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Enigma, Caves Dom Teodósio , 100% Syrah, Tejo, 2012

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Tejo acima, talvez de falua primeiro, sorvendo a paisagem da lezíria, depois de carroça ladeando o Montejunto, a varanda da Extremadura, até Rio Maior, para conhecer o Syrah das caves Dom Teodósio, que agora pertence ao grupo Enoport. Grupo este que juntou algumas das mais antigas e emblemáticas empresas de vinho Portuguesas com reconhecimento nacional e internacional, tais como as Caves Velhas, Caves Dom Teodósio, Adegas Camillo Alves, Caves Acácio, Caves Monteiros e Caves Moura Basto.

Este mesmo grupo detêm uma outra marca, a Quinta de S. João Baptista, que o Blogue do Syrah teve oportunidade de apresentar aqui, esse sim de qualidade bem acima deste.

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A Caves Dom Teodósio foi fundada em 1924 por João Teodósio Barbosa. A companhia está especializada na produção, engarrafamento, comercialização e exportação de vinhos, espumantes e bebidas espirituosas. A sede, em Rio Maior, que já referimos, no centro de Portugal, inclui instalações produtivas de engarrafamento, serviços comerciais, marketing e administrativo, armazéns de vinho e laboratório bem como o armazém central.

Enigma é pois o nome do Syrah. Nome que só por si faria prometer um grande Syrah, até porque a palavra significa algo secreto e invisível, com um significado oculto por revelar, até o rótulo bem desenhado conduz nesse sentido. Tudo levaria a crer pois que a demanda seria frutífera. Tal não acontece, infelizmente. O Enigma é um vinho desinteressante, sem génio… desprovido de arcanos e mistérios! Não traz nada de novo ao mundo dos Syrah portugueses, é um vinho aboleimado e, para além disso, tem um preço exorbitante, portanto nem no campo da relação qualidade-preço se consegue destacar. É verdade que a cadeia de supermercados onde é comercializado por vezes o coloca em promoção por metade do preço, mas mesmo assim não compensa face a outras propostas existentes no mercado.

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O enólogo de serviço é Carlos Eduardo e a graduação alcoólica é de 13%. Teve uma maturação de 6 meses em madeira de Carvalho Francês. As notas de prova dizem que possui uma “cor avermelhada e nariz delicadamente frutado, com suaves notas florais e vegetais a conferirem alguma complexidade ao conjunto, na boca é um vinho fácil, equilibrado e equilibrado, conta com um paladar frutado e levemente vegetal, o final de boca tem um comprimento e uma persistência medianos.”

As notas de prova podem até ser simpáticas mas a realidade no palato de quem o degusta fala sempre mais alto. Este Syrah, pela nossa parte, apenas merece a nota que lhe atribuímos. Outros que falem de sua justiça. Cá estaremos para os ouvir.

O escritor Raúl Ponchon escreveu que:

“Vinho dá poesia, poesia dá vinho.”

Este Syrah, poesia, é coisa que não dá, ou pelo menos com o verso, rima e sentimento da forma que gostamos!

Classificação: 14/20                                                     Preço: 8,99€

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O Blogue do Syrah teve a oportunidade de provar ontem, dia 18 de Julho, o novo Enigma Syrah, de 2014.
Nada se altera em relação ao que foi dito aqui da safra anterior anterior. A qualidade é a mesma e a classificação mantêm-se. O preço continua igualmente exorbitante.

Felizmente que há muitas promoções levadas a cabo pela cadeia de supermercados que disponibiliza este Syrah. Muitas delas a 50%. Foi o que aconteceu neste fim de semana!


 

 

Paciência, Casa Agrícola Paciência, 100% Syrah, Tejo, 2003

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Até ao Ribatejo viemos hoje para travar conhecimento com o Syrah da casa Paciência. Um Syrah que até hoje conheceu duas safras. Apesar de praticamente impossíveis de encontrar, conseguimos arranjar uma garrafa da safra de 2003 e outra da safra de 2007. Infelizmente a garrafa que nos coube em sortes de 2007 estava avinagrada, completamente intragável, mesmo estando a rolha aparentemente em bom estado. Logo o nosso comentário recai totalmente sobre a safra de 2003. Teoricamente o mais natural teria sido a garrafa de 2003 a dar sinais  clara degenerescência e não a de 2007. Mas o que aconteceu foi exactamente o contrário. Adiante.

As notas de prova falam de “média concentração na cor, vegetal seco e resina, falta mais fruta no aroma. Balsâmico na boca, rebuçado, fruto doce, falta alguma elegância, simples no conjunto.” Tem uma graduação alcoólica de 13,5%. O enólogo foi Leonel Cruz.

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A Casa Paciência é uma empresa vitivinícola, em Alpiarça, produtora de vinhos ribatejanos há mais de 100 anos. De cariz familiar, tem sede em Alpiarça, no Ribatejo, onde conta já quatro gerações de lavradores ligados à vinha e ao vinho, portanto com mais de 100 anos de história, sendo o seu fundador Manoel Paciência Gaspar.

A adega actual que serve a Casa foi construída em 1962; mantém os moldes tradicionais de produção de vinho com equipamentos e depósitos originais a funcionarem em pleno. Em paralelo foram implementados novas tecnologias como o sistema de frio para arrefecimento dos mostos em fermentação. Em alguns casos ainda se faz a “pisa-a-pés” quando a qualidade da matéria-prima assim o justifica.

Nos últimos anos, a Casa Paciência assumiu também uma vertente de enoturismo, abrindo as portas da adega ao público em geral, com visitas às caves e prova de vinhos.

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A adega encontra-se instalada num pátio rodeada de limoeiros. As vinhas estendem-se por 16 hectares. As castas dividem-se em brancas Fernão Pires e Tálias e as pretas como Periquita e Cabernet Sauvignon.

O papa João XXIII, de boa memória, disse um dia que: “Os homens são como o Syrah – alguns viram vinagre, mas outros melhoram com a idade.” Das mulheres o mesmo se pode dizer, acrescentamos nós.

O Syrah Paciência 2007 virou vinagre bem antes do tempo. O de 2003 é um Syrah ignavo, sem garra, de aromas pouco presentes, e por isso tem a nota mais baixa que o Blogue do Syrah pode dar a um monocasta Syrah!

Classificação: 14/20                                                     Preço: 7,00€


 

Quinta dos Penegrais, Reserva, 100% Syrah, Tejo, 2011

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No Tejo, Quinta dos Penegrais, para apresentar mais um Syrah! Este difícil de encontrar em Lisboa mas não impossível! O respectivo site é muito básico, com muito pouca informação, infelizmente. Esta Quinta enquadra-se na região dos Vinhos do Tejo e na sub-região de Santarém.

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A safra provada é a de 2011, e possui uma graduação alcoólica de 14%, sendo produzido a partir de uvas cuidadosamente selecionadas, vindimadas manualmente durante a primeira semana de Setembro. Fermentação e curtimenta clássicos à temperatura de 26ºC em pequenas cubas de inox, com maceração prolongada. Segui-se um ligeiro estágio em madeira de carvalho francês durante quatro meses, resultando assim este Syrah, que segundo as notas de prova se apresenta “de cor rubi escuro com tons violáceos, aroma com frutos negros nomeadamente amoras e toque fresco de eucalipto e menta, complexadas com notas de frutos secos e especiarias oriunda do estágio de madeira. Boca volumosa e cheia, redonda, com taninos de qualidade e final longo.”

Há mais de 50 anos que a família Machado, proprietária desta quinta, se dedica à actividade vinícola. A Quinta dos Penegrais e os seus vinhos são fruto do empenho das várias gerações desta família que se dedicam com paixão ao seu trabalho para partilhar consigo os prazeres que um bom vinho pode oferecer.

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Em 1998 decide-se pela conversão de uma extensa área de pomares em vinha, marcando-se assim o início de uma nova fase desta quinta do sector dos vinhos.

Em 2004 entra no mercado o primeiro vinho regional produzido por António Carvalho Machado com a marca Quinta dos Penegrais.

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Actualmente, contam com cerca de 38 hectares de vinha distribuída por 2 propriedades, uma em Arruda dos Pisões – Rio Maior e outra em Manique do Intendente – Azambuja. Nestas vinhas cultivam-se as castas tintas Alicant Bouschet, Castelão, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Caladoc, e a nossa Syrah, naturalmente, mas também as castas brancas Moscatel, Arinto e Fernão Pires.

Há uma frase que os enófilos costumam referir e que é a seguinte: “Colecciono vinhos ruins…porque os bons bebo todos!…”

Este Syrah da Quinta dos Penegrais, com uma garrafa de desenho muito bem conseguido e sedutor, é daqueles que não ficará na garrafeira para além do tempo devido. Vamos pois em sua demanda!

Classificação: 15/20                                                     Preço: 7,50€

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Tributo, Rui Reguinga, 85% Syrah, 10% Grenache, 5% Viognier, Tejo, 2012

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No Tejo, desta vez, para tomarmos conhecimento do projecto pessoal de um enólogo bem conhecido do mundo vitivinícola português, Rui Reguinga, que a partir de 2004 decidiu arriscar criando o seu projecto pessoal.

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Este vinho regional do Tejo, produzido a partir das castas Syrah (85%), Grenache (10%) e Viognier (5%), é feito bem à maneira dos franceses do Vale do Rhône, assumidamente. As notas de prova apresentam este Syrah da seguinte maneira: “De cor rubi, apresenta um aroma de grande intensidade, complexo, com notas de fruto vermelho maduro e amoras e um toque balsâmico da barrica. Paladar equilibrado, muito elegante, com uma boa acidez. Final longo, com uma agradável persistência. As características que melhor defendem este néctar são a elegância, equilíbrio e complexidade, apresentando-se com grande potencial de envelhecimento.” Tem graduação de 14,5%.

Não estamos em presença de um Syrah a 100%, como exigimos e apreciamos, mas reconhecemos e aceitamos a herança cultural importada da nobre região onde foi beber a sua génese. Nas palavras do enólogo:  “Um projecto sentimental, plantado em 1 hectare dado pelo meu pai, para “experimentar”. Este é um pequeno projecto pessoal, de apenas 2.000 garrafas. O vinho que idealizei fazer para mostrar um “caminho” diferente aos vinhos tintos ribatejanos: complexos, frescos, suaves e elegantes. Iniciado em 2001 com a plantação da vinha na Charneca de Almeirim, em solos muito pobres com calhau rolado. Com castas inspiradas na Cotes de Rhône: Syrah, Grenache, Mourvèdre e Viognier, pouca tecnologia e barricas “premium” de carvalho francês. Em todo o processo de selecção dos solos, preparação do terreno, plantação da vinha, o meu pai, vitivinicultor toda a sua vida, teve um papel fundamental. Infelizmente não viveria o suficiente para ver este sonho realizado. Por isso este vinho ganhou um significado diferente. E o seu nome: Tributo.”

O resultado teria que ser um Syrah “composto”, de qualidade!

Em 2006 Rui Reguinga deu à luz um outro Syrah, também do Tejo, hoje esgotado, uma edição especial, em associação com um restaurante da capital, o Gemelli, do chefe Augusto Gemelli, que era outro Syrah à moda dos franceses, Syrah e Grenache, 85% e 15% respectivamente, e como dizia o vinho “Duas castas, dois ingredientes. Um lote, uma receita.Os aromas, os sabores.”

Rui Reguinga acredita que é o terroir que está na raiz de tudo. Como ele diz: “Acredito que qualquer casta no terroir ideal pode produzir grandes vinhos…”

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Rui Reguinga foi eleito “Enólogo do Ano” pela Revista de Vinhos, conquistou vários troféus e medalhas de ouro com os seus vinhos, e tem sido membro do júri em várias edições das prestigiadas provas como o “International Wine Challenge”, “Decanter World Wine Awards” e “Concours Mondial de Bruxelles”.

Rui Reguinga nasceu em 1966, em Almeirim, no Ribatejo, numa família com raízes no mundo do vinho. Filho e neto de vitivinicultores, cresceu com o sonho de prosseguir uma carreira na área. Esta vocação ganhou forma ao licenciar-se em Engenharia Alimentar pelo Instituto Superior de Agronomia em Lisboa. Seguiu-se uma pós graduação em Marketing de Vinhos na Universidade Católica do Porto e uma especialização em “Dégustation des Vins” pela Universidade de Bordéus.

Em 1990 estagiou na região de Champagne. Pouco depois iniciava um intenso percurso como enólogo consultor ao lado de João Portugal Ramos, na Consulvinus. Aí, ao longo de uma década, destacou-se no trabalho para conceituadas marcas nas grandes regiões vitícolas portuguesas.

Em 2000 fundou a Rui Reguinga Enologia. Hoje é pois responsável por vários projectos e parcerias de sucesso em Portugal e no mundo. As visitas profissionais levaram-no a regiões vitivinícolas por todo o mundo na Austrália, Nova Zelândia, Califórnia, Argentina, Chile e Ásia. Mas é à produção dos seus próprios vinhos e aos terroir de origem do Velho mundo que retorna sempre, com saber acumulado e uma dedicação muito especial.

Ao escrever este texto sobre Rui Reguinga, a propósito dos dois Syrah que fez, recordamos as palavras da egrégia actriz francesa Sarah Bernhardt, quando dizia:
“Suas palavras são meu alimento, sua respiração o meu vinho.”

Eis-nos pois ante um Syrah de qualidade, muito bem feito, apesar do preço algo elevado!

Uma nota final, para indicar que a composição deste Syrah, em termos de proporção das diversas castas que o integram, e tal como dizemos no texto, foi retirada do rótulo da garrafa. Porém, como se pode ver na respectiva ficha técnica reproduzida abaixo, há uma divergência em relação à referida composição. A ser assim este Syrah não poderia ser considerado como tal, já que por lei, para ser um monocasta, a casta maioritária dever ser de pelo menos 85%. Vamos pois assumir a garrafa como referência.

Classificação: 17/20                                                     Preço: 20,00€

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Bridão, Adega Cooperativa do Cartaxo, 100% Syrah, Tejo, 2012

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No Tejo profundo onde nos encontramos hoje, também podemos dizer Ribatejo, temos um Syrah que esteve esgotado algum tempo mas, com a presente safra de 2012, está de novo entre nós, felizmente! Por coincidência na mesma altura a Adega Cooperativa do Cartaxo foi distinguida com o prémio “cooperativa do ano 2014” pela Revista de Vinhos.

Este Syrah tem 14% de graduação alcoólica e as notas de prova dizem-nos que é “escuro na cor, revela aromas compotados de ameixa e amoras maduras, com leves notas de baunilha. Bem estruturado, muito redondo, maduro e quase doce no final suave nuances de compota e chocolate.”

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Fundada em 1954, a Adega Cooperativa do Cartaxo tem raízes numa região onde existem referências à actividade vitivinícola anteriores ao século X. Desde então a Adega Cooperativa do Cartaxo funcionou até 1974 nas instalações da Junta Nacional do Vinho, hoje convertida no Instituto do Vinho e da Vinha, no Cartaxo. Há mais de duas décadas, a Adega inaugurou as actuais instalações, onde labora desde então, sempre à procura do reforço da capacidade humana e tecnológica ao serviço da melhor produção vinícola. A afamada região vitivinícola do Ribatejo, hoje chamada de Tejo, integra a sub-região do Cartaxo e confere à produção da Adega Cooperativa do Cartaxo a denominação de Vinho Regional e DOC do Ribatejo. Genuínos, típicos e autênticos, os vinhos da Adega Cooperativa do Cartaxo servem com excelência dois desígnios importantes: grau de qualidade e a satisfação e reconhecimento dos apreciadores de vinho.

O actual sucesso dos vinhos deve-se, segundo o Director Executivo, Fausto Silva, à estratégia de crescimento sustentado suportado pela crescente qualidade das uvas que os associados entregam na adega, ao investimento feito na modernização e na importância dada aos mercados e seus consumidores . “Há uns anos desafiámos os nossos sócios a produzirem uvas com maior qualidade e isso tem-se reflectido na qualidade dos vinhos que produzimos. Também o facto de termos um excelente conhecimento enológico, contribuiu para o desenvolvimento e crescimento na qualidade dos vinhos da Adega do Cartaxo, fundamental para que cada vez mais os consumidores reconheçam e procurem as nossas marcas”, afirma.

Fausto Silva, que ocupa o cargo há vinte anos, lembra que a Adega Cooperativa do Cartaxo produz cerca de oito milhões de litros de vinho por ano e que 75 por cento da produção é constituída por vinho tinto proveniente na sua quase totalidade de vinhas aptas à produção de uvas para vinho regional e DOC.

Os vinhos ali produzidos têm tido maior procura nos últimos anos graças ao aumento da sua qualidade média acompanhada de uma atitude de gestão orientada para o mercado. “O sector dos vinhos ganhou maior dinamismo, os hábitos de consumo mudaram. Existe uma maior exigência de qualidade por parte de quem compra e de quem consome. Há mais acções de comunicação e promoção e a distribuição melhorou, tornando-se mais comunicativa e agressiva, o que contribuiu para proporcionar mais e melhores opções aos consumidores e ao maior interesse e conhecimento do mercado em relação aos vinhos”, justifica. “Nós, Adega do Cartaxo, temos de acompanhar as tendências, ameaças e oportunidades do mercado e adequar as nossas estratégias a essa realidade”.

Os responsáveis da adega investiram na modernização do edifício, que apresentava limitações, para corresponder às novas exigências do negócio. O antigo escritório foi demolido para se construir uma nova linha de engarrafamento. As instalações foram reajustadas e os serviços administrativos e recepção, inaugurados o ano passado, foram construídos à entrada da adega. No mesmo edifício, a loja e sala de provas estão praticamente concluídas, faltando apenas algumas “burocracias” para poderem entrar em funcionamento.

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“A modernização da adega foi fundamental para o desenvolvimento e evolução dos nossos vinhos. Tivemos que nos adequar às exigências do mercado de forma a termos um produto e uma imagem de marca que dê garantias e confiança a nós empresa, aos nossos parceiros e aos nossos consumidores”, sublinha o director executivo. “Fazer marca e aumentar notoriedade, é um processo que leva o seu tempo e tem os seus custos. Temos essa consciência e tentamos fazê-lo de forma sustentada e com humildade, ainda para mais sabendo a realidade económica do país, mas temos a ambição de quem sabe o potencial que a empresa e a região têm e que de igual forma sabe que o trabalho e a dedicação são determinantes para o sucesso”.

Desde 2005 que a aposta tem sido mais incisiva na internacionalização. A Adega do Cartaxo exporta para vários mercados destacando-se França, China, Brasil, Estados Unidos da América, Suíça, Luxemburgo e São Tomé e Príncipe. Outros mercados menos representativos mas também importantes são a Holanda, Alemanha, Moçambique, Angola, Giné Bissau e Nigéria.

Nos últimos 5 anos os vinhos que mais têm crescido em vendas são o Xairel e o Plexus. No entanto, a marca Bridão, onde se integra com galhardia o nosso Syrah, continua a ser a marca estrela da adega, com uma gama de oferta de vinhos bastante diversificada e cada vez mais referenciada. Entretanto, como reflexo do crescimento da qualidade dos vinhos produzidos, foram recentemente reconhecidos com prémios em concursos nacionais e internacionais vários vinhos desta marca. A título de exemplo, o vinho Bridão Tinto Reserva 2011 já conquistou três medalhas de ouro em concursos internacionais e o Bridão Clássico uma medalha de ouro e uma medalha de prata, também em concursos internacionais.

E hoje acabamos com uma citação de um homem da música clássica, Johann Strauss:
“Um valsa e um vinho, sempre pedem bis.”
Podemos igualmente asseverar, ao som de uma valsa vienense e em boa companhia, que apenas uma taça de Bridão a maior parte das vezes não é suficiente!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 4,60€