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Labrador, Quinta do Noval, 100% Syrah, Douro, 2013

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Este é para nós o melhor Labrador que conhecemos, desde que ele existe!
O ano de 2013 para os Syrah tem sido verdadeiramente fantástico, quer para os novos Syrah que surgem pela primeira vez este dito ano, quer para aqueles que tiveram safras anteriores!

“Este Syrah da Quinta do Noval, nascido e criado pelo talento do enólogo António Agrellos, famoso pelo vinho do Porto, da mesma quinta, decidiu fazer esta experiência da qual se saiu bastante bem.” Isto foi escrito no Blogue do Syrah quando apresentámos o Labrador 2011.

Hoje já não se trata de uma experiência mas sim de uma certeza com ganhos significativos. É um Syrah de “aroma muito marcado pela fruta preta, com traços minerais e aromas balsâmicos com alcaçuz. Intenso e poderoso, com notas pungentes a alcatrão, pimenta, casca de laranja. Na boca está fino e texturado, com acidez viva a dar-lhe leveza, taninos elegantes, boa textura e muita intensidade. Longo, equilibrado, com muita precisão e austeridade.”

A Quinta do Noval, com 145 hectares, que dominam o Vale do Pinhão, é a alma e a essência desta propriedade. O solo é essencialmente constituído por rocha xistosa, o que faz com que todos os trabalhos na vinha sejam particularmente difíceis. A Quinta do Noval replantou desde 1994 100 hectares da vinha com as castas mais nobres da região do Douro, adaptando os métodos de poda à tipologia das parcelas. As parcelas foram replantadas em lotes de uma casta só, sendo cada uma escolhida de acordo com as características de cada parcela de terra: a altitude, a exposição solar e o tipo de plantação da videira.

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Hoje em dia, as parcelas plantadas com misturas de castas estão progressivamente a desaparecer do Vale do Douro. A Noval foi uma pioneira nesta tendência, tendo sido a primeira a replantar as vinhas, conservando intactos os magníficos socalcos tradicionais com os seus muros de pedra de xisto. Porque cada parcela é plantada com uma só casta, é possível escolher o momento ideal para as vindimar.

A Quinta do Noval é o único exportador histórico de Vinho do Porto que tem o nome da sua vinha. Beneficia de uma localização privilegiada, bem no coração do Vale do Douro.
Para concluir esta nossa digressão falta-nos explicar o nome deste syrah, que é uma homenagem ao cão, um Labrador precisamente, do António Agrellos, o enólogo que o concebeu e realizou.

Esperemos que este Labrador Syrah continue a frutificar por muitos e muitos anos!

 

Classificação: 17/20                           Preço: 12,50€


 

Quinta de Ventozelo (madeira), 100% Syrah, Douro, 2014

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Em Novembro do ano passado publicámos um texto aqui, em que dávamos conta da saída de um Syrah sem madeira, da Quinta de Ventozelo e do ano 2014.

Hoje está na altura de dar conhecimento da saída do Syrah com madeira, do mesmo ano e da mesma quinta! É a primeira Quinta em Portugal que lança com o mesmo ano um monocasta Syrah, com e sem madeira, e ainda por cima no Douro! Quem diria?

A única coisa que muda aqui no Syrah da Quinta de Ventozelo é mesmo a madeira! Repare-se: são Syrah do mesmo terroir, feitos pelo mesmo enólogo e do mesmo ano! O ideal será, como fizemos, degustar um e outro, ou seja, primeiro o Syrah sem madeira e depois o Syrah com madeira ou vice versa, como o leitor quiser! Assim podemos mais facilmente formar uma opinião: se gostamos mais do Syrah sem madeira ou com madeira.

Nós aqui no Blogue do Syrah gostamos dos dois e isso reflecte-se na classificação atribuída no final deste texto. Alguns poderão dizer que é resposta politicamente correcta, mas nós especificamos melhor.

Gostamos muito de madeira no Syrah, apesar de gostarmos também muito do Syrah com o gosto a fruta madura bem puxado, mas pensamos que com o tempo um Syrah que tenha estagiado 8 a 12 meses em barricas de carvalho francês ou americano (reconhecidamente consideradas as melhores barricas do mercado) irá ganhar vários pontos em relação ao syrah que tenha feito o estágio unicamente em cubas de inox antes de ter sido engarrafado.

O que queremos dizer é: neste momento e tendo em conta que estamos perante dois produtos de qualidade, a opção é meramente de gosto e preferência pessoal: ou se gosta mais do Syrah sem madeira ou se gosta mais do Syrah com madeira. Mas, por exemplo daqui a dois anos, estamos convencidos que o Syrah com madeira ganhará aos pontos o Syrah da Quinta de Ventozelo sem madeira! A madeira com o tempo vai dar-lhe uma maior complexidade aromática! Estaremos cá nessa altura, se tudo correr bem, para tirar a prova dos nove!

A Quinta de Ventozelo possui uma equipa de enologia de que é Diretor José Manuel Sousa Soares, e é uma das duas maiores da região. São 400 hectares, 200 dos quais ocupados por vinha (estão a ser replantados 40 hectares, nos quais as castas estrangeiras como o Merlot e o Cabernet Sauvignon vão ser substituídas por castas portuguesas), aos quais se junta o olival e uma área grande de caça.

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A Quinta do Ventozelo foi comprada no ano passado pelo Grupo Gran Cruz, que pertence aos franceses do La Martiniquaise, produtores de vinho do Porto desde os anos 1940 e hoje os maiores exportadores deste produto. Dos seus 200 hectares de vinha tira-se uva para vinho do Porto, mas começa-se também a fazer vinhos do Douro — alguns dos quais acabam de chegar ao mercado. Segundo Jorge Dias, director-geral do Grupo Gran Cruz, a quinta existe desde o século XVI, mas que escavações arqueológicas revelaram vestígios de uma aldeia conhecida como Ventozelo desde o século XII. A plantação da vinha, essa, terá começado mais tarde, pelo século XVIII. O desenvolvimento e exportação dos vinhos do Douro, e em particular os da Quinta do Ventozelo, é uma das grandes prioridades do grupo Gran Cruz para o próximo ano. Embora se trate ainda de um nicho o objectivo  é fazer  200 mil garrafas de vinho do Douro contra 25 milhões de vinho do Porto.

Claude Tillier, escritor francês, escreveu:
“Comer é uma necessidade do estômago; Beber é uma necessidade da alma”.
O Syrah da Quinta do Ventozelo pode perfeitamente fazer esse papel como grande Syrah do Douro que é, com o tempo torna-se cada vez mais o alimento da alma!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 14,00€


 

Mapa de localização dos Syrah Portugueses

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O Blogue do Syrah apresenta um documento inédito em Portugal.

De uma forma esquemática, utilizando as cartas oficiais com a localização das regiões vinícolas do País, colocámos uma indicação aproximada, mas o mais rigorosa possível, de todos os Syrah que existem em Portugal, ou pelo menos, daqueles de que temos conhecimento, 142 até agora. Acreditamos que ainda possa haver mais e, se tal acontecer, aqui estaremos para actualizar a informação.

Fica bem visível, portanto, a distribuição geográfica da nossa bebida preferida. A maior concentração acontece nas regiões de Lisboa, Tejo, Setúbal e Alentejo.
Proporcionalmente ao tamanho, é na região de Lisboa que há maior densidade de produtores.

Esperamos que muitos mais Syrah venham a aparecer.
Que novas safras tomem o lugar das que se vão esgotando.
Que produtores que já fizeram Syrah o voltem a fazer!

 

Como dizia Rabelais, “O Syrah é o que há de mais civilizado no mundo!”, logo, esta carta foi a nossa contribuição para a história da civilização portuguesa.


 

Quinta de Ventozelo, 100% Syrah, Douro, 2014

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Da mítica Quinta de Ventozelo temos mais um Syrah do Douro, com data de 2014.
Muito fresco, bastante jovem, e mesmo assim tem 15% de graduação alcoólica. Trata-se de um Syrah sem madeira, e a mesma Quinta de Ventozelo prepara-se para lançar brevemente um Syrah feito com madeira! Será a primeira vez que tal se faz em Portugal! O mesmo “terroir” e no mesmo ano produzir um monocasta Syrah com e sem madeira. Apreciámos bastante a ideia, e aguardamos ansiosos a segunda parte.

A Quinta de Ventozelo possui uma equipa de enologia de que é Diretor José Manuel Sousa Soares, e é uma das duas maiores da região. São 400 hectares, 200 dos quais ocupados por vinha (estão a ser replantados 40 hectares, nos quais as castas estrangeiras como o Merlot e o Cabernet Sauvignon vão ser substituídas por castas portuguesas), aos quais se junta o olival e uma área grande de caça.

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A Quinta do Ventozelo foi comprada no ano passado pelo Grupo Gran Cruz, que pertence aos franceses do La Martiniquaise, produtores de vinho do Porto desde os anos 1940 e hoje os maiores exportadores deste produto. Dos seus 200 hectares de vinha tira-se uva para vinho do Porto, mas começa-se também a fazer vinhos do Douro — alguns dos quais acabam de chegar ao mercado.

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Segundo Jorge Dias, director-geral do Grupo Gran Cruz, a quinta existe desde o século XVI, mas que escavações arqueológicas revelaram vestígios de uma aldeia conhecida como Ventozelo desde o século XII. A plantação da vinha, essa, terá começado mais tarde, pelo século XVIII. O desenvolvimento e exportação dos vinhos do Douro, e em particular os da Quinta do Ventozelo, é uma das grandes prioridades do grupo Gran Cruz para o próximo ano. Embora se trate ainda de um nicho o objectivo  é fazer  200 mil garrafas de vinho do Douro contra 25 milhões de vinho do Porto. Foi assim criada uma marca premium, permitindo igualmente aprovisionar uvas para as outras marcas do grupo, a Porto Cruz e a Dalva. Com a marca Ventozelo acabam de chegar ao mercado o Ventozelo Douro Viosinho 2014, o Branco de Ventozelo Douro 2014 e o nosso Ventozelo Syrah Regional Duriense Unoaked 2014.

Para perceber qual a estratégia do grupo, é preciso recuar no tempo e contar um pouco da sua história. A Cruz é a maior marca internacional de Porto e exporta anualmente 10 milhões de garrafas para todo o mundo. É uma marca que foi quase construída fora do país, sobretudo com a histórica campanha em França em que uma mulher de negro é fotografada em várias paisagens de Portugal, acompanhada pela frase “O país onde o negro é cor”.

A Gran Cruz é uma empresa familiar que se desenvolveu sobretudo no pós-guerra, que ocupa este cargo desde 2009. Inicialmente a Gran Cruz comprava vinho a granel em Gaia para o engarrafar em Paris. Mas em 1975 a família decide investir em Portugal para começar a fazer o aprovisionamento na origem, antecipando-se em 15 anos à decisão do Estado português de proibir a exportação a granel. A partir de 1982, começam a engarrafar exclusivamente em Gaia.

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Em 2007, o grupo comprou a empresa C. da Silva, proprietária da marca Dalva, tornando-se dona de um valioso stock de barricas de vinho do Porto, entre as quais vários Colheitas. Surgiu depois o enorme investimento, de 16 milhões de euros, numa moderníssima adega em Alijó, inaugurada no ano passado, e a abertura do Espaço Porto Cruz, na marginal de Vila Nova de Gaia.

Horácio, um dos maiores poetas da Roma Antiga, disse que “O vinho revela os sentimentos.” O Syrah da Quinta do Ventozelo tem essa capacidade como grande Syrah que é, sobretudo também porque se revelou na dupla degustação a que foi sujeito com uma enorme capacidade de evolução. É isto que costuma acontecer quando se prova um Syrah do ano anterior como é o caso.

Em conclusão, este Syrah faz justiça ao número reduzido a que pertence: o grupo dos grandes Syrah do Douro!

Classificação: 17/20                                                     Preço: 10,89€


 

Crasto Superior Syrah, Quinta do Crasto, 97% Syrah, 3% Viognier, Douro, 2013

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O Syrah da Quinta do Crasto é o terceiro Syrah a surgir no Douro, depois do Labrador da Quinta do Noval e do Quinta da Romaneira. Outros vêm a caminho. É do Crasto que vamos falar hoje.

Não defendemos que o Douro se deva encher da nossa casta favorita, até porque isso não faria qualquer sentido do ponto de vista histórico. O Douro é o Douro com as suas castas próprias, que têm imensos cultores dentro e fora de fronteiras, e assim deve continuar. Mas isso não invalida que não se possa fazer algumas experiências pontuais somente com uma única condição: devem ser de excelência.
E o Syrah Crasto Superior é de excelência!

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Como o próprio nome sugere, o Crasto Superior Syrah é feito com uvas provenientes da região do Douro Superior, mais precisamente da Quinta da Cabreira, localizada junto a Castelo Melhor e onde se encontram plantadas 114 hectares de vinha.

Trata-se de um Syrah com 3% de Viognier, opção do enólogo, que respeitamos mas como sempre preferimos os 100%, em que as uvas provenientes das plantações experimentais da casta Syrah estabelecidas em 2004 na Quinta da Cabreira, foram transportadas em caixas de plástico alimentar e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada na adega. Após um desengace total e um ligeiro esmagamento, as uvas foram transferidas para cubas de aço inox, onde decorreu uma maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas durante 5 dias. De seguida desenrolou-se a fermentação alcoólica por um período de 7 dias, que foi seguida de uma prensagem muito suave e fermentação malolática em barrica de carvalho francês.

O solo é de xisto e a idade das vinhas é de 10 anos. O Syrah tem uma graduação alcoólica de 14%. A data de engarrafamento é de Maio do presente ano e o envelhecimento fez-se em barricas de carvalho francês durante 16 meses.

As notas de prova que escolhemos dizem-nos que tem uma “cor violeta escuro. No nariz mostra uma excelente projecção aromática, onde se destacam complexas notas de frutos silvestres, em perfeita harmonia com notas de cacau fresco. Na boca tem um início cativante, evoluindo para um vinho compacto, de grande volume e estrutura, composto por taninos frescos de textura aveludada e correcta acidez. Tudo muito bem integrado com agradáveis notas de frutos silvestres e suaves sensações florais. Termina equilibrado, fresco e com excelente persistência.” O enólogo, que merece desde já os nossos parabéns, é Manuel Lobo.

Agora é importante um pouco de história, que no caso presente é carregada de tempo e tradições. Estamos junto ao Douro, local de paisagem e beleza, serras e rio. As primeiras referências conhecidas da Quinta do Crasto datam de 1615, tendo sido posteriormente incluída na primeira Feitoria, juntamente com as Quintas mais importantes do Douro. Um marco pombalino datado de 1758 pode ser visto na Quinta. Logo no início do século XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da casa de vinhos Constantino. Em 1923, após a morte de Constantino de Almeida, foi o seu filho Fernando de Almeida que se manteve à frente da gestão da Quinta dando continuidade à produção de Vinho do Porto da mais alta qualidade.

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Em 1981, Leonor Roquette (filha de Fernando de Almeida) e o seu marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e a gestão da propriedade e, com a ajuda dos seus filhos Miguel e Tomás, deram início ao processo de remodelação e extensão das vinhas, bem como ao projecto de produção de vinhos Douro DOC pelos quais a Quinta do Crasto é hoje amplamente conhecida.

Situada na margem direita do rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto, é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais 70 são ocupados por vinhas. Fazem também parte do património da empresa a Quinta do Querindelo, com 10 hectares de Vinha Velha, e a Quinta da Cabreira, no Douro Superior, com 114 hectares de vinha.

Com localização privilegiada na Região Demarcada do Douro, a Quinta do Crasto é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. Como costuma ser com as grandes Quintas do Douro, a origem da Quinta do Crasto remonta a tempos longínquos – o nome Crasto deriva do latim “castrum”, que significa forte romano.

Os importantes investimentos realizados nos últimos anos permitiram modernizar as vinhas e as instalações de vinificação. Isto tem assegurado a produção de vinhos de elevada qualidade, tais como os vinhos Crasto, Crasto Superior e Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas; os vinhos monovarietais Quinta do Crasto Tinta Roriz e Quinta do Crasto Touriga Nacional, os vinhos monovinha Quinta do Crasto Vinha da Ponte e Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa, assim como também vinhos do Porto de categorias especiais Finest Reserve, LBV e Vintage.

Na Quinta da Cabreira foram implementadas novas vinhas, recorrendo sobretudo às castas mais tradicionais do Douro – Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca.

Toda a área de vinha está coberta por um sistema de rega gota a gota, que complementado por uma estação meteorológica própria, permite fazer frente ao clima mais seco e agreste que é característico do Douro Superior.

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O que foi extraordinário neste Syrah foi que só foi possível revelar todas as suas potencialidades deixando-o respirar. Fizemos uma primeira prova duas horas depois de o abrir e decantar, estava ainda muito fechado. Seis horas depois de o abrir estava bem melhor, mas sentimos que havia possibilidades de progressão. Nova tentativa vinte e quatro horas depois e agora sim, estava magistral. Valeu a pena a espera. O que não deixa de ser estranho. Um vinho novo precisar de tanto tempo para se “espreguiçar”, mas é assim. Uma nova garrafa será o tira teimas.

O grande político francês Talleyrand, figura polémica e pouco consensual, acusado de cinismo e imoralidade, mas aqui não é o lugar para ir mais fundo nestes assuntos, disse: “Antes de levar tal néctar aos seus lábios, você olha segurando alto a sua taça, cheira longamente, e então, a taça colocada na mesa … falamos!”

Mas quanto à qualidade deste Syrah dúvidas não temos: é mais um magnífico exemplar de qualidade que o Douro foi capaz de produzir. Esperamos que seja para continuar!

Classificação: 19/20                                                     Preço: 22,00€

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Quinta de Ventozelo, Syrah, Douro

 

Já temos em nosso poder o novo Syrah do Douro!

Da mítica Quinta de Ventozelo. Tem 15% de graduação alcoólica e é de 2014!

Particularidade a ter em conta: trata-se de um Syrah sem madeira e a mesma Quinta de Ventozelo prepara-se para lançar brevemente um Syrah feito com madeira! Será a primeira vez que tal se faz em Portugal! O mesmo “terroir” e no mesmo ano produzir um monocasta Syrah com e sem madeira!
Sumamente interessante de se averiguar.

Brevemente esta aventura será por nós contada!