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O Blogue do Syrah em Paris na nova garrafeira das Galerias Printemps à procura de novos Syrah

Durante quase uma semana o Blogue do Syrah esteve em Paris à procura de novos Syrah em tudo quando fosse espaço capaz de albergar tal precioso líquido de Baco!

Desta vez, no terceiro capítulo da nossa viagem, vamos mostrar os Syrah que encontrámos na garrafeira completamente remodelada das Galerias Printemps, desde a última vez que estivemos em Paris, mesmo no centro da cidade!

Uma garrafeira enorme constituída por várias salas, impossível de mostrar através duma única fotografia. É claro que a nossa atenção seria focada na sala onde se encontravam os Syrah do Vale do Rhône e das outras regiões sobretudo do sul de França.

Segue a reportagem fotográfica sem outra considerações, para o deleite do leitor!

O Blogue do Syrah em Paris em garrafeiras de referência à procura de novos Syrah

Durante quase uma semana o Blogue do Syrah esteve em Paris à procura de novos Syrah em tudo quando fosse espaço capaz de albergar tal precioso líquido de Baco!
Desta vez vamos mostrar os Syrah que encontramos em garrafeiras de referência como por exemplo “Le Repaire de Bacchus” em Montmartre e em Saint German des Prés ou o “Cavavin” o “Lambert” e o “Nicolas” em Montmartre!

A garrafeira da Maison Fauchon na Place de la Madeleine encantou-nos sobremaneira e apesar duma insistência diplomática para que nos fosse permitido tirar fotos somente às prateleiras referentes aos Syrah tal não nos foi permitido! A Fauchon é provavelmente a loja mais selectiva e mais luxuosa de toda a Paris e quiçá de toda a França. Numa próxima oportunidade tentaremos de novo! Não nos sai da cabeça um Syrah Côte-Rotie que miramos várias vezes e que só custava a módica quantia de cem euros!

Segue a reportagem fotográfica sem outra considerações, para o deleite do leitor!

 

 

 

 

 

O Blogue do Syrah em Paris à procura de novos Syrah

Durante quase uma semana o Blogue do Syrah esteve em Paris à procura de novos Syrah em tudo quando fosse espaço capaz de albergar tal precioso líquido de Baco!

Estivemos em garrafeiras, em supermercados, em grandes armazéns, lojas gourmet e em restaurantes!

Tivemos acesso literalmente a centenas de Syrah não só do Vale do Rhône mas também de outras regiões vinícolas em que a Syrah é permitida!

As duas grandes conclusões que podemos retirar desta experiência vinícola e que só desta vez pudemos ter a confirmação empírica é que primeiro, no sul do Vale do Rhône, ao contrário do que é comum afirmar, há também Syrah a cem por cento e não somente blend onde a percentagem de Syrah nem sempre é maioritária sendo as outras castas a Grenache e a Mouvedre. A segunda grande conclusão é que fora do Vale do Rhône há também Syrah de grande qualidade! O Languedoc em particular tem vários exemplares que nos deixaram espantados!

Segue a reportagem fotográfica sem outra considerações, para o deleite do leitor!

 

Diferenças entre rótulos

Ninguém gosta de ter o desprazer de abrir uma garrafa especial, guardada durante anos, e perceber que o vinho não corresponde às expectativas. Mas os enófilos coleccionadores, que gostam de amadurecer alguns rótulos antes de consumi-los, estão sujeitos a isso. O tempo pode ser extremamente recompensador. Definitivamente, não é fácil abrir uma garrafa após tanto tempo e encontrar uma bebida em mau estado.

No entanto, como diferenciar um vinho que já está quase morto – ou seja, passou do seu apogeu e, a cada dia, decai mais e mais – de um que apenas está atravessando um momento de discrição – ou seja, perdeu sua exuberância juvenil, mas tem potencial para seguir evoluindo e melhorar? Antes de tentar solucionar essa questão, todavia, é preciso entender um pouco do processo de evolução do vinho, seus aromas e sabores. E, mais ainda, a estranha fase em que ele supostamente está “dormindo”.

Até hoje, ninguém foi capaz de explicar exactamente o porquê de certos vinhos entrarem em fase de latência, ou dormência, ou hibernação, como preferir. Há muitas teorias, mas poucas provas. A maioria das explicações remete à evolução da bebida em garrafa. A certos aromas geralmente são acrescidos outros, ditos secundários, produto da fermentação e do estágio em barrica, por exemplo. Por fim, há os aromas terciários, mais “misteriosos”, e outros produtos voláteis com o álcool já na garrafa. Dessa forma, há quem acredite que essa fase de latência é causada pelo processo de engarrafamento, quando o oxigénio é incorporado. Isso levaria a bebida a encontrar um novo equilíbrio químico.
Há ainda quem aponte para os sulfitos, que geralmente são adicionados para ajudar a preservar o vinho e podem interferir nos aromas e sabores.

Contudo, isso não explica o porquê de rótulos que não levam adição de enxofre também passarem por fases semelhantes. Ainda dentro do tema do engarrafamento, outra possibilidade poderia ser a quebra precoce de algumas cadeias de taninos e outros compostos, que demorariam a se reagrupar. O transporte da garrafa e a exposição a variações de temperatura também ajudariam a gerar essa inconsistência evolutiva.

Acredita-se que a primeira fase de latência de um vinho ocorra entre os seis primeiros meses após o engarrafamento a até um ano, quando o oxigénio e os sulfitos (se forem adicionados) estarão “reajustando” os aromas e sabores da bebida. Esse seria o motivo pelo qual muitos produtores só colocam seus rótulos à venda após esse período. Há ainda quem aponte que uma segunda fase de dormência ocorre logo após o transporte (intercontinental) devido à intensa movimentação da garrafa e alternância de temperaturas. Esse estágio duraria cerca de um mês. Apesar do fenómeno ocorrer, não há consenso entre os produtores, enólogos e críticos de vinho. Há quem simplesmente não concorde com a teoria de que um vinho possa atravessar uma fase “ruim”, dizendo que são apenas estágios diferentes de sua evolução natural. Alguns chamam isso de curva evolutiva e, em certos momentos, o vinho pode estagnar, para, logo em seguida, partir para outro nível. Ou seja, para eles, esses vinhos apenas demorariam mais para alcançar seu pleno estágio de maturação. Certos produtores bordaleses admitem que alguns rótulos podem entrar nessa fase de latência entre o terceiro e o quinto ano após o engarrafamento. Mas isso não é uma regra e tampouco há como definir quando um vinho ingressará em seu momento de hibernação.

Não há como determinar com exactidão a curva evolutiva de um vinho. Eles evoluem em ritmos diferentes e podem ou não entrar em fase de dormência. Uma teoria diz que vinhos de safras mais quentes tendem a passar por esse processo mais do que os de colheitas mais frias. De qualquer forma, é impossível prever se isso vai ocorrer ou não com um rótulo. Já o crítico inglês Steven Spurrier acredita que esse é um fenómeno que acontece mais frequentemente com vinhos à base de Cabernet Sauvignon, Syrah, Mourvèdre e Sangiovese, por exemplo, e menos com Pinot Noir e Grenache. Segundo ele, os rótulos destas duas últimas variedades tendem a perder brilho com o tempo em vez de se “silenciarem”. No entanto, grandes coleccionadores do mundo chegaram a atestar que alguns dos mais prestigiados vinhos da Borgonha, por exemplo, atravessaram fases de latência por impressionantes 20 anos antes de se abrirem novamente. O crítico Hugh Johnson, por sua vez, acredita que a questão está mesmo relacionada às safras. Segundo ele, cada safra evolui em uma certa velocidade, algumas mais lentamente, outras mais rapidamente. Mais do que isso, ele admite que nem sempre é capaz de reconhecer quando um vinho está passando por uma fase de dormência. “Sempre acho que abri o vinho cedo demais”, revela.

Uma solução para enfrentar esse problema, segundo os críticos, seria adquirir uma caixa e abrir as garrafas periodicamente para acompanhar a evolução da bebida. Spurrier, por exemplo, conta que quase sempre degusta as três primeiras garrafas de uma caixa de Bordeaux em seu período de latência, seis em bom estado e as últimas três já levemente decadentes. Johnson, por sua vez, simplifica as coisas dizendo: “Se você quer fruta, abra o vinho jovem. Se quer maturação, seja paciente”.

Mas, enfim, o que caracterizaria essa fase de latência que a diferenciaria de um estágio mais avançado e próximo da decrepitude? Um vinho dormente tende a ser descrito como “fechado”. Ou seja, ele não revela quase nada nos aromas, tampouco em seus sabores. Críticos ingleses e norte-americanos costumam dizer que o vinho está “mudo”. Basicamente, ele não diz nada. Você procura os aromas frutados dos primeiros anos, mas eles não estão lá, estão escondidos, ou melhor, mudando lentamente. Por isso, também é dito que está passando pela “adolescência”. Infelizmente, colocá-lo no decanter pouco ajudará. Apenas o tempo (em garrafa) pode ajudar nesse caso. Mas como diferenciá-lo de um vinho cujo apogeu já ficou para trás e está indo rumo à morte? Enquanto um vinho dormente, apesar de não se expressar muito, revela boas características e potencial – especialmente em sua estrutura –, rótulos que passaram do tempo tendem a apresentar aromas e sabores que nem sempre são agradáveis.

A cor, apesar de também não ser um parâmetro definitivo, pode ajudar no reconhecimento. Tintos muito descoloridos e brancos muito escuros podem ser indícios de decrepitude. Enfim, em um vinho dormente, deve-se procurar pelo seu potencial e ter paciência, enquanto um vinho “morto” não terá mais nada a oferecer com o tempo. Por isso, há quem diga que é melhor abrir um vinho um dia antes de seu apogeu do que um dia depois. Mas, quando é esse apogeu? Ninguém realmente sabe.

Qual foi o vinho da Última Ceia?

Protagonista em muitos textos bíblicos, o vinho tem um simbolismo especial no cristianismo. Mas quais seriam as preferências dos consumidores de vinho na época em que Jesus viveu?

Arqueólogos e historiadores já encontraram provas substanciais de vinificação nas regiões que Jesus teria percorrido. Para o arqueólogo Patrick McGovern, professor do Museu de Arqueologia da Universidade da Pensilvânia, o vinho servido na Última Ceia poderia ter sido muito semelhante ao Amarone de hoje, com base em evidências existentes sobre as práticas de vinificação na área naquele momento histórico.

A literatura sobrevivente diz que os vinhos locais da antiga Judeia foram descritos como escuros e ricos. McGovern relata ainda que o vinho das terras altas da Transjordânia central era notoriamente tão forte que “induzia o corpo a pecar”. De acordo com o investigador, apenas os melhores vinhos eram envelhecidos e bebidos puros. A maioria era misturada com água ou misturada com uma gama de especiarias e ervas, como pimenta, absinto, e açafrão.

No Evangelho de Marcos, um vinho de mirra é oferecido a Jesus, que ele recusa. A mirra e outras resinas de árvores exóticas provavelmente teriam sido adicionadas aos vinhos da época. A ideia não era apenas encobrir os sinais de um vinho em deterioração, embora isso fosse um incentivo adicional, mas sim conservar os vinhos por mais tempo e produzir novos e excitantes gostos para os paladares cansados. A hipótese inicial sobre vinhos antigos da região a sul de Israel, é que eles podem ter sido bastante poderosos; uma vez que uma característica da região é grande insolação e salinidade do solo. A fotossíntese elevada e a pressão osmótica devido à salinidade do solo produzem uvas doces com grandes quantidades de açúcar. Então, talvez a qualidade do vinho do Negev tenha sido obtida por seu maior teor de álcool.

Resultados do Concurso Internacional “Syrah du Monde” 2018

É com redobrado prazer que o Blogue do Syrah vem, em primeira mão, anunciar os resultados do concurso Internacional “Syrah du Monde”, que é o concurso mais importante para a casta de que diariamente falamos: a Syrah!

Concorreram um total de 24 países, que apresentaram 347 amostras de Syrah.
Os juízes testaram as amostras de acordo com as regras internacionais e seguiram escrupulosamente procedimentos de garantia de qualidade e isenção.
Após três dias de trabalhos, foram atribuídas 115 medalhas: 30 de ouro e 85 de prata.
Mais uma vez não foi atribuída a medalha de grande ouro e, por curiosidade, também não foram atribuídas medalhas de bronze.

Portugal, recebeu quatro medalhas no total. Quatro medalhas de prata!
Todos foram por nós aqui no Blogue do Syrah já devidamente apreciados, mas em termos de ano específico só o Monte da Ravasqueira 2017 é que não conhecemos. Provavelmente nem sequer foi colocado no mercado!

Aqui estão eles… os nossos parabéns!

Três dos Syrah premiados são de Setúbal e um é alentejano!
O grande vencedor em termos numéricos é a Austrália, como de costume, seguido pela França como de costume. Em terceiro lugar ficou a África do Sul como de costume. E é isto que nos começa a preocupar. Quantas medalhas é que ganhou os Estados Unidos? Uma medalha de prata! Estranho, certo?

Três dos Syrah premiados são de Setúbal e um é alentejano como já foi dito. Estranho, certo?
E os outros Syrah, não concorreram? Se é esta a explicação fizeram mal e aí, estimados leitores, não há nada a fazer! É a mentalidade portuguesa no seu melhor! Se concorreram e não ganharam então há muita coisa que não corre bem na organização do concurso!

O Blogue do Syrah irá contactar o júri do concurso internacional Syrah du Monde para colocar algumas questões que consideramos pertinentes e que merecem ser respondidas!
O desenvolvimento deste tema segue dentro de momentos!

É convicção do Blogue do Syrah que se concorressem mais Syrah portugueses (caso tenha sido essa a questão) maior seria o número de medalhas. Temos matéria prima para arrebatar pelo menos uma dúzia de medalhas. Ficamos atentos!