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Grandes ‘terroir’ para grandes vinhos… e grande Syrah!

Vinha do Rosário, 100% Syrah, Casa Ermelinda Freitas, Península de Setúbal, 2015

Se na Península de Setúbal há casas vinícolas que apesar de terem um bom monocasta Syrah decidem parar com a sua produção, há outras bem mais inteligentes que tendo já um mono varietal de Syrah apostam num segundo. Viva!

É o caso presente da casa Ermelinda Freitas, que lançou, com o ano de 2015, este Syrah a 100%, com a marca da gama de entrada Vinha do Rosário. Conhecendo muito bem o outro Syrah da casa, feito pela mestria de Jaime Quendera, e por ser gama de entrada, assim como pelo preço, mesmo muito acessível, a qualidade demonstrada foi uma surpresa. Mas este hoje aqui também é um Syrah Jaime Quendera e quando temos um mestre a fazer Syrah, as nossas expectativas não devem ser baixas!

Não é preciso falar muito da casa Ermelinda Freitas, sobejamente conhecida no mundo dos vinhos, empresa familiar localizada em Fernando Pó, no concelho de Palmela. Nasceu em 1920 pelas mãos de Deonilde Freitas e neste momento, com Leonor Freitas, vai já na sua quarta geração. Esta assumiu o comando da sua mãe, que deu o nome aos vinhos da casa. Foi com a actual proprietária que surgiu o grande impulso dado à empresa pois foi ela que ampliou as vinhas que herdou, de sessenta hectares para os actuais trezentos e quinze hectares. A quinta inicialmente só tinha duas castas, Castelão (conhecida na península de Setúbal por piriquita – que acabou por dar o nome a um vinho da empresa concorrente, a José Maria da Fonseca) e a Fernão Pires, branca, também muito usada na região. Foi Leonor Freitas que introduziu todas as castas que a Casa Ermelinda tem actualmente e naturalmente o Syrah. De referir que nas três gerações anteriores os vinhos não eram engarrafados e não tinham marca própria. Eram vendidos a granel e com uma qualidade que muitas vezes deixava a desejar. Sob a liderança da quarta geração tudo mudou! Percebe-se que Leonor Freitas não estava satisfeita com a herança recebida e munida de uma equipa onde se destaca o enólogo Jaime Quendera, mudou todo o “savoir faire” da Casa.

O Syrah Vinha do Rosário, com 14,5% de teor alcoólico, teve fermentação em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estágio de 4 meses em madeira francesa 50% e americana 50%. Isto deu origem a um Syrah “de cor granada /rubi, concentrado, rico em taninos de boa qualidade, muito complexo e cheio no boca , com aromas a lembrar frutos pretos muito maduros, compota e especiarias , bem conjugado com a madeira que lhe dá um toque de baunilha. Final de boca persistente e prolongado“.

O provérbio popular diz que:
“Enquanto o vinho desce, as palavras sobem.”
As palavras já subiram, como se pode ver, só com o abrir da garrafa.
Falta o Syrah descer.
Vamos a isso!

 

Classificação: 16/20                            Preço: 2,99€


 

Cascalheira, ASL Tomé, 100% Syrah, Setúbal, 2015

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Mais um Syrah de 2015, e de Setúbal!
A península de Setúbal tem sido pródiga em lançar Syrah de 2015, o que nos deixa sempre contentes, porque o que tem acontecido é os Syrah da última colheita serem de qualidade superior aos anteriores. E mais uma vez isso acontece aqui!

Este Syrah do Pinhal Novo, cujas instalações foram visitadas por nós como aqui se documenta, é um vinho de qualidade, mas a um preço muito acessível, abaixo dos quatro euros, o que é sempre de louvar! Este Syrah é feito desde 2008, e com grande sucesso. Todo ele comercializado na zona e arredores, em termos de restauração, sem nunca considerar o resto do país ou a exportação.

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O Cascalheira Syrah é um vinho de taninos envolventes, macios e maduros, com fruta bem madura, de que resulta um vinho suave e encorpado. A vinificação foi feita em cubas de inox após um desengace completo, onde terminou a fermentação alcoólica com temperatura controlada, depois de maceração prolongada. Seguiu-se um curto estágio de 3 meses em carvalho francês. Apresenta cor intensa, notas de fruta preta, acidez marcante e final longo. Aroma limpo. Na boca apresenta boa estrutura e boa persistência. Possui uma graduação alcoólica de 14,5%.

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Cada garrafa é vendida à porta da adega a 3,5 euros, preço que sobe quando o Syrah é vendido na restauração da zona. A este tema disse-nos o produtor Carlos Branco: “A nossa preocupação sempre foi a de produzir um Syrah ao nível dos Syrah de topo que se fazem na Península de Setúbal, mas a um preço muito mais contido, com o intuito de obter uma relação Qualidade/Preço benéfica para o consumidor. Conseguimos fixar o preço final em 3,50€ cada garrafa e não pensamos alterar o preço nos próximos anos.” A venda traduz-se principalmente em vinho engarrafado, embora ainda subsista a venda de vinho em barril (a granel) em muitas das tabernas do distrito de Setúbal.

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Recentemente, a firma ASL Tomé passou a fazer parte da Rota das Adegas da Península de Setúbal, tendo para o efeito recuperado uma casa de lagares antiga, onde decorrem com frequência eventos de cariz cultural (concertos, workshops), provas de vinhos, festas temáticas e conferências, havendo ainda uma galeria para exposição de pintura e fotografia.

O escritor Roland Betsch escreveu:
“No vinho estão a verdade, a vida e a morte. No vinho estão a aurora e o crepúsculo, a juventude e a transitoriedade. No vinho está o movimento pendular do tempo. No vinho espelha-se a vida.”
Assim mesmo!

 

Classificação: 16/20                                           Preço: 3,50€


 

Quinta do Alcube, 100% Syrah, Setúbal, 2009

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Foi através de Carlos Campos, leitor do Blogue do Syrah, que tivemos conhecimento deste Syrah de Setúbal, completamente esgotado, até porque o da colheita de 2012, do qual apresentamos a garrafa, está também igualmente esgotado. Tudo isto se passou no dia 1 de Julho quando o nosso estimado referido leitor nos enviou o seguinte email:

Boa tarde Francisco,
Encontrei uma garrafa de vinho Quinta de Alcube Syrah 2009 no restaurante aonde almoço diariamente. Estás interessado em provar este néctar?
O restaurante chama-se Ensaio e Temperos, fica situado no Centro cívico de Carnaxide. O dono do restaurante Zé Ribolhos, ofereceu-me a garrafa, devido à minha curiosidade acerca deste vinho.
Caso tb estejas interessado, eu proponho, bebermos juntos no dito restaurante, mas aceito outras ideias.

Cumprimentos
Obrigado,
Carlos Campos

É óbvio que o Francisco Trindade respondeu prontamente:

Carlos Campos,

muito obrigado pelo email!
Estou fascinado pelo convite!
Este fim de semana não estou cá mas podemos combinar um almoço no dito restaurante de Carnaxide!
Falamos para a semana!
O que acha?

Um abraço!
Francisco Trindade

Na semana seguinte voltámos ao contacto e lá fomos almoçar para podermos degustar este Syrah de 2009, desconhecido de ambos. Para que conste e fazer, já agora, água na boca, o almoço foi franguinho de carril, embora como é sabido a metade Vegan do Blogue do Syrah discorde da ementa, mas isso é outra história!
Esteve tudo bom: o frango e o Syrah! O caril e o frango! O Syrah e o caril! Voltaríamos a repetir se fosse possível.
Um obrigado muito especial ao Carlos Campos, se não fosse ele não estaríamos aqui a falar do Syrah da Quinta de Alcube.
Quem tem leitores assim não precisa de publicidade para nada!

Foi bebida a garrafa número mil oitocentos e dois dum total de seis mil novecentas e noventa e três. Estagiou dez meses em meias barricas de carvalho americano e francês e quatro meses em garrafa antes de ser introduzido no mercado. Tem 15% de graduação alcoólica e o enólogo responsável foi…o enólogo responsável foi…será que é necessário dizer? Só mais uma vez! O enólogo responsável foi obviamente mestre Jaime Quendera!

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A Quinta de Alcube é uma propriedade familiar inserida no Parque Natural da Serra da Arrábida que, pela sua envolvente paisagística e geográfica, proporciona um conjunto de experiências e de boas memórias para quem a visita, podendo mesmo permanecer o tempo que quiser numa das três casas rústicas totalmente equipadas.
Do século XV até ao século XXI, através dos tempos e da história, o solar de Alcube conta a história da quinta e do vale de Alcube tendo assistido à sua transformação até aos dias de hoje. É por aqui que podemos visitar o Museu da Vinha e do Vinho situa-se num genuíno lagar romano e mostra artefactos antigos relacionados com a vinha e a produção de vinho.
Datada do ano de 1750, foi construída para albergar a Cruz de Vendas, belíssimo cruzeiro gótico classificado de Monumento Nacional, com cruz floreada que ostenta Cristo crucificado numa das faces e na outra uma Pietá. É o actual símbolo da Quinta de Alcube representada no logótipo e nos rótulos dos nossos vinhos.

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A originalidade da paisagem Serra da Arrábida deve-se não só às suas características naturais mas também à remota humanização destes espaços, que de uma maneira geral se foi desenvolvendo em harmonia com o ambiente natural. O conjunto de acidentes de relevo que constituem a cadeia Arrábida, inclui elevações como as Serras de S. Luís, Gaiteiros, S. Francisco e Louro, atingindo o mais elevado expoente com a Serra da Arrábida, de constituição calcária, local onde se verifica o contacto com o mar.

E já que fomos tão bem presenteados a citação de hoje é nossa:
“Os beijos de um bom Syrah só dão alegrias ao contrário dos beijos de uma bonita mulher que mais cedo ou mais tarde só vão dar problemas!”
Trata-se de Syrah de qualidade. É pena que não haja mais! O de 2012 também já não existe, como já dissemos. Teremos que esperar pelo próximo… Pacientemente!

 

Classificação: 17/20                                          Preço: Oferta de um leitor


 

Fernão Pó, Adega-Winery, 100% Syrah, Setúbal, 2015

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Mais um Syrah de Setúbal, e de 2015!
Fernão Pó de seu nome, que já tinha sido aqui apresentado.
Nome de explorador e navegador do século XV, este Fernão Pó é bom, é aromático embora na nossa apreciação sejamos de referir que ainda precisa de tempo para evoluir e com esta ressalva podemos dizer que é o melhor Syrah que esta casa já apresentou. Quanto tempo para melhorar? De seis meses a um ano é a nossa previsão!

As notas de prova do enólogo dizem que este Fernão Pó possui “Média concentração, aroma com frutos negros e leve nota de pimenta preta. Macio e fácil na boca, boa acidez, taninos macios, tudo apontando para consumo imediato. Tem carácter gastronómico.” A graduação alcoólica é de 14%. O enólogo é João Palhoça.

Na península de Setúbal, o nome Fernando Pó, freguesia de Palmela, é incontornável quando se fala de vinhos. A Adega Fernão Pó é uma empresa familiar de Fernando Pó, outra maneira de referir o mesmo nome, concelho de Palmela, resultado da junção das famílias Freitas e Palhoça. Ligadas à viticultura e produção de vinho há gerações, reúnem dois ramos da história vinícola de Fernando Pó.

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Na Adega Fernão Pó a escolha de castas tem sido por experimentação, em busca de um perfil de vinhos genuíno, complexo e gastronómico. Nos 60 hectares de vinhas da família destacam-se 34 hectares de Castelão, a casta de eleição da região. Mas também a apimentada Cabernet Sauvignon, que aqui amadurece bem, e ainda Touriga Nacional, Merlot, Alicante Bouschet, Tannat e Syrah. Nas castas brancas, a popular branca Fernão Pires, Síria, Verdelho, Viozinho e Moscatel.
A Adega foi alvo de constantes melhorias ao longo do tempo, tendo capacidade de transformação de cerca de 1000 toneladas de uvas.

O gastrónomo francês Brillat- Savarin disse, quando após a refeição lhe foram oferecidas uvas como sobremesa:
“Obrigado”, disse ele, “mas não tenho o hábito de tomar o meu vinho em pílulas”.

O Fernão Pó Syrah ainda não é um grande Syrah, mas é um genuíno Syrah, nascido nas areias de Fernando Pó. Mas vai crescer!
Vamos esperar para ver mas podemos sempre ir degustando!

 

Classificação: 15/20                                                     Preço: 3,89€


 

São Filipe, Filipe Palhoça, 100% Syrah, Setúbal, 2015

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A Quinta da Invejosa no Poceirão tem para apresentar um Syrah a 100%, como deve de ser,  sempre!
E que Syrah! Bem superior às safras anteriores! Basta ser de 2015!
Tomem nota: daqui a uns anos bastará dizer que é Syrah de 2015 para se saber da sua superioridade em relação às colheitas anteriores!

A boa relação qualidade/preço fazem deste Syrah uma boa hipótese para o consumo diário da nossa beberagem preferida. A fermentação foi feita a 28ºC, com desengace total e maceração peculiar suave e prolongada em cubas de inox, seguida de estágio 8 meses em barrica de carvalho. As notas de prova falam em “cor granada, com um aroma intenso e marcado por especiarias com corpo robusto e típico da casta. O paladar é macio e volumoso, com taninos suaves. O final é suave e persistente.” Tem um teor alcoólico de 14% e o enólogo responsável, como não podia deixar de ser, porque estamos a falar de um Syrah de Setúbal, é o grande enólogo Jaime Quendera!

Filipe Palhoça, como produtor de vinhos, viu as suas raízes crescerem a partir de uma pequena e antiga adega pertencente a seu pai, João Loureiro Palhoça. Desde cedo ligado ao mundo da viticultura e produção de vinhos, consegue adquirir novas propriedades e construir uma nova adega em 1984, na Quinta da Invejosa, freguesia do Poceirão.
Durante cerca de 20 anos a produção esteve orientada para o mercado a granel, mas com a crescente alteração do consumo e dos mercados nacionais e internacionais, deu-se início, em meados da década de 90, a uma nova fase de comercialização e engarrafamento do vinho, produzido com marca própria. Actualmente os vinhos são vendidos directamente na adega e em cadeias de supermercado.

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As vinhas estão localizadas no concelho de Palmela, nomeadamente entre as freguesias de Poceirão e Marateca, em solos com características especificas e únicas desta região, designadamente solos arenosos. No campo ambiental todas estão inseridas no regime de produção integrada, respeitando assim o ambiente ao utilizar o menos possível produtos químicos. Equipada com a mais moderna tecnologia, todo o equipamento em inox, com cubas e lagares ligados ao sistema de frio com o objectivo de assegurar as fermentações a temperaturas controladas, capaz assim de vinificar toda a uva das várias propriedades de forma a produzir vinhos de qualidade.

Charles Baudelaire dizia:
“Embriaga-te sem cessar! Com Syrah, com poesia e com virtude!”
O São Filipe que hoje aqui nos trouxe convida a uma virtuosa embriaguez com basta virtude… vamos a isso!

 

Classificação: 16/20                                                Preço: 5,99€


 

Monte Alegre, Quinta do Monte Alegre, 100% Syrah, Setúbal, 2013

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O Syrah 2013 da Quinta do Monte Alegre aparece este ano com uma nova roupagem, por sinal bem melhor que a anterior, em nossa opinião. A colheita é também de qualidade superior. Bem vistas as coisas ficamos todos a ganhar. O produtor mas também, como é óbvio, o consumidor.

A Quinta do Monte Alegre está localizada em Fernando Pó, terra de vinho por excelência. Em termos de notas de prova, podemos falar de “fruta preta densa, notas químicas de alcatrão, cacau tostado, num todo intenso e imponente. Encorpado e texturado, com acidez alta bem integrada, taninos finos bem envolvidos, tudo franco, bem feito, directo.” Este Syrah tem uma graduação alcoólica de 14,5% ao contrário do Syrah do ano anterior que tinha 14%.

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A Adega Xavier Santana foi fundada em 1926 por Xavier Santana precisamente, empresa que permaneceu em seu nome próprio até à década de 70, quando foi constituída em Sociedade Familiar com a designação actual de XAVIER SANTANA SUCESSORES, LDA.
A actividade comercial da empresa centrou-se inicialmente na produção e comercialização de vinhos em barril e na preparação de azeitonas de mesa, na sua adega localizada na vila de Palmela, até aos dias de hoje. Em 1990, a conjuntura de mercado proporcionou o investimento da empresa no engarrafamento dos vinhos como aposta na sua expansão a vários níveis, sustentada pela relação superior de qualidade/preço dos seus produtos. Com o engarrafamento dos seus vinhos, a Xavier Santana apresentou-se ao consumidor com a marca de vinho de mesa Casta Rica, à qual se seguiu a marca Xavier Santana para vinho generoso, e mais recentemente, as marcas Terras da Vinha e Quinta do Monte Alegre, vinhos de Indicação Geográfica ‘Península de Setúbal’ e ‘Palmela D.O.’ respectivamente – os quais vieram a assinalar um novo patamar evolutivo na história da empresa.alegre_empresa

Aaram Sequerra disse:
“Quando tomados em pequenas quantidades, o vinho ou outras bebidas de baixa graduação alcoólica elevam o bom colesterol”.
Então olhem, mais um golinho da Quinta do Monte Alegre, para ser apreciado e alegrar o coração de quem bebe com sabedoria!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 5,50€

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