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Herdade do Esporão lança o novo 100% syrah, Alentejo, 2011

O syrah foi plantado há 12 anos na Vinha do Telheiro situada na Herdade do Esporão. Depois de fermentado estagiou um ano em barricas de carvalho e, depois, teve mais um ano e meio de estágio em garrafa. O syrah 2011 tem “uma cor carregada e no nariz as notas químicas sobrepõem-se às sugestões de tosta e de café torrado. Na boca destaca-se a fruta preta madura e os taninos ainda bravos, a pedir que o deixem estagiar na garrafeira ainda mais uns tempos”.


 

Quinta do Gradil, Sociedade Vitivinícola, SA, 100% Syrah, Lisboa, 2012

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A Quinta do Gradil, que fica no concelho de Cadaval, tem um Syrah que apenas foi produzido uma única vez, em 2012, e em circunstâncias muito especiais. Dizia Aquilino Ribeiro que “o pior crime é produzir maus vinhos e servi-los aos amigos”. Não podíamos estar mais de acordo. Não só porque é verdade mas também porque foi dito por um grande romancista que provavelmente não ganhou o Nobel da Literatura, nos anos 60, antes de Saramago, porque as condições políticas na época não eram propícias a tais desígnios.

Vem isto a propósito do seguinte: desde 2010 que a Quinta do Gradil organiza uma Festa de Vindimas singular, na companhia de convidados especiais, amigos, clientes e parceiros institucionais. Miúdos e graúdos passam momentos divertidos a colher as uvas, que darão depois origem a um vinho especial de edição limitada. Nas horas de mais calor, os mais pequenos ficam resguardados e entretidos com brincadeiras e pinturas. Daqui nasce uma tela alusiva à temática das vindimas, que será replicada no rótulo do vinho de edição limitada. Este é um produto diferente, singular, uma edição limitada a 1000 garrafas, resultado da vindima feita pelos adultos e das telas pintadas pelas mãos dos mais novos, que será oferecida aos convidados do ano seguinte. A seguir ao trabalho “árduo” de todos, segue-se um almoço descontraído e várias horas de festa, em pleno convívio. Boa comida, bom Syrah, muita música e, acima de tudo, muita animação! No final da festa, todos os convidados recebem como oferta uma garrafa do vinho de edição limitada, elaborada pelos convidados do ano anterior.

No ano de 2012 foi a vez do Syrah que apresentamos aqui, e cujas uvas foram vindimadas a 15 de Setembro de 2012 nesta festa de amigos. Diz-nos o produtor que “a casta mostra-se muito expressiva, com fruta vermelha bem madura e compotas, num conjunto enriquecido pelas notas de chocolate e eucalipto. Macio e volumoso, com uma acidez que lhe confere vivacidade, e um final prolongado e muito harmonioso.” Apresenta uma graduação alcoólica de 14,5%.

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E agora a história que se impõe!
A Quinta do Gradil, considerada das mais antigas, senão a mais antiga, herdade do Concelho do Cadaval, tem marcas históricas seculares e constitui um marco arquitectónico significativo. As mais antigas referências documentais encontradas sobre a Quinta do Gradil remontam ao final do século XV, num documento Régio. Em de 14 de Fevereiro de 1492, data do documento, D. Martinho de Noronha recebeu de D. João II a carta de doação da jurisdição e rendas do Concelho do Cadaval e da Quinta do Gradil. Por ocasião da ascensão de D. Manuel I ao trono português, e a sua actuação a favor dos membros da Casa de Bragança, a Quinta do Gradil torna a ser referenciada na confirmação de doação concedida por D. Manuel I a D. Álvaro de Bragança, irmão mais novo do 3º Duque de Bragança, D. Fernando II, que, acusado de traição, foi mandado degolar por D. João II, em 1483.

A Quinta terá sido adquirida pelo Marquês de Pombal, por ocasião do movimento que a partir de 1760 levou à ocupação de terras municipais, admitindo-se que já na altura contasse com o cultivo de vinha, factor que terá sido decisivo para o estadista que criou a Companhia das Vinhas do Alto Douro. Manteve-se na pertença da família até meados do século XX, quando foi comprada por Sampaio de Oliveira. Já nos finais dos anos 90, o actual proprietário, Luís Vieira, adquire a herdade.

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Nos 120 hectares de vinha encontram-se plantadas variadíssimas castas brancas e tintas. Sauvignon Blanc, Arinto, Viosinho, Viognier, Chardonnay, Petit Manseng, Cabernet Sauvignon, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tannat, Petit Verdot e claro, Syrah, são alguns exemplos. Esta rica paisagem de vinha é da responsabilidade do Engº. Bento Rogado.
Todas estas uvas são vinificadas na adega da quinta, coordenada pelo Eng.º Pedro Martins, sob a batuta atenta dos enólogos Vera Moreira e António Ventura.

Acabamos como começámos.
Apesar deste Syrah ser apresentado como o resultado duma “brincadeira” entre amigos, o que temos entre mãos é sério e forte. Quando estiverem rodeados de amigos e quiserem apresentar um Syrah que não os decepcione, têm aqui uma boa opção!

Classificação: 16/20                                              Preço: 11,50€

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Colecção Privada, Domingo Soares Franco, José Maria da Fonseca, 95% Syrah, 5% Touriga Francesa, Península de Setúbal, 2011

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Hoje estamos de novo na Península de Setúbal, para falarmos de um syrah de 2011, da José Maria da Fonseca, e de outro da mesma herdade, hoje esgotado, de 2004. Porquê o marcar desta distinção? Porque apesar de nascerem na mesma casa, são na verdade dois syrah diferentes.

Enquanto que o primeiro, além de syrah, tem 5% de Touriga Francesa, o segundo é 100% syrah.

Ambos fazem parte da chamada colecção privada do enólogo Domingos Soares Franco. Chama-se privada porque é unicamente o enólogo, a cada ano, e em total liberdade, que decide o que vai fazer… e como o vai fazer!

Estamos a falar do representante mais novo da sexta geração da família que, desde a fundação, preside aos destinos da José Maria da Fonseca. Domingos Soares Franco é, para além de vice-presidente, o enólogo desta casa, e por isso referência destacada no panorama vitivinícola da região de Setúbal, e do país. Embora assine todos os vinhos da José Maria da Fonseca, existem os que reserva para si como especiais. Chamou-lhes Domingos Soares Franco, como já ficou dito, Colecção Privada. Estes vinhos resultam da combinação de três factores: a sua formação, em Davis, na Califórnia; a influência do seu tio e por último a disponibilidade dos 650 hectares de vinhas da José Maria da Fonseca e a colecção, única em Portugal, de castas nelas plantadas.

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Foi em conversa telefónica que a Dra. Sofia Soares Franco, sobrinha de Domingos Soares Franco, muito simpaticamente se dispôs a responder às nossas questões sobre o syrah ou melhor, sobre os syrah em causa.

Assim ficamos a saber que o syrah de 2004 já vinha sendo feito desde 1999, com safras intermédias em 2000, 2002 e 2003, ou seja, 5 safras de syrah seguidas a 100%. Depois segue-se um hiato de vários anos onde a colecção privada parece “esquecer” o syrah até que em 2011 Domingos Soares Franco volta ao syrah com a pequena, mas importante para nós, particularidade de acrescentar 5% de Touriga Francesa, que como se sabe é o outro nome dado à Touriga Franca que é somente uma das castas mais plantadas no Douro e que faz parte do grupo das chamadas “cinco grandes” castas recomendadas para os vinhos do Porto. Nós que somos apologistas de que um syrah que se preze, um syrah a “sério” deve ser a 100%, devo no entanto reconhecer que a “solução” apresentada pelo nosso enólogo não desmerece, de modo algum, o produto final. E ainda bem porque assim o nome José Maria da Fonseca engrandece-se ainda mais e o consumidor de syrah fica ainda mais satisfeito!

Fizeram-se 4300 litros que deu a módica quantia, pelas nossas contas, de 5375 garrafas de syrah. Em relação às notas de prova o produtor diz-nos que a cor é de um vermelho carregado. O aroma é a cassis, violetas, amoras e especiarias. O paladar é jovem, mas com taninos a suavizar, frutado e com boa acidez. Final de prova é “médio”. Pessoalmente discordamos deste último tópico. Não nos parece que o final possa ser chamado de “médio”.  Diríamos “longo”. Sendo um syrah intenso o final tem que ser longo como todos os syrah de qualidade superior. Provem-no e digam-nos o que pensam sobre isto!

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Se é verdade que a José Maria da Fonseca tem na Península de Setúbal a sua maior área de vinha, a verdade é que também possui ramificações vinícolas no Alentejo e no Douro!

Vejamos resumidamente cada uma das vinhas.

A Vinha Grande de Algeruz é considerada um marco na história da empresa. Com esta vinha, a José Maria da Fonseca assume uma opção estratégica que passa pela necessidade de ser da sua responsabilidade a produção da matéria-prima, por forma a garantir a diversidade e qualidade da mesma. Em 1989 é adquirida a propriedade e no ano seguinte tem início um processo de reestruturação faseado em cinco etapas, o qual culminou em 1998 com o início da produção.
O potencial desta vinha é elevadíssimo. Até ao momento, as uvas aqui produzidas têm sido destinadas para vinhos como Periquita, BSE, Albis e para o Alambre Moscatel de Setúbal. É também nesta vinha que se iniciou parte da marca Colecção Privada Domingos Soares Franco e um importante campo clonal de várias variedades.

Na mesma linha estratégica que levou à aquisição em 1989 da Herdade da Vinha Grande de Algeruz – a necessidade de garantir uma produção própria capaz de manter um alto padrão de qualidade nos vinhos – surgiu em 1997 a Quinta das Faias.
Situada nas Faias, localidade próxima do Montijo, para além da área de vinha também tem uma parte de floresta.
A Quinta das Faias apresentava vinha, embora muito heterogénea e longe do padrão que a empresa mantém na generalidade das vinhas. Desde 1997 vem sendo corrigida e hoje a vinha das Faias encontra-se já completamente reestruturada.

A Quinta de Camarate tem como particularidade o facto de nela viver a Família Soares Franco. Cerca de 39 hectares, dos 120 totais, são atualmente ocupados por vinha. A restante área distribui-se entre matas, pastagens, jardins e terrenos baldios. As pastagens têm uma importância acrescida, a par das vinhas, em virtude de aqui se produzir o afamado queijo de Azeitão. Os solos variam, de argilo-calcários a arenosos. A Quinta de Camarate acolhe uma colecção ampelográfica iniciada na década de 20 do século passado e que actualmente ronda as 560 castas. Esta colecção tem-se mostrado preciosa para a empresa pelas múltiplas opções enológicas que proporciona.
A principal vocação é o Quinta de Camarate (branco seco, branco doce e tinto), contribuindo também para alguns componentes dos vinhos da Coleção Privada Domingos Soares Franco.

Estar na Quinta dos Pasmados é estar em plena Serra da Arrábida, num cenário de rara beleza onde a vegetação luxuriante só é quebrada pela vinha de aproximadamente 18 hectares. As uvas produzidas nesta vinha destinam-se exclusivamente à produção dos vinhos Pasmados.

Localizada entre Azeitão e Setúbal, no sopé da Serra da Arrábida, a Quinta dos Cistus deve toda a sua beleza à forma como a vinha se estende, paralelamente à estrada nacional, e à imponência da serra, pelo maciço que a constitui e pela vegetação. Os solos são argilo-calcários. As uvas da Quinta dos Cistus, depois de vinificadas, dão forma a alguns vinhos brancos da José Maria da Fonseca. Pertença de Isabel Menezes, acionista da José Maria da Fonseca, esta pequena quinta, localizada em Azeitão, compreende desde 1991 uma vinha de 2,2 hectares de Moscatel Roxo. Apesar de pequena, foi o renascimento desta casta após a sua quase extinção.

Após a aquisição, em 1986, da Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, da qual faz parte a Herdade do Monte da Ribeira, a José Maria da Fonseca concretiza o sonho antigo de poder produzir vinho no Alentejo, numa propriedade carregada de prestígio e história (pelo menos desde 1878 que aqui se produz vinho), utilizando técnicas tradicionais de vinificação.
As uvas, provenientes da Herdade do Monte da Ribeira, localizado em pleno coração Alentejano, em Reguengos de Monsaraz, recebem do sol a luminosidade e o calor intenso que imprimem um carácter único aos vinhos da região.
Nos atuais 72 hectares plantados com vinha em 1952, 1984, 1986, 1995, 1998, 2000 e 2002, as castas tintas dominam o encepamento tradicional da região (Trincadeira, Aragonez e Grand-Noir). No Inverno, a parcela plantada em 1952 torna-se ainda mais bela, em virtude da ausência de folhagem permitir visualizar os esteios de granito e a imponência das cepas muito antigas.
A reconversão da vinha, terminada em 2002, incluiu a completa separação por castas, às quais se acrescentou a mais-valia técnica de, em 20 hectares reconvertidos, terem sido os últimos talhões de clones dentro do talhão de uma mesma casta. Esta seleção clonal, uma raridade na viticultura alentejana foi feita em duas das três castas plantadas na vinha (Trincadeira e Aragonez).
Estas vinhas dão origem aos vinhos alentejanos da José Maria da Fonseca: José de Sousa, José de Sousa Mayor e J de José de Sousa.

Com o objectivo de ultrapassar a imagem de uma empresa produtora de âmbito regional (Península de Setúbal e Alentejo), à José Maria da Fonseca não se apresentavam muitas soluções alternativas: o vale do Douro era, de facto, a única das regiões vitivinícolas portuguesas capaz de gerar valor acrescentado em conformidade com os projetos de crescimento da companhia.
Os objectivos passam por optimizar a excelência das castas e dos vinhos do Douro, e associá-los à imagem e credibilidade da José Maria da Fonseca. A concretização destes objectivos passa pela produção de dois vinhos tintos daquela região, Domini e Domini Plus.
As prioridades imediatas da José Maria da Fonseca centram-se na terra, através da aquisição da Quinta de Mós, num total de 15 hectares de vinhas com cerca de 30 anos, plantadas com Touriga Nacional, Touriga Francesa e Tinta Roriz.

O Centro de Vinificação Fernando Soares Franco é considerado um dos 50 melhores do mundo. A sua construção teve início em 1999, e foi oficialmente inaugurado no dia 14 de Setembro de 2001, com a presença do então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

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Numa área coberta de 9000 m2, com capacidade para 6.5 milhões de litros distribuídos por 513 cubas de diversas capacidades e uma operação quase totalmente computorizada, coexiste a mais avançada tecnologia com métodos tradicionais, casos dos lagares e prensas verticais, estas do início do século XX.
É neste local que todo o esforço desenvolvido nas vinhas se materializa, dando origem aos vinhos da José Maria da Fonseca.

Apesar desta dimensão a empresa é um negócio de família com quase dois séculos de história que nunca se deixa a si própria repousar sobre as glórias conquistadas. A José Maria da Fonseca exerce a actividade vinícola desde 1834, fruto da paixão partilhada de uma família que tem sabido preservar e projectar a memória e o prestígio do seu fundador. Consciente da responsabilidade de ser, na actualidade, o mais antigo produtor de vinho de mesa e de Moscatel de Setúbal em Portugal, a José Maria da Fonseca obedece a uma filosofia de permanente desenvolvimento, o que a leva a investir sempre mais em suportes de investigação e de produção, aliando as mais modernas técnicas ao saber tradicional. Exemplo disso mesmo é a Adega José de Sousa Rosado Fernandes, em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, onde a tradição romana de fermentar em potes de barro se mantém a par da última tecnologia.

Segundo os dados de 2013, é uma empresa 100% familiar gerida pela 6ª geração, contando já com 3 membros da 7ª geração no activo. Exporta 80% da produção. Os seus vinhos estão presentes em mais de 70 países. Mais de 30 marcas, distribuídas por vinhos de mesa, generosos e licorosos, e por cinco regiões: Península de Setúbal, Alentejo, Douro, Dão e Vinhos Verdes. Periquita é a maior marca, seguida do Lancers, Alambre Moscatel de Setúbal e BSE. Área de vinha: 650 hectares. O número de trabalhadores é de 131 em todo o grupo.

Ao beber o syrah da José Maria da Fonseca recordamos o grande sábio Galileu, aquele que ousou desafiar a lei divina do seu tempo, que dizia:
“O syrah é composto de humor líquido e luz”.
É o que se sente quando se bebe este néctar feito de cor, aroma e luz…

Partam em sua demanda!

Syrah de 2011
Classificação: 17/20                                             Preço: 14,50€

Syrah de 2004
Classificação: 16/20                                             Preço: 18,50€

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Syrah da Peceguina, Herdade da Malhadinha Nova, 100% Syrah, Alentejo, 2010

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Voltamos ao Alentejo para apresentar um Syrah de excepção!

O Syrah da Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa, que possui 27 hectares de vinha. Um syrah poderoso! 100% como convém! Teor alcoólico de 15,5%.

Foram feitas 6195 garrafas de 0,75l e 100 garrafas de 1,5l.

Em conversa com o enólogo da casa, Nuno Gonzalez, ficamos a saber que esta safra é somente a segunda que a Herdade da Malhadinha Nova fez de monocasta syrah. A primeira é de ano anterior, 2009, e tratou-se de um lote muito pequeno de 2123 garrafas, que foi todo adquirido por um restaurante de Lisboa. Alguém saberá qual é?

O Syrah foi envelhecido em barrica. As uvas foram colhidas manualmente para caixas de 12 Kg e seleccionadas na mesa de escolha. A fermentação ocorreu em lagar a temperatura controlada com várias pisas durante todo o processo. Estágio de 18 meses, e não de 12 meses como diz na ficha técnica, em barricas novas de carvalho francês. Na ficha é dito, e nós confirmamos, que “espere pois no seu copo um vinho impetuoso, viril e carnudo, que nos deleita com o seu fruto maduro e que impressiona pelo seu corpo.” Também é dito que poderá ser guardado nas condições adequadas durante os próximos 10 anos!

A Malhadinha Nova é uma típica herdade familiar alentejana, situada em Albernoa, no coração do Baixo Alentejo. Desde 1998, a paixão e empenho da família levaram à transformação de terras havia muito abandonadas em solos capazes de dar vida a produtos genuinamente alentejanos e de elevada qualidade, dedicando-se à produção de vinhos e à criação de animais de raça autóctones em total harmonia com a Natureza e rigoroso regime de protecção com denominação de origem protegida.

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As perfeitas condições climáticas do Alentejo para este tipo de actividade, os solos xistosos, as suaves encostas bem drenadas da propriedade e as castas criteriosamente selecionadas (Touriga Nacional, Aragonêz, Trincadeira, Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon, Tinta Miúda para os tintos e Arinto, Roupeiro, Antão Vaz, Chardonnay, Alvarinho, Verdelho e Viognier para os brancos) formam o terroir da Malhadinha Nova, com condições únicas para a produção de vinhos de grande qualidade.

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A Adega da Malhadinha Nova, tradicional mas sofisticada, reúne um conjunto de características muito favoráveis à obtenção de vinhos distintos. Situada a escassos metros da vinha, a adega aproveita a inclinação do terreno, permitindo que todo o processo de vinificação se faça por gravidade. Como já referido, a uva é recebida em pequenas caixas de 12kg e descarregada directamente para os modernos lagares refrigerados, onde a pisa a pé conjuga na perfeição métodos tradicionais de vinificação e utilização de tecnologia por forma a obter da uva todo o potencial que a Natureza lhe deu na vinha. A cave de barricas, escavada na encosta a vários metros de profundidade, confere ao vinho excelentes condições para o envelhecimento.

A vinificação ocorre de forma tradicional em lagares, graças à estrutura da adega em vários níveis, todo o processo é feito por gravidade, evitando a utilização de bombas susceptíveis de retirar muita da qualidade pretendida.

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Tudo serve para em resumo dizer que estamos em presença de um syrah que merece toda a nossa consideração e apreço na degustação, embora neste momento, como nos confidenciou Nuno Gonzalez, não esteja garantida, com a certeza que o Blogue do Syrah desejaria, uma próxima safra. Só daqui a mais alguns meses é que essa decisão será tomada e nessa altura tudo poderá acontecer. Cá estaremos para dar a notícia em primeira mão!

Caro leitor, se conseguir arranjar o Syrah da Peceguina 2010, lembre-se da frase de Alexander Fleming: “A penicilina cura os homens, mas é o syrah que os torna felizes!”

Este Syrah é um óptimo exemplo de que isto é verdade!

Classificação: 18/20                                              Preço: 26,00€

 

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Monte da Ravasqueira, 97% Syrah com 3% Viognier, Alentejo, 2012

O Monte da Ravasqueira acaba de lançar o primeiro monovarietal Syrahembora, segundo permite a lei, com 3% Viognier, no fim de 2014.

Trata-se do primeiro syrah lançado por esta marca. Só por este facto os nossos parabéns. Uma apreciação cuidada ficará para breve!


 

Quinta de S. João, Pinhal da Torre, 100% Syrah, Tejo, 2007 Quinta do Alqueve, Pinhal da Torre, 100% Syrah, Tejo, 2001 (esgotado)

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A Pinhal da Torre fica situada em Alpiarça, em plena região do Tejo, e dedica-se à produção de vinhos a partir de várias castas portuguesas e não só. Na sua adega – ícone da região – vinifica exclusivamente uvas próprias oriundas das suas Quinta de São João e Quinta do Alqueve que deram origem aos dois Syrah aqui apresentados, o de 2001 infelizmente esgotado e o de 2007 ainda disponível.

A Quinta de São João tem uma área de 22 hectares dos quais 19 são de vinha. Nela ficam localizados os escritórios, a Adega, onde são produzidos todos os vinhos, e a sala de barricas, inaugurada em 1947.

A Quinta do Alqueve tem uma área de 36 hectares de vinha e um Chalet do início do século passado, que actualmente se encontra em reconstrução.

Nestas quintas estão plantadas as seguintes castas: Castas Brancas – Fernão Pires, Chardonnay, Arinto e Viognier, Castas Tintas – Touriga Nacional, Tinta Roriz, Trincadeira, Castelão, Cabernet Sauvignon, Merlot, Touriga Franca, Alicante Bouschet, Tinta Francisca, Souzão e naturalmente o nosso Syrah.

Desde a selecção das uvas, na vinha e na adega, e do método de vindima, que é totalmente manual, à poda em verde ou a hora da colheita das uvas, que ocorre somente nas horas mais amenas, para evitar que o calor afecte a qualidade das fermentações, todo o processo de produção é meticulosamente respeitado para poder proporcionar vinhos com sabor diferenciado e qualidade elevada.

A Pinhal da Torre diferencia-se, também, por aplicar rigorosos processos de vinificação e exigir um estágio nas melhores barricas, tendo sido ainda pioneira na utilização de linguagem Braille nos rótulos das suas garrafas.

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A adega dispõe de 4 lagares para pisa a pé, 7 cubas, tipo argelinas, únicas em Portugal pela sua arquitectura, cubas de fermentação para tintos e para brancos, todas com controlo de temperatura, duas salas para estágio em barricas e duas para estágio de garrafas, assim como uma linha de engarrafamento, rotulagem e embalagem.
Possui, ainda, um pequeno Museu Rural, alusivo ao vinho e à vinha, e uma sala de provas. Toda esta infra-estrutura assenta numa área de 4000m2.

Os vinhos da Pinhal da Torre foram distinguidos com 90 pontos (em 100) por Mark Squires, um dos mais influentes críticos mundiais, numa apreciação publicada no site do grande especialista Robert Parker. Isto explica porque os Estados Unidos já valem 10% da produção da Pinhal da Torre.

Actualmente, os vinhos produzidos pela Pinhal da Torre podem ser encontrados em 18 países: Alemanha, Angola, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, Canadá, China,Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Polónia, Reino Unido, Suécia e Suíça.

O Syrah da Quinta de S. João “apresenta uma cor granada, fruta ligeiramente mentolada, baunilha, cacau tostado, especiarias, tenso e complexo, muito afinado com taninos redondos, boa acidez e macio, encorpado e final longo.”

O vinho é vinificado pelo processo tradicional de curtimenta, com ligeira maceração, tendo estagiado em barricas de carvalho francês, não tendo sido filtrado.
O teor de álcool é de 14%  e o produtor adverte que a longevidade é de 15 anos. Sinceramente acreditamos que pode ser mais. E isto não é um simples acto de fé. O syrah da Quinta do Alqueve, que é de 2001, do qual o ano passado ajudámos a degustar 3 garrafas, mostrou-se que podia perfeitamente ficar mais tempo em garrafa.

O que é mesmo pena é que esteja esgotado, salvo alguma garrafa perdida por aí, e que tenha deixado de ser produzido. O Syrah passou para a Quinta de S. João e mostra possibilidades de evolução, sendo igualmente um grande Syrah, embora não chegue às alturas do seu antecessor…

É habitual apresentarmos uma história ou uma citação a propósito do que estamos a relatar. Hoje quero dizer-vos algo que é meu. No início do ano, pensando nestas coisas, tive como que uma epifania e apresento aqui este pensamento para o início de 2015:

Beber Syrah torna-nos melhores… e bons! Mais humanos!

Quinta de S. João
Classificação: 17/20                            Preço: 20,00€

Quinta do Alqueve
Classificação: 19/20                            Preço: 31,00€