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Pela terceira vez na grande festa do Syrah de além Tejo

Sempre de facto um enorme prazer estar presente neste grande encontro que são os Vinhos do Alentejo em Lisboa, e no nosso caso ir ao encontro de algum do melhor Syrah que se produz em Portugal. E com a grande vantagem  de ter no mesmo local todo o entusiasmo e alegria de partilhar característica deste tipo de acontecimentos.

Para nós o mais importante é o contacto directo com que faz e sabe, assim como de repente dar de caras com uma novidade, ou mesmo algo inesperado, como se pode ver.

O novíssimo Syrah da Peceguina 2015, a ser provado com enorme júbilo pela primeira vez!

Vamos pressionando amigavelmente aqui e ali por novas colheitas, mendigando por entre quem ainda não produz Syrah, para produzir, etc. E de repente mais uma surpresa, que nos deixou exultantes, o muito aguardado Aldeias de Juromenha, Reserva, 2013, absolutamente maravilhoso, como em breve contaremos. E as tão gentis meninas ainda nos ofereceram duas garrafas! Que mais se pode pedir?

Eis uma sequência de imagens de alguns dos Syrah apreciados, sempre com muito enlevo e determinação.

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E estas foram as fotografias da tarde, dois anónimos amigos que nos ouviram a falar de Syrah com tanto entusiasmo que quiseram saber a razão de tal predilecção. Claro que imediatamente compreenderam porquê.

Outro momento interessante aconteceu, novamente em anónimo encontro, quando ao nosso lado alguém, ouvindo falar de um Blogue sobre Syrah, comentou “Syrah??, monovarietais??, Portugal é dos Blend, qual Syrah, qual carapuça! Um Blogue sobre Syrah?? Nunca me passaria pela cabeça tal coisa!!!” E assim por diante. Foi divertido.

Cá está ele, olhando de lado, nada convencido!

 

Ficam mais algumas imagens do muito que vimos, degustámos, conversámos, em pleno ambiente de são convívio.

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Em modo de quem anda por ali piscando o olho a tudo quanto é Syrah, ainda houve tempo para registar algumas das belezas que enchiam o espaço com o seu encanto e simpatia.

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E assim nos vamos, até ao próximo ano!

Syrah do Alentejo em Lisboa 2017

Esta Sexta-Feira, e no Sábado também, querem acompanhar-nos até ao Alentejo…. mesmo aqui ao lado em Lisboa?

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana organiza mais uma edição do evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa” no CCB – Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 13 e 14 de Outubro.

A iniciativa visa divulgar e promover os vinhos da região do Alentejo, não só junto dos consumidores habituais, mas também de forma a cativar potenciais novos consumidores num espaço privilegiado e de grande prestígio.

Para além das provas de vinhos, o evento terá um programa paralelo de acções relacionadas com vinho e gastronomia alentejana e muito entretenimento. No programa estão incluídas as já nossas conhecidas Conversas sobre temas relacionados com os Vinhos do Alentejo, Provas Técnicas dinamizadas por jornalistas, Conversas informais sobre o vinho dinamizadas por um Sommelier e uma montra de empresas com produtos DOP Alentejanos.
Os produtores de Syrah presentes, em número de 28, são:

– Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito – Adega de Borba
– Adega Herdade das Aldeias de Juromenha, Lda
– Aromas do Sul
– Bacalhôa
– CARMIM
– Casa Santos Lima
– Comenda Grande
– Cortes de Cima
– Ervideira
– Esporão
– Fundação Eugénio de Almeida
– Herdade da Calada / Dona Dorinda
– Herdade da Malhadinha Nova
– Herdade da Maroteira
– Herdade da Mingorra
– Herdade do Arrepiado Velho
– Herdade do Peso
– Herdade dos Lagos
– Herdade São Miguel
– João Portugal Ramos Vinhos
– Luís Duarte Vinhos
– Marcolino Sêbo
– Monte da Ravasqueira
– Monte Novo e Figueirinha
– Solar dos Lobos
– Terras de Alter
– Tiago Cabaço Winery
– Vinha das Virtudes

Do nosso ponto de vista o mais entusiasmante é o facto de, como se pode ver, quase todos os grandes produtores de Syrah estarem presentes.
Vai ser em grande!

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VINHOS DO ALENTEJO EM LISBOA 2017
13 e 14 OUTUBRO 2017
CENTRO CULTURALDE BELÉM

HORÁRIOS
13 Outubro | 16:00H às 21:00H
14 Outubro | 15:00H às 21:00H

INSCRIÇÕES – Acesso geral é gratuito. É necessário comprar copo para provar os vinhos. Custo de €3

Um ‘SMS’ com mais de 2000 anos

Uma curiosidade que encontrámos por aí, neste caso no site científico Plos, que fala de uma placa de cerâmica com inscrições manuais, entre outros dizeres, pedindo mais vinho!

Este achado arqueológico hebraico, com quase 2600 anos, foi encontrado na década de 1960, mas só agora alguns especialistas descobriram e decifraram a mensagem escondida na parte de trás. Este dito por nós SMS é pois uma mensagem escondida num óstraco, pedaço de cerâmica utilizado na época para registar informações, receitas ou listas, e na parte agora revelada trazia um singelo pedido: “Mande mais vinho”.

O autor da ordem foi o soldado hebreu Hananyahu, que escrevia para seu amigo Elyashiv, no ano 600 a.C. na região que hoje conhecemos como Israel. O recado estava assim atrás de uma peça descoberta em 1965. Os arqueólogos, porém, só haviam traduzido a parte da frente do óstraco. Agora foi descoberta a mensagem no verso do material, onde a tinta estava invisível. Utilizando tecnologia multiespectral, foram revelados três linhas ocultas, como mostramos acima.

O óstraco foi encontrado num local antes conhecido como a fortaleza de Arad, pertencente ao reino de Judá, império que foi destruído em 586 a.C pelos babilónios liderados pelo rei Nabucodonosor. Além do pedido por vinho, Hananyahu também informa a seu amigo que vai ajudá-lo no que for preciso, faz uma referência a um elemento desconhecido e comenta mais uma vez sobre bebidas alcoólicas.

Quem sabe se a tão desejada bebida era um Syrah… e será que o pedido chegou ao seu destino?


 

Diga-me se bebe Syrah e saberemos quem é

Não é bem desta forma que se conhece a expressão generalista, que seria mais ‘Diz-me que vinho bebes dir-te-ei quem és!’, mas depois de conhecermos um artigo que fala sobre a forma como o estilo de vinho favorito revela um pouco da personalidade de cada um, decidimos que usar a palavra Syrah no título seria interessante.

Branco, Tinto, Rosé, etc: a preferência de cada um revela bastante sobre a personalidade do bebedor, de acordo com a pesquisa citada, que fala ser possível compreender uma pessoa a partir de uma bebida alcoólica.
Vejamos então.

AMANTE DE TINTOS
Sendo assim, os que preferem vinho tinto são mais confiantes, inteligentes e bem-sucedidos. Segundo o estudo, 81% dos bebedores desta variedade estão satisfeitos com o trabalho, 52% estão casados e 86% felizes em seus relacionamentos.

AMANTE DE BRANCOS
Já os que preferem vinho branco são tímidos, práticos e reservados. Destes, 81% acreditam que ainda não desenvolveram todo o seu potencial na carreira profissional. Quanto aos relacionamentos, 85% dos solteiros estão em busca de um parceiro, valorizando mais os amigos “cara a cara” que os virtuais.

AMANTE DE ROSÉS
Os apaixonados por vinho rosé adoram divertir-se usando o computador e a internet, e trocar comentários com os amigos em redes sociais. Ao contrário dos que preferem vinhos brancos, gostam de socializar e seu carácter é geralmente festivo. Com relação à carreira, preferem mudar de emprego com frequência.

Portanto, Syrah é tinto, logo somos confiantes, inteligentes, razoavelmente bem sucedidos, e felizes, assim como fiéis, nos nossos relacionamentos… Sobretudo com a casta Syrah!


 

Monte da Ravasqueira em destaque no Syrah Masters 2017

Esta foi a manchete que nos chamou a atenção!

Citando o Comunicado de Imprensa da própria empresa: O Monte da Ravasqueira Syrah Viognier 2013 acaba de conquistar uma medalha de ouro no Syrah Masters 2017, um concurso promovido pela prestigiada publicação europeia The Drink Business, que junta em competição dezenas de vinhos desta casta, provenientes das mais diversas regiões do mundo. Tendo sido o único vinho de origem portuguesa premiado, o Monte da Ravasqueira Syrah Viognier 2013 foi apontado como “surpreendente” pelo júri de 2017, composto por Masters of Wine como Emma Symington (Wine Australia), Patricia Stefanowicz (consultora) e Patrick Schmitt (The Drinks Business) e Masters Sommelier como Clément Robert (28-50 Wine Workshop & Kitchen) ou Matthieu Longuère (Escola de Hotelaria e Cozinha “Le Cordon Bleu”).

O Syrah Masters 2017, que decorreu Bumpkin, na Inglaterra, é uma competição que consiste numa prova cega que se divide em apenas duas categorias (estilo e preço), não estando a concurso a região.

Traduzindo a frase de abertura de um dos jurados, “Embora possa ser menos popular do que outras variedades de uvas vermelhas, Syrah ou Shiraz, é feito por produtores que realmente têm uma paixão pela casta, como as expressões dos nossos provadores demonstram e provam.

O nosso bem amado Monte da Ravasqueira aparece na categoria Oaked, Madeira, e na gama de preço £15-£20. O que foi uma surpresa foi a qualidade geral dos vinhos, resultando séries de pontuações muito altas. Houve poucos vinhos a decepcionar, sendo a casta Syrah uma variedade onde os consumidores realmente podem obter uma boa relação qualidade-preço e beber alguns vinhos verdadeiramente deliciosos.

Confessamos que não conhecíamos esta competição mas a partir de agora estaremos atentos ao desenrolar de futuras edições. E sempre com o jubilo de ver o nosso Syrah premiado entre os melhores do mundo. Porque é um dos melhores.

Estamos convencidos disso!


 

Se o Syrah não vem a nós, vamos nós ao Syrah.

Assim que chegou ao nosso conhecimento a notícia de que a Bacalhôa acabara de lançar um novo Syrah, imediatamente nos colocámos em campo para tentar chegar à fala com ele. Sem sucesso. Impossível de encontrar em Lisboa!

Era, portanto, muito o entusiasmo sobre este renascer de um Syrah de boa memória, o Syrah, da mesma casa, que tanto nos tinha entusiasmado no passado. Anos depois, com novo nome, agora simplesmente chamado Bacalhôa, na realidade, para todos os efeitos, é um novo Syrah, por isso o acrescentámos à lista geral.

E a espera continuava. Por telefone confirmámos que o Syrah existia, estava feito, estava engarrafado, estava pronto a beber, mas que de momento apenas estava disponível para prova e venda na casa-mãe, em Azeitão. Talvez para o Natal chegasse aos locais de venda habituais. Que fazer?

Eis pois uma montanha que não se movia do lugar. Havia que ir até ela. E foi o que fizemos, em alegre peregrinação para sul, além do Tejo, rio e ponte, em demanda de uma promessa por terras de Setúbal.

As vilas de Azeitão, a Fresca e a Nogueira, no caso esta última, lá estavam à nossa espera. A Bacalhôa é um império, e a sede é o reflexo dessa realidade. Fomos recebidos muito amavelmente por Ana Filipa Lopes, conhecedora e informada, relações públicas da empresa, na Loja de Vinhos.

E lá estava ele, entre os seus irmãos monocasta, acabadinho de ver a luz do dia. Os obstinados eram finalmente poupados ao suplício da espera. Foi sorver, degustar, apurar paladares, julgar logo ali em torno de primeiras impressões. Em breve falaremos disso com todo o pormenor.

Ainda houve tempo, pela mão da nossa anfitriã, de visitar a adega, em plena vindima, e o espaço central da empresa, em moderno edifício, onde se localizam os escritórios, e vários espaços onde estagia em barris a futura produção vinícola. Visitámos também duas interessantes exposições ali patentes, do património de José Berardo, dono da Bacalhôa, sobre Arte Africana e mobiliário Arte Nova.

Foi uma manhã em cheio!
Ficam as imagens.

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