Os Melhores de 2016 segundo o Blogue do Syrah!

Esta é a segunda vez que o Blogue do Syrah se lança na épica aventura de escolher os melhores Syrah lançados em Portugal no ano de 2016.

Atribuímos, assim, medalhas de Ouro, Prata e Bronze, e ainda uma medalha especial ao que considerámos ser o melhor Syrah quanto à relação qualidade preço.

Este painel de premiados nasceu da nossa escolha subjectiva, como teria de ser, e teve lugar num ano ainda mais rico de novidades que o ano transacto, o que tornou a escolha ainda mais aliciante. O universo Syrahniano vai  aumentando regular e exponencialmente, para nosso, e vosso, regozijo, sempre com enorme qualidade, tornando esta nossa viagem um deleite quase permanente. Este ano, e ao contrário do anterior ,em que tivemos representado no pódio o país de norte a sul, Douro, Alentejo e Algarve, com passagem por Lisboa, só temos quase Alentejo, esse Alentejo quimérico onde o Syrah se dá tão bem! A excepção surge com a Península de Setúbal, como se verá.

Vamos então aos nossos ‘Óscares‘.


Medalha de Ouro:  DONA DORINDA
Provámos este Dona Dorinda 2011 em Outubro de 2015 no Encontro de Vinhos Alentejanos no CCB e logo ali declarámos: “Vale 20!
Só que na altura não havia decisão sobre a garrafa final e os rótulos não estavam ainda feitos.
Após este ano e meio de longa espera, já com tudo no devido lugar, com design renovado e do nosso ponto de vista muito bem conseguido, o Blogue do Syrah pode finalmente apresentar ao mundo o Dona Dorinda 2011!
Só se fizeram 1238 garrafas, numeradas à mão, cabendo à nossa o número 573. A graduação alcoólica tem uns impressionantes 16,5%, mas tão bem integrados nos outros elementos vínicos que só se acredita neste valor lendo o contra rótulo da garrafa.

Medalha de Prata : INCÓGNITO
Na prova cega do passado mês de Outubro, que colocou frente a frente Syrah portugueses contra congéneres estrangeiros, desde franceses, australianos, sul africanos, austríacos, argentinos e chilenos, poucos poderiam inicialmente vaticinar o resultado final! Nós aqui, no Blogue do Syrah sempre tivemos confiança no bom desempenho dos Syrah portugueses. Mas o que aconteceu foi uma coisa quase do outro mundo: o Syrah vencedor da prova onde estiveram presentes vinte Syrah no total, avaliados por trinta e três jurados, foi o último a ser servido, justamente este Incógnito 2012. Não tem o mesmo significado ganhar a prova tendo sido apresentado nos primeiros dez lugares, ou tendo sido apresentado precisamente em último! O Incógnito 2012 arrebatou duma penada toda a concorrência dentro e fora de portas, e isso é obra! Estávamos longe de imaginar que tal coisa poderia sequer acontecer… mas aconteceu! E desse modo este Syrah de Cortes de Cima, grande representante do Baixo Alentejo, continua a sua caminhada em direcção ao espaço sideral mitológico!

Medalha de Bronze ex-aequo: CEM RÉIS / ALDEIAS DE JUROMENHA
Sobre o Cem Reis, há um ano e três meses, quando falamos do Cem Reis de 2012, dissemos o seguinte:
”O CEM REIS Syrah congrega em si dois aspectos que, como consumidores apaixonados pela casta, muito prezamos. Em primeiro lugar porque se trata de um Syrah de qualidade superior. Em segundo, e ao contrário do que é habitual, a maior parte da produção fica e é consumida em Portugal.”
E o dito continua a ser verdade na safra seguinte, 2014, a agora premiada!
Mais: tem um maior significado porque neste espaço de tempo houve vários Syrah que foram descontinuados, logo a permanência deste Syrah é preciosa devido à sua longevidade – a primeira colheita é de 2005 – e por outro lado trata-se de um Syrah topo de gama! Não se assustem com o preço! Este vinho vale todos os euros que custa!
95% da toda a produção é efectivamente para o mercado interno e somente os restantes 5% é que vão para o mercado externo.

Quanto ao Aldeias de Juromenha, será muito provavelmente o Syrah sobre o qual mais temos escrito. Então pergunta-se: Porquê tão cedo voltar a dar destaque a este Syrah, o único dessa terra cativante que é Elvas?
Simplesmente porque é o melhor de todos eles! E acreditem, os outros eram muito bons!
Como já se sabe é um Syrah feito por mestre António Saramago! Aliás é o único Syrah que Saramago faz presentemente!
O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha é, já o dissemos, “for our plesuare” todo comercializado em Portugal. O facto de ser reserva significa neste caso que tem dez meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, e tem uma graduação alcoólica de 15,5%. Mais uma novidade! É o mais graduado de todos eles. O anterior de 2012 tinha 14,5%.

Melhor relação Qualidade-Preço: VINHA DE PEGÕES
Com a classificação de 18 valores e o preço de 2 euros e 49 cêntimos, a escolha aqui foi imediata. Falámos com entusiasmo dele, dando conta de ter sido o primeiro Syrah de 2015 a ser lançado!
Já desde Agosto do ano passado que estamos a repetir para quem nos quiser ouvir que o ano de 2015 para o Syrah vai ser o melhor do século, muito superior ao de 2011!
Por isso quando tivemos conhecimento deste primeiro Syrah de 2015 quisemos tentar perceber se algo de substancialmente superior seria possível adivinhar. Esta linguagem rebuscada limita-se a querer dizer que foi também com espanto que tivemos conhecimento que já poderia estar no mercado e ao fim de tão pouco tempo um Syrah de 2015.
O enólogo deste Syrah, é Jaime Quendera, responsável por estas notas de prova: ”Notas de frutos vermelhos/pretos muito maduros , notas de compota , volumoso na boca , final muito prolongado.” A cor é granada, a fermentação foi realizada em cubas de lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada. Não teve madeira e a graduação alcoólica é de 14%.
O final prolongado tem um forte gosto a cravinho o que torna este Syrah muito especial.
O preço, para quem teve conhecimento, foi arrasador para toda a concorrência tendo em conta a qualidade desmedida deste Syrah!


Julguem de vossa justiça, provem, degustem, apreciem, opinem, e venham aqui dizer se estão de acordo ou não com esta escolha, e parabéns aos vencedores!


 

Aldeias de Juromenha, Herdade das Aldeias, 100% Syrah, Alentejo, 2013

Muito provavelmente o Syrah sobre o qual mais temos escrito deverá ter sido este, o Syrah das Aldeias de Juromenha. Então pergunta-se: porquê tão cedo voltar a dar destaque a este Syrah, o único dessa terra cativante que é Elvas?
Simplesmente porque é o melhor de todos eles!
E acreditem, os outros eram muito bons!

Como já se sabe é um Syrah feito por mestre António Saramago. Aliás é o único Syrah que Saramago faz presentemente!
É um Syrah de “cor retinto, aroma frutos vermelhos e compota, bons taninos, volumoso, equilibrado com boa acidez que lhe permite ter longevidade.”

O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha é, já o dissemos, “for our pleasure”, todo comercializado em Portugal. O facto de ser reserva significa neste caso que tem dez meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, e tem uma graduação alcoólica de 15,5%. Mais uma novidade. É o mais graduado de todos eles! O anterior de 2012 tinha 14,5%.

Cabe aqui contar uma pequena história não a propósito deste Syrah, mas a propósito de Mestre Saramago. Nós aqui no Blogue do Syrah somos, admitimos, um bocado teimosos, é Syrah e mais nada, mas, tendo em conta que António Saramago já fez vários Syrah e de qualidade e ainda por cima tem uma empresa de vinhos que comercializa os seus próprios vinhos que é a António Saramago Vinhos, desde há dois anos que sempre que nos encontrávamos lá insistíamos com o António para se atirar à possibilidade de fazer um Syrah com a marca António Saramago Vinhos! Nos primeiros tempos vacilava na resposta dizendo que para fazer um Syrah com o seu nome, tinha que ser um Syrah muito bom, e isso ainda nos deixava mais empolgados, mas concluía que nunca seria capaz de fazer esse Syrah com a mesma mestria com que faz na sua empresa o Castelão ou o Moscatel! E depois falava da excelência dos Syrah Hermitage do Vale do Rhône e que seria incapaz de fazer coisa semelhante, que o segredo é esse terroir único. No ano passado já respondia taxativamente que nunca faria um Syrah! É claro que a partir de certa altura lá nos convencemos que não fazia sentido insistir, dado que a última vez que o encontrámos assim que nos viu aparecer disse logo de mãos ao alto: não me venham falar de Syrah! Bem, será compreensível que um enólogo de Azeitão se sinta mais ligado à sua terra explorando tão bem, como só ele sabe, as castas nativas da Península de Setúbal como o Castelão e o Moscatel.
Pois bem, Mestre Saramago, o Syrah de excelência feito por si que procurávamos está aqui: é este Syrah 2013 das Aldeias de Juromenha!

A Herdade das Aldeias é uma empresa agrícola situada a cerca de 15km da Cidade de Elvas e junto da Vila de Juromenha com vista para o Rio Guadiana de belíssima paisagem. Está inserida numa zona histórica com grande tradição na arte de fazer vinho. Este projecto em particular está em desenvolvimento desde 1986. A adega está rodeada por 70 hectares de vinha própria. Este sistema promove um aumento na eficiência na vindima, uma vez que reduz o tempo desde a colheita até ao processamento das uvas. O clima é caracterizado por uma Primavera e Verão excessivamente quentes e secos. A exposição solar regista também valores bastante altos, em particular nas semanas anteriores à vindima, condições que contribuem para uma perfeita maturação das uvas. De facto as condições são extremamente favoráveis à síntese e acumulação de açucares e concentração de aromas e cor na película da uva. A bacia hidrográfica é dominada pelo Rio Guadiana e o tipo de solo é predominantemente xistoso.

Um autor desconhecido deixou escrito que “A cerveja, para os higienistas, não vale a água; para os gastrónomos não vale o Vinho!”
Esse problema para nós não se coloca quando temos à disposição o Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha!

 

Classificação: 19/20                                                          Preço: 4,99€


 

Comenda Grande, Monte da Comenda Grande, 100% Syrah, Alentejo, 2013

Quem espera sempre alcança”!
Desde 2015 que pacientemente esperávamos pela saída deste Syrah, Comenda Grande de seu nome, cuja anterior colheita de 2009 tanto nos entusiasmou!
Com o ano de 2013 o Syrah Comenda Grande volta a ver a luz do dia, para nosso imenso deleite.

O nome “Comenda” significa um antigo benefício honorífico concedido a eclesiásticos ou a cavaleiros de ordens militares. Este Syrah irá ser uma grande comenda para quem tiver a oportunidade de o degustar.

Do concelho de Évora, pois claro! Tem uma graduação alcoólica de 15,5%, ao contrário do anterior que tinha 15%. O enólogo foi Francisco Pimenta. Teve um estágio de 12 meses em barricas novas de 225 litros de carvalho Allier e de 8 meses em garrafa. As notas de prova oficiais dizem que tem uma “cor granada densa e viva, aroma intenso e complexo onde sobressai a fruta madura e passas de ameixa, mas também um ligeiro floral e a sensação das madeiras de estágio. Ao sabor, revela-se macio, com grande estrutura, onde se destacam os taninos marcantes, sendo contudo fresco num final de boca prolongado e persistente.” Para preservar ao máximo todas as suas características este vinho não foi filtrado nem sujeito a estabilização tartárica pelo que, com o tempo, poderá vir a apresentar ligeiro depósito.

O Monte da Comenda Grande é constituído por 43 hectares de vinha entre brancos, tintos, rosés e espumantes. A exploração agrícola da Comenda Grande foi iniciada por Maria José de Almeida Margiochi, neta de José Maria Eugénio de Almeida (hoje Fundação Eugénio de Almeida) e filha de Gertrudes de Almeida Margiochi e de Francisco Simões Margiochi.

Herdada por Maria Madalena de Noronha e seu marido João de Noronha, esta exploração agrícola de referência da casa Margiochi é hoje continuada por sua filha Maria de Lourdes de Noronha Lopes, pelo seu marido António Lopes e pelos filhos. Compreendendo uma área de 750 hectares, a exploração tem vindo a acompanhar a reconversão da agricultura alentejana, tendo realizado diversos investimentos de vulto nesse sentido. Assim, a par da reconversão de parte do sequeiro em regadio, não só reforçou as áreas de floresta, privilegiando o sobreiro (Quercus Suber), como plantou um moderno olival em cerca de 30 hectares para além de 43 hectares de vinha já referidos.

O jornalista Philippe Bouvard escreveu que “Percebi que tinha concordado em não ser imortal quando comecei a beber os meus velhos Bordeaux.” Como não temos ilusões em relação à imortalidade dizemos:
Bebam sem esperar muito o Syrah da Comenda Grande até porque poderá acabar num instante“!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 20,90€


 

Dona Dorinda, Grande Reserva, Quinta Nossa Senhora da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2011

Provámos este Dona Dorinda 2011 em Outubro de 2015 no Encontro de Vinhos Alentejanos no CCB e logo ali declarámos: “Vale 20!”
Só que na altura não havia decisão sobre a garrafa final e os rótulos não estavam ainda feitos.
Após este ano e meio de longa espera, já com tudo no devido lugar, com design renovado e do nosso ponto de vista muito bem conseguido, o Blogue do Syrah pode finalmente apresentar ao mundo o Dona Dorinda 2011!

Só se fizeram 1238 garrafas, numeradas à mão, cabendo à nossa o número 573. A graduação alcoólica tem uns impressionantes 16,5%, mas tão bem integrados nos outros elementos vínicos que só se acredita neste valor lendo o contra rótulo da garrafa.

Já apresentamos aqui o Dona Dorinda 2012, neste momento esgotado, e aqui o Dona Dorinda 2013, este sim ainda no mercado. Ambos topos de gama mas agora com o Dona Dorinda 2011 (pensem nos anos de estágio que este vinho já teve antes de sair para o mercado…), os adjectivos calam-se por insuficientes e só podemos mesmo dizer:
“É preciso bebê-lo!”
Era o Napoleão Bonaparte que dizia: “O vinho inspira e contribui grandemente para a alegria de viver.” Aqui está o melhor exemplo!

As notas de prova dos anteriores diziam-nos que tem um “aroma intenso a amora silvestre, taninos bem integrados e suaves, com notas de especiarias e folha de tabaco, característica da casta Syrah. Corpo elegante, equilibrado com um final prolongado.” Agora ao falar do Dona Dorinda 2011 temos que utilizar constantemente o superlativo.

E agora impõe-se relembrar a geografia e a história desta quinta para todos aqueles que não a conhecem e são muitos. Deixando Évora para trás e guiados pelo aqueduto rumo a Arraiolos, tendo o convento da Cartuxa como um bom presságio, viramos à direita para encontrar uma quinta com nome de Santa, A Quinta de Nossa Sra. da Conceição. Junto ao edifício principal de traça setecentista (remodelado em 2006 pelos actuais donos), encontra-se a antiga capelinha que nos recebe e que é hoje uma acolhedora loja e local de provas de vinho. Pelos restantes 23 hectares da quinta convivem uma vinha, montado, estufa, horta e criação animal. Elementos que fazem o diálogo entre a história, o engenho humano e a natureza, tudo de produção biológica organicamente certificada, segundo as regras norte-americanas e europeias. Num dos pontos mais altos do terreno foi implantada a pequena vinha circular de 3,5 hectares, ponto de partida deste projecto alentejano.
Inspirados pela forte presença romana na região, quis celebrar-se os antigos métodos de produção: através de manejo orgânico do solo, o tratamento das videiras, o aproveitamento de água e a pecuária de carácter regional abraçou-se uma abordagem heurística do projecto biológico. Tentou-se enriquecer de formas naturais os solos e que isso se reflicta no crescimento das videiras, do montado, das horto-frutícolas e dos animais criados.
O calendário solar, a lua e os planetas têm ditado o plantio e a colheita por milénios, onde preferiu-se lembrar e usar métodos e calendários históricos em vez de produtos químicos. A pequena escala da quinta permite controlar milimetricamente todos os produtos, e ao valorizar o empenho das pessoas que estão connosco, sabe-se que em cada cacho colhido vem o calor de alguém que faz do nosso vinho um produto especial.

Apesar de grande variedade de castas nacionais, a escolha recaiu predominantemente sobre a casta tinta Syrah, sendo a vinha composta por 85% de Syrah e 15% de Viognier.
A Syrah é a 10ª casta mais plantada em Portugal e o sucesso no Alentejo deve-se à sua resistência aos calores do Verão e rigores do Inverno a que esta casta responde positivamente. Os solos quentes da região fazem com que o produto resultante seja de um vermelho forte, de maturação tardia e potencial aromático complexo, de aroma intenso a frutos silvestres, com notas de especiarias e folha de tabaco, muito ricos em taninos. A riqueza tanínica, a pujança e a amplitude dos vinhos tornam-nos vinhos de guarda.

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A história começa quando um casal constituído por um holandês, Winkelman, e uma norte-americana, Dorinda, nome de origem indígena, decidem há mais ou menos uma década e meia vir passar férias a Portugal. Conhecem, entre outros lugares, Évora, e ele, já com uma grande paixão pelos vinhos do Vale du Rhône, decidem comprar um terreno, que liga com a cidade, para plantar uma vinha. Conhecem um alentejano de quatro costados, Vítor Conceição de seu nome, “um bom moço” (que se tornou um enólogo que apesar de ter feito poucos vinhos, são todos de alto gabarito) como só os alentejanos costumam dizer, que mete mãos à obra e realiza o sonho do ecléctico par: dar vida a uma vinha com 85% de Syrah e 15% de Viognier, como manda a tradição francesa.

O grande pintor catalão Salvador Dali disse: “Quem sabe degustação, nunca mais bebe um vinho, mas experimenta seus segredos.” Por mais palavras que possamos escrever não seremos capazes de nos substituir aos prazeres sensoriais que este Syrah nos desperta!
Provavelmente o melhor Syrah

 

Classificação: 20/20                                                     Preço: 65,00€


 

Quinta da Romaneira, 100% Syrah, Douro, 2013

Desde o final do ano passado temos no mercado uma nova colheita do Syrah duriense Quinta da Romaneira de 2013.

O Blogue do Syrah provou-o em primeiro mão na Feira do Vinho de Lisboa em Novembro e apesar da sua frescura, muita fruta e taninos muito vivos, mostrou que tem potencialidades para prosperar, ou seja, para evoluir em garrafa. Hoje estamos a dar conta dos resultados sensoriais neste momento.

As notas de prova na ficha técnica dizem que  possui “notas exuberantes de especiarias como cominhos e canela no nariz. Maduro e cheio, mas também fresco e delicado, revelando deliciosas notas de alcaçuz no palato, com um final aveludado e persistente.” O vinho foi vinificado em cubas tronco-cónicas, equipadas com controlo de temperatura, a uma temperatura de cerca de 25º/28º. Esteve 14 meses em barricas de carvalho francês de 225 litros. O enólogo consultor deste projecto é o premiado António Agrellos.

Em 2013 o inverno foi extremamente chuvoso, chuva esta que se prolongou pela primavera com temperaturas inferiores à média. Esta situação foi benéfica pois veio repor os níveis de água no solo, que estavam muito baixos depois de dois anos secos. Seguiu-se um verão seco, praticamente sem chuva. Esta evolução das condições climáticas, condicionou fortemente a evolução do ciclo vegetativo, vindo a traduzir-se num anos de baixa produção, na atraso da maturação de cerca de dez dias. As uvas melhoraram significativamente e iniciamos a vindima a dez de Setembro, estando já em perfeito estado de saúde e maturação, que produziram mostos de qualidade extremamente elevada. Este syrah foi feito a partir de uvas colhidas neste tempo inicial.

A Quinta da Romaneira é uma quinta várias vezes centenária, com uma linhagem ancestral que remonta ao século XVII. Uma das cinco maiores Quintas do Douro (um total de 400 hectares, sendo que 86 hectares são de vinha e 12 de olival), possui cerca de 50 km de estradas no interior da propriedade e quase 3 km de frente de rio. Produtor de topo da região do Douro, é possuidor de algumas das maiores pontuações atribuídas a vinhos portugueses pelas mais prestigiadas revistas de vinho dos Estados Unidos, além de competições nacionais e internacionais. O vinho tinto donde se incluiu naturalmente o Syrah representa 75% da produção total da Romaneira.

A crítica de vinhos Jancis Robinson escreveu que “A melhor maneira de introduzir amigos ao mundo do vinho é abrir garrafas melhores do que eles estão acostumados, mas só falar de suas virtudes caso lhe seja perguntado.”
Aqui está com o Syrah 2013 da Quinta da Romaneira um bom exemplo que podemos levar a cabo com êxito!
Uma colheita a seguir com atenção!

 

Classificação: 18/20                           Preço: 19,00€


 

QC, Quinta da Caldeirinha, 100% Syrah, Beira Interior, 2013

Finalmente!
Esperámos e desesperámos por este Syrah!
Mas a nova colheita de 2013 aqui está finalmente para poder ser apreciada por todos!
É um Syrah que provém das terras altas da Beira Interior, do parque natural do Douro Internacional!
Este Syrah Quinta da Caldeirinha 2013 é a segunda colheita!

A primeira foi noticiada por nós aqui. É um Syrah biológico, como aliás todos os vinhos desta quinta ou seja, que é isento de pesticidas e químicos. Por lei o ácido sórbico e a dessulfuração não são autorizados e o teor de sulfitos no vinho biológico tem de ser inferior, no mínimo, em 30-50 mg por litro ao do seu equivalente convencional. Só coisas boas em termos de saúde.

Mas a verdade quando provamos um Syrah queremos saber das suas qualidades organoléticas. Este tem “Aroma a amora e compota. Vinho com cor granada, bem estruturado e equilibrado”. Saiu um Syrah com um teor alcoólico de 14%, ( o anterior de 2009 tinha 13,5%) aromático, denso e complexo no sabor. Uma bebida superior!

E quem é que faz este néctar? Mais uma vez elaborado a seis mãos. Jorge Roda o produtor, Aida Roda a responsável pela vinha e finalmente Jenny Silva, mestre em Enologia! Como anteriormente foi dito, não é fácil encontrá-lo mas apesar de tudo já vai sendo mais fácil que até aqui há uns anos. Quem vive em Lisboa e nos arredores pode adquiri-lo na casa Stevia, que fica localizada em Benfica na Rua José da Purificação Chaves, nº 2 – A, e que vende produtos de agricultura biológica e onde se encontra o nosso Syrah assim como outros vinhos da Quinta.

Winston Churchill escreveu, depois de ter sido um dos vencedores da Segunda Guerra Mundial:
“Depois da guerra, duas opções se presente a mim, terminar minha vida como deputado ou acabar como um alcoólatra. Agradeço a Deus por ter bem guiado a minha escolha: eu não sou deputado!”
Ora aí está uma sábia decisão. E ainda por cima porque no caso presente do Syrah da Quinta da Caldeirinha, trata-se de um Syrah de grande qualidade e que está a crescer e vai continuar a crescer durante mais alguns anos.
A ter sempre por perto!

 

Classificação: 18/20                            Preço: 18,50€