Category Archives: Setúbal

Grandes ‘terroir’ para grandes vinhos… e grande Syrah!

Ermelinda Freitas, Casa Ermelinda Freitas, 100% Syrah, Península de Setúbal, 2016

Acabou de sair mais um Syrah da Casa Ermelinda Freitas, com o ano de 2016, ano que não é tão bom como o de 2015, mas continua a saga dos Syrah de Mestre Jaime Quendera.

Quem gostou das colheitas anteriores vai continuar a gostar de mais esta colheita! As vinhas estão situadas em Fernando Pó no concelho de Palmela. O solo é arenoso e o clima é mediterrânico. A fermentação deu-se em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estágio de 12 meses em meias pipas de carvalho americano e francês. As notas de prova que decalcamos dizem-nos que se trata dum vinho de “cor granada, concentrado. Aroma confitado a lembrar fruta preta muito madura, alguma especiaria, com toque balsâmico da casta. Na boca é muito cheio, aveludado com taninos presentes muito bem integrados. Final longo e persistente.” A graduação alcoólica é de 14,5%. A graduação da colheita anterior tinha sido de 14%!

Não é preciso falar muito da casa Ermelinda Freitas, sobejamente conhecida no mundo dos vinhos, empresa familiar localizada em Fernando Pó, no concelho de Palmela. Nasceu em 1920 pelas mãos de Deonilde Freitas e neste momento, com Leonor Freitas, vai já na sua quarta geração. Esta assumiu o comando da sua mãe, que deu o nome aos vinhos da casa. Foi com a actual proprietária que surgiu o grande impulso dado à empresa pois foi ela que ampliou as vinhas que herdou, de sessenta hectares para os actuais trezentos e quinze hectares. A quinta inicialmente só tinha duas castas, Castelão (conhecida na península de Setúbal por piriquita – que acabou por dar o nome a um vinho da empresa concorrente, a José Maria da Fonseca) e a Fernão Pires, branca, também muito usada na região. Foi Leonor Freitas que introduziu todas as castas que a Casa Ermelinda tem actualmente e naturalmente o Syrah.

De referir que nas três gerações anteriores os vinhos não eram engarrafados e não tinham marca própria. Eram vendidos a granel e com uma qualidade que muitas vezes deixava a desejar. Sob a liderança da quarta geração tudo mudou! Percebe-se que Leonor Freitas não estava satisfeita com a herança recebida e munida de uma equipa onde se destaca o enólogo Jaime Quendera, mudou todo o “savoir faire” da Casa.

Há doenças piores que as doenças” escreveu Fernando Pessoa 11 dias antes de sua morte! Enquanto que uma doença pior que as doenças apareça beba Syrah que tem efeitos terapéuticos! Este Syrah não desanima quem o degusta!

 

Classificação: 16/20                                                 Preço: 7,99€

Quinta do Monte Alegre, Xavier Santana, 100% Syrah, Setúbal, 2015

O Syrah da Quinta do Monte Alegre de Setúbal é um Syrah de qualidade e com uma boa relação qualidade/preço. Demos conhecimento dele nos anos de 2012, 2013 e 2014.
Hoje vamos apresentar o ano de 2015! A colheita continua a ser como a anterior, de qualidade superior. Ficamos todos a ganhar. O produtor mas também, como é óbvio, o consumidor. A grande diferença é que a evolução deste Syrah será mais rápida do que o habitual. O Syrah está mais encorpado e mais aromático apesar do tempo ser ainda curto! Vamos esperar para ver!

A Quinta do Monte Alegre está localizada em Fernando Pó, terra de vinho por excelência. Em termos de notas de prova, podemos falar de “fruta preta densa, notas químicas de alcatrão, cacau tostado, num todo intenso e imponente. Encorpado e texturado, com acidez alta bem integrada, taninos finos bem envolvidos, tudo franco, bem feito, directo.” Tem uma graduação alcoólica de 14%.

A Adega Xavier Santana foi fundada em 1926 por Xavier Santana precisamente, empresa que permaneceu em seu nome próprio até à década de 70, quando foi constituída em Sociedade Familiar com a designação actual de XAVIER SANTANA SUCESSORES, LDA. A actividade comercial da empresa centrou-se inicialmente na produção e comercialização de vinhos em barril e na preparação de azeitonas de mesa, na sua adega localizada na vila de Palmela, até aos dias de hoje. Em 1990, a conjuntura de mercado proporcionou o investimento da empresa no engarrafamento dos vinhos como aposta na sua expansão a vários níveis, sustentada pela relação superior de qualidade/preço dos seus produtos. Com o engarrafamento dos seus vinhos, a Xavier Santana apresentou-se ao consumidor com a marca de vinho de mesa Casta Rica, à qual se seguiu a marca Xavier Santana para vinho generoso, e mais recentemente, as marcas Terras da Vinha e Quinta do Monte Alegre, vinhos de Indicação Geográfica ‘Península de Setúbal’ e ‘Palmela D.O.’ respectivamente – os quais vieram a assinalar um novo patamar evolutivo na história da empresa.

O poeta inglês Joseph Addison escreveu:
“O Syrah põe o homem fora de si e dá ao seu espírito qualidades às quais é alheio, quando sóbrio.”
Então para que se tenha outra qualidades venha de lá mais uma taça do Syrah 2015 da Quinta do Monte Alegre!

 

Classificação: 16/20                                                       Preço: 5,85€

Talego, iVin – Vinhos Com Nome, 100% Syrah, Setúbal, 2015

Já tínhamos falado deste Talego do ano de 2013 aqui e aqui. Hoje temos perante nós a colheita de 2015!
É um Syrah robusto, bem feito, com um grau de complexidade aromática elevada, que por menos do patamar psicológico de dez euros é indiscutivelmente uma boa opção de compra!

O Talego, Syrah de Palmela, é patrocinado pela Ivin, Vinhos com Nome, e é produzido pela Adega Cooperativa de Palmela. As notas de prova dizem que é um Syrah “de côr granada intenso. Aroma: Frutos silvestres maduros, compota, complexado com notas de madeira, Paladar: Sabor macio, com boa estrutura e taninos aveludados Final de Prova: Final de boca prolongado com sugestões de baunilha, café e algumas notas de chocolate.” O enólogo é Luís Silva e a graduação alcoólica é de 15%.

A Adega Cooperativa de Palmela, com 300 associados, é uma área de vinha de excepcional qualidade, com aproximadamente 1000 hectares. Produz anualmente mais de 8 milhões de litros de vinho, 75% tintos, 15% brancos, e 10% Moscatel de Setúbal. A produção é depois engarrafada em linhas automáticas com capacidade para 10 mil garrafas/hora.
É desta cooperativa que saiu o Talego Syrah. A iVin é uma empresa de distribuição de vinhos que gosta de interagir com os diferentes intervenientes do sector de vinhos. Colabora com produtores e enólogos nacionais e internacionais de valor. Desde que surgiu, em 2009, a iVin especializou-se na comercialização de vinhos de qualidade reconhecida com origem em mais de cinco países, para os mais diversos pontos de venda, lojas e entrepostos, supermercados e hipermercados, hotéis e restaurantes. O seu fundador, Miguel Grijó, está ligado há mais de quinze anos ao sector de distribuição de vinhos. Uma experiência acumulada em conceituadas empresas do sector permitiu-lhe formar uma relação privilegiada com clientes e produtores. Distribuição eficiente é a chave em mercados que estão em constante evolução. Para além de tratar de todos os aspectos ligados à comercialização dos seus produtos, a iVin disponibiliza aos seus clientes serviços de apoio à gestão de marcas. É caso para dizer que a iVin tem o melhor de dois mundos, entre a distribuição e a consultoria. A nível nacional, surgem duas abordagens: os Projectos Pessoais e os Vinhos de Quinta. Nos Projectos Pessoais, enólogos com experiência em diferentes terroirs e regiões produzem em vinhas próprias, apoiados pela empresa. Nos Vinhos de Quinta, o terroir é o principal diferenciador do seu produto. A nível internacional, a iVin disponibiliza uma amostra representativa do que melhor é feito no novo mundo. O portefólio inclui ainda vinhos de mesa, icewines, espumantes e champagnes de casas europeias.

O escritor Oscar Wilde escreveu que:
“Para conhecer a colheita e a qualidade de um Syrah não é necessário beber toda a pipa.”
No caso do Talego 2015 para conhecer a sua qualidade intrínseca nem foi preciso beber toda a garrafa!

 

Classificação: 17/20                                                   Preço: 9,80€

Vinhas de Pegões, Adega Cooperativa de Pegões, 100% Syrah, Setúbal, 2017

Apresentamos a terceira colheita deste Syrah de Pegões, Adega Cooperativa de Santo Isidro, do ano de 2017!
Tão enigmático como o primeiro, apresentado aqui, e como o segundo, apresentado aqui e aqui.
E qual é o elemento de espanto que este Syrah apresenta?
Vejamos pois. Trata-se de um Syrah da colheita de 2017, ou seja, uvas vindimadas em Setembro, vamos antes dizer Agosto, porque como sabemos a vindima do ano passado foi precoce. Temos portanto que as uvas de onde provém este Syrah foram vindimadas em Agosto de 2017, logo este Syrah tem cinco/seis meses. Normalmente não estaria em condições de ser colocado no mercado, dada a sua juventude. E no entanto, este Syrah de 2017 está espectacularmente bebível!
Irá evoluir, naturalmente, mas desde já está com grande potencial.
Fantástico!
Tem prevista em termos de longevidade uma evolução positiva pelo menos nos primeiros 7 anos. As notas de prova falam “de frutos vermelhos e pretos bem maduros típicos da casta, bem integrado com a madeira, compota, cheio de taninos macios, final longo.” A graduação alcoólica é de 14%. O enólogo deste Syrah é Jaime Quendera. A cor é granada, a fermentação foi realizada em cubas de lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada.

A Adega Cooperativa de Santo Isidro de Pegões, de seu nome completo, é um verdadeiro colosso no panorama vitivinícola português. Produz 12 milhões de garrafas de vinho por ano, distribuídas por 48 referências, que é assimilado em 75% pelo mercado nacional. Os outros 25% são para exportar, praticamente para todo o lado. Apresentar aqui a lista de países nos diversos continentes em que os vinhos da Cooperativa de Pegões estão representados seria fastidioso, mas interessante, porque são algumas dezenas! A Península de Setúbal, região onde estão situadas as vinhas da Cooperativa de Pegões, assim como outras grandes herdades de que já aqui falámos e continuaremos a falar, é caracterizada por um microclima com óptimas condições climáticas, únicas onde se destaca os solos arenosos ricos em água e o clima Mediterrâneo com influência marítima devido à proximidade do mar. A perfeita harmonia destes elementos favorecem o desenvolvimento de castas nobres perfeitamente adaptadas originando vinhos de qualidade.

Petrônio, que foi um escritor romano, mestre na prosa da literatura latina, escreveu:
“Vence as preocupações com um Syrah.”
Aqui está um bom exemplar para usar como arma de paz nestes tempos de aflição, este recém-nascido Vinhas de Pegões!

 

Classificação: 17/20                                                                   Preço: 4,99€

Vale dos Barris, Adega Cooperativa de Palmela, 100% Syrah, Setúbal, 2015

Esta é a segunda vez que falamos deste Syrah da Adega Cooperativa de Palmela de Setúbal e intitulado Vale dos Barris!
A outra colheita tinha sido do ano de 2011 e não nos entusiasmou, apesar do ano!
Esta colheita, ou não fosse do ano de 2015, é bem diferente, para melhor. Deste modo podemos afiançar que é um bom Syrah. E com uma excelente relação qualidade-preço tendo em conta que custa menos de quatro euros!

Vamos ser claros e objectivos: durante muito tempo o Blogue do Syrah considerou este Syrah como o mais fraco Syrah feito em terras lusitanas! No entanto ganhou uma medalha de ouro no concurso internacional Syrah du Monde, onde apenas são avaliados vinhos feitos a partir da casta Syrah. É claro que podíamos avançar com várias teses para justificar esta medalha de ouro. O júri não estava nos seus melhores dias quando atribui esta medalha, ou isto é prova de que os Syrah portugueses são de facto espectaculares, pois basta ir um Syrahfraquinho” a um concurso internacional para ganhar logo uma medalha de ouro. Hoje com esta colheita o discurso tem que ser diferente. Não é dos mais fraquinhos e já se encontra num patamar médio/alto! As notas de prova referem que “Apresenta uma cor granada intenso, um aroma a frutos silvestres maduros, compota, complexado com notas de madeira. O sabor macio, com boa estrutura e taninos aveludados, termina com um final de boca prolongado com sugestões de baunilha, café e algumas notas de chocolate.”

Situado em plena área metropolitana de Lisboa, o concelho de Palmela está integrado na Região de Turismo de Setúbal – Costa Azul, ficando uma parte do território concelhio inserido na Reserva Natural do Estuário do Sado e, uma outra, no Parque Natural da Arrábida. O concelho de Palmela está situado numa zona de clima temperado, embora com influências mediterrânicas e atlânticas. As temperaturas médias oscilam entre os 11º, em Janeiro, e os 30º, em Agosto. Fundada em 1955 com a designação de Adega Cooperativa da Região do Moscatel de Setúbal, iniciou a sua actividade em 1958.
A Adega Cooperativa de Palmela é um dos principais pólos de desenvolvimento do Concelho que é marcadamente agrícola e onde a vinha e o vinho têm por razões históricas um peso bastante grande. A principal zona vitícola situa-se na planície arenosa que constitui grande parte do Concelho de Palmela.

A Adega Cooperativa de Palmela iniciou a sua actividade com 50 associados e com uma produção que não excedia os 1,5 milhões de litros. Nos dias de hoje a produção ultrapassa os 8 milhões de litros, e a Adega dispõe de capacidade para atingir os 10 milhões, sendo 75% Vinho Tinto, 15% Vinho Branco e 10% Moscatel de Setúbal. Tem actualmente 300 associados que possuem uma área combinada de 1000 hectares. Uma parte substancial da sua produção é engarrafada através de 5 linhas automáticas com capacidade para 10.000 garrafas/hora. A Adega Cooperativa de Palmela tem vindo ao longo dos anos a actualizar a sua tecnologia, quer de fabrico quer de engarrafamento e hoje é uma unidade certificada desde 2003.

E tendo como pano de fundo a novidade que constitui este Vale dos Barris Syrah 2015 podemos terminar com esta frase de um anónimo que diz “Abrir uma garrafa de Syrah é como abrir um bom livro: Um universo surpreendente.”

 

Classificação: 16/20                                                       Preço: 3,99€

Vinhas de Pegões, Adega Cooperativa de Pegões, 100% Syrah, Setúbal, 2016

Foi em Março do corrente ano que fizemos a apresentação deste Syrah, com enologia de Jaime Quendera!
Se a colheita anterior de 2015 tinha recebido rasgados elogios pela qualidade apresentada e pela soberba relação qualidade /preço, quando a segunda colheita de 2016 foi degustada, foi uma autêntica decepção, como dissemos!
Na altura referimos: “E que enorme diferença existe entre uma e outra. Se a de 2015 nos tinha empolgado pela qualidade e pelo preço, sendo a escolha no final do ano para o prémio de melhor Syrah na categoria qualidade/preço, já esta colheita de 2016 é o oposto da anterior. Os aromas, a fruta e o gosto a cravinho estão lá mas em dose exagerada…Tão exagerada que o conjunto se torna enjoativo. Não, este Vinhas de Pegões Syrah 2016 não convence…e abrimos várias garrafas ao longo de um mês. O resultado foi sempre o mesmo! Algo correu mal na elaboração/fermentação deste Syrah. Talvez a ânsia de o colocar tão depressa no mercado possa ter provocado desleixo e o resultado é este.”

Há pouco tempo este mesmo Syrah voltou ao nosso convívio durante uma promoção do Vinhas de Pegões. Seis meses após a primeira apreciação e decidimos arriscar para ver como é que este Syrah se portava volvido este tempo em relação à primeira apreciação negativa. Tal foi o nosso choque quando o nosso palato nos disse algo de totalmente diferente do que tínhamos anteriormente degustado. O exagerado gosto aos aromas, à fruta vermelha e ao cravinho tinham completamente desaparecido. O Syrah Vinhas de Pegões 2016 estava muito melhor, radicalmente melhor!
O que aconteceu?
O Blogue do Syrah após reflexão pensa ter a resposta cabal para esta interrogação. Já tínhamos sem querer e por antecipação falado deste assunto, pois emAbril de 2015 publicamos um texto intitulado: “O engarrafamento, um choque que maltrata o vinho!” E aí dissemos entre outras coisas o seguinte: “Nenhum vinho deve ser bebido imediatamente após ter sido engarrafado! Deve-se deixá-lo repousar de um a três meses, conforme o tipo e a casta, para readquirir o equilíbrio. O engarrafamento, por mais cuidadoso que tenha sido, causa um choque no vinho. A aeração vigorosa atenua momentaneamente o seu frutado e aquilo a que os especialistas chamam o seu buquê. Quando cessa o efeito oxidante do ar, o vinho reencontra o equilíbrio. O engarrafamento, é uma operação traumática. Dependendo da safra, o vinho deverá de seguida ser colocado em repouso mais ou menos tempo para reencontrar as suas qualidades. Esta “indisposição” felizmente é temporária, e os vinhos reencontram o essencial das suas qualidades depois de algumas semanas ou menos, de repouso total.”

Ora, hoje estamos convencidos que foi isto que aconteceu! O Syrah foi colocado nas prateleiras do hipermercado pouco tempo após ter sido engarrafado, daí o gosto enjoativo e deselegante! O enólogo não pode ser responsabilizado, mas a direcção comercial da Adega Cooperativa de Pegões pode! Prestaram um mau serviço aos consumidores sobretudo os que consumiram o Syrah logo após a sua colocação nas prateleiras do hipermercado como foi o nosso caso.

Quem beber agora o Syrah Vinhas de Pegões 2016 encontrará algo de substancialmente diferente e quanto a isso podemos dizer que a fermentação alcoólica deu-se em cubas lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada. O envelhecimento de 4 meses em madeira americana e francesa, seguido de 4 meses em garrafa, antes de ser lançado no mercado. Tem prevista em termos de longevidade uma evolução positiva pelo menos nos primeiros 7 anos. As notas de prova falam “de frutos vermelhos e pretos bem maduros típicos da casta, bem integrado com a madeira, compota, cheio de taninos macios, final longo.” A graduação alcoólica é de 14%. O controlo de qualidade também passa por ter presente uma margem temporal entre o momento do engarrafamento do vinho e o seu consumo. Era importante que uma situação destas não voltasse a acontecer!

Há seis meses citamos o grande escritor e prémio Nóbel da Literatura Hermann Hesse:
“Muitas vezes procurei essa alegria, esse sonho, esse esquecimento, numa garrafa de Syrah. E não raramente isso me ajudou. Fique-lhe registado o meu agradecimento. Mas o Syrah não me bastava.”
Na altura dissemos que o Syrah Vinhas de Pegões 2016 não tem essa alegria, esse sonho. Passados seis meses podemos dizer exactamente o contrário ou seja, que o Syrah Vinhas de Pegões 2016 tem essa alegria, esse sonho.
E ainda bem!

 

Classificação: 17/20                                                               Preço: 2,49€