sempre em modo de produção biológica. A vindima é feita à mão, como testemunhámos na visita que fizemos à quinta, para caixas de 15 kg, por forma às uvas chegarem intactas à adega. A vinificação, que decorre separadamente por casta e por parcela, é extremamente cuidada, com controlo rigoroso e individual da temperatura dos mostos. Utilizam-se ainda barricas novas e seleccionadas de carvalho francês em estágios prolongados de 12 a 24 meses. Este “savoir faire” garante um resultado que se tem vindo a revelar, ao longo dos anos, superlativo e consistente. De facto, colheita após colheita, os diversos Syrah da Quinta do Monte d’Oiro recebem o apoio unânime da crítica e do público em Portugal e no estrangeiro, estando presentes em importantes mercados internacionais tais como Holanda, França, Suíça, Reino Unido, Finlândia, República Checa, E.U.A., Brasil, Angola e China e nas Cartas de Vinhos de alguns dos mais famosos restaurantes europeus e americanos.

O escritor romano Plínio, o Velho, escreveu:
“No Syrah está a verdade.”
O Reserva da Quinta do Monte d’Oiro encerra na sua essência muitas verdades que vale a pena descobrir, sempre com enorme jucundidade!

 

Classificação: 18/20                                                             Preço: 32,00€

Syrah 24, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa, 2013

Mais uma colheita do Syrah 24 da Quinta do Monte d’Oiro, e desta vez, do ano de 2013!
Apenas se produzem 900 garrafas por colheita. Tem 13,5 % de graduação alcoólica.
A designação 24 provém do facto das uvas terem origem numa parcela de vinha com esse número.

Complexo, com notas de frutos pretos e sugestões de compota, chocolate, especiarias e uma sugestiva e discreta presença de barrica de alta qualidade. Um vinho muito atraente, moderno, com belíssimos taninos, acetinado na boca. Segundo o seu produtor evoluirá bem na garrafa até, pelo menos, 10 anos após a data de colheita. Este vinho foi elaborado a partir de uma seleção massal de Syrah, plantada na parcela 24 de somente 2 hectares e proveniente de vinhas velhas (com mais de 60 anos) da região francesa de Hermitage. A grande variabilidade genética nesta parcela, origina, assim, um vinho de extrema complexidade. “Estamos perante uma vinha perfeita de Syrah”,afirma Grégory Viennois, o experiente enólogo francês que acompanha a vitivinicultura da Quinta do Monte d’Oiro. Tem sido desde o seu lançamento alvo de integralmente merecidas pontuações bastante elevadas pelos maiores especialistas.

Localizada na região de Lisboa, a Quinta do Monte d’Oiro é uma referência, desde o séc. XVII, na produção de vinhos notáveis. Foi adquirida em 1986 pelo mestre gastronómico José Bento dos Santos, que replantou as melhores parcelas – após vários anos de estudos sobre as condições edafo-climáticas – com as castas que melhor se adaptaram aos seus desígnios de elaborar vinhos de qualidade superior, ao estilo europeu (“Velho Mundo”), que ao mesmo tempo fossem vinhos de requintado sentido gastronómico, com um perfil eminentemente talhado para acompanhar em perfeita harmonia pratos de uma genuína cozinha regional, clássica ou alta cozinha. Após os primeiros anos de consolidação, a Quinta do Monte d’Oiro entrou numa nova fase da sua história a partir da colheita de 2006, lançando para o mercado uma nova imagem e vinhos provenientes de uma conversão para a agricultura biológica sem recurso a herbicidas. O rigor é o lema da Quinta do Monte d’Oiro, desde o trabalho na vinha, passando pelos processos de vinificação e terminando na escolha das barricas de carvalho francês das melhores tanoarias, a cargo da enóloga Graça Gonçalves com o apoio técnico de Grégory Viennois, antigo enólogo-chefe da Casa M. Chapoutier e actualmente à frente da direcção técnica dos vinhos Laroche. Os prémios nacionais e internacionais sucedem-se.

Dos 42 hectares da propriedade, apenas 20 hectares foram replantados com as castas Syrah, Viognier e Petit Verdot, importadas directamente das suas regiões originais em França, e com as castas portuguesas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Arinto. Assim, para além de ter sido privilegiado o desenvolvimento vegetativo das videiras, o tratamento da vinha é muito exigente e praticam-se rendimentos de produção por hectare muito baixos através de podas severas e mondas de cachos significativas, sempre em modo de produção biológica. A vindima é feita à mão, como testemunhámos na visita que fizemos à quinta, para caixas de 15 kg, por forma às uvas chegarem intactas à adega. A vinificação, que decorre separadamente por casta e por parcela, é extremamente cuidada, com controlo rigoroso e individual da temperatura dos mostos. Utilizam-se ainda barricas novas e seleccionadas de carvalho francês em estágios prolongados de 12 a 24 meses. Este “savoir faire” garante um resultado que se tem vindo a revelar, ao longo dos anos, superlativo e consistente. De facto, colheita após colheita, os diversos vinhos da Quinta do Monte d’Oiro recebem o apoio unânime da crítica e do público em Portugal e no estrangeiro, estando presentes em importantes mercados internacionais tais como Holanda, França, Suíça, Reino Unido, Finlândia, República Checa, E.U.A., Brasil, Angola e China e nas Cartas de Vinhos de alguns dos mais famosos restaurantes europeus e americanos.

O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyan no seu poema Rubaiyat, tantas vezes citado por nós, diz o seguinte:
“Trazei-me todo o Syrah do Universo! O meu coração tem tantas feridas!…”
Devido ao seu elevado preço, nem todo o Syrah pode ser só o Syrah 24, mas pode ser seguramente um deles… em ocasiões especiais!

 

Classificação: 18/20                                                           Preço: 52,00€

Grand´Arte, 100% Shiraz, DFJ Vinhos, Lisboa, 2014

Estamos perante a terceira colheita deste Shiraz, desta forma designado porque nos foi confidenciado que com a grafia do novo mundo, em vez de Syrah, vende muito mais em terras anglo-saxónicas! A primeira colheita foi em 2011 e a segunda foi em 2012. Esta é de 2014 e a qualidade mantêm-se!

O Shiraz Grand´Arte, da DFJ Vinhos, liderada por José Neiva Correia, nasce na Quinta Fonte Bela, em Vila Chã de Ourique, no concelho de Santarém, ou seja, é um regional de Lisboa. Possui uma graduação alcoólica de 13,5% e teve um estágio de três meses em barricas de carvalho francês. Diz-nos o produtor que se trata de um Shiraz “…equilibrado, com taninos macios e um toque de baunilha e especiarias. Muito suave, fácil de beber e ao mesmo tempo, intenso, persistente e saboroso.”

A DFJ Vinhos, uma casa que produz uma média anual de seis milhões de garrafas, distribuídas por 33 marcas e 77 vinhos diferentes, oriundos de quase todas as regiões vinícolas portuguesas. Tendo em conta o panorama português, poderíamos chamar à empresa do Eng.º Neiva um potentado vinícola.

A produção no nosso caso faz-se por método clássico de fermentação com desengace e contacto pelicular pré fermentativo seguido de aplicação de leveduras secas activas. Fermentação a 30ºC nos primeiros 2/3, e baixando para 20ºC durante o último 1/3. Durante todo o processo fermentativo são feitas 2 remontagens diárias utilizando em cada uma delas metade do volume contido na cuba. Após a fermentação alcoólica é mergulhada a manta durante 30 dias, durante os quais se procede à extracção dos taninos suaves, à fermentação maloláctica e estabilização natural do vinho. Estágio de 3 meses em barricas de 225Lt de carvalho francês da Seguin Moreau. Feito a partir de uvas seleccionadas da casta Shiraz, este vinho de cor granada mostra alta concentração de frutos com aromas de ameixas, amoras e chocolate. O estágio em madeira deu-lhe um equilíbrio perfeito e um final de boca deliciosamente macio. No total, já representa mais de 60 000 garrafas, com cerca de 35 000 garrafas vendidas para uma cadeia de restaurantes em Inglaterra.

O poeta romano Ovídio escreveu:
“Aquece o sangue, acrescenta brilho aos olhos, Shiraz e amor sempre foram aliados!”
Portanto vamos aquecer este Inverno com um brilhozinho nos olhos e este Shiraz Grand´Arte 2014!

 

Classificação: 16/20                                                         Preço: 7,95€

Mundus, Adega Cooperativa da Vermelha, 100% Syrah, Lisboa, 2015

Ao longo da sua existência por duas vezes o Blogue do Syrah deu a nota impossível a um Syrah: a nota 0!
Explicamos desta forma a classificação 0: significa aquele Syrah mesmo intragável, que não é bebível, e mais, não é sequer digno de ser considerado vinho, quanto mais Syrah!
O texto completo pode ser lido aqui.

O primeiro Syrah que recebeu tal nota, o Syrah Encosta de Mouros 2009, da Bairrada, da Adega Cooperativa da Mealhada, já não existe, felizmente, porque a própria Adega foi encerrada permanentemente. O primeiro caso está resolvido!

O segundo caso foi o Mundus 2012, de Lisboa, da Adega Cooperativa da Vermelha, que lançou o mês passado a nova colheita deste Syrah e do ano de 2015. O receio era imenso devido ao passado. Mas o exame teve nota positiva, felizmente. Tudo mudou neste Syrah e para bem melhor. A garrafa, os rótulos e o mais importante a bebida de Baco que se encontra dentro desta nova garrafa! O Syrah Mundus da Adega Cooperativa da Vermelha teve desde o princípio uma coisa a seu favor, o nome, Mundus, uma designação forte do ponto de vista do marketing, mas isso só não chegava. Segundo as notas de prova este Syrah “é um vinho estruturado, com aromas a frutos vermelhos sobremaduros conjugados com a madeira. Na boca apresenta-se macio e estruturado.” Foi fermentado à temperatura de 26ºC em cuba de inox e em sistema de curtimenta. Após o processo fermentativo foi estagiado durante 6 meses em barricas de carvalho Americano.

Fundada em 1962 por um grupo de vinicultores da região, liderados pelo Engenheiro Carvalho Cardoso, a Adega Cooperativa de Vermelha começou por ser um espaço para vinificar a produção dos viticultores da região, que devido a várias condicionantes não podiam vinificar “per si” as suas uvas. Desde a sua fundação até aos nossos dias, muitas foram as alterações e evoluções que se registaram na Adega. Efectivamente a sua génese inicial assentava na recepção e vinificação das uvas dos associados e posterior armazenagem e comercialização a granel dos vinhos obtidos (venda de grandes quantidades de vinho em vasilhas de madeira “cascos” para a região da estremadura e Lisboa). Com a evolução dos mercados e com as novas tendências dos consumidores a ACV adoptou as melhores e mais recentes tecnologias, nomeadamente no que concerne a engarrafamento, vinificação e métodos laboratoriais, permitindo o engarrafamento dos seus vinhos, sendo os mesmos distribuídos para diversos mercados.

A citação de hoje é o ditado popular “Nunca digas desta água não beberei.”
Pensávamos o pior do Mundus, mas eis que se deu a redenção em 2015.
Agora finalmente bebe-se com alegria e alívio quando houve tempos que dizíamos “nem pensar!”
Bem vistas as coisas, a questão é a água mudar, para melhor!

O Blogue do Syrah aproveita esta oportunidade e deseja a todos os seus leitores um óptimo ano de 2018 com muitos e bons Syrahs!

 

Classificação: 15/20                                                                  Preço: 5,50€

Monte Judeu, Adega Cooperativa Dois Portos , 100% Syrah, Lisboa, 2004

Uma autêntica preciosidade perdida nos confins das “bibliotecas vinícolas” e descoberta para o Blogue do Syrah pelo sempre prestável e amigo Tiago Paulo, da garrafeira Estado de Alma!
Última colheita deste Syrah a 100%, de Lisboa, de nome Monte Judeu, e da Adega Cooperativa Dois Portos!

Este Syrah, cujas notas de prova nos dizem que “tem cor granada carregado com reflexos violetas, apresenta um aroma vinoso intenso à casta, lembrando frutos vermelhos maduros. Uma excelente estrutura de boca, uma ligeira adstringência final, consequência de um curto estágio de três meses a que foi submetido em barricas de carvalho francês!” Tem 13,5% de graduação alcoólica. Foram feitas cinco mil garrafas. O nome deste Syrah é devido ao nome da vinha de um associado. O enólogo responsável é Alexandra Mendes com quem tivemos oportunidade de falar com o objectivo de investigar tudo que está ligado a este Syrah.

A Adega Cooperativa Dois Portos fica situada em pleno centro da região demarcada de Torres Vedras, foi fundada a 24 de Fevereiro de 1960 e iniciou a sua laboração em 1964, ano em que se deram por concluídas as obras do projecto inicial, apenas com 188 associados, é actualmente composta por cerca de 1000 Cooperadores e abrange uma área social da qual cobre cerca de 80%, que se circunscreve às freguesias de Dois Portos, Runa, S. Domingos de Carmões e parte da freguesia de S. Pedro do Concelho de Torres Vedras; parte da freguesia de Enxara do Bispo do concelho de Mafra e parte das freguesias do concelho de Sobral de Monte Agraço. Com uma percentagem de produção que ronda os 70% nas uvas tintas e os 30% nas uvas brancas, fabrica anualmente cerca de 15 000 pipas de vinho, tendo como castas predominantes nas uvas tintas: Castelão (Periquita), Alicante Bouschet, Aragonez e Syrah. Nas uvas brancas: Fernão Pires, Vital, Alicante e Seara Nova.

No aspecto tecnológico tem esta Adega acompanhado as mais modernas técnicas de vinificação com a consequente melhoria da qualidade dos seus vinhos. Desde a colheita de 1986 mantém a Adega em vigor um sistema de bonificação no pagamento das uvas de castas nobres da região desde que as mesmas reúnam determinadas características. Após a criação da região demarcada de Torres Vedras, iniciou o fabrico de D.O.C. e vinhos Regionais, com as castas tradicionais que já se destinavam às nossas reservas. A Adega Cooperativa Dois Portos ao longo da sua existência tem vindo a desenvolver uma preocupação com a protecção do ambiente. Dessa forma, todos os produtores associados são sensibilizados sobre o impacto que a actividade agrícola tem sobre o solo, os lençóis de água e os seres vivos e incentivados a cumprir as normas da Protecção Integrada.
Desde o aspecto geológico com representação de todas as idades, na apreciação climática considerando a transição entre a zona de ventos húmidos e permanentes de Oeste e a dos estios secos. O tipo de vegetação da parte norte aproxima-se de um tipo da Europa Central, enquanto na extremidade meridional já apresenta características mediterrânicas.

A vinha, ainda que com uma grande capacidade de adaptação aos diversos tipos de solos, encontra na diversidade da região manifesta preferência por alguns destes, designadamente os solos calcários pardos ou vermelhos de margas ou parabarros e arenitos finos, os solos mediterrânicos pardos ou vermelhos normais e ainda os solos litólicos não húmicos, estes com representação na parte mais setentrional da região.

Há um provérbio francês que diz :
“Um bom Syrah não necessita de rótulo.”
Aqui está um bom exemplo disso.
Monte Judeu de 2004 !
Só temos mesmo pena é que os responsáveis desta adega cooperativa não tenham percebido as potencialidades deste Syrah em termos de futuro.
É por isso que se diz que o futuro é dos audazes !

 

Classificação: 17/20                                                            Preço: 5,50€