Vinhas de Pegões, Adega Cooperativa de Pegões, 100% Syrah, Setúbal, 2017

Apresentamos a terceira colheita deste Syrah de Pegões, Adega Cooperativa de Santo Isidro, do ano de 2017!
Tão enigmático como o primeiro, apresentado aqui, e como o segundo, apresentado aqui e aqui.
E qual é o elemento de espanto que este Syrah apresenta?
Vejamos pois. Trata-se de um Syrah da colheita de 2017, ou seja, uvas vindimadas em Setembro, vamos antes dizer Agosto, porque como sabemos a vindima do ano passado foi precoce. Temos portanto que as uvas de onde provém este Syrah foram vindimadas em Agosto de 2017, logo este Syrah tem cinco/seis meses. Normalmente não estaria em condições de ser colocado no mercado, dada a sua juventude. E no entanto, este Syrah de 2017 está espectacularmente bebível!
Irá evoluir, naturalmente, mas desde já está com grande potencial.
Fantástico!
Tem prevista em termos de longevidade uma evolução positiva pelo menos nos primeiros 7 anos. As notas de prova falam “de frutos vermelhos e pretos bem maduros típicos da casta, bem integrado com a madeira, compota, cheio de taninos macios, final longo.” A graduação alcoólica é de 14%. O enólogo deste Syrah é Jaime Quendera. A cor é granada, a fermentação foi realizada em cubas de lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada.

A Adega Cooperativa de Santo Isidro de Pegões, de seu nome completo, é um verdadeiro colosso no panorama vitivinícola português. Produz 12 milhões de garrafas de vinho por ano, distribuídas por 48 referências, que é assimilado em 75% pelo mercado nacional. Os outros 25% são para exportar, praticamente para todo o lado. Apresentar aqui a lista de países nos diversos continentes em que os vinhos da Cooperativa de Pegões estão representados seria fastidioso, mas interessante, porque são algumas dezenas! A Península de Setúbal, região onde estão situadas as vinhas da Cooperativa de Pegões, assim como outras grandes herdades de que já aqui falámos e continuaremos a falar, é caracterizada por um microclima com óptimas condições climáticas, únicas onde se destaca os solos arenosos ricos em água e o clima Mediterrâneo com influência marítima devido à proximidade do mar. A perfeita harmonia destes elementos favorecem o desenvolvimento de castas nobres perfeitamente adaptadas originando vinhos de qualidade.

Petrônio, que foi um escritor romano, mestre na prosa da literatura latina, escreveu:
“Vence as preocupações com um Syrah.”
Aqui está um bom exemplar para usar como arma de paz nestes tempos de aflição, este recém-nascido Vinhas de Pegões!

 

Classificação: 17/20                                                                   Preço: 4,99€

ACL, Adega Cooperativa da Labrugeira CRL, 100% Syrah, Lisboa, 2012

Esta é a segunda colheita deste Syrah da Adega Cooperativa da Labrugeira, do ano de 2012.
A anterior colheita do ano de 2009 tinha sido aqui apresentada.
Comparativamente, esta colheita é superior à anterior.
E ainda bem!

Sobre este Syrah citamos as seguintes notas de prova: “Vinho tinto cor granada escura. Possui um aroma varietal muito intenso, macio, com um sabor ligeiro a baunilha. O vinho tem um longo final a frutos silvestres.” As uvas provenientes das encostas calcárias da Serra de Montejunto, são vinificadas no processo clássico com curtimenta. A fermentação alcoólica decorre em cubas de inox, com remontagem automática, com controlo de temperatura entre os 26º C e os 28ºC e são usadas leveduras seleccionadas. Após a fermentação malolática, decorre estágio em madeira. Depois de engarrafado tem um período de estágio de cerca de 3 meses. O enólogo responsável é Vasco Miguel e o enólogo residente Nuno Pimentel.

A Adega Cooperativa da Labrugeira, situada no concelho de Alenquer, é actualmente a única adega cooperativa deste Concelho, representando assim todos os viticultores cooperantes desta área, congregando desde 1973 as produções de mais de 400 sócios-cooperantes, produtores da zona norte do concelho. Com uma forte tradição na produção de vinhos de qualidade, a adega tem vindo a melhorar gradualmente as suas estruturas, sendo neste momento uma das adegas com melhor resposta às exigências enológicas. Em 2010 e 2011 as exportações estão próximas de 50% no total de facturação, salientando-se como relevantes neste contexto, os mercados emergentes da China, Rússia e Brasil e os mercados tradicionais como os EUA, Angola, Alemanha, França, Dinamarca e Suécia.
Trata-se de uma região com forte tradição na produção vitivinícola e boas características de solo e de clima para a produção de vinhos de qualidade. A Adega tem vindo, desde 1992, a melhorar as suas estruturas de produção nomeadamente na vertente da qualidade e infraestruturas, dando resposta às actuais exigências enológicas e dos mercados consumidores. A sua produção média anual de mais de 4 milhões de litros permite-lhe engarrafamentos de escala, com bons binómios preço-qualidade, e tem vindo a alargar a sua oferta, que se estende actualmente a diversos vinhos certificados “DOC Alenquer” e “Regional Lisboa”, tendo como objectivo oferecer ao consumidor o que de melhor se produz na região de Alenquer e levando esses néctares aos quatro cantos do Mundo.

Dizia Shakespeare, o William, que “O bom Syrah é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria.”
Este Syrah da Adega Cooperativa da Labrugeira pode muito bem ser este camarada de confiança… e bondoso!

 

Classificação: 16/20                                                        Preço: 4,60€

Velharia Reserva, Adega Cooperativa da Labrugeira CRL, 100% Syrah, Lisboa, 2014

Esta é a quarta colheita deste Syrah da Adega Cooperativa da Labrugeira, do ano de 2014.
A anterior colheita do ano de 2009 tinha sido aqui apresentada.
Comparativamente esta colheita é superior à anterior.
E ainda bem!

A primeira foi a de 2006 e a segunda a de 2008. Tem uma óptima relação qualidade preço e apresenta uma graduação alcoólica de 14%. As notas de prova na ficha técnica falam de um “Syrah tinto cor granada clara, ligeiramente complexo entre fruta e especiarias e com alguma persistência. Acompanha pratos bem confeccionados de carne e peixe, fumados e queijos.” O enólogo responsável é Vasco Miguel, coadjuvado pelo enólogo residente Nuno Pimentel.

A Adega Cooperativa da Labrugeira, situada no concelho de Alenquer, é actualmente a única adega cooperativa deste Concelho, representando assim todos os viticultores cooperantes desta área, congregando desde 1973 as produções de mais de 400 sócios-cooperantes, produtores da zona norte do concelho. Com uma forte tradição na produção de vinhos de qualidade, a adega tem vindo a melhorar gradualmente as suas estruturas, sendo neste momento uma das adegas com melhor resposta às exigências enológicas. A Adega tem vindo, desde 1992, a melhorar as suas estruturas de produção nomeadamente na vertente da qualidade e infraestruturas, dando resposta às actuais exigências enológicas e dos mercados consumidores. A sua produção média anual de mais de 4 milhões de litros permite-lhe engarrafamentos de escala, com bons binómios preço-qualidade, e tem vindo a alargar a sua oferta, que se estende actualmente a diversos vinhos certificados “DOC Alenquer” e “Regional Lisboa”, tendo como objectivo oferecer ao consumidor o que de melhor se produz na região de Alenquer e levando esses néctares aos quatro cantos do Mundo.

O poeta françês Paul Claudel, o grande Claudel, escreveu:
“Existem mais de mil anos de história em uma velha garrafa.”
Apesar do seu nome, não se trata de uma velha garrafa, no entanto a relação qualidade/preço é de realçar, como se fosse uma preciosidade antiga que podemos preservar!

 

Classificação: 16/20                                                          Preço: 3,00€

Reserva, Quinta do Monte d’Oiro, 96% Syrah, 4% Viognier, Lisboa, 2013

Já o dissemos e repetimos:
O Reserva, Quinta do Monte d’Oiro, é a alma do seu mentor!
E o mesmo podemos dizer degustando a colheita de 2013.
Este Reserva existe desde 1997 e que é, para a Quinta, o Syrah que não pode deixar de ser produzido. Tem 4% de Viognier (em co-fermentação) e é o Syrah mais parecido com os Syrah franceses do Vale do Rhône, considerada a referência a nível mundial.
A tiragem corrente tem 14% de graduação alcoólica e produzem-se em média 24 mil garrafas. É o seu Syrah de referência! As notas de prova que escolhemos dizem que possui um “Rubi concentrado, negro. Aroma frutado com predominância para as ameixas pretas bem maduras e frutos do bosque, ligeiras notas tostadas e de especiarias finas. Elegante na boca, revela um conjunto equilibrado entre a fruta e a madeira bem integrada, taninos aveludados, acidez correcta, final muito prolongado e distinto.” Teve um estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, das quais 40% eram novas.

O Blogue do Syrah tem uma afeição especial por um conjunto de quintas e herdades.
A Quinta do Monte d’Oiro é uma delas!
É a quinta que nestes últimos 20 anos mais Syrah fez.
E todos de qualidade!

Como já dissemos, este especificamente de que estamos a falar é o que se parece mais com os Syrah franceses do Vale do Rhône. De Alenquer para o sudeste da França, quase que o podíamos afirmar! “Estes vinhos reflectem completamente a nossa filosofia de produção. Tentamos sempre que exprimam ao máximo o terroir da Quinta do Monte d’Oiro e penso que atingimos, mais uma vez, esse objectivo”, salienta Francisco Bento dos Santos, director geral da empresa.

Na região vitivinícola de Lisboa, não há dúvidas de que José Bento dos Santos foi o introdutor do Syrah. Hoje em dia, apesar da sua presença ainda ser fundamental nas decisões mais importantes, é o seu filho Francisco Bento dos Santos que tem a responsabilidade de liderar a equipa que resolve os problemas do dia a dia que a quinta apresenta, estando presente em muitas das feiras em diversos momentos de divulgação dos vinhos da quinta. É ele que actualmente dá a cara pela quinta.

Localizada na região de Lisboa, a Quinta do Monte d’Oiro é uma referência, desde o séc. XVII, na produção de vinhos notáveis. Foi adquirida em 1986 pelo mestre gastronómico José Bento dos Santos, que replantou as melhores parcelas – após vários anos de estudos sobre as condições edafo-climáticas – com as castas que melhor se adaptaram aos seus desígnios de elaborar vinhos de qualidade superior, ao estilo europeu (“Velho Mundo”), que ao mesmo tempo fossem vinhos de requintado sentido gastronómico, com um perfil eminentemente talhado para acompanhar em perfeita harmonia pratos de uma genuína cozinha regional, clássica ou alta cozinha. Após os primeiros anos de consolidação, a Quinta do Monte d’Oiro entrou numa nova fase da sua história a partir da colheita de 2006, lançando para o mercado uma nova imagem e vinhos provenientes de uma conversão para a agricultura biológica sem recurso a herbicidas. O rigor é o lema da Quinta do Monte d’Oiro, desde o trabalho na vinha, passando pelos processos de vinificação e terminando na escolha das barricas de carvalho francês das melhores tanoarias, a cargo da enóloga Graça Gonçalves com o apoio técnico de Grégory Viennois, antigo enólogo-chefe da Casa M. Chapoutier e actualmente à frente da direcção técnica dos vinhos Laroche. Os prémios nacionais e internacionais sucedem-se.

Dos 42 hectares da propriedade, apenas 20 hectares foram replantados com as castas Syrah, Viognier e Petit Verdot, importadas directamente das suas regiões originais em França, e com as castas portuguesas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Arinto. Existe a preocupação de produzir uvas com rendimentos muito baixos, incrementando a qualidade enológica que se pretende dos vinhos. A partir da colheita de 2006 passaram a existir duas famílias de vinhos: os vinhos de “terroir” e os vinhos de “cépage“, com a assinatura José Bento dos Santos.

Assim, para além de ter sido privilegiado o desenvolvimento vegetativo das videiras, o tratamento da vinha é muito exigente e praticam-se rendimentos de produção por hectare muito baixos através de podas severas e mondas de cachos significativas, sempre em modo de produção biológica. A vindima é feita à mão, como testemunhámos na visita que fizemos à quinta, para caixas de 15 kg, por forma às uvas chegarem intactas à adega. A vinificação, que decorre separadamente por casta e por parcela, é extremamente cuidada, com controlo rigoroso e individual da temperatura dos mostos. Utilizam-se ainda barricas novas e seleccionadas de carvalho francês em estágios prolongados de 12 a 24 meses. Este “savoir faire” garante um resultado que se tem vindo a revelar, ao longo dos anos, superlativo e consistente. De facto, colheita após colheita, os diversos Syrah da Quinta do Monte d’Oiro recebem o apoio unânime da crítica e do público em Portugal e no estrangeiro, estando presentes em importantes mercados internacionais tais como Holanda, França, Suíça, Reino Unido, Finlândia, República Checa, E.U.A., Brasil, Angola e China e nas Cartas de Vinhos de alguns dos mais famosos restaurantes europeus e americanos.

O escritor romano Plínio, o Velho, escreveu:
“No Syrah está a verdade.”
O Reserva da Quinta do Monte d’Oiro encerra na sua essência muitas verdades que vale a pena descobrir, sempre com enorme jucundidade!

 

Classificação: 18/20                                                             Preço: 32,00€

Quinta do Barranco Longo, 100% Syrah, Algarve, 2013

Hoje vamos falar do Syrah da Quinta do Barranco Longo e da colheita de 2013!
Trata-se de um Syrah de qualidade, sem margem para dúvidas!
A equipa de enologia é constituída por Rui Virgínia e Patrícia Piassab.

As notas de prova dizem-nos que tem uma “intensa cor rubi/violácea. Aroma a frutos silvestres maduros, especiarias e chocolate. Sabor varietal intenso com boa estrutura de taninos. Termina de uma forma longa e persistente.” Tem 14% de graduação alcoólica. O processo de produção do Vinho Tinto Reserva Syrah Barranco Longo começa com o desengace das uvas e a sua maceração em lagares de inox. A fermentação alcoólica é feita a uma temperatura controlada e fazem-se duas repisas diárias. A maceração pós-fermentativa é feita em cuvaison durante 15 dias e a fermentação é malolática. O vinho estagia um ano em barricas de carvalho americano e francês.

Esta quinta está localizada no coração do Algarve. O terroir, com solo argilo calcário, e as mais de 3000 horas de sol por ano, potenciam o atributo das uvas que, depois de transformadas, resultam em Syrah de elevada qualidade. A Quinta do Barranco Longo, situada na freguesia de Algoz, concelho de Silves, dedica-se, entre outras actividades, à produção e comercialização de vinhos de mesa e de vinhos espumantes. O projecto nasce em 2001, com a realização dos primeiros ensaios de “microvinificação”, tendo em vista a obtenção de produtos de alto calibre. Em 2003 são produzidos os primeiros vinhos “Barranco Longo Rosé”, “Barranco Longo Tinto” e “Barranco Longo Reserva”.
Em 2004 produzem-se 10000 litros e também o primeiro monocasta: “Barranco Longo Touriga nacional”. A produção triplica em 2005, ano em que surge o primeiro vinho “Barranco Longo Branco” e o monocasta “Barranco Longo Syrah”. A partir de então, e porque os vinhos foram bem posicionados e reconhecidos no mercado, esta actividade não parou de crescer. Em 2008 chegaram mais novidades. A gama de vinhos é alargada ao primeiro espumante da região algarvia e ao primeiro vinho rosé português 100% fermentado em barricas de carvalho.

A quinta está nas mãos de Rui Virgínia, que continua a aperfeiçoar o ciclo do vinho com os métodos enológicos mais inovadores. Os vinhos estão orientados para a cadeia hoteleira e restauração, estando o seu negócio centralizado na marca “Barranco Longo”, destinada aos mercados Nacional e Internacional.

Actualmente a Quinta do Barranco Longo produz cerca de 150000 garrafas por ano e conta com uma vasta gama de vinhos tintos, rosés, brancos e espumantes. Uma parte importante da produção vai para o mercado externo. Bélgica em primeiro lugar, Dinamarca a seguir, e também Holanda.

Há um provérbio popular que diz que:
“De vinho em vinho vamos aprendendo um pouquinho.”
É o acontece com mais este Syrah algarvio. Aprende-se mais um pouco a cada nova degustação!

 

Classificação: 17/20                                                      Preço: 13,90€