Dona Dorinda, Grande Reserva, Quinta Nossa Senhora da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2011

Provámos este Dona Dorinda 2011 em Outubro de 2015 no Encontro de Vinhos Alentejanos no CCB e logo ali declarámos: “Vale 20!”
Só que na altura não havia decisão sobre a garrafa final e os rótulos não estavam ainda feitos.
Após este ano e meio de longa espera, já com tudo no devido lugar, com design renovado e do nosso ponto de vista muito bem conseguido, o Blogue do Syrah pode finalmente apresentar ao mundo o Dona Dorinda 2011!

Só se fizeram 1238 garrafas, numeradas à mão, cabendo à nossa o número 573. A graduação alcoólica tem uns impressionantes 16,5%, mas tão bem integrados nos outros elementos vínicos que só se acredita neste valor lendo o contra rótulo da garrafa.

Já apresentamos aqui o Dona Dorinda 2012, neste momento esgotado, e aqui o Dona Dorinda 2013, este sim ainda no mercado. Ambos topos de gama mas agora com o Dona Dorinda 2011 (pensem nos anos de estágio que este vinho já teve antes de sair para o mercado…), os adjectivos calam-se por insuficientes e só podemos mesmo dizer:
“É preciso bebê-lo!”
Era o Napoleão Bonaparte que dizia: “O vinho inspira e contribui grandemente para a alegria de viver.” Aqui está o melhor exemplo!

As notas de prova dos anteriores diziam-nos que tem um “aroma intenso a amora silvestre, taninos bem integrados e suaves, com notas de especiarias e folha de tabaco, característica da casta Syrah. Corpo elegante, equilibrado com um final prolongado.” Agora ao falar do Dona Dorinda 2011 temos que utilizar constantemente o superlativo.

E agora impõe-se relembrar a geografia e a história desta quinta para todos aqueles que não a conhecem e são muitos. Deixando Évora para trás e guiados pelo aqueduto rumo a Arraiolos, tendo o convento da Cartuxa como um bom presságio, viramos à direita para encontrar uma quinta com nome de Santa, A Quinta de Nossa Sra. da Conceição. Junto ao edifício principal de traça setecentista (remodelado em 2006 pelos actuais donos), encontra-se a antiga capelinha que nos recebe e que é hoje uma acolhedora loja e local de provas de vinho. Pelos restantes 23 hectares da quinta convivem uma vinha, montado, estufa, horta e criação animal. Elementos que fazem o diálogo entre a história, o engenho humano e a natureza, tudo de produção biológica organicamente certificada, segundo as regras norte-americanas e europeias. Num dos pontos mais altos do terreno foi implantada a pequena vinha circular de 3,5 hectares, ponto de partida deste projecto alentejano.
Inspirados pela forte presença romana na região, quis celebrar-se os antigos métodos de produção: através de manejo orgânico do solo, o tratamento das videiras, o aproveitamento de água e a pecuária de carácter regional abraçou-se uma abordagem heurística do projecto biológico. Tentou-se enriquecer de formas naturais os solos e que isso se reflicta no crescimento das videiras, do montado, das horto-frutícolas e dos animais criados.
O calendário solar, a lua e os planetas têm ditado o plantio e a colheita por milénios, onde preferiu-se lembrar e usar métodos e calendários históricos em vez de produtos químicos. A pequena escala da quinta permite controlar milimetricamente todos os produtos, e ao valorizar o empenho das pessoas que estão connosco, sabe-se que em cada cacho colhido vem o calor de alguém que faz do nosso vinho um produto especial.

Apesar de grande variedade de castas nacionais, a escolha recaiu predominantemente sobre a casta tinta Syrah, sendo a vinha composta por 85% de Syrah e 15% de Viognier.
A Syrah é a 10ª casta mais plantada em Portugal e o sucesso no Alentejo deve-se à sua resistência aos calores do Verão e rigores do Inverno a que esta casta responde positivamente. Os solos quentes da região fazem com que o produto resultante seja de um vermelho forte, de maturação tardia e potencial aromático complexo, de aroma intenso a frutos silvestres, com notas de especiarias e folha de tabaco, muito ricos em taninos. A riqueza tanínica, a pujança e a amplitude dos vinhos tornam-nos vinhos de guarda.

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A história começa quando um casal constituído por um holandês, Winkelman, e uma norte-americana, Dorinda, nome de origem indígena, decidem há mais ou menos uma década e meia vir passar férias a Portugal. Conhecem, entre outros lugares, Évora, e ele, já com uma grande paixão pelos vinhos do Vale du Rhône, decidem comprar um terreno, que liga com a cidade, para plantar uma vinha. Conhecem um alentejano de quatro costados, Vítor Conceição de seu nome, “um bom moço” (que se tornou um enólogo que apesar de ter feito poucos vinhos, são todos de alto gabarito) como só os alentejanos costumam dizer, que mete mãos à obra e realiza o sonho do ecléctico par: dar vida a uma vinha com 85% de Syrah e 15% de Viognier, como manda a tradição francesa.

O grande pintor catalão Salvador Dali disse: “Quem sabe degustação, nunca mais bebe um vinho, mas experimenta seus segredos.” Por mais palavras que possamos escrever não seremos capazes de nos substituir aos prazeres sensoriais que este Syrah nos desperta!
Provavelmente o melhor Syrah

 

Classificação: 20/20                                                     Preço: 65,00€


 

Quinta da Romaneira, 100% Syrah, Douro, 2013

Desde o final do ano passado temos no mercado uma nova colheita do Syrah duriense Quinta da Romaneira de 2013.

O Blogue do Syrah provou-o em primeiro mão na Feira do Vinho de Lisboa em Novembro e apesar da sua frescura, muita fruta e taninos muito vivos, mostrou que tem potencialidades para prosperar, ou seja, para evoluir em garrafa. Hoje estamos a dar conta dos resultados sensoriais neste momento.

As notas de prova na ficha técnica dizem que  possui “notas exuberantes de especiarias como cominhos e canela no nariz. Maduro e cheio, mas também fresco e delicado, revelando deliciosas notas de alcaçuz no palato, com um final aveludado e persistente.” O vinho foi vinificado em cubas tronco-cónicas, equipadas com controlo de temperatura, a uma temperatura de cerca de 25º/28º. Esteve 14 meses em barricas de carvalho francês de 225 litros. O enólogo consultor deste projecto é o premiado António Agrellos.

Em 2013 o inverno foi extremamente chuvoso, chuva esta que se prolongou pela primavera com temperaturas inferiores à média. Esta situação foi benéfica pois veio repor os níveis de água no solo, que estavam muito baixos depois de dois anos secos. Seguiu-se um verão seco, praticamente sem chuva. Esta evolução das condições climáticas, condicionou fortemente a evolução do ciclo vegetativo, vindo a traduzir-se num anos de baixa produção, na atraso da maturação de cerca de dez dias. As uvas melhoraram significativamente e iniciamos a vindima a dez de Setembro, estando já em perfeito estado de saúde e maturação, que produziram mostos de qualidade extremamente elevada. Este syrah foi feito a partir de uvas colhidas neste tempo inicial.

A Quinta da Romaneira é uma quinta várias vezes centenária, com uma linhagem ancestral que remonta ao século XVII. Uma das cinco maiores Quintas do Douro (um total de 400 hectares, sendo que 86 hectares são de vinha e 12 de olival), possui cerca de 50 km de estradas no interior da propriedade e quase 3 km de frente de rio. Produtor de topo da região do Douro, é possuidor de algumas das maiores pontuações atribuídas a vinhos portugueses pelas mais prestigiadas revistas de vinho dos Estados Unidos, além de competições nacionais e internacionais. O vinho tinto donde se incluiu naturalmente o Syrah representa 75% da produção total da Romaneira.

A crítica de vinhos Jancis Robinson escreveu que “A melhor maneira de introduzir amigos ao mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.”
Aqui está com o Syrah 2013 da Quinta da Romaneira um bom exemplo que podemos levar a cabo com êxito!
Uma colheita a seguir com atenção!

 

Classificação: 18/20                           Preço: 19,00€


 

QC, Quinta da Caldeirinha, 100% Syrah, Beira Interior, 2013

Finalmente!
Esperámos e desesperámos por este Syrah!
Mas a nova colheita de 2013 aqui está finalmente para poder ser apreciada por todos!
É um Syrah que provém das terras altas da Beira Interior, do parque natural do Douro Internacional!
Este Syrah Quinta da Caldeirinha 2013 é a segunda colheita!

A primeira foi noticiada por nós aqui. É um Syrah biológico, como aliás todos os vinhos desta quinta ou seja, que é isento de pesticidas e químicos. Por lei o ácido sórbico e a dessulfuração não são autorizados e o teor de sulfitos no vinho biológico tem de ser inferior, no mínimo, em 30-50 mg por litro ao do seu equivalente convencional. Só coisas boas em termos de saúde.

Mas a verdade quando provamos um Syrah queremos saber das suas qualidades organoléticas. Este tem “Aroma a amora e compota. Vinho com cor granada, bem estruturado e equilibrado”. Saiu um Syrah com um teor alcoólico de 14%, ( o anterior de 2009 tinha 13,5%) aromático, denso e complexo no sabor. Uma bebida superior!

E quem é que faz este néctar? Mais uma vez elaborado a seis mãos. Jorge Roda o produtor, Aida Roda a responsável pela vinha e finalmente Jenny Silva, mestre em Enologia! Como anteriormente foi dito, não é fácil encontrá-lo mas apesar de tudo já vai sendo mais fácil que até aqui há uns anos. Quem vive em Lisboa e nos arredores pode adquiri-lo na casa Stevia, que fica localizada em Benfica na Rua José da Purificação Chaves, nº 2 – A, e que vende produtos de agricultura biológica e onde se encontra o nosso Syrah assim como outros vinhos da Quinta.

Winston Churchill escreveu, depois de ter sido um dos vencedores da Segunda Guerra Mundial:
“Depois da guerra, duas opções se presente a mim, terminar minha vida como deputado ou acabar como um alcoólatra. Agradeço a Deus por ter bem guiado a minha escolha: eu não sou deputado!”
Ora aí está uma sábia decisão. E ainda por cima porque no caso presente do Syrah da Quinta da Caldeirinha, trata-se de um Syrah de grande qualidade e que está a crescer e vai continuar a crescer durante mais alguns anos.
A ter sempre por perto!

 

Classificação: 18/20                            Preço: 18,50€


 

Essência do Peso, Herdade do Peso, 100% Syrah, Alentejo, 2014

Este é o primeiro Syrah lançado pela Sogrape!
A Sogrape para quem não sabe, é a maior e mais bem cotada empresa portuguesa de vinhos!
Tem aliás ocupado nestes últimos anos um significativo primeiro lugar como melhor empresa de vinhos do mundo!
A propósito da Sogrape podíamos aqui falar do Barca Velha, ou do célebre Mateus Rosé, mas aqui para nós é muito mais interessante falarmos deste Syrah!

Da Vidigueira, (já repararam em todos os Syrah desta região que ultimamente têm aparecido?), mais precisamente da Herdade do Peso, este Syrah Essência do Peso é de 2014.

Primeira nota no nariz: muito aromático e a prometer.
Segunda nota na boca: muito fechado, a precisar de espaço e, já agora, de mais um tempinho de estágio na garrafa.
Mas após umas duas horas a respirar começou paulatinamente a mostrar o que vale. Na garrafa podemos ler: “Cor vermelho-granada muito profunda. Grande intensidade e complexidade aromática dominada por componentes de frutos pretos muito maduros (amora, framboesa e ameixa preta), enriquecidos por notas de mentol, chocolate negro, pimenta preta, e tabaco. Denso na boca, com taninos firmes de grande qualidade, acidez equilibrada e final intenso, longo e complexo.Tem 15% de graduação alcoólica. O enólogo é  Luis Cabral de Almeida.

A Herdade do Peso é um lugar único. Nos seus 120 hectares de vinha foram identificados doze diferentes tipos de solos, que possibilitam ao enólogo trabalhar com uma grande diversidade qualitativa de uvas. O Essência do Peso de 2014 provém de dois talhões, assinalados no rótulo, com ligeira exposição a Norte, com solo argiloso calcário de duas subdivisões. O Inverno foi muito pluvioso, garantindo boas reservas de água no solo, com temperaturas normais para a época. O ciclo vegetativo decorreu de forma regular. O Verão foi ameno, com temperaturas nunca acima dos 33ºC e noites frescas que contribuíram para uma equilibrada maturação. Contrariamente ao que aconteceu noutras zonas vitícolas, a vindima foi feita sempre com bom tempo, permitindo condições excelentes para a qualidade do vinho. Na Vidigueira não há memória de uma vindima com tanta qualidade como a de 2014. Vinificado a partir de uvas seleccionadas nos talhões 6 e 7, que tiveram intervenções em verde, para criar a melhor parede foliar possível, e monda de cachos, deixando apenas 1 cacho por pâmpano. As uvas foram colhidas no seu ponto óptimo de maturação – fenólica/aromática. Após desengace total, os bagos tiveram uma seleção manual, com posterior esmagamento suave e maceração a frio (10ºC) durante 3 dias, seguido da fermentação em cubas de aço inox a temperatura controlada a 28ºC durante cerca de 9 dias.
Após fermentação maloláctica os vinhos foram transferidos separadamente para barricas novas (60%) e de 4 anos (40%) de carvalho francês, onde estagiaram durante cerca de 12 meses, até se fazer o lote final. Após engarrafamento seguiu-se um estágio a temperatura controlada de 15ºC durante 6 meses, a fim de se atingir o equilíbrio adequado para o seu consumo.

As uvas utilizadas neste vinho foram produzidas em conformidade com as diretrizes de Produção Integrada de Agricultura Sustentável, tal como definido pela Organização Internacional de Luta Biológica contra Organismos Nocivos (OILB/IOBC).

“Pão para a boca, Syrah para a alma” escrevia Fernando Pessoa.
Este Essência do Peso pode muito bem vir a ser um dos Syrah para a alma!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 22,50€


 

Casal Castelão, 100% Syrah, Lisboa, 2013

Este Syrah de Lisboa é a segunda colheita desta casa, tendo a primeira acontecido nesse longínquo ano de 2007, como aqui contámos. Tem diferenças em relação ao seu irmão. A primeira visual. Tem uma nova rotulagem, mais atraente e moderna. Depois é inequivocamente de qualidade superior como se vai perceber no final quando a classificação for atribuída.
E finalmente o preço. É o Syrah mais barato de sempre!
Custando o que custa, a partir de agora ninguém, mas mesmo ninguém, poderá dizer que nunca provou um Syrah devido ao seu preço.
É candidato ao prémio melhor Syrah na relação qualidade/preço!

Na família desde 1907, o Casal do Castelão é uma propriedade familiar que tem como única actividade a vitivinicultura. Aliando tecnologias enológicas de vanguarda ao saber e tradição de gerações, a herdade cria vinhos de qualidade respeitando a pureza das castas.Localizado junto à costa atlântica a norte de Lisboa, o Casal Castelão apresenta-se no mercado como um defensor das características particulares de cada casta. Através de uma vinificação tradicional em que o vinho fica em contacto com a película durante, no mínimo, dois meses, extraindo assim da uva todo o seu potencial.Os vinhos dão a conhecer todas as características de algumas das mais prestigiadas castas nacionais e internacionais.Os vinhos do Casal Castelão são vendidos para o mercado externo nomeadamente para Pernambuco no Brasil, a Estónia, o Luxemburgo, a China e a Polónia.

Este Syrah, de cor rubi e aroma frutado, surge-nos, segundo as notas de prova que escolhemos, “cheio de corpo, bem estruturado, sofisticado com um final de boca persistente e prolongado. Podem ainda ler-se tons de fruta preta discreta, pimenta e outras especiarias. Na boca um pouco ligeiro, com acidez viva, final saboroso.” Tem uma graduação alcoólica de 13%. Sozinho ou acompanhado, é ideal para pratos de caça, carnes vermelhas e queijos, como aliás qualquer Syrah.

O romancista e Prémio Nobel da Literatura Hermann Hesse escreveu:
“Muitas vezes procurei essa alegria, esse sonho, esse esquecimento, numa garrafa de vinho. E não raramente isso me ajudou. Fique-lhe registado o meu agradecimento. Mas o vinho não me bastava.”
E assim nos vamos, mais uma vez satisfeitos, acompanhados por mais um Syrah que podemos mais uma vez dizer impressiona na relação qualidade/preço.
Que venham outros assim e o nosso trabalho ficará ainda mais fácil!
“Se faz favor! Uma garrafa para esta mesa! Não, desculpe a esse preço levo mas é também uma caixa para casa!”
Haja Deus.

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 1,69€


 

Vidigueira Syrah, Adega Cooperativa da Vidigueira Cuba e Alvito, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Quando dissemos aqui o quanto estávamos contentes por o Baixo Alentejo ir ter um novo Syrah, imaginem a nossa alegria quando tivemos conhecimento  de que a Adega Cooperativa da Vidigueira iria ter um segundo Syrah!
Como se costuma dizer: “Não há fome que não dê em fartura!”
Ao contrário do anterior, este é um Syrah para uso diário!
De qualidade mas sem a pujança que o Syrah Reserva nos tinha apresentado. No entanto, um bom Syrah, e a ter presente!

As notas de prova dizem que tem “Cor violácea de grande concentração.Aroma a frutos do bosque com notas de menta, na boca apresenta uma grande complexidade com nuances de chocolate preto e baunilha, final longo, fresco e muito persistente.” Tem 14% de graduação alcoólica e o enólogo de serviço é Luís Leão.

A Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, C.R.L., constituída por escritura pública em 1960, iniciou a sua actividade em 1963. É o resultado do sonho, esforço e trabalho da maioria dos viticultores das regiões de Vidigueira, Cuba e Alvito, assente na experiência da tradição e no reconhecimento da reinvenção, sustentado por uma qualidade reconhecida e rememorada. Entre os efectivos vitícolas da Adega contam-se as melhores castas autóctones, mantidas por várias gerações, das quais se distingue a casta Antão Vaz, igualmente conhecida como «casta da Vidigueira», produtora de um branco que está na origem do reconhecido Branco do Alentejo.

São várias as castas que contribuem para a especificidade dos  vinhos da adega da Vidigueira: Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Castelão, Moreto, Alicante Bouschet e agora syrah (castas tintas) e Perrum, Roupeiro, Manteúdo, Arinto e Antão Vaz (castas brancas), no entanto, é esta última que tem conferido à sub-região vitivinícola da Vidigueira um maior reconhecimento. Até recentemente, não foram encontradas vinhas velhas da casta Antão Vaz fora da sub-região da Vidigueira, uma casta autóctone mantida pelos produtores da região e produtora de um vinho único. Não se sabe ao certo a origem do nome da casta Antão Vaz, mas curiosamente era este o nome do avô de Luís Vaz de Camões, poeta que celebrou os descobrimentos e a descoberta de Vasco da Gama.

Uma frase latina diz que
“Laudato Syrah non opus est hedera!”
ou seja,
“O bom Syrah escusa pregão!”
É exactamente o que poderíamos dizer sobre este Syrah da Vidigueira, ano 2015!
É um bom Syrah que basta bebê-lo para ficar tudo dito!
Foi o que fizemos.

 

Classificação: 16/20                                           Preço: 8,95€