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ASL Tomé Sociedade Vinícola, Rua 25 de Abril, 2955-123 Pinhal Novo

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Desta vez o Blogue do Syrah, em busca de novas terras e aceitando o convite de Carlos Branco, decidiu viajar a Sul até Pinhal Novo, para os lados de Palmela e à vista de Setúbal, já que não estamos à beira dos Alpes, muito menos de Turim, que chega a ser quase tão frio como São Petersburgo — entende-se. Estamos sim em ameno Verão e a ASL Tomé, com o seu Syrah que fica melhor de ano para ano, foi de nos fazer uma proposta que não pudemos recusar.

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Carlos Branco, que abandonou uma carreira teórica no campo da Sociologia, para se dedicar, em companhia de seu irmão Nuno, a tomar conta a tempo inteiro do negócio de família que herdou de seu pai, recebeu-nos disposto a partilhar a paixão por esta bebida plena de magia, sabores e histórias, mostrando-nos como tudo é feito, se fazia e continuará a fazer, em terras de Sol e clima propício ao cultivo da uva Syrah, de onde nasce o néctar único e que é sempre um prazer total para os sentidos, sobretudo quando é degustado em ambiente afável e espaço pleno de tradição e vernáculo.

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Visitámos a Adega, onde ainda se trabalha por métodos ancestrais mas já com os devidos modernismos. Passeámos por uma das vinhas, a que fica agarrada à sede, já que a empresa possui mais terrenos na região onde também cultiva outras castas. Acabámos em cavaqueira coloquial ouvindo falar quem sabe e degustando o nosso bem amado Cascalheira Syrah, que mais podia ser, no salão para conferências e eventos, espaço do mais acolhedor, pois a vertente de Enoturismo também é contemplada na Quinta das Cascalheira.

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Foi uma manhã em cheio, o nosso agradecimento sentido ao amigo Carlos Branco!

Ficam as imagens para complementar o relato.
Vão por lá, que o Syrah merece, sempre, e o acolhimento também!

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Labrador, Quinta do Noval, 100% Syrah, Douro, 2013

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Este é para nós o melhor Labrador que conhecemos, desde que ele existe!
O ano de 2013 para os Syrah tem sido verdadeiramente fantástico, quer para os novos Syrah que surgem pela primeira vez este dito ano, quer para aqueles que tiveram safras anteriores!

“Este Syrah da Quinta do Noval, nascido e criado pelo talento do enólogo António Agrellos, famoso pelo vinho do Porto, da mesma quinta, decidiu fazer esta experiência da qual se saiu bastante bem.” Isto foi escrito no Blogue do Syrah quando apresentámos o Labrador 2011.

Hoje já não se trata de uma experiência mas sim de uma certeza com ganhos significativos. É um Syrah de “aroma muito marcado pela fruta preta, com traços minerais e aromas balsâmicos com alcaçuz. Intenso e poderoso, com notas pungentes a alcatrão, pimenta, casca de laranja. Na boca está fino e texturado, com acidez viva a dar-lhe leveza, taninos elegantes, boa textura e muita intensidade. Longo, equilibrado, com muita precisão e austeridade.”

A Quinta do Noval, com 145 hectares, que dominam o Vale do Pinhão, é a alma e a essência desta propriedade. O solo é essencialmente constituído por rocha xistosa, o que faz com que todos os trabalhos na vinha sejam particularmente difíceis. A Quinta do Noval replantou desde 1994 100 hectares da vinha com as castas mais nobres da região do Douro, adaptando os métodos de poda à tipologia das parcelas. As parcelas foram replantadas em lotes de uma casta só, sendo cada uma escolhida de acordo com as características de cada parcela de terra: a altitude, a exposição solar e o tipo de plantação da videira.

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Hoje em dia, as parcelas plantadas com misturas de castas estão progressivamente a desaparecer do Vale do Douro. A Noval foi uma pioneira nesta tendência, tendo sido a primeira a replantar as vinhas, conservando intactos os magníficos socalcos tradicionais com os seus muros de pedra de xisto. Porque cada parcela é plantada com uma só casta, é possível escolher o momento ideal para as vindimar.

A Quinta do Noval é o único exportador histórico de Vinho do Porto que tem o nome da sua vinha. Beneficia de uma localização privilegiada, bem no coração do Vale do Douro.
Para concluir esta nossa digressão falta-nos explicar o nome deste syrah, que é uma homenagem ao cão, um Labrador precisamente, do António Agrellos, o enólogo que o concebeu e realizou.

Esperemos que este Labrador Syrah continue a frutificar por muitos e muitos anos!

 

Classificação: 17/20                           Preço: 12,50€


 

O Blogue do Syrah no Vale do Rhône: uma Reportagem Fotográfica!

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A alta colina com vinhedos da vila de Tain Hermitage, atravessada pelo rio Ródano (Rhône), é famosa pela minúscula Ermida (Hermitage), uma capela medieval que, segundo a tradição, foi erguida pelo Cavaleiro Gaspar de Sterimberg, cruzado, eremita e que foi desta forma o primeiro produtor de Hermitage.

Impera aqui, para os tintos, a uva Syrah, daí a nossa presença. Cultivada em área xistosa, origina tintos concentrados e com fortes taninos. Na área sílico-calcário, surgem ricos e aromáticos, refinados, mas com menos cor e estrutura.

Passando longo período de maturação em madeira, entre um e três anos, os grandes Hermitage não estarão prontos antes de cinco anos, pelo menos, após a colheita.

Mas hoje vamos terminar por aqui e deixar as imagens falar por si, que a paisagem é deslumbrante e única. Respira-se espaço, beleza e história!

Fica a reportagem fotográfica.


 

Lybra Rosé, Quinta do Monte D’Oiro, 100% Syrah, Lisboa, 2015

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O Verão finalmente veio e o calor aperta.
Para quem gosta de um Rosé fresco, qual a melhor opção? Segundo o Blogue do Syrah não há muito por onde escolher e a nossa escolha pende para o lado do Lybra Rosé, da Quinta do Monte d’Oiro, feito exclusivamente de Syrah, cuja colheita, de 2015, está aí no mercado para nos saciar e encantar com aquela cor de vinho suave. E temos mais um Syrah do ano fantástico de 2015!

Este Lybra especial nasceu de uma parcela especifica, tratada e conduzida para o produzir em forma Rosé, através de vindima manual e escolha cuidadosa, seguida de esmagamento com prensagem directa. Tem 12,5% de graduação alcoólica.
Interessa perceber primeiro, embora de forma breve, como se obtém um Rosé. Inicialmente o processo é igual ao Tinto, desengaçar e esmagar, embora venha um choque térmico a temperatura mais reduzida, facilitando o processo de clarificação, havendo sempre o cuidado de que a pressão utilizada não conduza à extracção  de demasiada cor das películas. Em seguida interessa clarificar o mosto, removendo a maior parte dos sólidos em suspensão, sendo a técnica mais utilizada a decantação estática a baixa temperatura durante um a dois dias.  A fermentação é por fim um compromisso entre escolher temperaturas mais baixas, havendo lugar a maior frescura no produto final, ou mais altas, perdendo-se os aromas frutados.

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O tratamento da vinha, neste Monte D’Oiro, é feito sempre sem recorrer a químicos, optando pela qualidade em vez de quantidade. As podas são severas, no tempo devido, e as mondas igualmente significativas, dando lugar a rendimentos baixos por hectare.
O preço é mais apelativo este ano, nos vários sítios por nós visitados.

Como dizia William Shakespeare:
“O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria.”
Para beber todo o Verão!
Força!

 

Classificação: 18/20                                                      Preço: 8,25€

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Há Syrah na Ilha da Madeira?

Durante muito tempo aqui no Blogue do Syrah acreditámos, e defendíamos, com base no nosso conhecimento, que não havia Syrah em três regiões vinícolas distintas do território nacional: no mundo setentrional dos vinhos verdes, na ilha da Madeira e no arquipélago dos Açores. Mas isto já não é verdade!

Há um mês e pouco demonstrámos aqui que havia um Syrah de características únicas em Marco da Canaveses, distrito do Porto, em pleno reino do Vinho Verde.

Hoje chegou a vez de provar que existe Syrah na ilha da Madeira. A alegria para nós foi enorme, como se pode imaginar, mas apesar de tudo não foi total! E porquê? Porque apesar de termos descoberto que havia Syrah, embora em pequena quantidade na Madeira, ali plantada, videiras da nossa casta tão imensamente amada, não é utilizado para um monovarietal, mas apenas em vinho de corte.

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Foi, mais uma vez, uma nossa leitora atenta, de seu nome Isabel Vasconcelos, e apreciadora desta casta única,  que nos alertou para a existência deste vinho, e que tinha Syrah! O vinho em causa é o Terras do Avô, da Sociedade Duarte Caldeira e Filhos – Seixal Wines, Lda. A sede é em Porto Moniz, no Sítio do Lombinho, no Seixal.

Segue-se um vídeo esclarecedor sobre a Seixal Wines:

Há dois vinhos tintos Terras do Avô com Syrah. Há o Grande Escolha, com cerca de 40% de Syrah sendo os outros 60% de Tinta Roriz e Touriga Nacional . O outro vinho tinto que é a gama de entrada só tem cerca de 20% de Syrah sendo os outros 80% de Tinta Roriz, Touriga Nacional, um pouco de Cabernet Sauvignon e também de Merlot. A enologia está a cargo de Paulo Laureano e João Pedro Machado.

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Pode ser que o produtor ao ler o este nosso texto se convença de como seria extraordinário produzir um monocasta Syrah mesmo de uma produção bastante limitada! Vamos esperar para ver!

E quanto aos Açores? Há Syrah? Nada aponta para isso! Mas o Blogue do Syrah tem um agente infiltrado nos Açores (esta informação é confidencial) de nome António Maçanita que investiga essa possibilidade. Pelo menos o Blogue do Syrah sonha com isso!

E como diz o poeta: “O sonho comanda a vida!”


 

Bombeira do Guadiana, Herdade da Bombeira, 100% Syrah, Alentejo, 2013

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Uma nova colheita do Syrah mais ao sul do Alentejo!

Já tínhamos apresentado a colheita de 2011, mas consideramos esta que hoje aqui nos trás de qualidade superior! O concelho de Mértola tem também o seu Syrah e está desta forma muito bem representado!

O projecto tem tido sucesso devido ao interesse constante dos clientes pelos vinhos da Herdade da Bombeira, que se situa no Concelho de Mértola, na margem direita do Rio Guadiana, a 3 quilómetros a sul dessa linda vila alentejana, estendendo-se ao longo de 2 quilómetros da sua margem.

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Um grupo de amigos, amantes da natureza, os proprietários da Herdade da Bombeira, entenderam em 1999 plantar 18 hectares de castas tintas, numa zona com solos privilegiados, onde logo se adivinhou um terroir de altíssimo potencial. Em 2000 conclui-se a plantação, em 2003 produziu-se  os primeiros vinhos, em 2005 o primeiro rosé, entre 2009 a 2011 é concluída a plantação de 3,5 hectares de uva branca e em 2012 é produzido o primeiro vinho branco.

A Herdade da Bombeira, com os seus 700 hectares, possui uma várzea ao longo do rio com cerca de 20 hectares onde os solos de características xistosas se misturam com os aluviões do Rio Guadiana proporcionando as condições ideais para a implantação da Vinha. O Clima desta zona não sendo continental também não é de características marítimas. O mar fica a 50 quilómetros a Sul e a 100 quilómetros a Oeste mas a proximidade da Serra do Caldeirão e do Rio Guadiana tornam o clima mais ameno do que na generalidade das terras vinícolas do Alentejo. A influência do rio Guadiana é fundamental, provocando um microclima que influencia a humidade relativa, evita as geadas e faculta água de qualidade ímpar devido à corrente ecológica com origem na barragem do Alqueva.
Após análise do comportamento das castas na zona e a conselho do  enólogo residente Bernardo Cabral, decidiu-se em 2002 substituir, e muito bem na opinião do Blogue do Syrah,(não é por acaso que gostamos das qualidades técnicas deste enólogo!) cerca de 2,5 hectares de casta Aragonês por Syrah, e em 2006 o restante por Alicante Bouchet  cerca de 3,5 hectares.

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As notas de prova que escolhemos falam de um Syrah “especiado e bem maduro, algum chocolate, fruto intenso, boca com volume algum calor num final longo e picante. Um tinto com franqueza e generosidade de formas. Taninos sedosos e redondos, termina prolongado e medianamente persistente.”
Tem uma graduação alcoólica de 14,5%.

“No banquete da vida a amizade é o pão, e o amor é o vinho. “ já dizia Paolo Mantegazza.
Aqui estaremos fiéis para acompanhar a sua evolução com todo o rigor!

 

Classificação: 17/20                                                     Preço: 11,00€