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As garrafas de Syrah são coloridas! Porquê?

Já todos repararam que as garrafas onde está contido o nosso néctar de eleição são feitas de vidro colorido, melhor dito, vidro que não é transparente.

A resposta à pergunta em epígrafe não é consensual e a razão porque tal acontece varia bastante. O que é certo é que nenhum produtor coloca Syrah em garrafas transparentes.

Sabe-se que por exemplo produtos químicos devem ser guardados em garrafas de cor âmbar ficando assim preservados em relação a modificações causadas pela radiação da luz directa. O mesmo acontece com o vinho, ficando os seus componentes químicos protegidos da radiação ultravioleta que compromete e encurta o seu ciclo de vida. Como se sabe o Syrah envelhece muito bem, a sua evolução segue parâmetros muito apreciáveis, logo uma garrafa colorida preserva melhor o conteúdo. Mas como o vinho se auto-protege naturalmente dos efeitos exteriores pois contém anti-oxidantes, outras razões haverá para a cor das garrafas.

Há, claro, a questão estética, e mesmo de identificação. Em França e na Alemanha, tradicionalmente estas são algumas das cores utilizadas:

  • Bordeaux: verde escuro para vermelhos, verde claro para brancos secos, claro para brancos doces.
  • Borgonha e Ródano: verde escuro.
  • Mosel e Alsácia: escuro a médio-verde, embora alguns produtores tradicionalmente tenham usado âmbar.
  • Reno: âmbar, embora alguns produtores tradicionalmente tenham usado o verde.
  • Champagne: Normalmente escuro para verde médio. Os champanhes Rosé geralmente são incolores ou verdes.

Os produtores americanos seguem basicamente estas directrizes, embora haja muito vinho Branco que vem sempre em garrafas transparentes.  Mas a maioria do vinho tinto em todo o mundo ainda é engarrafado em vidro verde, cuja razão principal é mesmo a protecção contra a luz, permitindo um ciclo de vida mais longo, como já se disse.

Há também a razão económica. O processo de colorir o vidro não é todo igual em relação às diversas cores, ou seja, o vidro verde acaba por ser o mais barato pois é o que exige menor filtragem em relação a impurezas, mas que em nada afectam o resultado final em termos de apresentação do vinho.

Alguns estudos revelam de facto a importância de preservar o vinho da luz directa, quer através da cor do vidro, e da sua espessura, mas sobretudo através das condições de armazenamento e temperatura.

E no meio de tanta ciência e conjectura, encontrámos uma garrafa de Syrah, verdinha por fora mas de conteúdo vermelho escuro e sublime, e é por esse caminho que vamos!


 

Syrah e o nosso sistema cardiovascular

Consumir álcool, sem entrar no conceito de alcoolismo, sempre foi considerado ao longo da história como um acto de saúde. As vantagens principais a nível de sistema cardiovascular referem sempre uma ingestão moderada. Estamos a falar de mais ou menos 30 gramas de álcool por dia, correspondendo a duas taças de Syrah.

Em relação ao modo como o álcool actua no organismo, sabemos que a forma como circula pelo corpo acarreta dilatação dos vasos e aumento do chamado colesterol “bom”, o HDL. Essas acções melhoram a função vascular, já que os vasos dilatados se tornam mais flexíveis e resistentes. Além disso, o HDL não deixa que as plaquetas se acumulem no sangue, evitando ataques de coração. Já em artigos anteriores falámos do Resveratrol, existente na casca de determinados tipos de uva, que ajuda a melhorar a função vascular, tem função antioxidante (combate o envelhecimento das células) e ajuda a manter o organismo mais saudável. Estudos vários revelam que os abstémios apresentam, geralmente, maior mortalidade do que aqueles que bebem Syrah. Para o álcool se tornar um aliado da saúde é necessário que a par deste consumo moderado de álcool se adquira um estilo de vida saudável.

Certas patologias, como doenças hepáticas, triglicéridos fora de controlo, processos inflamatório do pâncreas, úlceras, insuficiência cardíaca, ou arritmias, levam a que o consumo de álcool seja desaconselhado. Há também aqueles que devem ter muito cuidado ao beber, mesmo que pouco. Tudo depende do grau da doença, do tipo de remédio e do organismo de cada um. Claro, se está a tomar medicamentos aí deve seguir as indicações do seu médico. Por fim ainda referimos os diabéticos, que devem seguir com atenção o consumo de álcool.


 

Cultivar Rosas junto às Vinhas

É verdade, com muita frequência nas nossas deambulações por entre as vinhas da nossa alegria, encontramos aglomerados de rosas, que se outras razões não houvesse dão logo uma outra dimensão estética ao local, embelezando o que já é lindo. Em várias zonas rosas brancas delimitam os Brancos, rosas vermelhas os Tintos.

Um dos motivos verdadeiramente importantes tem a ver com a identificação precoce de pragas nas vinhas, ou seja, roseiras e vinhas são susceptíveis de contrair as mesmas doenças causadas por diversos micro-organismos. Só que as rosas são as primeiras a manifestar o sintoma das doenças anunciadas. Logo aqui o seu papel é fundamental.

Portanto, identificada a ameaça, imediatamente são aplicados os tratamentos curativos, e os preventivos também, impedindo assim a propagação generalizada da enfermidade. No caso de produtores de Syrah biológico, todas as alternativas são igualmente viáveis, sempre com o recurso a métodos naturais. Entre as pragas mais difundidas e perigosas estão o Oídio e o Míldio, já que qualquer uma delas pode simplesmente arrasar um ano de trabalho. As nossa bonitas rosas contribuem também para afastar as aves que adoram uvas daquelas doces e madurinhas.

Então as nossas rosas além serem a flor dos amantes são também uma grande ajuda para quem ama vinhas sadias e Syrah bem saudável!


 

A elegância de agitar o Syrah na taça!

Quando se começa na sofisticada arte de apreciar um bom Syrah, como são todos, uma das primeiras indicações de um Mestre é: agite o copo sem derramar uma gota de líquido. O que desde logo não é fácil, e ao princípio o desastre é quase certo!

Este acto de delicadeza para com o Syrah, logo em início de degustação, já se tornou um clássico.

Mas nada disto é supérfluo e é muito importante função em todo o processo, tornando tudo uma experiência sensorial intensa. Quando se abre uma garrafa de Syrah, o néctar que lá habita em clausura e meditação, é libertado para a vida, passando a um estado de interacção com o oxigénio do meio ambiente. Esta oxigenação progressiva vai provocando modificações no conteúdo da garrafa. Dá-se como que uma decomposição do Syrah. Na realidade começam a ser libertados aqueles afrodisíacos aromas e texturas que tanto apreciamos depois no paladar. O resultado final seria a ruína do liquido. Claro que muito antes disso já a garrafa estará vazia! Portanto esta oxidação, que habitualmente acontece num Decantador, permite-nos absorver o aroma requintado libertado pelo líquido.

Agora quanto ao agitar a taça, tema que nos tem aqui hoje, o que acontece nesse acto é abrir mais rapidamente o caminho para o oxigénio fazer o seu trabalho, entrando assim no reino dos fénois e suas propriedades expressivas. O álcool vai-se evaporando directamente para o nosso apurado nariz, identificando todas a subtilezas que dão início às notas de prova.

Não consegue tal forma requintada de agitar a sua taça, não se preocupe, a prática traz a perfeição. O que interessa é a essência do acto, o ritual ancestral, aquela maneira tão próprio de trazer à vida a magia do precioso Syrah!


 

Um fim de tarde passado na garrafeira Algés com Sabores, e o Syrah Dona Dorinda

É sempre agradável passar um final de tarde na companhia de bons amigos, degustando Syrah e então se for Syrah topo de gama, como é o caso, ainda melhor!

aqui, aqui e aqui apresentámos os vinhos orgânicos Dona Dorinda, de Évora. Que mais há para dizer além disto: são vinhos superlativos e ainda por cima totalmente produzidos segundo certificação biológica, ou seja, só o que a terra dá.
E aquela terra dá Syrah extraordinário!

A garrafeira Algés com Sabores é dirigida pelo sabedor Jorge Antunes que, apesar de se tratar de uma pequena garrafeira, só tem coisas boas e o número de Syrahs tem vindo a aumentar, o que só nos pode deixar para lá de contentes.

E agora a novidade mais importante: o enólogo Vítor Conceição confidenciou-nos que em Setembro irá sair o Dona Dorinda 2015!
Na altura falaremos em pormenor desse Syrah.
As expectativas aqui no Blogue do Syrah são enormes.
Sabemos que não vamos ficar defraudados!

Segue-se a reportagem fotográfica:

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Quantas uvas são necessárias para produzir uma garrafa de Syrah?

Syrah/Shiraz é uma bebida adorada e conhecida em todo o mundo, gerando curiosidade em termos de números e estatísticas.

Eis algumas que encontrámos por aí:

  • Quantos bagos de uva são necessárias para produzir uma garrafa de Syrah? 300 uvas, mais ou menos, pois a quantidade poderá varia segundo o tamanho das uvas e da sua maturidade.
  • Quatro cachos de uvas dão origem a uma garrafa de vinho de 750ml, cada cacho tem aproximadamente 75 uvas, sendo que 1 cacho dá origem a aproximadamente 1 copo.
  • Cada videira poderá dar até 40 cachos, sendo assim uma videira poderá produzir até 10 garrafas de Syrah.
  • Concluindo, são necessários mais ou menos 1.200 cachos de uvas para encher um barril de Syrah.
  • A uva é pois a fruta mais cultivada em todo o mundo e existem cerca de 20 milhões de hectares de uvas plantadas no planeta.
  • 1 hectare pode produzir 5 toneladas de uvas.
  • Cinco toneladas de uvas são suficientes para encher 332 caixas de Syrah.
  • Só ao fim de 4 anos é que uma videira nova começa a produzir Syrah, existindo no total cerca de 10 mil variedades de uvas viníferas cultivadas em todo o mundo.

Este é o maravilhoso mundo do Syrah, e do vinho, estimulo para a alma e sentidos, assim como a curiosidade que desta forma ficou um pouco mais satisfeita!