Quinta de Ventozelo (madeira), 100% Syrah, Douro, 2015

Da Quinta de Ventozelo temos mais uma colheita de Syrah, do ano de 2015, e desta vez com madeira!
Fresco e jovem, tem 15% de graduação alcoólica. A Quinta de Ventozelo é a única casa vinícola que lança um Syrah com madeira, como é o caso, e um Syrah sem madeira. A nossa classificação expressa bem a nossa paixão por este Syrah!

A Quinta de Ventozelo possui uma equipa de enologia de que é diretor José Manuel Sousa Soares, e é uma das duas maiores da região. São 400 hectares, 200 dos quais ocupados por vinha (estão a ser replantados 40 hectares, nos quais as castas estrangeiras como o Merlot e o Cabernet Sauvignon vão ser substituídas por castas portuguesas), aos quais se junta o olival e uma área grande de caça. A Quinta do Ventozelo foi comprada no ano passado pelo Grupo Gran Cruz, que pertence aos franceses do La Martiniquaise, produtores de vinho do Porto desde os anos 1940 e hoje os maiores exportadores deste produto. Dos seus 200 hectares de vinha tira-se uva para vinho do Porto, mas começa-se também a fazer vinhos do Douro — alguns dos quais acabam de chegar ao mercado. Segundo Jorge Dias, director-geral do Grupo Gran Cruz, a quinta existe desde o século XVI, mas que escavações arqueológicas revelaram vestígios de uma aldeia conhecida como Ventozelo desde o século XII. A plantação da vinha, essa, terá começado mais tarde, pelo século XVIII.

A Gran Cruz é uma empresa familiar que se desenvolveu sobretudo no pós-guerra, que ocupa este cargo desde 2009. Inicialmente a Gran Cruz comprava vinho a granel em Gaia para o engarrafar em Paris. Mas em 1975 a família decide investir em Portugal para começar a fazer o aprovisionamento na origem, antecipando-se em 15 anos à decisão do Estado português de proibir a exportação a granel. A partir de 1982, começam a engarrafar exclusivamente em Gaia. Em 2007, o grupo comprou a empresa C. da Silva, proprietária da marca Dalva, tornando-se dona de um valioso stock de barricas de vinho do Porto, entre as quais vários Colheitas. Surgiu depois o enorme investimento, de 16 milhões de euros, numa moderníssima adega em Alijó, inaugurada no ano passado, e a abertura do Espaço Porto Cruz, na marginal de Vila Nova de Gaia.

O crítico literário francês Pierre Leroi escreveu:
“Os Vinhos de Portugal? É todo o sol, a luz, a cor e a vida inteira deste maravilhoso País!”
No que diz respeito aos Syrah da Quinta de Ventozelo, para além da luz e cor ainda temos a magia e a vida do Douro aqui espelhadas!

 

Classificação: 17/20                                                                  Preço: 11,50€

Syrah 24, Quinta do Monte d’Oiro, 100% Syrah, Lisboa, 2013

Mais uma colheita do Syrah 24 da Quinta do Monte d’Oiro, e desta vez, do ano de 2013!
Apenas se produzem 900 garrafas por colheita. Tem 13,5 % de graduação alcoólica.
A designação 24 provém do facto das uvas terem origem numa parcela de vinha com esse número.

Complexo, com notas de frutos pretos e sugestões de compota, chocolate, especiarias e uma sugestiva e discreta presença de barrica de alta qualidade. Um vinho muito atraente, moderno, com belíssimos taninos, acetinado na boca. Segundo o seu produtor evoluirá bem na garrafa até, pelo menos, 10 anos após a data de colheita. Este vinho foi elaborado a partir de uma seleção massal de Syrah, plantada na parcela 24 de somente 2 hectares e proveniente de vinhas velhas (com mais de 60 anos) da região francesa de Hermitage. A grande variabilidade genética nesta parcela, origina, assim, um vinho de extrema complexidade. “Estamos perante uma vinha perfeita de Syrah”,afirma Grégory Viennois, o experiente enólogo francês que acompanha a vitivinicultura da Quinta do Monte d’Oiro. Tem sido desde o seu lançamento alvo de integralmente merecidas pontuações bastante elevadas pelos maiores especialistas.

Localizada na região de Lisboa, a Quinta do Monte d’Oiro é uma referência, desde o séc. XVII, na produção de vinhos notáveis. Foi adquirida em 1986 pelo mestre gastronómico José Bento dos Santos, que replantou as melhores parcelas – após vários anos de estudos sobre as condições edafo-climáticas – com as castas que melhor se adaptaram aos seus desígnios de elaborar vinhos de qualidade superior, ao estilo europeu (“Velho Mundo”), que ao mesmo tempo fossem vinhos de requintado sentido gastronómico, com um perfil eminentemente talhado para acompanhar em perfeita harmonia pratos de uma genuína cozinha regional, clássica ou alta cozinha. Após os primeiros anos de consolidação, a Quinta do Monte d’Oiro entrou numa nova fase da sua história a partir da colheita de 2006, lançando para o mercado uma nova imagem e vinhos provenientes de uma conversão para a agricultura biológica sem recurso a herbicidas. O rigor é o lema da Quinta do Monte d’Oiro, desde o trabalho na vinha, passando pelos processos de vinificação e terminando na escolha das barricas de carvalho francês das melhores tanoarias, a cargo da enóloga Graça Gonçalves com o apoio técnico de Grégory Viennois, antigo enólogo-chefe da Casa M. Chapoutier e actualmente à frente da direcção técnica dos vinhos Laroche. Os prémios nacionais e internacionais sucedem-se.

Dos 42 hectares da propriedade, apenas 20 hectares foram replantados com as castas Syrah, Viognier e Petit Verdot, importadas directamente das suas regiões originais em França, e com as castas portuguesas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Arinto. Assim, para além de ter sido privilegiado o desenvolvimento vegetativo das videiras, o tratamento da vinha é muito exigente e praticam-se rendimentos de produção por hectare muito baixos através de podas severas e mondas de cachos significativas, sempre em modo de produção biológica. A vindima é feita à mão, como testemunhámos na visita que fizemos à quinta, para caixas de 15 kg, por forma às uvas chegarem intactas à adega. A vinificação, que decorre separadamente por casta e por parcela, é extremamente cuidada, com controlo rigoroso e individual da temperatura dos mostos. Utilizam-se ainda barricas novas e seleccionadas de carvalho francês em estágios prolongados de 12 a 24 meses. Este “savoir faire” garante um resultado que se tem vindo a revelar, ao longo dos anos, superlativo e consistente. De facto, colheita após colheita, os diversos vinhos da Quinta do Monte d’Oiro recebem o apoio unânime da crítica e do público em Portugal e no estrangeiro, estando presentes em importantes mercados internacionais tais como Holanda, França, Suíça, Reino Unido, Finlândia, República Checa, E.U.A., Brasil, Angola e China e nas Cartas de Vinhos de alguns dos mais famosos restaurantes europeus e americanos.

O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyan no seu poema Rubaiyat, tantas vezes citado por nós, diz o seguinte:
“Trazei-me todo o Syrah do Universo! O meu coração tem tantas feridas!…”
Devido ao seu elevado preço, nem todo o Syrah pode ser só o Syrah 24, mas pode ser seguramente um deles… em ocasiões especiais!

 

Classificação: 18/20                                                           Preço: 52,00€

Mensagem de Syrah, Altas Quintas, 100% Syrah, Alentejo, 2015

Hoje apresentamos o mais novo Syrah a aparecer no mercado português!
E claro, é com imensa alegria que o fazemos.
Chama-se Mensagem de Syrah!
Ora aqui está um nome forte para um Syrah!
Tem impacto!
Gostamos!

Foram produzidas três mil e seiscentas garrafas, e as notas de prova dizem-nos que se trata de um “syrah de cor granada intensa, com aromas de compota de frutos vermelhos, chocolate e especiarias. Na boca, revela a frescura oriunda do Terroir, forte estrutura e longo final.” Tem 14,5% de graduação alcoólica e uma grande capacidade de evolução.

As vinhas encontram-se num Terroir muito especial. Localizam-se a 600 metros de altitude, num planalto que se desenvolve de uma forma única, em plena Serra de São Mamede. A altitude, as condições do mesoclima desta zona e os solos de médio potencial produtivo tornam este local tão especial. A vinha é conduzida dentro de um programa de protecção integrada. As uvas de Syrah para este vinho foram colhidas manualmente dos melhores talhões desta casta para caixas de 20 Kg. O transporte foi feito de forma rápida para a adega. Fez-se a selecção de cachos e bagos à entrada da adega. Fez-se a fermentação a temperatura controlada, em balseiro de carvalho francês; seguiu-se uma longa maceração pós-fermentativa e estágio no mesmo balseiro. Mais de 70% dos cachos são retirados em verde para que os que ficam tenham outra estrutura e qualidade. Só são produzimos 3.500 Litros por hectare.

Altas Quintas é a concretização do sonho do produtor João Lourenço de fazer, no Alentejo, nada menos que grandes vinhos, que sejam um desafio para apreciadores exigentes. Esta boa obsessão é a essência de Altas Quintas. Essas condições ideais foram encontradas na Herdade de Porto da Bouga. A região e o local (Portalegre, Serra de São Mamede) continuam o projecto Altas Quintas. Uma propriedade classificada, com história de produção de vinho já desde o século XIX e emblemática na região. A área de 256 hectares encontrava-se plantada com cerca de 20 hectares de vinha, aos quais se juntaram mais 30 hectares, mantendo uma base de castas autóctones. Essa base é composta por Trincadeira, Aragonez e Alfrocheiro, e complementada com percentagens mais baixas de Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Syrah. O encepamento branco, em menor proporção, é de Verdelho e Arinto.

Além da vinha, existem cerca de 80 hectares de pinheiros, 50 de sobreiros, 20 de fruteiras e 8 de olival. João Lourenço rapidamente percebeu que a localização da Quinta permitia fazer a diferença. A altitude de 600 metros a que está situada a vinha, num planalto com orientação Norte-Sul é o início da diferença. Esta altitude, única no Alentejo, permite de imediato criar uma série de diferenciações: as características dos solos, o microclima desse planalto, com temperaturas mais amenas e índices pluviométricos diferentes do resto do Alentejo. Nem só de Terroir se fazem os grandes vinhos e, como tal, é necessário dar o contributo tecnológico para os criar. Assim, foi construída uma Adega pensada de raiz e com todas as condições para se fazerem grandes vinhos. Tem capacidade para 150.000 L, equipado com balseiros de carvalho francês Seguin Moreau. As barricas de carvalho francês são usadas apenas até ao terceiro ano. Possui ainda um sistema de controlo de temperatura e câmara de refrigeração para brancos.

Raúl Ponchon, poeta francês, escreveu que:
“Syrah dá poesia, poesia dá Syrah!”
É pois de poesia que estamos a falar, verdadeira poesia degustativa, quando falamos deste Mensagem de Syrah 2015!

 

Classificação: 17/20                                                        Preço: 20,65€

Monte Barbo, Produções Vinícolas Da Beira Interior Lda, Reserva, 90% Syrah, 10% Cabernet Sauvignon, Beira Interior, 2012

Este é um daqueles momentos em que no Blogue do Syrah pensamos “vale a pena o trabalho de divulgação dos Syrah portugueses que andamos a fazer há mais de três anos”!
É um gosto desmesurado dar conhecimento de um novo Syrah e que tem imensos aspectos positivos a destacar.
Para além de ser um topo de gama trata-se da primeira colheita do Monte Barbo, propriedade de dez hectares, localizada no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco. É portanto um Syrah da Beira Interior. O ano é de 2012.
Já está no mercado desde 2016 embora só agora é que o Blogue do Syrah teve conhecimento da sua existência.

No primeiro contacto com ele ficamos logo deslumbrados com a riqueza artística do rótulo, retro mas elegante, de uma beleza dificilmente igualável! Depois segue-se a grande surpresa de ser um Syrah com dez por cento de Cabernet Sauvignon. Em Portugal é a primeira vez que um produtor arrisca tal combinação. Se tal chegar ao conhecimentos dos Franceses, sem degustarem o néctar, dá-lhes um ataque cardíaco! O importante é que os franceses não são para aqui chamados, e o resultado final é que interessa.

O Monte Barbo é uma pequena propriedade, como já foi dito, que produz 70000 garrafas divididas por quatro tipos de vinho. Do Reserva Syrah 2012 foram feitas 10000 garrafas. E temos a garantia de que para o princípio de 2018 teremos uma nova colheita do Syrah/Cabernet Sauvignon. As notas de prova oficiais dizem-nos que “Apresenta cor violeta profunda, com notas de frutos silvestres (amora) bem maduros conjugadas com nuances tostadas do estágio em carvalho francês. Na boca é fresco, agradável, elegante mas estruturado com taninos equilibrados. Muito persistente.” Nós acrescentamos, se faz favor, “e complexidade aromática”. Tem 15% de graduação alcoólica. No que respeita à vinificação a vindima manual foi feita em caixas de 20 kg de castas com selecção prévia na vinha. A recepção na adega em mesa de escolha com eliminação de matéria prima defeituosa. Desengaçe total e esmagamento directo para a cuba de fermentação onde se procedeu a uma maceração a frio pré fermentativa. Fermentação alcoólica durante 6 a 8 dias a 30ºC. Maceração final durante 4 dias. Estágio em cascos de 300 litros de carvalho francês durante 12 meses.

Falemos agora um pouco sobre a história desta propriedade. Um dos responsáveis pela produção de Monte Barbo é Tiago Cristóvão com quem tivemos oportunidade de conversar para a elaboração deste texto. O Monte Barbo, como acontece muito em Portugal, é um vinho de família, fruto de uma produção muito seleccionada e de técnicas vitícolas e enológicas que aliam a tradição à modernidade. Tiago Cristóvão acredita que a qualidade e a essência do vinho Monte Barbo estão presentes, desde logo, na riqueza dos solos, na selecção das castas e na escolha minuciosa das uvas. Eis o que está na base da excelência deste Syrah. No que diz respeito ao Reserva 2012 só podemos confirmar o que está dito! A máxima desta casa, carregada de sentido é “A força do interior”! Durante quarenta anos Monte Barbo teve que fazer, como se costuma dizer, “das tripas coração”. Hoje o futuro apresenta-se radioso! Monte Barbo vai começar a exportar para o Luxemburgo e vai estar presente na próxima ProWein 2018 feira de vinhos e bebidas alcoólicas em Düsseldorf,  Alemanha que é considerada uma das feiras mais importantes da Europa!

O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyan no seu poema Rubaiyat, por nós citado até à exaustão, disse o seguinte:
“Quando Deus me criou sabia que eu beberia Syrah. Se me tornasse abstémio, a sua ciência estaria errada.”
Para o Enófilo o Monte Barbo Reserva 2012 poderá não ser ciência que é para o Enólogo, mas seguramente é uma obra de arte, por dentro mas também por fora!

 

Classificação: 19/20                                                            Preço: 18,98€

Grand´Arte, 100% Shiraz, DFJ Vinhos, Lisboa, 2014

Estamos perante a terceira colheita deste Shiraz, desta forma designado porque nos foi confidenciado que com a grafia do novo mundo, em vez de Syrah, vende muito mais em terras anglo-saxónicas! A primeira colheita foi em 2011 e a segunda foi em 2012. Esta é de 2014 e a qualidade mantêm-se!

O Shiraz Grand´Arte, da DFJ Vinhos, liderada por José Neiva Correia, nasce na Quinta Fonte Bela, em Vila Chã de Ourique, no concelho de Santarém, ou seja, é um regional de Lisboa. Possui uma graduação alcoólica de 13,5% e teve um estágio de três meses em barricas de carvalho francês. Diz-nos o produtor que se trata de um Shiraz “…equilibrado, com taninos macios e um toque de baunilha e especiarias. Muito suave, fácil de beber e ao mesmo tempo, intenso, persistente e saboroso.”

A DFJ Vinhos, uma casa que produz uma média anual de seis milhões de garrafas, distribuídas por 33 marcas e 77 vinhos diferentes, oriundos de quase todas as regiões vinícolas portuguesas. Tendo em conta o panorama português, poderíamos chamar à empresa do Eng.º Neiva um potentado vinícola.

A produção no nosso caso faz-se por método clássico de fermentação com desengace e contacto pelicular pré fermentativo seguido de aplicação de leveduras secas activas. Fermentação a 30ºC nos primeiros 2/3, e baixando para 20ºC durante o último 1/3. Durante todo o processo fermentativo são feitas 2 remontagens diárias utilizando em cada uma delas metade do volume contido na cuba. Após a fermentação alcoólica é mergulhada a manta durante 30 dias, durante os quais se procede à extracção dos taninos suaves, à fermentação maloláctica e estabilização natural do vinho. Estágio de 3 meses em barricas de 225Lt de carvalho francês da Seguin Moreau. Feito a partir de uvas seleccionadas da casta Shiraz, este vinho de cor granada mostra alta concentração de frutos com aromas de ameixas, amoras e chocolate. O estágio em madeira deu-lhe um equilíbrio perfeito e um final de boca deliciosamente macio. No total, já representa mais de 60 000 garrafas, com cerca de 35 000 garrafas vendidas para uma cadeia de restaurantes em Inglaterra.

O poeta romano Ovídio escreveu:
“Aquece o sangue, acrescenta brilho aos olhos, Shiraz e amor sempre foram aliados!”
Portanto vamos aquecer este Inverno com um brilhozinho nos olhos e este Shiraz Grand´Arte 2014!

 

Classificação: 16/20                                                         Preço: 7,95€

Quinta das Camélias, 100% Syrah, Jaime de Almeida Barros, Lda., Terras do Dão, 2015

O Syrah Quinta das Camélias foi o primeiro Syrah a aparecer no Dão!
Daí merecer só por este facto um carinho e uma atenção especial da nossa parte.
Apresentámos aqui a colheita de 2010.
Esta de 2015 está bem melhor!

Este Syrah, com 14,5 % de teor alcoólico, é de cor granada e tons violeta escuro. Segundo o produtor “apresenta aromas de framboesa, groselha, amora, tostado e defumado. Na boca é aveludado, com taninos bem integrados, com boa concentração de fenóis, complexo e encorpado”. Uma das perguntas que relembramos aqui, e que fizemos há anos ao produtor Jaime de Almeida Barros, era saber o que o tinha levado a plantar Syrah no Dão, quando nunca ninguém o tinha feito. A resposta foi simples e cristalina: “Tentativa de fazer vinhos diferentes.” E não há dúvida que o Syrah da Quinta das Camélias é diferente de todos os vinhos que se produzem nesta região demarcada.

A Quinta das Camélias situa-se na região demarcada do Dão, na aldeia de Sabugosa, a catorze quilómetros de Viseu. É uma propriedade com vinte e três hectares dos quais quinze estão ocupados com vinha. Foi adquirida em 2002 por Jaime de Almeida Barros, (que deve o gosto pela vinha ao pai, que também tinha sido produtor) tendo sido necessário proceder à reconversão total das vinhas existentes, devido à situação de semi-abandono em que a Quinta se encontrava. Em conversa com o proprietário ficamos a saber que a Quinta inicialmente tinha somente oito hectares e meio e foi aumentando sucessivamente para actuais vinte e três com a compra de treze parcelas de terreno.
Mas é verdade, e é preciso que se diga, houve muito boa gente que logo teceu críticas fortes ao facto da casta Syrah nada ter a ver com o Dão. A isso Jaime de Almeida Barros respondia que o mais importante era a produção de bons vinhos, e que fossem ao encontro do que o mercado pedia.

O encepamento da Quinta é constituído maioritariamente por Touriga –Nacional a sessenta por cento (apesar de ser dominante no Douro e estar distribuída por todo o país ela é originária do Dão) sendo os restantes quarenta por cento constituídos por Alfrocheiro, Tinta-Roriz, Jaen, (outra casta autóctone) e Syrah, que só ocupa dois hectares do total. Jaime de Almeida Barros pensa ainda plantar mais vinha devido ao aumento da procura.
E isso é óptimo porque parafraseando o desportista do mundo automóvel Kimmi Raikonen:
“Não se deve deitar fora aquilo que foi feito para se beber.”
Ora aí está, eis um Syrah para se degustar e sorver até à última gota!

 

Classificação: 17/20                                                                         Preço: 5,75€